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Música do Brasil

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Amarante sobre shows solos: ‘Versões diferentes, cruas e com duas cordas no violão’

Rodrigo Amarante Crédito Reuben Cox2

 

Seja solo, com banda, com Little Joy, Orquestra Imperial ou com Los Hermanos, cada vez que Rodrigo Amarante retorna ao Brasil para shows, sua vinda é celebrada com fervor e euforia pelos fãs. Um exemplo disso são os ingressos concorridíssimos para os três shows solos que fará nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro no Sesc Pinheiros, em São Paulo, com a cota para internet esgotada em apenas uma hora. Nas bilheterias das unidades ainda há pouquíssimos ingressos.

 

Talvez eu troque uma música ou outra entre as apresentações, mas não vejo motivo pra mudar muito o repertório“, conta Amarante em exclusiva ao Virgula. “Eu vou tocar algumas músicas novas, não muitas, também umas que escrevi já faz um tempo e que não gravei. Mas o show é ainda do Cavalo (álbum de 2013), que será apresentado na íntegra“, adianta sobre os concertos na capital paulista, que serão os últimas da turnê.

De clima intimista, o trovador hermano estará acompanhado apenas de violão e piano. Mas o músico, que também está acostumado a encarar enormes multidões ao lado de bandas, conta que sabe tirar proveito de ambos formatos: “São muito diferentes, a onda, o tempo das coisas, cada um tem a sua graça. Pra cantar é muito melhor quando eu tô sozinho porque faço a dinâmica que me der na telha, retraio e expando de acordo com o sentimento do momento. Mas, a banda tem muito mais dinâmica no geral, move a plateia de outro jeito“, e complementa: “Quando toco com a banda a gente faz os arranjos originais do disco, mas sozinho eu faço versões diferentes e às vezes bem cruas, só usando duas cordas do violão; uma espécie de exagero da ideia de espaço vazio que o disco tem“.

 

 

Óbvio que durante a conversa não poderia faltar a pergunta: e música dos Los Hermanos, vai rolar nos shows? “Às vezes eu toco uma de cada banda do passado, mas não gosto de passar disso porque sinto que as músicas dos Hermanos devem ser preservadas pra serem tocadas pela banda. Me sinto um pouco vulgar tocando essas músicas porque apesar de eu ter escrito essas canções, as fiz pros Hermanos, com eles em mente, então são músicas deles também, e sem eles no palco eu não acho justo tocar. A mesma coisa com Little Joy e Orquestra Imperial. Devo tocar uma de cada“.

E se o público pedir mais? “É comum no Brasil alguém pedir músicas dos Hermanos durante o show, mas não muito. Os que já me viram fazer o show do Cavalo sabem que eu não toco músicas dos Hermanos e entendem a onda. Não me incomoda os pedidos quando não vira uma coisa insistente, o que é muito raro“, explica o músico.

 

 

Não é novidade para ninguém que Amarante virou um tipo de nômade, desbravando cada canto do mundo apresentando suas músicas e absorvendo inspiração de diferentes culturas. E ele gosta assim: “Me sinto em casa em qualquer lugar que me seja gentil, que me seja aberto, onde há calor humano, onde a comida é feita com amor, onde o vinho inspira uma boa conversa, qualquer lugar onde haja silêncio ou boa música. Minha casa é onde eu sinto que devo estar, não preciso saber o lugar ser meu, basta que eu dele possa ser um pouco“, diz o músico.

Porém, para o próximo e tão aguardado novo álbum, Amarante está indeciso do lugar a ser feito: “Não tenho certeza onde exatamente vou gravar, estou vendo isso agora. Estou escrevendo o disco novo enquanto termino essa que foi a mais longa turnê que fiz“. E pode nos adiantar algo? “Gosto de escrever as músicas de um disco na sequência, uma atrás da outra, mesmo que tenha umas já prontas. Isso me faz pensar no disco como um todo. O que os fãs podem esperar é que será diferente do que vão receber, no bom sentido, é claro. Hahaha!!

 

Fonte: Vírgula Música

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