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Música do Brasil

Música do Brasil

É emo, é hard, é heavy. Para mim, é tudo rock 'n' roll, diz Erasmo Carlos

O maior roqueiro do Brasil avalia os novos caminhos do gênero musical

 

Ao contrário de seu grande parceiro e amigo Roberto Carlos, Erasmo não se transformou em um cantor romântico com o final da Jovem Guarda. Manteve se firme e forte às suas origens. Tanto que até os dias de hoje é considerado o maior roqueiro do Brasil.

Apesar das 68 primaveras, o eterno Tremendão ainda dá um caldo bem grosso. Depois de cinco anos na seca, lançou seu mais recente disco, Rock 'N' Roll, no primeiro semestre. Na semana passada, fez um som ao lado dos jovens roqueiros Nervoso, Gabriel Thomaz e Érika Martins na 15ª edição Video Music Brasil, da MTV.

 

 

Divulgação

 

Erasmo Carlos em foto de divulgação de seu novo CD, no qual faz uma verdadeira profissão de fé ao estilo musical que descobriu ainda moleque, nos anos 50, e que continua amando

 

 

Ainda não se convenceu? Pois bem, o último argumento é matador. Em pé de igualdade, o cantor e compositor disputa a categoria Melhor Álbum de Rock, do 10º Grammy Latino, com NX Zero, Cachorro Grande, Titãs e Zé Ramalho. O gramofone dourado será entregue daqui a um mês, em 5 de novembro em Las Vegas, Estados Unidos.

Do alto dos seus 49 anos de carreira e integrado as novas mídias de informação (sim, ele tem site oficial e MySpace!), Erasmo analisou os novos rumos do rock brasileiro e falou sobre a sua proximidade com a juventude para o R7.

R7 – Você que fez parte da Jovem Guarda, primeira leva de roqueiros do Brasil. Como vê o cenário do rock hoje em dia?
Erasmo –
Vejo todo mundo querendo dar o seu melhor e procurando novos sons. Eu fiquei escravo da primeira sonoridade, é a que eu gosto. Tive a felicidade de ver o nascer do rock 'n' roll.

Hoje, as pessoas pegam o rock andando. É um lançamento agora, daqui a pouco é outro. Antes, não existia nada. O rock 'n' roll foi uma explosão no mundo, uma coisa maravilhosa. Graças a ele, me libertei dos preconceitos bobos que tinha.

R7 – Antes rock era rock. Atualmente, temos rock alternativo, rock pop, entre outros. O que acha dessa diversificação?
Erasmo –
A imprensa cria vários segmentos. É emo, é hard, é heavy. Para mim, é tudo rock 'n' roll. Rock 'n' roll é rebeldia, é contestação, mas também é amor.

R7 – Participações em programas como o VMB lhe aproximam de um público mais jovem?
Erasmo –
Certamente. Eles não se aproximam de mim fisicamente. Isso porque são muito antenados e me conhecem pelo Google, YouTube e outros mecanismos semelhantes. Então, eles já sabem que o meu som é sincero, honesto e digno.

Tenho a maior receptividade com os jovens e aprendo com eles. Para mim, isso é muito fácil porque aprendi com os meus filhos a sobreviver essa etapa e agora estou aprendendo com os meus netos na maior.

Tanto que, no ano que vem, espero disputar o VMB com o meu disco Rock 'N' Roll.

R7 – Você está compondo novo algo com o Roberto?
Erasmo – Compus com Roberto há quarto anos. Agora, estou compondo com gente como Nando Reis, Chico Amaral, Nelson Motta, Liminha e Patrícia Travassos. Essa turma toda está em meu novo disco.

 

Fonte: R7