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Música do Brasil

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Mallu Magalhães aposta na MPB em seu segundo disco

Novo álbum tem participação de Marcelo Camelo e marca entrada da garota na Sony Music

Divulgação/Sony Music

Depois de começar em selo independente, Mallu Magalhães apostou em uma gravadora multinacional para lançar o segundo álbum se sua carreira
 

 

 

Mallu Magalhães surgiu como um fenômeno na Internet. Com apenas 16 anos, sua música Tchubaruba se tornou um hit impulsionado por sites de relacionamento. Há um ano, lançou seu primeiro CD por um selo independente.

Agora, a moça retorna com muitas novidades. Seu segundo CD, que leva seu nome como título, sai pela Sony Music. A sonoridade também se ampliou, indo do folk inicial ao rock, ao reggae, à MPB e a outros elementos. O disco também conta com seis músicas em português, uma novidade para jovem, já que seu primeiro álbum só tinha músicas em inglês.

Marcelo Camelo, ex-Los Hermanos e seu namorado, faz vocais de apoio em três faixas e, acredite, assovia em uma. Os fãs já podem conferir as faixas na página  do MySpace da cantora. A produção do CD ficou a cargo do experiente Kassin. Saiba tudo sobre o disco em entrevista exclusiva ao R7.

 

R7- Os artistas brasileiros têm lançado seus discos de forma mais espaçada, no mínimo com dois anos de intervalo entre cada trabalho. Você está lançando o seu segundo um ano após o primeiro. O que te levou a isso?
Mallu Magalhães- Meu ritmo de compor é muito grande, componho muitas canções. Se eu pudesse, gravaria dois discos por ano. Os Beatles e o Bob Dylan, nos anos 60, lançavam vários discos na sequência. Gostaria de também lançar EPs, também, pois isso me permitiria mostrar logo aquilo que eu faço, sem demorar.Mallu- O meu novo disco mostra influências que foram surgindo aos poucos em mim, e que agora chegaram ao resultado final, às canções. Duas são mais antigas, Bee On The Grass e O Herói, O Marginal, as outras foram compostas há menos tempo. Estou compondo no violão, mas também em outros instrumentos, como o ukulele, piano e escaleta, como forma de ampliar as sonoridades das músicas.

 

R7- Como é a sua relação com as letras de suas canções? Escreve sobre aquilo que vive ou se baseia nas experiências alheias? E o que te levou a compor mais canções em português desta vez (seis, contra apenas duas no primeiro CD)?
Mallu- Gosto muito de passar as emoções que sinto e que vivo nas canções que componho. Sou muito sincera e direta nelas, são registros do que eu sou, de como eu sou e do que estou vivendo e/ou sentindo. Para mim, compor em português ou em inglês é natural, intuitivo, procuro me basear nas sonoridades das palavras. O fato de o meu novo CD ter sete faixas em inglês e seis em português não foi planejado, saiu assim.

R7- Você normalmente não parece estar muito à vontade quando se apresenta em programas de televisão. Por causa disso, há quem a ironize. Como vê isso?
Mallu- Não tenho essa coisa de vestir uma máscara, de ser o que não sou. Quando participo de programas na televisão, eu me intimido, me sinto mais fraca, fico insegura. Muitas vezes querem saber mais sobre quem estou namorando do que sobre a minha carreira, isso me incomoda. Não sei se nasci para isso, para ser uma entertainer. Estou procurando melhorar.

R7- Mas você nunca teve problemas em shows.
Mallu- No palco, é diferente, as pessoas vão para te ver, é algo mais próximo, há um clima mais positivo. Mas que fique claro: tem programas de televisão que eu curti fazer.

R7- Você lançou o seu primeiro disco de forma independente, e agora está lançando o segundo por uma grande gravadora, a Sony Music. O que te levou a mudar?
Mallu- Estava ficando muito complicado continuar a ser independente, tinha muitas limitações. A Sony Music vai me proporcionar uma estrutura melhor em relação a divulgação e principalmente distribuição dos discos. Queria contar com a força de uma gravadora, mas sem perder a liberdade de criação. A proposta da Sony foi muito boa, e me deu mais segurança.

R7- O Kassin é um produtor consagrado. Qual foi a participação dele no disco? No que ele te ajudou?
Mallu- O Kassin poliu o disco, as canções. Foi nos ensaios que realizei antes de gravar, deu-me ótimas dicas, encontrava a chave para deixar as músicas mais encorpadas, mais bem resolvidas. Ele olha de fora, entendendo tudo o que ocorria e dando boas opiniões, mas sem nunca descaracterizar o meu trabalho.

R7- Em 2010, você fará 18 anos (no dia 29 de agosto). Isso mudará alguma coisa em sua vida? Como encara chegar nessa idade?
Mallu- Não me preocupo com isso, em fazer 18 anos. O que vai me facilitar é a liberdade para viver profissionalmente, por causa da lei da maioridade. Mas é só. Ninguém vira adulto do dia para a noite, cada um amadurece no seu tempo. Não é um marco pessoal, e também não fico com aquele pensamento de que a idade me permite tirar carta, ir a baladas etc.

R7- O seu namorado, o Marcelo Camelo, participa do CD. Como pintou a participação dele? Vocês pretendem fazer outros trabalhos juntos?
Mallu- Eu e o Marcelo temos vários projetos, já fizemos shows juntos e tudo. Gosto muito de parcerias que pinta na hora, que não são planejadas. Estou sempre aberta a isso. Ele participou das músicas no CD de forma espontânea, estava no estúdio e acabou fazendo vocais em algumas músicas.

R7- Nesse disco, você só gravou músicas de sua autoria. Pensa em regravar músicas de outros autores em outros trabalhos?Mallu- Não pensei em regravar músicas alheias nesse disco pois acho que ainda não é a hora de eu fazer isso. Gosto de cantar em casa músicas do Chico Buarque, Caetano Veloso, Vinícius de Moraes, Tom Jobim. Pode ser que eu faça algo em cima de covers no futuro, mas não agora.

R7- Já que você falou em covers, poderia citar seus cinco CDs favoritos?
Mallu- Sim: Chico e Caetano Juntos e ao Vivo, do Caetano Veloso e Chico Buarque; 10 Anos Depois, da Nara Leão; A Divina Comédia Ou Ando Meio Desligado, dos Mutantes; Another Side Of Bob Dylan, de Bob Dylan, e Ventura, dos Los Hermanos.

R7- O seu disco novo tem uma sonoridade bem mais diversificada do que o primeiro, que era mais em cima da música folk. Como foi que ficou dessa forma?
 

Fonte: R7