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Música do Brasil

Música do Brasil

Fafá de Belém relança álbum Meu Fado

 

Com 35 anos de carreira e 25 de sucesso em Portugal, a cantora paraense Fafá de Belém, de 53 anos, relança seu disco Meu Fado (pela Sony Music), que aqui no Brasil estava fora de catálogo havia quase dez anos. Originalmente pensado para o mercado daquele país, o projeto soou, no mínimo, ousado. Afinal, era uma brasileira cantando um estilo tradicional e imaculado para o povo português.

"Esse disco foi ideia do produtor Mário Martins, como uma forma de trazer novo frescor ao fado e atrair público mais jovem", lembra Fafá. Era 1990. Na época, foi realizada uma pesquisa, na qual os eleitores portugueses indicariam o intérprete que gostariam de ouvir cantando fados. "Tive o melhor índice de aprovação", diz. Definido seu nome, iniciou-se o acerto de repertório entre ela e Martins. "Depois de um ano, fui para Portugal gravar o disco em quatro dias". Com a voz carregada de emoção, digna de uma fadista, Fafá vem acompanhada pelo guitarrista António Chaínho, também responsável pelos arranjos de todas as músicas.

O álbum abre com "Canção Grata", inspirada num poema da portuguesa Florbela Espanca, segue para os clássicos "Canoa do Tejo" e "Nem às Paredes Confesso", e passa por "Memórias", sucesso tirado de seu disco Atrevida (1986), que neste trabalho ganhou roupagem de fado.

Lançado com sucesso em Portugal, em 1992, pela BMG de lá, Meu Fado chegou ao Brasil com reservas, pela Som Livre. Para surpresa geral, atingiu a marca de 500 mil cópias vendidas. No entanto, um ano e meio depois, segundo a cantora, não estava mais disponível para o público brasileiro.

 

Fonte: IG Música

Leila Pinheiro lança CD com canções de Renato Russo

 

A música de Leila Pinheiro está distante do rock, mas próxima de Renato Russo (morto em 1996), de quem foi amiga desde 1988, quando ambos tinham 28 anos. Nesse ano, quando completa 30 anos de carreira e 50 de vida, a cantora resolveu homenagear o amigo lançando pela gravadora Biscoito Fino o disco Meu Segredo Mais Sincero, somente com interpretações de composições de Russo e do Legião Urbana.

De Belém, no Pará, sua terra natal, Leila conversou por telefone com a Agência Estado, tecendo elogios ao cantor. "Ele foi um dos maiores poetas da minha geração. Achei legítimo e interessante olhar para sua obra com um olhar cuidadoso", diz. "Foi um desafio mergulhar no universo do pop-rock e traduzir isso para o meu estilo sem despersonalizar a música e a poesia", completa.

No repertório estão 15 músicas, entre elas clássicos como "Ainda é Cedo", "Índios", "Tempo Perdido", "Pais e Filhos" e "Perfeição". Mas há também outras menos conhecidas como "Andrea Doria" e "Quando Você Voltar". Na voz de Leila, as músicas do Legião perderam a agressividade do rock e ganharam arranjos mais intimistas, como em "Metal Contra as Nuvens" e "Perfeição". "La Solitudine" entra como um dueto póstumo com Renato.

Geralmente arredios quando o assunto é a liberação das músicas do grupo, tanto Marcelo Bonfá quanto Dado Villa-Lobos aprovaram a gravação, que contou com o aval de Carmen Manfredini, irmã de Renato, que administra seu espólio. Dado, inclusive, toca violão em "Andrea Doria" e "Daniel na Cova dos Leões". Herbert Vianna também participa na guitarra em "Quando Você Voltar". "Depois de pronto, levei para a irmã de Renato ouvir e ela gostou", diz Leila, que rechaça o rótulo de cover.

O álbum traz ainda uma seleção de fotos de Leila com Renato no início da década de 90, quando ambos eram mais próximos, além do registro no estúdio do encontro dela com os convidados. A cantora pretende sair em turnê, ainda sem data marcada para o lançamento. "No show, vou incluir outras músicas do Renato que não entraram no CD", diz Leila.

 

Fonte: IG Música

Roberta Sá de A a Z

Uma das vozes mais elogiadas da nova geração da MPB, Roberta Sá acaba de lançar o CD “Quando o canto é reza”. O trabalho é uma parceria com o trio de percussão Madeira Brasil, formado por Marcello Gonçalves, Zé Paulo Becker e Ronaldo do Bandolim. São treze canções de autoria do compositor baiano Roque Ferreira, que já foi gravado por Clara Nunes, Maria Bethania, Alcione e Zeca Pagodinho.

“É um disco de misturas. É a minha mistura com o ‘Trio’, a música baiana com todo o resto, a religiosidade afro-brasileira com o catolicismo, o amor com o trabalho, o estudioso com o espontâneo. Estar no palco é um momento divino, e isso remete ao nome do disco”, explica Roberta, sempre sorridente. “Nossa única relação é com as divindades da música. Sigo a fé na música”, continua.

O disco permeia por diferentes ritmos genuinamente brasileiros, como coco, maxixe, samba carioca, afoxé e samba de roda. “Aí está a delicadeza do trabalho e o que faz a simplicidade ser um detalhe bastante trabalhado nas letras”, afirma Zé Paulo Becker, um dos que acompanham Roberta no novo show, que estreia no dia 27 de agosto, no teatro Castro Alves, em Salvador.

Casada com o músico Pedro Luis, do Monobloco, a cantora, que nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, fala o que pensa, discorrendo a pedido do iG sobre vários assuntos de sua carreira. De A a Z, detalhes de Roberta Sá.

 

 

Alma de Artista. “Percebi que tinha esta alma quando comecei a gostar de estar no palco. Tudo que o artista faz é para chegar naquele momento de dividir seus prazeres com o público”.

Braseiro. “Foi meu primeiro CD. Dele trago até hoje meu entusiasmo com a criação. Acho que montar repertório é dos trabalhos mais criativos que existe. Tenho fome de novidade, gosto de me encher de inspiração”.

Coral. “Morei nos Estados Unidos para um intercâmbio cultural, aos 18 anos. Nesta fase, cantei num coral de escola. Minha primeira percepção foi de tristeza, por perceber que o Brasil perde ao não ter educação musical como lá”.

Democracia. “Não gosto de discutir política. Minha geração precisa se envolver mais com isso, sem esquecer o que temos vivido de bom e de ruim nos últimos anos. Não vejo programa eleitoral, prefiro me informar na internet”.

Erudição. “Não tenho muita erudição, porque não tive formação acadêmica em música, é uma formação mais intuitiva. É importante estudar e buscar ouvir novas coisas”.

. “Tenho fé de que as coisas vão melhorar no mundo, mas não tenho religião. Tenho fé em Deus e, por incrível que pareça, ainda tenho fé no ser humano”.

Gostos. “Tenho muito disco. Quando chego em casa coloco logo um CD. Ouço Frank Sinatra, Elza Soares, Gil... No meu gosto pessoal cabe de tudo”.

 

 

Homenagens. “Já homenageei Ataulfo Alves, João Donato, Tom Jobim. Mas o novo CD, sobre o Roque Ferreira, é a primeira homenagem que faço por vontade própria, e não um convite de outros”.

Imagem. “Minha preocupação é não expor minha imagem pessoal. O que eu passo é verdadeiro, sou 100% o que você vê profissionalmente. Não sei mentir”.

Jovem Guarda. “Meu pai adora tudo daquela época. Ouvia muito Roberto Carlos em casa, além de ver os filmes dele. Cantei com Erasmo Carlos num programa de TV recentemente, foi incrível”.

Liberdade. “Eu só consigo trabalhar se for com liberdade. Não sei fazer o que dizem que é para fazer. Minha carreira não é pautada pelos outros. A palavra inicial tem que ser minha”.

Madeira Brasil. “Minha vida é cheia de encontros e este está sendo ainda mais especial. Aprendo muito sobre a visão de música deste trio maravilhoso. Dividir este trabalho com eles está sendo bacana, o peso não é só meu”.

Natal. “Estou no Rio há 21 anos, mas Natal é aquela coisa de comida de avó, casa em fazenda... Minha família ficou lá, assim como os amigos. Saudades de lá. Vou voltar pra Natal em outubro, preciso voltar”.

Orkut. “Comecei a carreira e recebia cartas de fãs. Depois, passei a trocar mensagens com fãs pelo Orkut. Mas saí. Agora voltei com as redes sociais, via twitter. Por sugestão da Luiza Possi, há dois meses, que insistiu para que eu entrasse”.

Pedro Luis. “É meu principal compositor. Quando o conheci, primeiro me veio a imagem social dele. Sou superfã. Ele interfere no meu trabalho e vice-versa. Ele tem delicadeza nas colocações, sabe interferir em mim”.

 

 

Qualidade. “É impossível cantar o que não se sente, ao menos para mim. Qualidade passa por aí, pelo meu gosto. Preciso me convencer de que vale a pena gravar uma determinada canção”.

Roque Ferreira. “É um elo perdido, não um elo achado. Um compositor incrível que prefere se manter meio recluso, na dele, lá na Bahia. Pedi para ele uma música para gravar e me mandou seis. Depois, chegamos a este CD todo com canções dele”.

Samba. “É a grande majestade da música brasileira. Bossa Nova, como diz João Gilberto, é um samba devagar. É minha referência musical. Samba da Bahia é samba de coco... É um gênero tão rico que, se você quiser passar uma vida só gravando samba, não vai se repetir”.

Trilha de novela. “Minha música ‘Fogo e Gasolina’ está em ‘Passione’. Adoro novela, melhor ainda ver minha música numa das cenas. Ainda farei um CD inteiro sobre trilhas de novelas. Se eu não fosse cantora, trabalharia com trilhas. Novela é popular, entra na casa das pessoas e leva junto sua música”.

Utilidades. “É bastante egoísta o que vou dizer, mas a maior utilidade da música é o meu prazer. É meu prazer chegar até o público com o que canto. Sem demagogia, por eu ter feito o programa ‘Fama’, que era muito popular, percebi a responsabilidade do artista junto ao público”.

Vaias. “Não gosto de agressividade. Crítica não me incomoda, apesar de ter acontecido muito pouco até hoje. Tive a sorte de ser bem recebida pela crítica. Fazer um disco, como um livro, é um ato de coragem, é a verdade de alguém. Fico chateada quando a crítica é para ferir”.

Xirê. “É um samba de roda, que inclui neste disco. Tem um verso que diz ‘Seu namorado serei, serei, serei, sereia”’. Tem coisa mais linda? Fala da alegria da mulher dançando, tem a ver com a brasilidade popular. É uma música que fala de paixão”.

Zeca Pagodinho. “Zeca já gravou ‘Água da minha sede’ e ‘Samba pras moças’, dois grandes sucessos de Roque Ferreira. Quando o encontrei pela primeira vez, já tinha tomado umas cervejas, batemos um papo e só depois alguém me chamou pelo nome. Aí ele: ‘Você é a Roberta Sá?’. Respondi que sim. E ele: ‘Por que você não me disse que você era você? (risos). Achei o máximo”.

 

 

Fonte: IG Música

Martinho da Vila: “A censura trouxe sucesso para alguns artistas”

Dizem que não se faz mais sambas como antigamente. Mas numa conversa com Martinho da Vila se pode constatar que o que não se faz são sambistas como antes. Aos 72 anos, sendo mais de 40 de carreira, um dos mais populares compositores e cantores de samba não foge de polêmicas. Sobre o período da ditadura militar, por exemplo, lembra que fez propaganda para o alistamento de jovens. “Me usaram mesmo”, afirma. Agora, virou protagonista do documentário Filosofia de Vida - O Pequeno Burguês, que acaba de ser lançado em DVD pela MZA Music.

 

 

De origem humilde, nasceu pobre, cresceu no morro e tentou a sorte no Exército. Foram 13 anos servindo às Forças Armadas, no período em que o País vivia suas páginas mais dramáticas. “Nenhuma vez tive vergonha de estar lá, nem no período da ditadura. Quando vejo o ser humano fazer uma coisa terrível, fico com vergonha é do ser humano”, diz ao iG. Sobre a censura e perseguição à liberdade de imprensa, o cantor acredita que também houve quem se beneficiou desta fase. “Tem artistas que produzem mais na adversidade. Criou-se, na época, um grupo de artistas de protesto, que só fizeram sucesso naquele período. A censura trouxe sucesso para alguns. Teve quem ficou apenas nas canções de protesto, viveu da censura”, afirma.

Presidente de honra da Vila Isabel, escola que em abril teve o presidente preso, acusado de ligação com a máfia das máquinas de caça-níquel, Martinho fala também de como é difícil gerir uma agremiação do carnaval. “É muito difícil ser presidente. Você lida com polícia, bandido, comunidade, imprensa, artista... É mais light ser secretário de Saúde do Rio do que ser presidente de escola de samba”, compara.

Autor de sambas populares como “Mulheres”, “Devagar, Devagarinho”, Martinho hoje se diz comunista e aposentado da tarefa de fazer sambas-enredo. Pelo menos enquanto os enredos forem patrocinados. “Não dá para compor uma letra sobre o cabelo”, ironiza ele, a respeito do tema que sua escola adotou para o próximo carnaval. Martinho é sambista à moda antiga.

 

iG: O pesquisador musical Sergio Cabral diz, no documentário, que “se tivesse que reduzir o Brasil que dá certo a um único ser humano, este seria Martinho da Vila”. É muita responsabilidade, não?

MARTINHO: Eu vou ter que ser bom caráter a vida inteira (risos). Por causa desta frase do Cabral, que é muito meu amigo, não vou nem poder fazer um mau-caratismozinho de leve (risos).

 

 

iG: O documentário tem o mesmo nome de uma música sua, “O Pequeno Burguês”. A letra “Morei no subúrbio/ Andei de trem atrasado/ Do trabalho ia pra aula/ Sem jantar e bem cansado” é autobiográfica?
MARTINHO: Morei em favela, fui criado no morro, mas não é sobre mim. Ela foi feita para um amigo do Exército, que não teria nos convidado para sua formatura. Depois, ficamos sabendo que ele não teve dinheiro para bancar a formatura. Ele não tinha nem terno para o baile.

 

iG: Você serviu por 14 anos ao Exército. É a favor do serviço militar obrigatório?
MARTINHO: Sou, sabe por quê? As Forças Armadas são o único lugar que nivela todo mundo igualmente, por baixo. Quem foi criado no azeite e no mel vai ter que comer a mesma comida, fazer faxina, levar broncas, acordar no mesmo horário que todos os demais. O que sobra de melhor é a disciplina.

 

iG: Você serviu de 1956 a 1970, pegando o período mais tenso da ditadura militar. Como via a repressão e a perseguição aos artistas?
MARTINHO: Eu servia na Diretoria Geral de Engenharia e Comunicações, no Centro do Rio, onde todo o projeto foi moldado. Em 1964, quando estourou o golpe, fui trabalhar e não me deixaram entrar. Tinha muita Polícia do Exército. Mandaram voltar no dia seguinte. Tinha lista dos subversivos, dos que eram simpáticos ao regime e dos indecisos. Eu estava nesta terceira. Depois de uns quatro dias, mandaram eu voltar a trabalhar normalmente.

 

iG: Sabia da censura?
MARTINHO: Fui militar de gabinete, minha função era burocrata. Mas eu sabia, ainda que tivesse muito soldado isolado nos quartéis, que não faziam ideia do que acontecia... A grande parte dos artistas que está aqui hoje surgiu naquele período. Tem artistas que produzem mais na adversidade. Criou-se, na época, um grupo de artistas de protesto, que só fizeram sucesso naquele período.

 

 

iG: Neste sentido, a censura foi boa para alguns grupos de artistas?
MARTINHO: Sim, ela trouxe sucesso para alguns. Mas o artista que permaneceu além daquela fase é porque era talentoso. Alguns, como um compositor de samba-enredo, não sabem fazer outra coisa. Teve quem ficou apenas nas canções de protesto, viveu da censura.

 

iG: Em algum momento você sentiu vergonha de ser militar?
MARTINHO: Nenhuma vez, nem no período da ditadura. Quando vejo o ser humano fazer uma coisa terrível, fico com vergonha do ser humano. De forma geral, todos deviam servir ao Exército. Não podiam fazer comigo o que fizeram com Caetano e Gil, porque eu era extremante popular. Minha popularidade era mais abrangente. Quando pedi baixa, tive que negociar. Militar é proibido pelo regulamento de ter outra função, ainda mais se esta função é ser artista. Em troca da baixa, eu seria usado como propaganda favorável do regime. Fiz propaganda para o alistamento dos jovens. Me usaram mesmo.

 

iG: Você é a favor do pagamento de indenizações a ex-presos políticos?
MARTINHO: Você está me fazendo perguntas muito complicadas. Aconteceram excessos mas, para chegar onde estamos hoje, houve a anistia geral. O mais lógico seria te responder que sou favorável, que é a tendência mundial. Mas há casos que são passado, não tem jeito. É o mesmo que pedir para se indenizar todos descendentes de negros, eu inclusive, que sofreram com a escravatura.

 

iG: Como o comunismo entrou em sua vida?
MARTINHO: Nunca tive ideologias. Por origem, vim de família getulista. Quando entrei para vida artística, fui a Angola, que estava em processo de independência. No Brasil, não se falava em África, ninguém sabia o que estava se passando com os países africanos. Era como se fosse um continente inexistente. Vivenciando a realidade de lá, comecei a me interessar pela doutrina pregada pela antiga União Soviética, que era quem estava apoiando as guerras pela independência.

 

iG: Você se candidatou há pouco tempo a uma vaga na ABL. Por que decidiu tentar ser “imortal”?
MARTINHO: Sou mais de ação do que de palavras. A Academia é elitista. Tirando Machado de Assis, o fundador, tivemos mais uns dois ou três negros acadêmicos neste tempo todo. Não era um projeto de vida meu ser acadêmico, não tenho necessidade disso. Minha candidatura foi mais uma atitude para provocar a discussão da inclusão social do negro.

 

 

iG: Houve alguma rejeição ao seu nome, pelo fato de não ter recebido nenhum voto?
MARTINHO: Fui incentivado a me candidatar pelos próprios acadêmicos. Quando se está lá dentro é que a gente entende o jogo da eleição. Eles já sabem quem vai ser o próximo a ser eleito, mas precisam que haja candidatos que tragam mídia, que coloquem e depois tirem a candidatura... Geralmente elegem quem perdeu ou tirou a candidatura num momento anterior. Mas não tenho mágoa deles.

 

iG: As UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora) chegaram recentemente em morros próximos à Vila Isabel, na zona norte. O que pensa sobre isso?
MARTINHO: Hoje sou favorável. Eu morei em favela, era muito contrário a isso. Favelado tem medo de duas coisas: de polícia e de invasão de outras facções criminosas. O que está sendo feito agora deveria já ter sido feito antes. Agora, não está sendo feito como deveria ser. É preciso tomar o morro e levar junto defensoria pública, hospital, escola...

 

iG: Pensa em voltar a compor para sua escola de samba?
MARTINHO: Digo que não e, quando chega perto do carnaval, já estou envolvido no clima da avenida. Hoje, digo que não vou mais fazer. Mas pode ser que um enredo em algum momento me atraia...

 

iG: A Vila vai fazer, no próximo carnaval, um desfile sobre o cabelo. Você é a favor desse tipo de enredo?
MARTINHO: Não, não, não. Isso me entristece como sambista. Dá para fazer um desfile só com o dinheiro que vem da prefeitura e dos ensaios de quadra. Com três milhões e pouco, sem patrocínio, se faz um carnaval. Não tem a menor chance de eu compor um samba sobre cabelo (risos). Não tem assunto, né?

 

iG: O presidente da Vila, Wilson Vieira Alves, foi preso em abril, acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. As escolas de samba precisam de um "choque de ordem"?
MARTINHO: Não. Conheço profundamente uma escola de samba a ponto de falar que é muito difícil ser presidente, porque você lida com polícia, bandido, comunidade, imprensa, artista... É mais light ser secretário de saúde do Rio do que ser presidente de escola de samba.

 

iG: Uma escola de samba, hoje, sobrevive sem ligação com bicheiros?
MARTINHO: Completamente. Os bicheiros foram fundamentais num período da história das escolas de samba, antes delas serem subsidiadas pelo governo. Hoje não há necessidade alguma disso. A Liesa (Liga das Escolas de Samba) pode ser presidida por qualquer pessoa com muita liderança e capacidade administrativa.

 

Fonte: IG Música

A enorme responsabilidade da pequena Maria Gadú

 

Em julho de 2009, a gravadora Som Livre bolou para sua recém-contratada Maria Gadú um show pequeno, intimista, num bar barulhento de Paraty (RJ). O objetivo era apresentar a jovem cantora e compositora a “formadores de opinião” presentes na Flip (Feira Literária Internacional de Paraty). O disco de estreia homônimo estava sendo lançado por aqueles dias, e quase ninguém sabia quem era aquela menina de visual levemente agressivo, que cantava com incrível suavidade, acompanhada apenas por seu violão e uma percussão.

Exatamente um ano depois, Gadú está instalada num palco gigante, no centro de um cenário pomposo e de uma banda numerosa, diante da plateia lotada do Credicard Hall, casa de shows de São Paulo com capacidade para mais de 7 mil pessoas. É a gravação de seu primeiro DVD, programado para lançamento em outubro, dentro da série televisiva Multishow ao Vivo. Tudo aconteceu rápido demais para essa menina paulistana de 23 anos de idade.

São inegáveis as qualidades artísticas de Gadú, assim como são as de tantos outros cantores e compositores da mesma geração, que dividem com ela um estreito e estrangulado cenário. O que a distingue e a fez girar do 8 ao 80 em 365 dias é menos o talento individual de Gadú, e mais a parafernália que se organizou em torno dela.

A Som Livre é a gravadora das Organizações Globo, que trabalham diuturnamente para transformar sua eleita num sucesso nacional. Nessa temporada, Maria esteve presente nas trilhas sonoras das novelas Viver a Vida e Cama de Gato e da série Cinquentinha, e regravou "Rapte-Me, Camaleoa", de Caetano Veloso, para a atual Ti Ti Ti. A rota de ascensão começou quando o meloso dramalhão Viver a Vida, de Manoel Carlos, serviu-se da grudenta balada "Shimbalaiê", composta por Gadú quando tinha 10 anos. Foi o primeiro passaporte para que o primeiro CD conseguisse ultrapassar a difícil marca das 100 mil cópias vendidas, segundo a Som Livre.

 

 

No palco, Gadú esbanja tímida simpatia, mas comporta-se como a menina que é, por vezes pequena demais para tamanho palco e tamanha responsabilidade. Suas doces composições soam imaturas, um tanto parecidas umas com as outras, mas se mostram eficazes e são cantadas em coro pela plateia ligada na semelhança das melodias – e obediente aos comandos globais.

Como intérprete, ela exibe alguns de seus melhores dotes ao cantar "Lanterna dos Afogados", dos Paralamas do Sucesso, alongando suas sílabas e revelando-a ainda mais cativante do que já era. Inevitavelmente, faz lembrar uma de suas referências mais evidentes, Cássia Eller, que cantava uma versão bem mais áspera de "Lanterna dos Afogados". Mas mostra não ter uma identidade de intérprete plenamente definida, ao cantar "A História de Lily Braun", que quase todas as intérpretes brasileiras cantam, do modo como quase todas cantam. E o povão de classe média para cima do Credicard Hall bebe Chico Buarque pela garganta suave de Gadú.

O caos ameaça se instalar quando a menina cede vez para uma interminável equipe de intérpretes masculinos que formam seu time, sua turma, sua patota. Primeiro canta com eles, depois senta num inacreditável sofá para vê-los cantar, enquanto o show cria uma enorme barriga – o público conversa, brigas ameaçam eclodir no meio da pista, adolescentes passam mal na fila do gargarejo. Alguém (as Organizações Globo?) parece ter ensinado a Gadú a “arte” do compadrio sem limites, e o leve descontrole que se instala nesse momento mostra que a suave menina tem tudo para crescer quanto quiser, mas por enquanto ainda é pequena demais para tanta responsabilidade, tanta regra e tanta convenção.

 

Fonte: IG Música

A música de brinquedo do Pato Fu

 

O termo técnico talvez fosse “disco de covers”, pois o novo trabalho da banda mineira Pato Fu empenha-se em reproduzir à risca os arranjos originais de temas conhecidos nas vozes de Rita Lee, Roberto Carlos, Paul McCartney, Tim Maia, Elvis Presley, Temptations, Amelinha, Ritchie, Titãs, Paralamas do Sucesso, Pizzicato Five e B.J. Thomas. Mas a sonoridade, apesar de produzida à base da cópia, é totalmente diferente dos originais. Música de Brinquedo, como o nome ajuda a adivinhar, foi inteiramente gravado com o acompanhamento de instrumentos infantis e assemelhados.

De piano de brinquedo e sax de plástico a Genius e teclado-calculadora, vale todo instrumento que não seja “de verdade”. No site www.patofu.com.br, há um making of do disco, autoexplicativo quanto aos brinquedos e à graça e dificuldade de fazê-los tocar música, digamos, “séria”. “Deu muito trabalho. A gente não tinha domínio sobre os instrumentos”, afirma a vocalista da banda, Fernanda Takai, de 38 anos. “Tinha hora que alguém falava ‘não, é muito difícil’. Se não fosse John à frente, a banda teria desistido.”

Ela se refere a John Ulhoa, de 44 anos, seu marido, integrante do grupo e produtor do CD. John lança um argumento provocativo para justificar a ideia algo exótica e trabalhosa: “Para tocar esses instrumentos, tem que ter um descompromisso com a perfeição estética, tem que desligar a comichão de deixar tudo arrumadinho. A gente está precisando um pouco disso, as arestas andam tão aparadas que a música fica sem graça no final”. E explica um pouco mais: “Por ter ouvido de produtor, quando ouço música escuto o som da ferramenta que está sendo usada. Me dá um ‘eject’, um certo asco. Nosso disco é um contraponto à produção moderna, que chegou a um ponto saturado, asséptico”.

 

 

Mas isso é teoria, e ele próprio afirma que o disco não tem outra intenção senão divertir – divertir crianças, adultos e a própria banda, completada por  e Lulu Camargo. John conta que a inspiração veio de um disco da série Classic on Toy que adquiriu nos anos 1990, no qual os personagens do desenho Snoopy apresentavam músicas dos Beatles tocadas em instrumentos de brinquedo. E lembra o velho Genius usado como sax barítono em Todos Estão Surdos. “Lulu precisava do som que o Genius dá quando a gente erra. Ele, que estudou música em Berkeley, tinha que ficar errando para gravar. É muito besta, mas divertido pra caramba”, diz, num elogio explícito ao “erro” e ao improviso em tempos de “perfeição” de pro-tools e outros milages tecnológicos.

Nina, filha de John e Fernanda, e seu amiguinho Matheus d’Alessandro, ambos com 6 anos, participam do disco todo, nos backing vocals. Demoraram três horas para gravar tudo que lhes cabia, segundo Fernanda. Nos shows – sim, o Pato Fu reproduzirá no palco a maluquice –, o grupo mineiro de bonecos Giramundo fará a vez dos pequenos, produzindo vozes não de crianças, mas de monstros Muppet, nas palavras de John. “Tem coisa quebrando já nos ensaios”, ele ri da encrenca de levar Música de Brinquedo ao palco. “Mas se quebra um elefantinho eu compro outro por R$ 15, não é como uma guitarra de US$ 2.000. Com R$ 50, volto com uma mala cheia de traquitanas.”

Lembrando que músicos costumam tratar as guitarras que compram como “brinquedinhos novos”, John evoca o pianinho de armário usado no disco: “Demos de presente para a Nina quando ela fez 4 anos. Ficou tocando nele um tempão, mas depois levei para o estúdio, usamos no disco da Érika Machado que produzi”.

Como essas historinhas demonstram, Música de Brinquedo forma uma nuvem de mistura entre o que é “coisa de adulto” e o que é “coisa de criança”. E, enquanto os adultos brincam, as crianças demonstram preocupações de gente grande com os erros cometidos em estúdio, como no texto lido por Nina em Todos Estão Surdos. Quando ouviu a gravação, ela percebeu que tinha falado “encarocalados”, em vez de “encaracolados”. “Expliquei que não estava certo, mas tinha ficado bom mesmo assim. Falei que não existe certo, nem errado”, diz Fernanda. “Na entrevista que faço com eles em 'Twiggy Twiggy', Matheus dizia que queria ter um peixe de estimação. Quando ouviu, perguntou: ‘Cadê a parte em que falo do meu peixe?’, tive que explicar que não coube. Eles já estão reclamando da edição!”, ela constata.

 

 

Em certos momentos, todo mundo ficou da mesma idade, como na hora de cantar "Frevo Mulher", de Zé Ramalho, sucesso com Amelinha em 1979. “Nina disse: ‘Não tô entendendo a letra, o que são outonos caindo secos no solo da minha mão?’. Falei: ‘Tudo bem, não precisa entender tudo, a gente também não entende’”, diverte-se Fernanda.

Música de Brinquedo dá continuidade à história de independência artística do Pato Fu. Como os discos anteriores, sai pelo selo do grupo, Rotomusic, e será distribuído diretamente pela fábrica, Microservice. Entre as dificuldades de entregar ao público um trabalho tão diferente do habitual, Fernanda cita a necessidade de acesso às rádios comerciais. “É difícil um disco como esse tocar no rádio, que é o que todo artista quer. Mas a gente não se limitou por essa possibilidade. Não dá pra ser medroso com 18 anos de estrada.” A disposição de arriscar tem sido sempre um dos diferenciais do Pato Fu – e os dados (de brinquedo) estão lançados mais uma vez.

O pulo do gato do Pato Fu

Não é difícil resistir em princípio à Música de Brinquedo proposta pelo Pato Fu. O CD simplesmente não cabe nas categorias e gavetas a que estamos acostumados. Se é um disco de pop-rock para jovens ou de MPB para tiozinhos, o que fazem lá pelo meio aquelas vozes indomáveis de crianças? Se é música para criança feita com brinquedinhos pueris, por que esse repertório de músicas adultas ("Frevo Mulher", de Zé Ramalho), tristonhas ("Rock and Roll Lullaby", sucesso de novela em 1972 com B.J. Thomas), românticas ("My Girl", de Smokey Robinson, eternizada pelos Temptations), rebeldes ("Ovelha Negra", de Rita Lee)?

Essa aparente confusão é o mais novo pulo do gato do Pato Fu. Eles partem de uma ousadia de base: fazer algo que não se encaixa em nenhum dos padrões atualmente definidos. Dito assim parece até ridículo um bichinho se assanhar (como cantariam os Saltimbancos de Chico Buarque), mas pense bem: quem por aqui tem ousado fazer qualquer coisa que rompa com os costumes mais corriqueiros ou desobedeça as normas mais bobas?

John, Fernanda, Ricardo, Xande e Lulu correm o risco, e provocam de quebra alguma perturbação entre os potenciais ouvintes do disco. Fernanda conta que já ouviu gente dizer que não gostou muito do disco, mas não vê a hora de ver como ficará no palco.

Para ouvidos adultos, o resultado sonoro talvez não soe mesmo extraordinário, mas está garantida a diversão de comparar arranjos e verificar como eles fizeram para reproduzir os metais de "Primavera (Vai Chuva)" (de Cassiano e Silvio Rochael, mais famosa na voz de Tim Maia) ou os solos de guitarra de "Ovelha Negra". O impacto da seleção pop das releituras (não, não são meros covers) é imediato para quem viveu a música dos anos 60, 70, 80 e 90 do século passado – caso especial de quem está pela faixa dos 40 anos, como os integrantes da própria banda.

Entre crianças, um dos baratos será descobrir músicas “velhas” e nunca ouvidas, tipo "Sonífera Ilha", "Ska" ou "Pelo Interfone", que não foram feitas exatamente para elas, mas adquirem de repente um sabor todo especial. Segundo Fernanda, já fazem sucesso entre os pequenos o vocal tipo vilão em "Live and Let Die" (originalmente um tema de James Bond composto por Paul e Linda McCartney) e o calafrio de terror no enigmático verso “um olho cego vagueia procurando por um”, de "Frevo Mulher". Por esse lado, Música de Brinquedo arrisca-se a tornar um clássico, mesmo sem ter o apelo direto e a unidade dos antigos e inesquecíveis A Arca de Noé e Os Saltimbancos.

 

Fonte: IG Música

Confira os vencedores do 21º Prêmio da Música Brasileira

Maria Bethânia saiu da 21ª edição do Prêmio da Música Brasileira como a grande vencedora da noite, levando os prêmios nas categorias Melhor Canção (por "Feita na Bahia", de Roque Ferreira), Melhor Disco de MPB (Encanteria) e Melhor Cantora de MPB. Veja abaixo a lista completa:

 

Categoria: Arranjador
Mario Adnet por Afro samba jazz - A música de Baden Powell (Mario Adnet e Philippe Baden Powell)

 

Categoria: Canção
"Feita na Bahia", de Roque Ferreira - intérprete Maria Bethânia (CD "Encanteria")

 

Categoria: Projeto visual
Ney Matogrosso, disco Beijo bandido - Ocimar Versolato

 

Categoria: Revelação
Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz

 

Categoria: Canção popular
Melhor disco - O coração do homem-bomba ao vivo mesmo, de Zeca Baleiro
Melhor dupla - Zezé Di Camargo & Luciano (Duas horas de sucesso ao vivo)
Melhor grupo - Trilogia (Jogatina)
Melhor cantor - Cauby Peixoto (Cauby interpreta Roberto)
Melhor cantora - Rita Ribeiro (Tecnomacumba a tempo e ao vivo)

 

Categoria: Instrumental
Melhor disco - Luz da aurora, de Yamandu Costa e Hamilton de Holanda
Melhor solista - Yamandu Costa (Luz da aurora)
Melhor grupo - Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz (Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz)

 

Categoria: MPB
Melhor disco - Encanteria, de Maria Bethânia
Melhor grupo - 4 Cabeça (4 Cabeça)
Melhor cantor - Ney Matogrosso (Beijo bandido)
Melhor cantora - Maria Bethânia (Encanteria)

 

Categoria: pop/rock/funk
Melhor disco - Rock 'n roll, de Erasmo Carlos
Melhor grupo - Paralamas do Sucesso (Brasil afora)
Melhor cantor - Caetano Veloso (Zii e zie)
Melhor cantora - Zélia Duncan (Pelo sabor do gesto)

 

Categoria: Regional
Melhor disco - Alma cabocla, de Ana Salvagni
Melhor dupla - Chitãozinho e Xororó (Se for pra ser feliz)
Melhor grupo - Frevo Diabo (Frevo diabo)
Melhor cantor - Targino Gondim (Canções de Luiz)
Melhor cantora - Elba Ramalho (Balaio de amor)

 

Categoria: Samba
Melhor disco - Tantinho canta Padeirinho da mangueira
Melhor grupo - Casuarina (MTV apresenta Casuarina)
Melhor cantor - Tantinho (Tantinho canta Padeirinho da Mangueira)
Melhor cantora - Alcione (Acesa)

 

Categoria: Finalistas especiais
DVD - Fernanda Takai - "Luz negra"
Disco língua estrangeira - Tributo à Ella Fitzgerald, de Jane Duboc e Vitor Biglione
Disco erudito - Debussy, de Nelson Freire
Disco infantil - Partimpim dois, de Adriana Partimpim
Disco projeto especial - Entre amigos, de Dolores Duran, produtor Oswaldo Vidal
Disco eletrônico - Ultrasom, Siri

 

Categoria: Voto popular
Cantor - Juraildes da Cruz
Cantora - Daniela Mercury

 

Fonte: IG Música

Zizi Possi lança DVD Cantos & Contos

 

Para a cantora Zizi Possi, o lugar ideal para comemorar seus 30 anos de carreira tinha de ser o palco. "Fui me conhecendo como ser humano e como artista praticando a minha profissão", diz ela. A celebração ocorreu em uma série de 12 shows, sempre às terças-feiras e em cada apresentação com um convidado diferente (apenas em duas ela tomava conta do palco sozinha), no Tom Jazz, em São Paulo. Mas isso foi em 2008, quando a data foi festejada. Agora em 2010, o resultado dessa maratona musical são os dois volumes do DVD Cantos & Contos, cujo lançamento em São Paulo será realizado no mesmo local da gravação dos shows, de amanhã a sábado.

Lançado pela Biscoito Fino, os dois DVDs trazem o registro da participação nos shows de Edu Lobo, Alcione, Ivan Lins, João Bosco, Eduardo Dussek, Alceu Valença, Ana Carolina, Luiza Possi, Roberto Menescal e Toninho Ferragutti, tanto no palco - na parte Cantos - quanto em depoimentos com histórias sobre fatos da Música Popular Brasileira testemunhados pelos artistas (Contos). Zizi orgulha-se em dizer que a escolha dos convidados foi feita "por eliminação", ou seja, foi chamado quem tinha a agenda disponível naquele momento - entre 11 de março e 27 de maio de 2008 - "porque graças a Deus tenho afinidade com vários cantores e compositores brasileiros".

"Bibi Ferreira foi chamada, mas teve um probleminha e não pôde", conta Zizi. Por isso, a apresentação em que faria um dueto com a atriz e cantora, com repertório composto de músicas mais dramáticas e sambas, foi solo - assim como o dia com músicas italianas. A incompatibilidade de datas também ocorreu com Maria Bethânia e Chico Buarque - segundo a cantora, ele estava em Paris, escrevendo, e também por aquele não ser um "ano de palco" para ele. "Chico é um cara importantíssimo na minha vida e que não está no projeto porque não rolou a constelação de coincidências pra gente poder fazer", afirma.

Os shows foram dirigidos pelo irmão de Zizi, o diretor teatral José Possi Neto, que propôs a ela montar um repertório que fosse uma "ponte de afinidade" entre o convidado e a cantora. Assim, além de músicas do repertório de ambos, também foram escolhidas canções inéditas nas vozes dela e dos convidados. Com Alceu Valença, cantou pela primeira vez "Sabiá" (Luiz Gonzaga/Zé Dantas), e com Ivan Lins, a escolhida foi "Alfonsina Y El Mar" (Ariel Ramirez/Felix Luna). Já com a filha Luiza, a novidade foi a interpretação de "João e Maria", de Chico Buarque e Sivuca.

Nos shows, a cantora e sua banda repassam canções de diversas épocas da carreira dela, como "Asa Morena" e "A Paz", além de músicas inéditas em sua voz ("Amor da Minha Vida" e "Sentado à Beira do Caminho") e até interpretações que não entraram nos DVDs, caso de "Porta Estandarte" e "Tico Tico no Fubá". Ainda sem datas confirmadas, a turnê também deve passar por capitais como Rio de Janeiro, Maceió, Salvador, Florianópolis e Goiânia.

 

Fonte: IG Música

Kelly Key está de volta com música pop inspirada em Lady Gaga e Ke$ha

 

Kelly Key está preparando sua volta para o mundo da música e já divulgou o primeiro single: "K Diferente".

De brinde a cantora também liberou o download da música para os fãs. "K Diferente" fará parte do sexto disco de estúdio da cantora pop brasileira, batizado de "Studio K".

O disco será lançado no segundo semestre de 2010 e terá uma sonoridade mais próxima ao pop feito no exterior, com muitas batidas eletrônicas e algumas pitadas de auto-tune propositais para dar um som robótico à voz.

"Completamente POP!!!! Tipo Ke$ha e Lady Gaga! Quero arrasar meu bem!! rsrs", comentou Kelly sobre seu novo disco pelo Twitter.

Escute abaixo a nova de Kelly Key, "K Diferente", que faz referência a trabalhos anteriores da cantora como as músicas "Cachorrinho" e "Baba, Baby".

 

 

Fonte: Cifra Club

Os Vencedores do Prêmio Multishow

O 17º Prêmio Multishow de Música Brasileira anunciou na Arena Multiuso, no Rio de Janeiro, os vencedores de 2010. A votação, toda feita pela internet, superou a os 31 milhões de votos. Vejam quem ganhou:

 

Melhor Cantor – Samuel Rosa

Melhor Cantora – Ana Carolina

Melhor CD – Maria Gadu – Maria Gadu

Melhor Clipe – Espero a Minha Vez – NXZero

Melhor DVD – Chiaroscope – Pitty

Melhor Grupo – Banda Cine

Melhor Instrumentista – Rodrigo Tavares – Fresno

Melhor Música – Recomeçar – Restart

Melhor Show – Ivete Sangalo

Revelação – Luan Santana

Experiemente – Móveis Coloniais de Acaju

Melhor Dupla Sertaneja – Victor & Leo

TVZé – As Máscaras / Claudia Leitte – Thiago Cardoso

 

Fonte: Blog do Marron

Cheiro lança novo Myspace!

 

A banda Cheiro de Amor não pára de trazer novidades. Além do DVD Axé Mineirão, gravado ao vivo no Axé 2009 [Belo Horizonte – MG] e o Summer Time que começa hoje [03.09] na capital baiana, o grupo de Alinne Rosa resolveu lançar seu novo Myspace. O layout foi desenvolvido pelo designer do Grupo Cheiro, Ivon Brito, a página traz em sua temática a capa do DVD, trailler, vídeos, fotos, agendas e muito mais.
 
Clique aqui
e confira.

Fonte: Axezeiro

Daniela Mercury eleita melhor cantora do Brasil

 

A cantora Daniela Mercury está vibrando. Como se não bastasse todo o sucesso que vem fazendo fora do país, a eterna rainha do Axé music acaba de ganhar o conceituado Prêmio da Música Brasileira.
 
Daniela ganhou este badalado prêmio na categoria votação popular, a nível nacional, derrubando nomes de peso, a exemplos das cantoras Maria Bethânia, Alcione, Paula Fernandes, Nana Caymmi, Roberta Sá, Elba Ramalho, entre outras.
 
A premiação aconteceu ontem [11.08] no Rio de Janeiro e reuniu os nomes mais importantes da música brasileira. A baiana estava acompanhada do marido Marco Scabia e foi paparicada pelos artistas a todo momento.

Fonte: Axezeiro

Clip de Negro Lindo!

 

As meninas que preparem o coração! O clip da música Negro Lindo, da banda Parangolé, já está prontinho e será lançado oficialmente na sexta-feira [13.08]. Nele, Léo Santana interpreta personagens como um jogador de basquete, executivo, playboy e, para alegria das fãs eufóricas, aparece sem camisa, do jeitinho que elas gostam.
 
Você não vai precisar esperar até amanhã para conferir o vídeo. Clique aqui e assista.

Fonte: Axezeiro

ENTREVISTA: Claudia Leitte!

 

Trinta anos de vida e de dez de estrada como cantora. Com carinha de menina, Claudia Leitte é hoje uma das cantoras mais poderosas e admiradas da música brasileira, com recorde de público em shows e blocos e nas vendas de CDs e DVDs. Mais madura, ela aprendeu a superar os obstáculos e a dizer “sim” e “não” nos momentos necessários.
 
O Portal Axezeiro entrevistou a estrela do Axé, que lançou recentemente seu segundo CD solo, As Máscaras, e a turnê Rhytmos. Saiba um pouco mais dos projetos e da pessoa Claudia Leitte, que declara a saudade Salvador e revela: já me violei diversas vezes por qualquer razão, por qualquer pessoa.
 
Portal Axezeiro: Você deu início a uma nova fase de sua carreira com o lançamento do CD ‘As Máscaras’. O que você pretende mostrar com este novo trabalho?
Claudia Leitte:
Quero dividir minha alegria, minha paixão, e marcar momentos especiais na vida das pessoas.
 
PA:Com certeza todas as faixas do álbum são especiais para você. Mas, há alguma que lhe chame mais atenção?
CL:
Crime. Esta é a última faixa do disco. Gravei apenas uma vez no estúdio, com uma orquestra. Eu senti cada frase que cantei de um jeito diferente.
 
PA: Brown é compositor de Faz Um, que está nesse CD, e também já te presenteou com outras composições maravilhosas. Como surgiu essa parceria, amizade?
CL:
Não sei quando e também não me lembro como ficamos amigos, mas sei que temos química e sabemos que se houvesse mais tempo faríamos muitas coisas loucas juntos. Brown pra mim é um gênio e um ser humano incrível!
 
PA: E a Rhytmos? Como foi desenvolver o projeto deste mega show?
CL:
Não foi difícil conceber o projeto. Difícil foi torná-lo real. rs Trabalhamos muito. Ensaios exaustivos e uma equipe enorme pra montar cada coisa que idealizamos. Esse show é muito enérgico. A gente tem dito que nem o público e nem nós paramos sequer pra respirar. rs São 2:30 de show dançante, com muita cênica e alegria. Seis trocas de roupa, número de ilusionismo, participação especial de Belo e um super painel de Led.
 
PA: É verdade que a princípio a verba saiu de seu próprio bolso?
CL:
Eu invisto muito no meu trabalho. É o que eu sei fazer, é na música que acredito.
 
PA: Quando o público de Salvador vai conhecer este novo show?
CL:
Agora. No segundo semestre. Se Deus quiser.
 
PA: Você havia manifestado durante o show de 2009 no Farol da Barra a vontade de voltar em 2010. Como foi para você não realizar a apresentação este ano?
CL:
Me senti frustrada. Sinceramente, até agora estou triste.
 
PA: Caso acontecesse, seria o lançamento de Rhytmos assim como fez com a turnê Sete?
CL:
Exatamente. A estréia, que aconteceu no Rio, seria em Salvador.
 
PA: Claudinha, você hoje é uma mulher que mostra que adquiriu uma grande maturidade pessoal e profissional. Qual foi a principal mudança em seu modo de agir, seja no trabalho ou na vida pessoal nesse tempo de estrada?
CL:
Estou mais segura para dizer "sim" e "não". Pra mim nunca houve meio termo, mas eu já me violei diversas vezes por qualquer razão, por qualquer pessoa. Minhas prioridades, meu amadurecimento e meu foco determinaram essa mudança.
 
PA: Fazendo uma análise de sua carreira, teria feito algo diferente ou repetiria tudo se fosse preciso?
CL:
Acho que tudo aconteceu do jeito certo. Eu não mexeria em nada. Os infortúnios são inevitáveis e, na maioria das vezes, fundamentais.
 
PA: Tem algum arrependimento?
CL:
Eu me arrependo sim. Eu erro muito. Mais nenhum dos meus arrependimentos tira meu sono. Se preciso pedir perdão, ou resolver algo, faço na hora, não prorrogo, não gosto de sofrer e de fazer o mesmo com os outros.
 
PA: Que mensagem você deixa para o público?
CL:
Desejo que sejam todos felizes com sou. Quero deixar um beijo especial à torcida do Bahia e dizer que estou afinzona de fazer um show especialmente pra ela. Rs. Saudades da minha cidade. Saudades, Salvador!!!!

 

Fonte: Axezeiro

VoaDois cheia de novidades!

 

A banda VoaDois segue com tudo para ser um dos destaques do próximo verão. Na última semana, o grupo de Fredd e Katê começou a divulgar a nova música de trabalho, Incendeia, além de disponibilizar na internet o novo CD promocional.
 
Incendeia é quem abre o novo álbum, com direito a uma sirene de alerta. A nova aposta da banda traz uma sonoridade com a cara do verão, estação mais quente do ano que é exaltada em sua letra. Outro destaque do CD é Meu Carnaval, bela canção de Katê em homenagem aos fãs.
 
No total, o CD VoaDois 2010 conta com vinte canções. Além das inéditas, estão inclusos no repertório sucessos como Swing VoaDois, Doideira, Amor Pirei e Denguinho.
 
Clique aqui e faça o download do CD.

 

Fonte: Axezeiro

Transfiguração na área!

 

O cantor Edcity acaba de lançar seu segundo CD em carreira solo. Batizado de Transfiguração, o novo trabalho contém 13 faixas, entre inéditas e regravações.

O carro-chefe do projeto que marca uma nova etapa na carreira do artista será Piscadinha. A música começa a ser executada em todas as rádios em breve, prometendo virar febre no verão. Pensamos em uma música leve, uma brincadeira com o verão e o clima de azaração que rola nessa época do ano. Antigamente as coisas eram bem mais sutis, uma piscadinha significava muito durante a paquera, é isso que estamos tentando resgatar com essa galera de agora, conta Edcity sobre a escolha da música.

Além de Piscadinha, o Cd conta com Pa Pu Colombiano, canção que alerta sobre os malefícios do uso do crack, que traz em sua letra versos como Em cada pedra de crack, lágrimas de mães em sua composição. Também se destacam no álbum as canções Olha o Gelo, uma homenagem aos trabalhadores do Carnaval, e as regravações como Pele Negra e Sinta e Kaya, sucessos de Adão Negro e Sine Calmon, respectivamente.

 

Escute Edcity e sua música Piscadinha:

 

 

Para baixar, clique aqui.

 

Fonte: Axezeiro

A Gente Vê Depois da Chuva!

 

Foi lançada oficialmente nesta quinta-feira [22.07], a nova música do elétrico Tomate. Após o sucesso da agitada Parará, o cantor baiano vem com uma linha mais tranquila em A Gente Se Vê Depois da Chuva.

 

A nova música de trabalho do maior micareteiro da nova geração é uma parceria do próprio com o cantor Levi Lima, vocalista da Via Circular. Ela faz parte do primeiro DVD de Tomate, gravado no Expominas [Belo Horizonte - MG], no começo do mês de maio. Antes da gravação, a canção já fazia sucesso na internet, sendo bastante comentada nos sites de relacionamento.

 

O vídeo oficial de Agente Se Vê Depois da Chuva é visto cada vez mais no YouTube. O download do áudio em sites como o 4Shared também tem crescido consideravelmente.

 

Clique aqui e escute o novo hit do romântico micareteiro.

 

 

Fonte: Axezeiro

O dia de Ivete Sangalo

por Gabriel Sampaio

Ela conseguiu. A maior artista brasileira prometeu e cumpriu: levou um grande espetáculo pro palco mais importante do mundo, o Madison Square Garden, e se consagrou. O nome dela é Ivete Maria Dias de Sangalo, mas pode chamar também de "A Brazilian Star", como dizia a empena gigantesca com a foto da cantora, em frente a arena, e quando ela entrou no palco de forma triunfal, cantando "Brasileiro", mostrou logo a que veio. "Eu sou vencedora", falou a cantora, substituindo o "eu sou brasileiro" da letra original. E é mesmo.

Em seguida, veio Aceleraê, música que já nasceu hit e de refrão bem sugestivo: "Aceleraê o coração, hoje é dia de Ivete". Era dia dela, e o público a recebeu de braços abertos. Famosos e anônimos se juntaram em uma só voz, deixando claro que só havia uma verdadeira estrela ali: Ivete.

A produção era impecável. Tudo muito bem produzido, ensaiado, coreografado. A banda do bem, cada vez melhor, e Ivete, com cada vez mais sintonia com seu público. A cantora se emocionou logo de início, foi até o final da passarela - que ocupava toda a arena, e agradeceu, em vários idiomas, e, no melhor estilo Ivete Sangalo, retomou o show: "Vamo bota pra fu**", e cantou "Dalila". "Flores", uma das mais pedidas pelos fãs, veio em seguida, logo após foi a vez da inédita "Desejo de Amar", música que promete estourar no próximo carnaval.

A banda toca "Pererê" enquanto a cantora vai trocar o figurino. Ivete volta, acompanhada do colombiano Juanes para cantar a inédita "Dar-te". Juanes, visivelmente nervoso, erra a letra da música e a canção tem que ser repetida - única repetição do show. Ivete, descontraída, fala que Juanes não aguentou a pressão e disse: "Bora Juanes, força na peruca, meu nego".

Em seguida, mais uma inédita, "Se fosse fácil falar de você", com direito a Ivete tocando percussão no final da música. "A galera" fez todo mundo dançar ao comando de Ivete. Os seguranças do Madison ficaram desesperados com a multidão formando fila, de um lado pro outro, descendo e subindo ao comando de Ivete. Eles nunca tinham visto nada igual. Ivete comandava e todo mundo obedecia. O Madison Square inteiro respondeu "sou tiete da Ivete" quando a cantora fez a tradicional pergunta "ô maluquete, de quem você é tiete?". Rolou até versão em inglês de "Chupa Toda", que virou "Suck it all".

O segundo bloco se encerrou ainda em clima de descontração, com a banda do bem cantando "Rebolation" enquanto Ivete se preparava para voltar ao palco. Voltou e surpreendeu o público interpretando "Human Nature", de Michael Jackson, em versão samba reggae.

A segunda participação especial ficou por conta de Seu Jorge, que cantou a inédita "Pensando em nós dois", num dueto contagiante.

"Seguindo seus passos aonde quer que vá"
A parte mais emocionante do show veio logo em seguida. Ivete começou a falar de todas as inspirações que teve e de toda a preparação para o projeto do Madison, agradeceu aos fãs: "Meus fãs, isso é tudo pra vocês. Vocês são minha força, minha vida. Meu fãs, vocês são meu apoio, minha imaginação, minhas idéias, vocês são tudo na minha vida. Muito obrigada. E essa eu fiz pra vocês". E começou a cantar "Me Abraça". Começou, mas não conseguiu continuar. Emocionada com a multidão cantando em coro, Ivete não conseguiu conter as lágrimas. Pediu para a banda parar, pediu desculpas, agradeceu novamente à multidão que a ovacionava. "Muito obrigada por essa experiência. Eu tô tão feliz, tão feliz. Eu quero que seja tudo lindo, que vocês saiam daqui com o coração cheio de amor, que vocês pensem que valeu a pena ter vindo aqui me ver". Pra mostrar que valeu a pena, todo mundo cantou junto de novo, e Ivete, mesmo emocionada, conseguiu concluir a interpretação do medley pros fãs (Me abraça/Eternamente/Tá tudo Bem/Pegue Aí). Nelly Furtado chamou a atenção com seu figurino ‘piriguete, e cantou junto com Ivete a música "Where it Begins", composição das duas, outro bom dueto do DVD.

No melhor estilo Ivete de ser, a cantora tira o sapato e, descalça, canta Eva/Alô Paixão/Beleza Rara, levando o público ao delírio.

Uma cortina branca desce no centro da passarela e um videoclipe da música "Meu Maior Presente" é projetado. Quando a cortina sobre, uma gigantesca casa de presentes surge. A maior surpresa do show viria logo em seguida: a caixa sobe, e de dentro dela, aparece Ivete Sangalo sentada ao piano, tocando e cantando "Easy", canção consagrada na voz de Lionel Ritchie. "Agora eu já Sei" veio em seguida, com a participação do cantor argentino Diego Torres, que se esqueceu de tirar o crachá da produção e subiu ao palco assim mesmo. "Meu Segredo" encerrou o bloco romântico do show, com projeções de Ivete no telão de alta definição.

O último bloco do show começou com Berimbau Metalizado, seguida da inédita "Qui Belê", mas o que incendiou mesmo a apresentação foi a versão eletrônica dos megahits "Festa" e "Sorte Grande". "Na Base do Beijo" encerrou a gravação do DVD, com chuvas de papel picado coloridos, e Ivete surpreendendo mais uma vez saindo "voando" do palco, segurando balões.

Quem pensa que a festa da cantora acabaria por ali, se enganou. Ivete não demorou a voltar ao palco para o bis, dizendo ter mais 15 minutos na casa. O Lobo Mau, sensação do carnaval 2010, entrou em ação, dando início a um show à parte, pós gravação. Ivete chamou toda a sua equipe, amigos, parentes, que subiram ao palco para celebrar o sucesso da apresentação. Margareth Menezes, Preta Gil, Seu Jorge e Netinho se juntaram a Ivete e cantaram hits como "Mila", "We Are Carnaval", "Dandalunda", "Maimbê Dandá", "Burguesinha". Para encerrar, Ivete agradeceu a toda a sua equipe, seus amigos e parentes, e dedicou aos seus fãs as músicas Prefixo de Verão e Baianidade Nagô, encerrando da forma mais baiana possível a noite de consagração da maior estrela brasileira.

Ivete chegou lá. Com uma superprodução, com competência, coragem e, acima de tudo, com talento, a cantora brasileira deu o primeiro e importante passo para iniciar sua carreira internacional. "Eu sou o Brasil no mundo", falou Ivete logo no início do show. Ninguém melhor que ela para representar nosso país, nossa música, no palco mais importante do mundo. Ainda é cedo para afirmar se a empreitada de Ivete rumo ao mercado exterior terá sucesso. A imprensa mundial elogiou a apresentação, mas apontou o ritmo e o idioma como principais obstáculos a serem superados por Ivete.

Mas, depois a noite de 04 de Setembro de 2010, Ivete Sangalo não tem mais nada a provar a ninguém. "O que vocês estão sentindo, é o que eu estou sentindo... eu não consigo falar. Eu só quero dizer que eu quero vocês tenham orgulho de mim", disse a cantora. Não precisava nem pedir, Ivete. A gente tem sim muito orgulho de você.

 

Fonte: Carnasite

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