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Música do Brasil

Música do Brasil

25 anos de Acústico MTV no Brasil; veja os melhores momentos

 

No final de abril, a MTV norte-americana anunciou que vai retomar o formato Unplugged ainda em 2016. De 1989 até 2014, centenas de artistas gravaram especiais acústicos para a emissora. A última apresentação do tipo foi da cantora Miley Cyrus em janeiro de 2014.

Aqui no Brasil, o Acústico MTV nasceu oficialmente em 1991 com o Barão Vermelho, que aproveitou o lançamento do álbum Na Calada Da Noite para fazer todo o repertório do disco de forma desplugada. O show contou com alguns clássicos, como “Bete Balanço”, e pode ser encontrado no Box MTV Barão Vermelho. Depois deles, vieram nomes como Gilberto Gil, Cássia Eller, Charlie Brown Jr., Legião Urbana e Lobão. O último Acústico MTV foi do Arnaldo Antunes, em 2012.

Separamos nessa playlist os grandes momentos do Acústico MTV no Brasil e ficamos na torcida para que o formato volte por aqui também.

Veja:

 

 

Fonte: Billboard Brasil

Jota Quest traz novo show e revela: ‘Pode rolar som do Prince na turnê’

 

Os mineirinhos do Jota Quest embalam festas no Brasil há pouco mais de duas décadas, mas seguem com os pés no chão e com tesão de bombar pistas.

“Bicho, quando a gente começou, agarramos todas as oportunidades que pintaram. Claro, o investimento em bandas pop rock era outro. Hoje, a gente se jogaria nos reality shows como o SuperStar e afins para mostrar nosso som para mais pessoas, sem dúvida”, conta o bem-humorado vocalista Rogério Flausino no papo por telefone com o Virgula.
Seguindo a mesma vibe dançante e com novo álbum cheio de participações pra lá de especiais, o Jota Quest inicia nova turnê “Pancadélico Tour 2016” contando que pretende dar bons momentos de curtição nas pistas para aliviar um pouco a tensão da crise brasileira. (...)

 

 

No papo, Flausino fala sobre Prince, surpresas do novo show,  participações  especiais,  música em família, legado mineiro, letras que viram memes e por que o Jota Quest continua vivendo de folia e caos na moral. Confira.

Além da já anunciada versão de Stevie Wonder, o que podemos esperar ouvir de referências musicais do Jota Quest no show?
Flausino
– A gente ensaiou “Higher Ground” do Stevie Wonder e pode rolar som do Prince na turnê. Se não pintar no show em São Paulo, deve rolar na turnê…

O Prince era uma grande referência do Jota Quest, né?
Flausino – Muito. Cantei demais ‘Purple Rain’ na noite. O Jota tem essa onda de misturar, soul, black, funk, pop e o Prince é uma grande referência da música. Ele se foi muito cedo e tinha muito ainda a nos apresentar. No Programa ‘Música Boa’ (Programa da Multishow apresentado pela Anitta atualmente) a gente tocou um pouco de Purple Rain. Quando o Jota era banda de cover, a gente tocou muito ‘Kiss’.

No começo de carreira do jota Quest vocês tocaram muitos covers de outras bandas na noite até conseguir espaço para apresentar som autoral. Se o Jota Quest estivesse começando hoje participaria do SuperStar e reality shows  de bandas? Como você avalia a importância desses programas para a atual cena musical?
Flausino –
Bicho, quando o Jota começou, agarramos todas as oportunidades que pintaram. Claro, o investimento em bandas pop rock era outro. Hoje, a gente se jogaria nos reality shows como o SuperStar e afins para mostrar nosso som para mais pessoas, sem dúvida.  As bandas precisam meter as caras e aproveitar essa vitrine.

O que você destaca no novo álbum “Pancadélico”?
Flausino –
A gente fez esse ábum ainda melhor do que o último. O “Pancadélico” é um segundo tempo da volta do black, soul, funk, pop que caracteriza o Jota. Ele é ainda melhor que “Funky Funky Boom Boom” porque já é o segundo com o mesmo produtor americano Jerry Barnes e novamente a participação mais que especial do Nile Rodgers, além do baixista do Jamiroquai. Esse álbum é um pouco do espirito do Jota Quest em 20 anos de carreira. Dessa vez a gente colocou três canções, músicas mais lentas. Diferente do último.

Fala um pouco das participações do álbum
Flausino –
Bem, pra começar a gente teve pela segunda vez o presente da participação do Nile Rodgers. O cara é fera e trabalhou com gente da pesada: Madonna, David Bowie, INXS, Duran-Duran, Mick Jagger solo e, mais recentemente, o Daft Punk em parceria com o Pharrel Williams. É um cara  gentil e musical. Ele sabe fazer música para cima e comunicativa, a cara do Jota Quest.

O DJ Hum é um cara gente fina que a gente já vem se relacionando faz um tempo. Eu e meu irmão Wilson Sideral participamos da faixa ‘Motirô’ com o Thaide. No show, o DJ Hum vai colocar a turma pra dançar antes do nosso show. E ele sabe como ninguém deixar a vibe que a gente precisa nos shows.

A Anitta é muito jovem, mas já cantava na noite e  tem que ser observada por todos com muito carinho. Velho, ela é muito afinada. Outra coisa, a Anitta começou no funk carioca, mas esse último álbum dela coloca ela na prateleira do pop para ser ouvido e curtido em todo o planeta. Além disso, ela se joga, trabalhadora pra c@*#@&ˆ. Agora ela está com programa próprio e está mostrando mais uma vez que canta tudo. Olha, Anitta não é passageira, viu? Ela sabe bem o que quer e está muito conectada na web e com o público. 

E o Jota Quest formado por homens casados e com filhos, vocês estão conectados com esse novo público de fãs de 15 a 20 poucos anos?
Flausino –
(Muitos risos). Olha, eu nem sei responder bem isso. Eu acho que o Jota nunca pensou na idade de quem pode nos curtir. Foi natural. Os nossos últimos álbuns foram pra cima. Voltamos para a nossa ‘gema’. E isso deve de certa forma ter nos conectado novamente com jovens. Mas você tem razão. Sou pai de dois filhos e minha rotina já é mais responsável. Mas, sabe, a gente não perdeu a conexão com nosso lado jovem e também se dá muito bem com aquele cara que curte baile e leva a família, saca mano?

Falando em família, você tem uma relação musical muito forte com os seus irmãos, né?
Flausino –
Sim. O Sideral sempre foi um parceiro. Nesse novo álbum do Jota, ele voltou com tudo assinando co-autoria em “Blecaute” e “Beijos de Paris”. A “Pra Quando Você Se Lembrar de Mim” é inteiramente dele e já tinha gravado, mas a gente tinha que regravar. É maravilhosa. A gente também tem o projeto de shows cantando Cazuza. Fazemos isso para prestar homenagem e se divertir juntos. É sempre muito bom estar com ele. O Landau é um cara mais diferente musicalmente. Curte de Metallica e Raul Seixas no jeitão dele. Sempre que é possível a gente arma coisas juntos.

O Jota Quest já cantou  “fácil, extremamente, fácil pra você e eu e todo mundo cantar junto” e agora diz que “a vida não está mais fácil pra ninguém”. Esse trocadilho é intencional? O que mudou no Jota Quest nesse tempo de uma música para a outra?
Flausino –
Cara, que curiosa essa pergunta. A gente não mudou muito. Seguimos otimistas com astral elevado e querendo divertir a galera. No Brasil, já passamos por muitas crises e devemos passar por outras. Lá fora também há problemas. O lance é saber sair da crise. Voltando as letras, a gente virou meme na web com a letra de “Fácil”. A turma manda perguntar para o Jota Quest quando que vai ficar “fácil, extremamente fácil” (risos). A poética dessa música é justamente o contrário. “Um dia feliz, ás vezes é muito raro”. Eu quero uma canção fácil pra gente cantar junto porque é mais gostoso, o dia fica mais legal, mais leve. Mas aí as pessoas usam a letra como jargão para tudo.

Já “A Vida Não Está Fácil Pra Ninguém” abre o novo álbum. A letra é uma parceria com Arnaldo Antunes e o Nile Rodgers toca guitarra. Ela abre o show convidando a galera. Trata-se de um cara chamando uma mina pra trazer as amigas pra dar um rolê e pra ficar relax já que a vida não está fácil pra ninguém. Há uma diferença de tempo, mas o bom astral do Jota está presente nas duas fases. A gente tenta fazer nossa parte com alegria.

E faz a parte de vocês de diferentes formas. No Facebook vocês estão leiloando uma guitarra autografada para ajudar o garoto Romerinho, né? Fala sobre isso.
Flausino –  
O Romerinho é um garoto incrível. Ele sofre de Leucemia Linfoide Aguda (LLA).  Para conseguir manter o tratamento, uma turma na internet lançou a campanha #SomosTodosRomerinho, que busca arrecadar fundos para o tratamento do garoto nos Estados Unidos. O custo previsto é de US$ 250 mil, aproximadamente R$ 1 milhão. Aí a gente armou esse leilão da guitarra na internet. Claro que a gente fez uma doação também, mas muita gente se interessou em ajudar e dizia que o assunto tinha rodar pra todos ajudarem. Entra lá no Facebook e faz um lance. A gente vai levantar essa grana pelo moleque. É um negócio raro. Difícil.

Voltando para a música, vocês sempre tiveram essa pegada funk pop e talvez não fique evidente a influência das bandas de Minas Gerais. Essa influência existe? O que tem na água de Minas Gerais para ser um Estado tão musical?
Flausino –
Ah, existe muita coisa. Eu sou fã pra @•&#  da obra do Clube da Esquina e do Milton Nascimento. Os caras do Skank são demais. Eu teria que ficar um tempão aqui te falando das músicas desses caras que eu adoraria ter composto. Apesar da sonoridade diferente, eu acho que a turma de Minas Gerais tem em comum o jeitão de ficar quietinho, na boa, tentando tirar o melhor das situações. O Jota Quest é um pouco menos quietinho e adoramos fazer barulho e usar roupa colorida, mas a gente é muito mineirinho na onda de levar boas vibrações.

 

 

 Fonte: Virgula Música

Barro

 

Coletivismo. Se uma incursão solo determina algum tipo de solidão, a estreia do Barro abre novos precedentes para a definição de coletivo. O multi-instrumentista e compositor recifense se solta um pouco da Bande Dessinée, na qual canta e é guitarrista, para começar seu próprio caminho, iniciando com o single e clipe de “Vai”.

A música, uma junção de reggae/dub com bastante apelo pop e backing vocals que funcionam como palavras de ordem, expõe a pluralidade de referências trabalhadas por Barro. O músico conta que “a inspiração para letra veio dessa melodia que sempre fala ‘Vai’. Decidi falar sobre essa necessidade da vida de sempre seguir adiante e levar pra frente nossos ideais, queria falar também sobre não deixar se trair, ser fiel aos seus instintos as coisas que te levam a lugar melhor”.

A canção foi produzida de forma conjunta por Barro (voz, guitarra e synth), Ricardo Fraga (bateria), Rogério Samico (baixo, piano elétrico, backing) e William Paiva (samplers, synths, piano elétrico, órgão e programações), músicos e produtores da nova cena pernambucana e amigos do cantor. A faixa tem ainda as participações de Ed Staudinger nos sintetizadores, Carlos Ferrera e Clarice Mendes nas vozes, e da italiana Serena Altavilla (Solki, La Band Del Brasiliano, Blue Willa, Calibro 35) nas vocalizações – esta que divide o microfone com Barro na versão italiana da música que será lançada simultaneamente.

A mixagem é assinada por Gustavo Lenza (Céu, Curumin, Lucas Santanna, Racionais Mc's, Herbie Hancock), com Felipe Tichauer na masterização (Céu, Bixiga 70, Rod Stewart, Timbaland), feita no Red Traxx Estúdio, em Miami. O projeto gráfico da capa do single é do mineiro Laurindo Feliciano, um dos novos expoentes do design no mundo, radicado na França e que já trabalhou para WIRED UK, The Financial Times, Cosmopolitan e muitos outros.

Videoclipe - Tamanha quantidade de amigos e do coletivismo que envolveu a produção contagiou também o seu clipe, que explora as relações humanas. Os diretores Matheus Farias e Enock Carvalho decidiram explorar imagens de um casal que está visualmente e geograficamente distante, mas que coexiste nos espaços, onde as estradas, o céu e demais elementos seriam responsáveis por unir estas duas pessoas, sem que esteja claro qual a proximidade afetiva que possam ter. As gravações aconteceram nas praias da Calhetas, Gaibu e Paiva, e no brejo de Serra Negra, no agreste pernambucano.  A direção de fotografia é de Maira Iabrudi.

“Vai” é a primeira amostra do disco Miocárdio, a estreia solo do artista, a ser lançado mundialmente em 2016 pelo selo e agência musical italiana A Buzz Supreme (Criolo, Ani DiFranco, Joss Stone e Rokia Traoré). A canção está disponível para audição nas principais plataformas de streaming (Spotify, Deezer, Youtube, Apple Music, Napster e outras) e no site oficial do artista: http://barromusic.com/

Sobre Barro:

Barro é o passo solo que o guitarrista e compositor da Bande Dessinée deu além de suas produções, arranjos e participações em discos de parceiros. O projeto é também uma resposta as diversas influências e experimentos com novas sonoridades que o músico se propôs nos últimos anos quando produziu artistas como Muta, Paes e a própria Bande Dessinée, além de compor com outros artistas como Coutto Orchestra, Marsa e Victor Camarote.

Para o disco, o músico procurou chamar grandes parceiros com os quais já dividia produções musicais, bandas e experimentações, convidando também músicos que admirava muito, transformando o disco numa experiência coletiva, pop com influência nordestina e ao mesmo tempo homogênea. O lançamento do álbum será em meados de 2016 com lançamento europeu pela agência musical italiana A Buzz Supreme, com mixagem de Gustavo Lenza e masterização de Felipe Tichauer.

 

‘Sertanejo universitário e funk são a nova Tropicália’, diz Caetano

 

Ele é um dos nomes mais influentes da música brasileira e, como tal, tem propriedade para avaliar as novas tendências da música no país. Caetano Veloso está em turnê com Gilberto Gilpela Inglaterra e, para celebrar o fato, a rádio BBC de Londres publicou em seu site nesta quarta (4) uma entrevista em que o cantor comenta sobre o sertanejo e o funk.

Caetano não titubeou quando questionado sobre a atual música feita aqui, com canções de sertanejo universitário e funk dominando as paradas nas rádios. ”O funk carioca, o sertanejo universitário e os restos da axé music são uma Tropicália ainda inexplorada”, afirmou.

O músico – que foi um dos idealizadores e expoentes do movimento tropicalista da década de 60, junto com Gil, Gal Costa, Tom Zé e Mutantes – ainda garantiu que acompanha de perto a nova música brasileira. ”O funk hoje é uma coisa totalmente brasileira. E as letras, que às vezes são muito obscenas, ou ligadas ao narcotráfico, ficaram cada vez mais criativas. Os efeitos sonoros também”, disse. “Já fui ver o show da Anitta e adorei. Ela é muito afinada”, acrescentou. (...)

 

Fonte: Cifra Club News

Jota Quest lança nova música com Projota; ouça

 

O Jota Quest lançou nessa segunda-feira (02/05) a música “Um Dia Pra Não Se Esquecer”, com participação do Projota. Este é o segundo single do último álbum da banda, Pancadélico.

A música, produzida pelo norte-americano Jerry Barnes, é a segunda aposta da banda depois do sucesso de “Blecaute”, com participação de Anitta e Nile Rodgers.

No próximo sábado, a banda se apresenta em São Paulo com a turnê do álbum Pancadélico.

Ouça:

 

 

Fonte: Billboard

Novíssima Música Brasileira: Selo digital reúne bandas independentes

 

A gravadora Sony Music estreou na última sexta-feira o "Novíssima Música Brasileira", um selo digital criado exclusivamente para lançar novos artistas da cena musical nacional.


O primeiro lançamento, autointitulado, reúne 18 bandas independentes, selecionadas pelo jornalista Marcelo Monteiro, do blog Amplificador, do Globo. A lista traz artistas de Natal, Vitória, Aracaju, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Salvador. Os estilos também são variados.

"A tarefa do projeto Novíssima Música Brasileira é marcar a reaproximação do mainstream com o independente colocando na vitrine e fazendo circular ao máximo o melhor dos novos sons brasileiros. O selo da Sony chega quase como um grito – um 'ouça que é muito bom'- para que a maior quantidade possível de pessoas conheça uma seleção das melhores revelações da música brasileira espalhadas pelos quatro cantos do país", afirma Marcelo Monteiro, curador do álbum.

O disco é a primeira parte do projeto, que segue com o lançamento de singles e EPs dos artistas que fazem parte dessa coletânea. Mas o Novíssima Música Brasileira também irá lançar trabalhos de outras bandas.

Ouça "Novíssima Música Brasileira":

 

 

Fonte: Território da Música

Sandy lança clipe de faixa com Tiago Iorc, veja ‘Me Espera’

A cantora Sandy divulgou no último domingo (1º), durante o programa Superstar, a sua nova música. “Me Espera” é uma parceria da morena com Tiago Iorc e já ganhou um delicado clipe oficial, também com participação do cantor.

A faixa vai estar no próximo DVD ao vivo de Sandy,  “Meu Canto”, que será lançado ainda em maio. Ela também já iniciou uma nova turnê, que já conta com ingressos esgotados em São Paulo e Rio de Janeiro. (...)

 

 

Fonte: Cifra Club News

“É bom para o rock estar longe da TV aberta”, diz Di Ferrero, do NXZero

 

Em frente ao conhecido trono dos jurados do The Voice e uma tela verde, Di Ferrero, vocalista do NXZero, grava comerciais para as semifinais da versão americana do programa, que é exibido pelo canal Sony, às terças e quartas, às 21h55. Foi lá que o cantor recebeu o Omelete para falar sobre o programa de jurados - tanto o brasileiro quanto o americano - quanto para falar da nova fase da banda e do cenário de rock atualmente.

À frente de uma das poucas bandas de rock brasileira a estourar no rádio e na TV aberta nos anos 2000, Ferrero acha que o fato de o estilo estar afastado do mainstream não é ruim. ”Quando eu comecei, era o axé que bombava, depois virou sertanejo, agora o funk… é cíclico. Pode ser o rock um dia. Mas acho que o rock não depende disso”, diz o vocalista. Confira a entrevista completa abaixo:

O que você está achando dessa temporada do The Voice? Está gostando dos jurados?

Estou. Eu gostava muito da Gwen (Stefani) e da Christina (Aguilera), gostei muito da dinâmica. A Christina está com um time muito forte. Gosto muito da dinâmica do programa inteiro, o Blake (Shelton) com o Adam (Levine). Eles já estão mais entrosados. Acho que deixa o programa mais relaxado, porque nesse final (o reality show está nas semifinais) é uma tensão.

Você está fazendo esse trabalho de apresentar o The Voice americano na Sony e já participou do The Voice brasileiro como assistente do Lulu Santos. Quais diferenças voce vê entre ambos os trabalhamos e quando vamos te ver como jurado?

Nesse, além de ser o The Voice americano, eu faço os extras mesmo, eu comento e falo de curiosidades e ponho também a minha cara. No outro, eu sou meio que um jurado, assistente, como a Miley Cyrus nessa temporada. É diferente, porque para julgar alguém para qualquer coisa é difícil, ainda mais alguém talentoso e na frente de todo mundo. É complicado. Você tem que achar as palavras certas. Sobre ser jurado, quero muito. Agora, são caras consagrados como o Lulu, mas tenho certeza que uma hora vou chegar lá.

Você lançou recentemente um aplicativo chamado Fleeber, que coloca músicos em contato para formar bandas, o que é uma mão na roda, já que quem é músico sabe o quanto pode ser difícil achar alguém pra formar uma banda, por exemplo. Você acha que o aplicativo é uma adaptação desse lado da produção musical aos tempos modernos?

Acho que é pra ser uma facilidade como os outros aplicativos são. Quem é músico é quase religioso. Geralmente a gente encontra as pessoas indo nos lugares. Era assim antes. Tinha o show de tal pessoa, e dessas conversas você conhecia o baixista, o baterista, o guitarrista da banda. Mas não é mais assim. As pessoas se encontram na internet. É mais ou menos para isso que o Fleeber foi feito. É um software complicado de fazer, mas rolou muito bem. As bandas estão se formando. As vezes tem um cara no seu prédio que gosta de tocar. Agora, estamos expandindo para outros postos da indústria: compositores, letristas, DJs, casas de show. Sei que parece difícil criar uma rede pra músicos, mas a gente tem que tentar, até porque já passei por essa dificuldade. O NXZero ficou independente por cinco anos. Foi muito complicado. Agora dá pra fazer essa curadoria, facilitar o caminho das pedras para quem está começando.

tamo expandido. O cara que compõe, o cara que faz letra, a casa de show, o DJ que quer tocar… essa é a ideia. Sei que é algo difícil, mas tem que tentar, até porque eu já passei por dificuldade, o NX ficou independente por cinco anos. Foi muito complicado. Agora dá pra rolar uma curadoria, facilitar o caminho das pedras do começo.

Tem alguma banda do Fleeber que você está curtindo?

Sim. Tem um cara chamado Tauan, que toca sozinho mas está formando uma banda. Inclusive já tive a ideia de ajudar os caras a registrar as músicas. Estamos procurando parceiros, porque você precisa de terceiros pra fazer isso é custa uma grana, então se ajudarmos os caras a registrar o som… e por aí vai. Apesar de não ser meu estilo preferido, tem uma dupla sertaneja que canta muito. Mas não lembro o nome deles. É demais porque eles estão bombando e se conheceram no Fleeber. Tem bastante gente aderindo.

Que nomes do rock mais recente você tem acompanhado?

Nacionais tem algumas, como o Selvagens à Procura da Lei, o Boogarins… É legal que eles têm essa onda psicodélica como o Tame Impala lá fora. Sempre gostei de Arctic Monkeys, achei legal o último disco. Minha escola é o hardcore, que eu escuto desde os 15 anos, então sei todas as bandas da Califórnia. Mas agora tenho ouvido coisas diferentes. Agora esse fim de semana (a entrevista foi realizada em 19 de abril) toquei com o Vespas Mandarinas, o Glória, que o Gee (Rocha), guitarrista do NX, já fez parte… Sinto que tem uma cena se formado, tá acontecendo de novo, com a ajuda dos aplicativos. Eles estão servindo para reconciliar a união das bandas de rock.

Legal você ter falado isso, pois nos leva à próxima pergunta. Existe uma cena, mas mal vemos essas bandas indo para o rádio ou para a TV aberta - dá até para dizer que o NXZero foi uma das últimas. Por quê você acha que isso aconteceu?

Falando especificamente do rock, acho que ele é contra tudo isso, se você for ver. Para começar pela atitude. No programa de TV aberta por exemplo, a gente batalha muito para não fazer playback, e me orgulho de dizer que nunca fizemos. Mas é muito difícil. Deixamos de ir em muito mais programas por causa disso. É caro, é uma dinâmica diferente. E até, por um certo lado, (estar fora da TV) é bom pro rock, porque muitas pessoas assistem televisão e acabam gostando por osmose. Mas tem muita gente que nem está mais vendo TV. Tenho um enteado, visito ele toda semana e a gente conversa direto. Ele nunca vê TV, está sempre nos aplicativos, vê os vídeos, conhece todas as bandas. Existem vários programas na internet que, se você ver, tem audiência de milhões. Às vezes a TV aberta não dá mais isso. Tá tudo diferente. O mundo tá de ponta cabeça.

E o rock é um estilo de vida. Tem estilos que estão na moda, e eu já vi estarem fora. Quando eu comecei, era o axé que bombava, depois virou sertanejo, agora o funk… é cíclico. Pode ser o rock um dia. Mas acho que o rock não depende disso. Acho que é por aí o pensamento, em vez de estar fora da TV e tal. Quando a gente vai nos programas, a gente indica o máximo possível de bandas. A gente tem feito algo legal no NX que, quando vamos tocar, pedimos que as bandas locais mandem seu material e chamamos elas para o backstage. Entrevistamos eles, falamos da banda, indicamos, acho que isso fortalece. O CPM fez isso com a gente.

É legal que isso é bem característico do rock, com as bandas que conquistaram mais espaço dão força para quem está começando.

A galera do rock ou se ama ou se odeia. É meio que isso. É um estilo de pessoa. Eu gosto de vários estilos, e nem mais escuto tanto rock em casa. Acho que é uma atitude. Tem uma galera no rap que tem uma atitude punk. Estou vendo mais por esse lado. Por isso, acho que (o rock) está em todo lugar, querendo ou não. Tem sempre algum guitarrista colocando drive em algum lugar, numa música pop...

O NXZero têm passando por várias mudanças no som, especialmente no disco mais recente,Norte, que saiu no ano passado. Que influências podem vir para um próximo disco?

O Norte veio de um hiato de três anos. Então, a gente mudou. Saímos de uma gravadora por opção. Mudamos de empresário por opção. Escolhemos um caminho, e de repente se abriu um leque de coisas. É tanta coisa que a gente quer fazer agora, porque nesse disco tocamos tudo ao vivo, gravamos em cima de um ritmo, de um groove. Fomos para os anos 1970, na Motown, mas também quisemos modernizar. Para você ter noção, a gente começa a fazer a música em cima de uma viagem de som mesmo, em cima de um ritmo, e eu vou colocando as letras que tenho em cima. Temos outros elementos agora, vários sintetizadores, coisas que estamos experimentando. Também acabamos com esse conceito de ter dois guitarristas, baixista, baterista, vocal. Não tem mais essa. Somo um grupo de pessoas querendo fazer um som diferente. Nem sei mais o que é o NXZero, qual estilo, e nem quero saber, para não rotular minha cabeça para as próximas músicas.

 

Fonte: Omolete

Paula Fernandes lança single; vem ouvir “Depende da Gente”!

A cantora Paula Fernandes lançou, neste mês, a música “Depende de Nós”. A faixa integra o disco mais recente de Paula, “Amanhecer”, lançado em 2015.

Em “Depende de Nós”, Paula mostra a ótima influência que nomes como Taylor Swift e Landy Antebellum exercem em seu trabalho. A canção já está disponível em todas as plataformas digitais da cantora mineira.

Dê o play e aprecie o novo som de Paula Fernandes:

 

 

Fonte: Cifra Club News

Samuel Rosa diz que o ato de consumir música atualmente é grosseiro

 

Para Samuel Rosa, vocalista do Skank, a tecnologia e a internet facilitaram o consumo de música, mas transformou o ato de ouvir em algo "grosseiro". "É como se as pessoas voltassem a comer com as mãos. Um álbum precisa ser degustado. O Clube da Esquina, por exemplo, tem que ser ouvido de cabo a rabo", afirmou Samuel.

"As pessoas precisam criar espaço na agenda delas para ouvir música. Está tudo superficial. Estamos na época dos surfistas e não dos mergulhadores". A declaração foi dada nesta quinta-feira (28) durante o bate-papo especial com Samuel e Lô Borges em comemoração aos 20 anos do UOL.

Dono de composições atemporais, durante a conversa, Lô Borges preferiu não fazer previsões do futuro da música. "Eu não saberia responder para onde a música vai amanhã, muito menos daqui a cinco anos", disse o compositor que brincou com o título do funk "Tá Tranquilo, Tá Favorável". "Não conheço a música. O título é simpático, mas soa como algo que não presta. Acho que cada um deve cantar e tocar o que lhe convém. A diversidade musical serve para diferenciar e juntar as pessoas", analisou.

Os mineiros Samuel Rosa e Lô Borges estão em turnê juntos para tocarem as músicas do Skank e do Clube da Esquina. Recentemente, a dupla lançou um DVD e um CD ao vivo gravado em agosto do ano passado no Cine Theatro Brasil. "Me surpreendi quando Lô Borges gravou 'Te Ver', do Skank. Fiquei feliz e lisonjeado na época", lembrou Samuel.

Os dois cantores aproveitaram a oportunidade para trocarem elogios. Lô Borges lembrou, por exemplo, de uma conversa que teve com Milton Nascimento quando Samuel compôs "Resposta". "O Bituca [apelido de Milton] disse que Samuel Rosa dormiu, sonhou comigo e escreveu 'Resposta'", disse Lô.

"Acho gostoso dividir o palco com o Samuel, porque normalmente eu trabalho em carreira solo. Faz bem para a música da gente", disse Lô Borges. Para Samuel, tocar com Lô é como se apresentar com os Beatles. "Tocar com ele tem para mim a mesma dimensão dos Beatles. Eu o vejo do tamanho dos Beatles", afirmou Samuel. "O Clube da Esquina nos encorajou a fazer música para quem não estava no eixo Rio-São Paulo". 
 

 

Fonte: UOL Música

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