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Música do Brasil

Música do Brasil

Novo álbum de Chitãozinho e Xororó já está gravado

Se For Pra Ser Feliz não tem data definida de lançamento

 

 

Divulgação 

Chitãozinho e Xororó em ação
 

 

Na semana passada, a dupla sertanja Chitãozinho e Xororó comemorou o término das gravações de seu o próximo CD, Se For Pra Ser Feliz. A festança aconteceu na chácara da família, em Jaguariúna, interior de São Paulo, e reuniu todos os envolvidos no projeto.

De acordo com o site oficial da dupla, a primeira música de trabalho, Se For Pra Ser Feliz, começa a ser tocada nas rádios ainda nesta semana. A banda de rock Fresno e a Família Lima participaram das gravações do álbum.

Por enquanto, o disco - que é o 31º dos sertanejos - não tem data de lançamento definida.

 

 

Fonte: R7

Disco de Bebel Gilberto ganha influência do reggae

Bebel Gilberto

 

A cantora Bebel Gilberto, de 43 anos, filha de João Gilberto, lança All In One, seu quarto disco desde 2000, quando surgiu como a nova promessa da MPB. Para gravá-lo, foi para a Jamaica e decidiu respirar os ares do reggae de Bob Marley.

"Gravei um pedaço lá, um pedaço em Nova York e outro em Salvador, com o Carlinhos Brown. Ele está mais orgânico mesmo, mas não abdiquei totalmente do eletrônico", justifica.

Brown gravou toda a parte percussiva do disco, que tem canções como "Sun is Shining", de autoria de Bob Marley, que aqui ganha versão de Bebel: "Sol brilhando / E a manhã chamando / Te envolvendo / Até as pontas dos pés / Na esperança de um melhor / Na lembrança, aqui estou".

Além de Brown e Marley, Bebel trouxe para suas 12 faixas nomes como os dos produtores Mark Ronson (Amy Winehouse, Lily Allen) e John King. De Stevie Wonder, Bebel canta "The Real Thing". De Carmem Miranda, carrega na eletrônica em "Chica Chica Boom Chic". Já Daniel Jobim, filho de Tom, produziu e tocou piano em "Bim Bom", composição do pai de Bebel, o "seu" João.

Referência de música brasileira no exterior, Bebel diz se sentir um pouco deslocada na seara de novas cantoras brasileiras. "Não as conheço direito. Gravei com a Mariana Aydar e com a Céu, mas foi só. Acabo me sentindo um pouco estrangeira mesmo. Mas não me comparo com ninguém", afirma.

Mesmo assim, a cantora vê um diferencial importante entre ela e a nova geração de cantoras do País: "Sou mais teatral, mais solta no palco. Talvez possa estar no time de Marisa Monte e Adriana Calcanhotto... somos todas ‘macaco velho’".

 

Fonte: IG Música

Adriana Calcanhotto volta a encarnar Partimpim

Adriana Calcanhotto Partimpim

 

"Adriana Partimpim" – CD, DVD, shows – rendeu a Adriana Calcanhotto prêmios, prestígio e novos e apaixonados fãs. Com a impaciência que lhes é própria, as crianças que cantaram e dançaram com ela cinco anos atrás pediam por mais, em cartas, e-mails, encontros.

Ainda durante a turnê de seu último disco, "Maré", ela se deu conta de que já havia repertório para mais uma aparição do heterônimo. Era hora de atender os pequenos – e também os pais, que já não aguentavam ouvir tantas vezes o primeiro CD.

Diferentemente de "Adriana Partimpim", cujo projeto surgiu dez anos antes de seu lançamento, em 2004, "Dois" foi realizado em apenas quatro meses. O que acabou propiciando algo de que a cantora gosta: a gravação sem muito ensaio, com os músicos tocando de forma mais instintiva, "não esquematizada".

"Às vezes repetir melhora a performance, mas o primeiro take sempre tem uma espontaneidade que o segundo já não tem. Fica um tipo de frescor de uma demo, por exemplo", conta Adriana, que se cercou mais uma vez de Dé Palmeira (o produtor, com ela), Marcos Cunha, Ricardo Palmeira, Guilherme Kastrup, Sacha Amback, Marcelo Costa, Dirceu Leite, Domenico Lancellotti, Moreno Veloso, e os recém-chegados Alberto Continentino e Rafael Rocha.

As sonoridades vão do batuque do Olodum em "Bim Bom" (de João Gilberto, o lado B de "Chega de Saudade", de 1958) ao voz-e-violão de "Gatinha Manhosa" (a balada de Erasmo Carlos e Roberto Carlos de 1966) – o "Fico Assim Sem Você" (Claudinho e Buchecha) de "Dois".

Se o primeiro CD não tinha composições suas, em "Dois" elas são três: a carnavalesca "Baile Particumdum" (com Dé), "Ringtone do Amor", criada para celular mesmo, há dois anos, e "Menina, Menino", com o acordeom de Waldonys. "O Homem Deu Nome a Todos Animais" é uma versão de Zé Ramalho para "Man Gave Name To All The Animals", de Bob Dylan; "Alface" é uma tradução de Augusto de Campos musicada pelo filho, Cid Campos (a dupla também está no Partimpim original).

Campos também musicou o poema de Vinicius de Moraes "As Borboletas", faixa que fecha o disco e que usou os sons dos insetos que rondam a janela de sua casa, no meio da Floresta da Tijuca. O CD tem ainda Arnaldo Antunes e Davi Moraes ("Na Massa") e Caetano Veloso ("Alexandre"). "O Trenzinho do Caipira", a música de Villa-Lobos letrada por Ferreira Gullar, foi a 11ª faixa a entrar.

 

Fonte: IG Música

É emo, é hard, é heavy. Para mim, é tudo rock 'n' roll, diz Erasmo Carlos

O maior roqueiro do Brasil avalia os novos caminhos do gênero musical

 

Ao contrário de seu grande parceiro e amigo Roberto Carlos, Erasmo não se transformou em um cantor romântico com o final da Jovem Guarda. Manteve se firme e forte às suas origens. Tanto que até os dias de hoje é considerado o maior roqueiro do Brasil.

Apesar das 68 primaveras, o eterno Tremendão ainda dá um caldo bem grosso. Depois de cinco anos na seca, lançou seu mais recente disco, Rock 'N' Roll, no primeiro semestre. Na semana passada, fez um som ao lado dos jovens roqueiros Nervoso, Gabriel Thomaz e Érika Martins na 15ª edição Video Music Brasil, da MTV.

 

 

Divulgação

 

Erasmo Carlos em foto de divulgação de seu novo CD, no qual faz uma verdadeira profissão de fé ao estilo musical que descobriu ainda moleque, nos anos 50, e que continua amando

 

 

Ainda não se convenceu? Pois bem, o último argumento é matador. Em pé de igualdade, o cantor e compositor disputa a categoria Melhor Álbum de Rock, do 10º Grammy Latino, com NX Zero, Cachorro Grande, Titãs e Zé Ramalho. O gramofone dourado será entregue daqui a um mês, em 5 de novembro em Las Vegas, Estados Unidos.

Do alto dos seus 49 anos de carreira e integrado as novas mídias de informação (sim, ele tem site oficial e MySpace!), Erasmo analisou os novos rumos do rock brasileiro e falou sobre a sua proximidade com a juventude para o R7.

R7 – Você que fez parte da Jovem Guarda, primeira leva de roqueiros do Brasil. Como vê o cenário do rock hoje em dia?
Erasmo –
Vejo todo mundo querendo dar o seu melhor e procurando novos sons. Eu fiquei escravo da primeira sonoridade, é a que eu gosto. Tive a felicidade de ver o nascer do rock 'n' roll.

Hoje, as pessoas pegam o rock andando. É um lançamento agora, daqui a pouco é outro. Antes, não existia nada. O rock 'n' roll foi uma explosão no mundo, uma coisa maravilhosa. Graças a ele, me libertei dos preconceitos bobos que tinha.

R7 – Antes rock era rock. Atualmente, temos rock alternativo, rock pop, entre outros. O que acha dessa diversificação?
Erasmo –
A imprensa cria vários segmentos. É emo, é hard, é heavy. Para mim, é tudo rock 'n' roll. Rock 'n' roll é rebeldia, é contestação, mas também é amor.

R7 – Participações em programas como o VMB lhe aproximam de um público mais jovem?
Erasmo –
Certamente. Eles não se aproximam de mim fisicamente. Isso porque são muito antenados e me conhecem pelo Google, YouTube e outros mecanismos semelhantes. Então, eles já sabem que o meu som é sincero, honesto e digno.

Tenho a maior receptividade com os jovens e aprendo com eles. Para mim, isso é muito fácil porque aprendi com os meus filhos a sobreviver essa etapa e agora estou aprendendo com os meus netos na maior.

Tanto que, no ano que vem, espero disputar o VMB com o meu disco Rock 'N' Roll.

R7 – Você está compondo novo algo com o Roberto?
Erasmo – Compus com Roberto há quarto anos. Agora, estou compondo com gente como Nando Reis, Chico Amaral, Nelson Motta, Liminha e Patrícia Travassos. Essa turma toda está em meu novo disco.

 

Fonte: R7

Pitty lança DVD com registros de gravação e músicas inéditas

Divulgação 

Pitty e os músicos Duda (bateria), Joe (baixo) e Martin (guitarra)

O novo disco de Pitty, "Chiaroscuro", será lançado em formato DVD. Intitulado "Chiaroscope", o vídeo será lançado este mês com o registro da gravação do álbum mais recente da cantora.

As 11 faixas do CD integram o DVD ao lado de três músicas inéditas, entre elas uma versão em inglês para "Só Agora" que pode ser ouvida aqui. O registro flagra Pitty e sua banda no estúdio Madeira, na casa do baterista Duda, que foi equipado para as gravações de "Chiaroscuro".

"Chiaroscope" foi filmado, dirigido e editado por Ricardo Spencer e segue o mesmo conceito do disco. "A idéia era fugir do asséptico de atualmente, sem medo de usar micro-câmeras, mini DV, celulares e também high definition, por que não?", comenta o diretor.

 

Fonte: UOL Música

Pato Fu grava décimo álbum

Próximo disco da banda mineira tem lançamento previsto para fevereiro

 

 

Divulgação

Se eu revelar o nome do disco, vou entregar tudo, diz Fernanda Takai
 

O Pato Fu entra em estúdio no final do mês de outubro. A vocalista Fernanda Takai contou a novidade para o R7. O disco será o décimo da carreira da banda mineira e tem lançamento previsto para o Carnaval de 2010.

 

O título e a sonoridade do novo trabalho já estão definidos. No entanto, Fernanda não entrega o ouro.

- Se eu revelar o nome do disco, vou entregar tudo. O CD será desconcertante. O Pato Fu é bom porque sabemos guardar segredo e sempre surpreendemos.

O projeto ainda não tem o número de faixas definidas e o fato não preocupa a banda. Fernanda explica que nos dias de hoje, o número de faixas de um álbum é algo relativo e que um disco muito bom pode ter apenas dez canções.

O último CD do Pato Fu, Daqui pro Futuro, foi lançado em 2007. A banda de pop rock está na estrada há 17 anos e entre os seus sucessos estão Made in Japan , Pinga, Sobre o Tempo e Canção Pra Você Viver Mais.

 

Fonte: R7

Adriana Calcanhotto regrava de Caetano a Dylan em "Partimpim 2"

 Partimpim era o apelido da cantora quando criança

 

 

 

Adriana Calcanhotto volta a assumir seu alterego, Partimpim, no segundo disco que a gaúcha lança direcionado ao público infantil.

A cantora afirma que produziu o disco em tempo recorde, entre maio e outubro. "Encarei como uma oportunidade de trabalhar de um jeito que nunca tinha experimentado".

O disco trás versões das canções "Alexandre", de Caetano Veloso, "Bim Bom", de João Gilberto, e "O Homem Deu Nome A Todos Animais, versão de Zé Ramalho para "Man gave name to all the animals", de Bob Dylan.

A canção escolhida como música de trabalho deste disco é a versão de "Gatinha Manhosa", clássico dos anos 80 na voz de Léo Jaime. Adriana ainda não está certa se "Gatinha Manhosa" fará o mesmo sucesso da versão para "Fico Assim Sem Você", de Claudinho e Buchecha, mas explica em entrevista ao jornal O Dia como escolheu a música: "A canção se atirou, grudou. Eu nem sabia a letra, cantarolava tudo errado, mas vi que ela estava pedindo para entrar".

A prévia do disco pode ser escutada no site da cantora.

 

Fonte: Cifra Club

Bebel Gilberto: entrevista sobre o novo disco «All in One»

 

Cantora brasileira apresenta-se ao vivo na Aula Magna a 26 de Outubro

 

 

«All in One» marca a estreia de Bebel Gilberto na histórica etiqueta de jazz norte-americana Verve, disponível em Portugal na terça-feira, 6 de Outubro. O disco será apresentado em concerto na Aula Magna a 26 de Outubro, mas já pode ser ouvido no Myspace da cantora.

 

Há quem diga que se trata de «bossa nova renovada e pontuada de pop electrónica», mas a cantora brasileira prefere que seja apenas a «música de Bebel», disse em entrevista à Lusa, a partir de Nova Iorque.

Após «Tanto Tempo» (2000), «Bebel Gilberto» (2004) e «Momento» (2007), a cantora brasileira, filha de João Gilberto - o grande intérprete da bossa nova - e Miúcha e sobrinha de Chico Buarque, resolveu dar ao seu quarto disco um título em inglês, «All in One».

«Depois de três em português, eu achei que tinha direito», exclamou, explicando que se chama «tudo em um», porque este foi o álbum em que conseguiu «juntar todo o mundo», todos os amigos e produtores com quem queria trabalhar.

«Desde o maravilhoso Mark Ronson (produtor de Amy Winehouse e Lilly Allen), a John King», dos Dust Brothers, passando pelo músico e compositor Carlinhos Brown, que não pôde participar no disco anterior, e Daniel Jobim, neto de Tom Jobim, outro grande nome da bossa nova, a sua primeira influência.

«A música tocada na minha casa sempre foi muito o violão do meu pai, minha mãe cantando, e algumas coisas que, de vez em quando, caiam na minha mão, como um disco de George Gershwin ou Stevie Wonder...», recordou.

Quanto a referências posteriores, quando começou «ficando adolescente», Bebel se ligou mais «num movimento que estava tendo de new bossa, na Inglaterra».

«Na época, por ser adolescente, eu estava mais ou menos conectada com o som do Matt Bianco, da Sade, e então aí foi quando deu um clique na minha cabeça, era mais ou menos o que eu queria fazer», afirmou, referindo também como influência o disco «Red Hot and Rio», no qual estrelas da música brasileira e anglo-saxónica fizeram novas versões de clássicos brasileiros e norte-americanos.

Em «All in One», Bebel Gilberto junta originais e versões de temas de Stevie Wonder, Bob Marley, Carmen Miranda e do pai, sobre quem Caetano Veloso canta «...melhor do que o silêncio, só João».

«Na verdade - explicou - eu sempre fiz muita cobrança, desde o "Tanto Tempo". As pessoas gostavam muito dos meus covers e eu estava querendo fazer minhas músicas, mas nesse disco, eu tive a ideia de fazer uma homenagem à nossa querida e amada Carmen Miranda».

Fazer uma versão de «Sun is Shining», de Bob Marley, «foi uma ideia que acabou vindo junto com a viagem que eu fiz para a Jamaica, por estar lá, e o Stevie Wonder ("The Real Thing") foi um presente, foi o Mark Ronson que me sugeriu», indicou.

De Portugal, onde esteve há dois anos, Bebel diz que tem «saudades, porque o público português é sempre maravilhoso».

E é precisamente à Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, onde passou o seu aniversário - 12 de Maio - em 2007, que a cantora regressa a 26 de Outubro, para apresentar «All in One», «feliz da vida».

 

Fonte: IOL Música

Adriana Calcanhotto retoma projeto infantil

Adriana Calcanhotto lança mais um CD voltado para as crianças

 

Em 2004, Adriana trocou o sobrenome Calcanhotto pelo apelido Partimpim para gravar um álbum para crianças. Quem esperava que com o rótulo viriam músicas "infantis" - no pior sentido do termo - se deparou com uma delicadeza e inteligência incomuns no segmento. Muitos shows, um DVD e um disco "para adultos" depois (Maré, de 2008), a cantora volta a usar o codinome para lançar Partimpim 2, CD com 11 músicas que chega às lojas neste mês.

"Não queria que este disco fosse 'Partimpim 2, a missão', uma simples continuidade do primeiro, mas um trabalho próprio", esclarece a cantora.

Adriana diz que, desde a primeira vez em que pensou em fazer música para crianças, já tinha em mente fazer uma discografia, mas que "dependeria sempre de ter repertório".

"Na verdade, construir um repertório não tem ligação com a quantidade. Quando fiz o primeiro disco, embora tivesse uma lista de possibilidades, não fui trabalhando ele antes, só jogando músicas dentro dessa lista enorme", recorda. "Em maio desse ano, algumas canções saltaram dessa lista, e decidi gravar imediatamente, ao ver que tinha repertório".

Esse jeito de gravar "sem pensar" é uma novidade para Adriana, que diz conviver um bom tempo com as canções quando usa o sobrenome Calcanhotto. A experiência, contudo, foi aprovada.

"Isso cria uma espontaneidade, um frescor que eu queria, desse encontro dos músicos com a canção pela primeira vez. É uma forma mais lúdica e natural do que quando começo a pensar".

A nova forma de trabalhar também deu à Partimpim e sua banda liberdade para experimentar novos ritmos e instrumentos - violão, sintetizadores e sanfona se revezam no disco, que tem até um frevo eletrônico (a faixa de abertura Baile Particumdum) Mesmo passeando por vários estilos, Partimpim 2 consegue diversificar mantendo a coesão.

"Talvez a unidade venha disso, dessa pesquisa de timbres. Isso vem também da Toca do Bandido (estúdio idealizado por Tom Capone onde o disco foi gravado), onde ficam vários instrumentos expostos, isso incentiva a gente".

Talvez o que ajude a unidade dw trabalho é um "espírito Partimpim", que Adriana encontra na hora de definir o repertório.

"Não sei dizer o que me faz escolher determinada música, é tão subjetivo, acho que é um 'ouvido Partimpim'. Pode aparecer em qualquer contexto, é um clique que dá, aí a música vai para a lista".

Uma das canções que saiu da lista para o CD foi Na Massa, composição de Arnaldo Antunes e Davi Moraes.

"As imagens de Na Massa são incríveis, você enxerga o que o Arnaldo está dizendo. Acho uma canção primorosa, e muito Partimpim, com aquelas fantasias, roupas loucas, e ecoa também no Baile Particumdum".

O Baile foi uma descoberta de Adriana que, mexendo com loops e programações no computador, descobriu que uma batida de dance, quando no andamento certo, virava um frevo acelerado. A letra, que diz que "todo mundo pode, pode tudo", mostra o espírito do disco, aberto a todas as experimentações. A cantora também compôs Ringtone de Amor, feita em 2007 especialmente para celulares, e que só entrou no disco por causa dos pedidos das crianças.

"Isso me interessou muito, compor um ringtone, não uma canção pra estar num suporte físico. Acho que para as crianças é mais natural esses elementos tecnológicos, eletrônicos, elas lidam muito com celular".

O amor é outra palavra muito presente em Partimpim 2. Além de Ringtone, Menina, Menino também é focada no sentimento que "começa quentinho e pode queimar".

"Escrevi há uns dois anos. Gostei de armar uma canção que fala disso, para que a criança já entenda que o amor é motor de mudança".

Não só a criança mas também os bebês, como o Bebê Luis para quem a música é dedicada, que Adriana achou que "quanto antes soubesse do amor, melhor".

A romântica Gatinha manhosa, de Roberto e Erasmo Carlos, também ganhou versão Partimpim. "É a primeira vez que uma canção se lança para dentro do disco. Ela nunca esteve na minha lista em nenhum momento".

Durante as gravações, Adriana ficou obcecada com a música, que ainda não conhecia direito, e ficava cantarolando "com a letra errada". Acabou pedindo para lhe ensinarem a tocar, e decidiu gravar: "É uma musica tão conhecida, mas é nova pra alguém, ela é nova para mim e para as crianças pequenas".

E as crianças também fazem parte do disco, "cantando e fazendo bagunça" nas gravações. Colaboraram também os insetos da floresta da Tijuca, em As Borboletas.

"Tem piano de brinquedo também, o acervo está ficando gigantesco. É uma loucura, tudo é meio barroco em Partimpim".

Disco de crianças sem aborrecer os adultos
Num mercado marcado pela frivolidade e busca pela novidade, Adriana Partimpim mostrou que o público infantil pode ter os ouvidos bem maduros. Assim como no primeiro disco, que incluía Ciranda da Bailarina, de Chico Buarque e Edu Lobo, a cantora resgata em Partimpim 2 compositores brasileiros consagrados, como João Gilberto, Caetano Veloso, Vinicius de Moraes e Villa-Lobos.

Do último, Adriana emprestou O Trenzinho do Caipira, música composta em 1930 e que é um dos quatro movimentos da peça Bachianas Brasileiras nº2. Nela, que ganhou posteriormente letra de Ferreira Gullar, a orquestra reproduz os movimentos de uma locomotiva.

Em Bim Bom, Adriana juntou João Gilberto ao Olodum. No ritmo dos tambores, ela ouvia também as batidas do violão de João Gilberto, então decidiu juntar os dois e fazer um samba enquanto canta "é só isso o meu baião".

Nessa "aula de clássicos para crianças" entra até Bob Dylan, em versão em português de Zé Ramalho. O homem deu nome a todos animais ganhou caráter pedagógico na voz de Adriana e com o coral de crianças, que fazem uma Arca de Noé musicada.

Enquanto As Borboletas, poema de Vinícius de Moraes musicado por Cid Campos, tem poucos e simples versos, Alexandre, de Caetano Veloso, é extensa e com vocabulário mais complexo.

"Acho interessante as palavras, o Caetano arma frases, nomes do mundo helênico. As crianças são fascinadas por esse universo".

Adriana diz que a música fez com que visse Alexandre, o Grande não só como um guerreiro sanguinário, mas como um herói, bom e mau, misturador de raças.

"Acho o jeito que o Caetano apresenta interessantíssimo. Fiquei muito impactada, mudei minha visão de Alexandre por conta do jeito que o Caetano fala dele".

Se Adriana Partimpim consegue trazer o mundo musical dos adultos para o público infantil, também conquista, com a "música de criança", o público mais velho.

"As crianças podem ouvir um disco que é delas, sem aborrecer os adultos. Não acho legal elas ficarem segregadas, ouvindo as músicas do 'escaninho infantil'. Eu vejo isso muito pela experiência do show, na plateia tem sempre os adultos e as crianças juntos. Considero isso um privilégio."
 

 

Fonte: Terra Música

Belo diz que ouviu mais de 800 músicas para gravar novo CD

Cantor segue em linha romântica em novo disco de estúdio

 

Depois de ficar na estrada durante dois anos e meio divulgando o DVD ao vivo Pra Ver o Sol Brilhar, Belo lança seu 11º álbum, chamado Primavera. Em entrevista ao Terra, o cantor explica que o processo de gravação foi um pouco diferente, mas as canções não fogem de seu romantismo habitual.

"Dessa vez ouvi mais de 800 músicas para selecionar o repertório, mas no final coincidiu com as coisas que venho fazendo. Venho naquela mesma linha do romântico, é uma fórmula que sempre deu certo comigo desde o Soweto. Depois do DVD ao vivo vem esse CD de estúdio totalmente diferente. É um disco muito gostoso, um lance muito particular", disse.

Com a primeira música de trabalho, Reinventar, tocando nas rádios, Belo explica o título do disco. "O CD chama Primavera porque sai junto com a primavera e eu ou um cara muito romântico, mas a gente conseguiu fazer um resgate de vários sambas e deixar tudo bem diversificado", conta.

Produzido por Prateado, amigo de longa data do cantor, Belo fala que seu relacionamento é positivo no estúdio. "Já trabalho com o Prateado há mais de dez anos. Foi o primeiro cara a gravar com o Soweto e produziu o meu primeiro disco. Tenho uma parceria de amizade e muita afinidade com ele. Ele entende muito bem o que eu quero e a forma que eu canto e interpreto. Amigo mesmo, fica tudo mais fácil", disse.

Um dos remanescentes do boom pagodeiro do fim dos anos 90, Belo estourou com o Soweto e enfrentou muito preconceito dentro do gênero na época. Com a ascensão do samba nos últimos tempos com cantores como Diogo Nogueira e Arlindo Cruz, o cantor celebra a fase.

"Ficou muito bom para o samba. Posso dizer que hoje esse estilo tem outra conotação, é uma outra classe que gosta. Tem muito pagode nos lugares onde não existia isso, na juventude. Muito samba fazendo evento com rock ou sertanejo. Não posso ser ingrato e dizer que eu passei necessidade com o samba. Nosso momento é muito especial e me sinto privilegiado", afirmou.

A boa fase reflete na agenda de Belo. Com shows marcados até fevereiro, o cantor conta que só possui um dia de folga na semana para descansar e brincar com os cachorros. "Tenho agenda lotada até o Carnaval. Canto de quinta a domingo viajando pelo Brasil e tenho dois projetos no Rio de Janeiro de segunda e quarta. Minha única folga é de terça-feira pra ficar com a família e curtir os cachorrinhos em casa e deitar na cama um pouco, o resto é viagem", disse.
 

 

Fonte: Terra Música

Marcelo D2 volta a Portugal

Marcelo D2 vai actuar a 13 de Novembro no Pavilhão da Quinta dos Lombos em Carcavelos.

Os bilhetes custam 22 euros e estão à venda nos locais habituais. O rapper brasileiro vem apresentar o álbum «A Arte do Barulho», editado já este ano.

 

Fonte: Disco Digital

Jammil e Uma Noites grava nova música

Divulgação
O trio Jammil e Uma Noites já está preparando a trilha sonora do próximo verão
 

Jammil e Uma Noites já está de olho no próximo Carnaval 2010. Pensando também no verão, a galera do Jammil já começou a gravar a nova música de trabalho. Tá Esperando o Quê? fala da chegada do verão e alegria. As guitarras foram gravadas no Rio de Janeiro por Carlos Coelho, do Biquini Cavadão. Tá Esperando o Quê? será uma das faixas do próximo DVD da banda que terá um documentário sobre a Estrada Real, em Minas Gerais. A pré-produção do álbum já começou, mas o lançpamento só acontecerá em 2010.

 

Fonte: R7

Chorão fala sobre CD inédito e nova fase do Charlie Brown Jr.

Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva é o título perfeito de um disco para marcar a nova fase da carreira de Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, líder dos santistas do Charlie Brown Jr.. Ele acabou de lançar seu nono álbum de estúdio com novos produtor - Rick Bonadio, que trabalhou em outros quatro discos - e baterista (Bruno Graveto), com a disposição de quem pretende virar a década de volta à galeria das maiores bandas do rock nacional.

Sob a batuta de Rick Bonadio e sua equipe, enganou-se quem achou que a sonoridade da banda seria reduzida a pó pelo padrão de trabalho do mais renomado produtor fonográfico do Brasil. A agressividade, potência e (principalmente) a forte personalidade do vocalista seguem dando a tônica por todo o disco, da mesma forma que nos trabalhos anteriores.

"Agora eu quero deixar as coisas rolarem. Não quero problema nenhum. Só quero me preocupar com o som. Quero só música, paz e sucesso", comentou com serenidade o vocalista, que se mostrou mais centrado que em outras entrevistas dadas ao Virgula Música. "Eu estava cansado, não confuso. Por isso, me afastei de tudo: mídia, palco... Essas coisas refletem em como está o som agora", afirma ele.

Embora, após 12 anos no mainstream, já ter passado da fase de ter de provar qualquer coisa para os críticos, o Charlie Brown segue a mesma fórmula de seus outros discos. A ênfase na cultura urbana e a fusão de gêneros como hip hop, dub, ska, hardcore e garage rock marca também a cara de Camisa 10..., um potencial favorito entre os fãs do quarteto.

"Cara, eu fiquei altamente satisfeito com o resultado final. Acho que esse é o nosso melhor disco, pelo menos dos últimos cinco anos", opinou Chorão. "O disco está coeso e a nossa seleção foi muito criteriosa. Existe unidade entre as letras e uma não contradiz a outra. Gostei muito do fato de ele ser bem curto e objetivo. Isso mostra bem o nosso momento."

O bom momento também pode (e deve) ser atribuído ao grande trabalho de Thiago Castanho empunhando as seis cordas da banda. As guitarras cheias ressoam em todas as vertentes em que ele se arrisca: certeiro no hardcore, inventivo no hip hop e cheio de recursos quando precisa.

Em Castanho, Chorão também encontrou um parceiro consistente de composição, que pode fazer com que o Charlie Brown Jr. aprimore ainda mais seu estilo característico. O som da banda, aliás, é praticamente o mesmo desde o primeiro CD, Transpiração Contínua Prolongada (de 1997), embora seja natural a adição de diferentes influências adquiridas por seus integrantes ao longo desses 12 anos.

"Assim como no passado, o Thiago é mesmo o melhor parceiro de composição que eu poderia ter para esse momento. Nossa amizade é verdadeira, temos muitas referências em comum e ele é um cara que já fez muito pelo Charlie Brown", elogiou o frontman. "Os arranjos das músicas são coletivos, mas ele sabe bem o que se espera na timbragem e nos efeitos de guitarra. Ele é um cara que tem muitas cartas na manga."

No Estúdio Midas

Sobre trabalhar com Rick Bonadio, Chorão garantiu que não houve incompatibilidade de gênios. A fórmula, ou melhor, a filosofia de trabalho de Bonadio não foi contestada pelo líder do Charlie Brown, que elogiou a capacidade do agora parceiro de tirar exatamente o som que quer dos instrumentos e sua noção de mercado.

"O Bonadio é um cara que timbra e faz a diferença no estúdio. Ele tem uma fórmula consistente de trabalho, gosta de usar certa frequência de volume. O mais importante é que passa muita confiança", comentou.

Com isso tudo dito, só me resta estender a vocês, leitores, o convite que recebi do próprio Chorão, que está muito satisfeito com a capacidade da atual formação da banda e confiante de que o melhor modo de conhecer as novas músicas do Charlie Bown é mesmo de frente para o palco.

"A turnê começa agora em outubro e eu tenho que dizer pra você ir nos ver ao vivo. Os moleques estão muito afiados e é realmente incrível o que eles fazem. O Graveto é um puta baterista, o Thiago manda muito e o Heitor, não preciso nem falar", disse o vocalista. "Vá a um show nosso!" 

Fonte: Virgula Música

Gal Costa regressa a Portugal em Novembro

 

 

Cantora brasileira tem cinco concertos de apresentação do espectáculo «Voz e Violão» no nosso país

 

 

«Voz e Violão» é o título da digressão que Gal Costa realiza de 27 de Novembro a 4 de Dezembro em Portugal, com passagem pela Casa da Música e pelo Centro Cultural de Belém.

 

A cantora regressa a Portugal acompanhada apenas pelo violão de Luís Meira, no mesmo formato com que em Junho do ano passado realizou sete concertos em Portugal.

Gal Costa escolheu clássicos da Música Popular Brasileira e temas de compositores como Dorival Caymmi, Ary Barroso, Chico Buarque, Caetano Veloso e Tom Jobim.

 

As datas dos concertos em Portugal:

27 de Novembro - Casino Montegordo
28 de Novembro - Casino Vilamoura
30 de Novembro - Hotel Algarve Casino
2 de Dezembro - Casa da Música, Porto
4 de Dezembro - Centro Cultural de Belém, Lisboa

 

Fonte: IOL Música

"Estou completamente fora de moda", diz Maria Bethânia

Agora que, além de filiada a uma gravadora, também é dona de um selo, o Quitanda, Maria Bethânia, 63, pegou gosto: só grava discos aos pares. Esta semana, lança mais dois, de canções inéditas: "Encanteria", com repertório que, como "Brasileirinho" (2003), remete ao interior do Brasil, e "Tua", focado em canções românticas.

 

Maria Bethânia no Estúdio Floresta, no Rio; cantora lança dois discos nesta semana

 

A cantora deu a entrevista a seguir no estúdio carioca em que ensaia para os shows.

Folha - Os seus discos trazem músicas novas de Adriana Calcanhotto e Vanessa da Mata, duas de suas pupilas. Como analisa a carreira delas?
Bethânia - Estão pipocadíssimas. Adriana sai sempre da rotina, escreve livros. Isso é importante, distancia a gente desse bicho, dessa faca de dois gumes que é o sucesso. Vanessa mantém o jeitinho dela, ainda me manda música pra eu cantar em casa. Mas está no momento do furacão. Daqui a um ano, vamos ver onde é que ela vai se assustar.

Folha - Mais uma vez, você lança dois CDs simultâneos --e em um tempo em que os discos não vendem. Por que e para quem?
Bethânia - Hoje, eu acho que tudo isso é obsoleto: gravar disco, dar entrevista. É tudo muito antigo. Estou completamente fora de moda. Não a minha música. Eu. O meu sentir, o meu querer, eu fazer essas coisas. Aprendi assim e não quero desaprender. Vivo para o meu ofício, ele nunca me incomodou, não me machucou, nem foi traiçoeiro ou mentiroso. Sempre quis de mim exatamente isso que faço com ele. Um casamento que deu certo.

*Folha - Casamentos mudam muito com o correr dos anos... *
Bethânia - Sim. Você vai envelhecendo. Os anos vão passando. A sua voz já está numa outra emissão, o chão do palco que você pisa é diferente. Tudo vai andando. Envelhecer é sempre novidade.

Folha - Não é repetição?
Bethânia - Acho uma burrice achar que é repetição e que as coisas vão perdendo não sei o quê. [Envelhecer] é um privilégio. Já imaginou quantas estrelas vão ser descobertas e eu estou viva pra ver? Estar andando no tempo é bênção.

Folha - Caetano está numa fase em que o novo e o velho são confrontados. Você gosta?
Bethânia - Adoro. Caetano está apaixonado de novo pelo palco e pela música, dizendo as verdades dele. Ele é bonito assim, nu. Tem erro, tem acerto, tem bonito, tem feio, tem bom, tem ruim. Mas Caetano é assim. Gosto de vê-lo completo.

Folha - Você mudou sua banda, ela está menor. Por quê?
Bethânia - Queria mais espaço para a voz, mais silêncios. E tinha pouco dinheiro.

Folha - Você não tem dinheiro?
Bethânia - Eu não tenho nada! Só o que preciso: onde morar, o que comer, como ter boa medicina. E posso trabalhar. Com honra. Acho que isso sim é dignidade. Não é só barriga cheia.

Folha - Você nunca usou benefícios de leis de incentivo?
Bethânia - Nunca me meti com isso. Trabalhei minha vida toda sem patrocínio nenhum. E, de repente, não se pode mais trabalhar sem patrocínio. E para ter patrocínio, a Lei Rouanet tem que liberar. É uma confusão. Então, não me meto. Digo: "Tenho tanto do meu dinheirinho pra fazer meu show e não pode passar disso porque não tenho de onde tirar".

Folha - Faria uma autobiografia?
Bethânia - De jeito nenhum! Não gosto de nada disso. Trabalho muito em cena e tenho todos os figurinos desses 45 anos e não posso, por uma questão religiosa, me desfazer deles. Estão embalados em uma casa na Bahia para eu não ver. Fico apavorada.

 

Fonte: Folha Online

Pitty lança DVD...

Depois de lançar o seu 4° CD - Chiaroscuro, Pitty se prepara para lançar seu 3º DVD, Chiaroscope, baseado em seu mais recente trabalho.

O DVD contará com as músicas inéditas Pra Onde Ir, Sob o Sol e Just Now, que não entraram no seu novo álbum, videoclipe de Me Adora, além de um Spot de TV Chiaroscuro e vídeos de todas as músicas do mesmo CD. Essa nova produção visual de Pitty contou com a Direção do baiano Ricardo Spencer, e produção de Rafael Ramos.

Chiaroscope, tem previsão para chegar às lojas no dia 22 de outubro (no Brasil), porém o site Submarino já diponibilizou o DVD para pré compra.

Fonte: Axezeiro

Para Dominguinhos, forró eletrônico não é forró

 
Dominguinhos é um dos maiores sanfoneiros do Brasil. Ele ganhou a sua primeira sanfona de qualidade das mãos do próprio Luiz Gonzaga
 

 

 

Na contramão de todo esse sucesso que o forró eletrônico está conseguindo perante o público e a mídia, alguns forrozeiros tradicionais criticam o movimento. Dominguinhos é um deles. Não concorda com o nome dado ao ritmo.

- O forró eletrônico não existe. Estas bandas de forró eletrônico não tem nada a ver com o forró tradicional. Nem o ritmo eles conseguem fazer. Não é forró o que eles fazem. É muito diferente do forró, não tem absolutamente nada que se identifique.

Como mestre do gênero, legítimo herdeiro musical de Luiz Gonzaga e autor de sucessos do gênero como De Volta Pro Aconchego e Eu Só Quero Um Xodó, Dominguinhos fala com conhecimento de causa, concordem ou não com a sua opinião polêmica. Ele segue.

-Quem faz forró não tem como fugir dos instrumentos como zabumba, triângulo e eles não usam nada disso. É uma nova modalidade que eles inventaram e que infelizmente ainda não descobriram o verdadeiro nome para isso. 

Sem medo de ferir os sentimentos de quem faz o forró eletrônico, Dominguinhos continua dando a sua opinião sobre o assunto. 

-Não dá pra dizer que é forró. Eles deveriam tentar se intitular de outra forma porque aquilo não tem nada a ver. Não tem identidade. É uma grande mentira.

 

Fonte: R7

O que é esse tal de forró eletrônico, afinal de contas?

Divulgação

 

A Banda Mastruz Com Leite em um show recente. O grupo é considerado um dos pioneiros do forró eletrônico, e reúne multidões em suas apresentações ao vivo por todo o país

 

 

O que seria o forró eletrônico? O tradicional gênero com batidas eletrônicas manipuladas por um DJ?  Ou o forró moderno para as baladas, para as danceterias? Heim? Heim? Chegou a hora de você tirar as suas dúvidas!

O ritmo surgiu no Nordeste com a banda Mastruz com Leite em 1992. O grupo acrescentou ao forró tradicional teclados, guitarras, bateria e instrumentos de metal. O ritmo ultrapassou aquela região e se alastrou por todo o país. Bandas como Limão com Mel e Magníficos, precursoras junto com o Mastruz, ajudaram a consolidar o movimento.

Batista Lima, vocalista da banda Limão com Mel declarou que o forró eletrônico é uma mistura do ritmo moderno com raízes tradicionais do Nordeste.
- Nós resolvemos fazer um forró mais moderno, porém o forró pé de serra faz parte de nossas raízes. Luiz Gonzaga é nosso rei. Levamos a bandeira do forró e o representamos em todo o Brasil.

Há algum tempo, o forró eletrônico tem sido questionado. Fala-se que o ritmo é uma vertente do forró tradicional. O outro lado acredita que as letras do forró eletrônico tem um tom romântico dançante, com uma certa malícia. A dança também é bem diferente do forró tradicional e os passos são mais rápidos, diferente da cultura nordestina.

O fato é que o forró eletrônico conquistou de vez seu espaço. Bons exemplos são as bandas Calcinha Preta e Djavu, que ficaram no topo das paradas musicais de todo o país após serem incluídas nas trilhas sonoras de novelas do horário nobre da televisão.

A música Você Não Vale Nada do Calcinha fez parte da trilha sonora da novela global Caminho das Índias e ajudou na construção do sucesso da personagem popular Norminha, interpretada por Dira Paes. A música Nave do Amor, da banda Djavu, é tema da personagem Elvira de Bárbara Borges na novela Bela a Feia, da Rede Record.

 

Fonte: R7

E eles estão de volta

 

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Para a alegria de inúmeros leitores deste site, Chitãozinho e Xororó estão voltando com um trabalho inédito, após o celebrado e premiado “Grandes Clássicos Sertanejos”, um dos mais belos discos do gênero lançado nos últimos anos.

Ontem, nas rádios, foi feito o lançamento oficial da nova música de trabalho, “Se for pra ser feliz”, canção que dá nome ao disco, e que já rolava na internet há algum tempo.

Disco, aliás, que tem esta capa que você pode conferir acima.

A canção “Se for pra ser feliz” pode ser ouvida aqui

 

Fonte: Universo Sertanejo

Bebel Gilberto lança All In One com produção estrelada

A brasileira Bebel Gilberto lançou ontem através da gravadora Verve o seu mais novo álbum de estúdio, All In One, que traz o talento da filha de João Gilberto aliado a um super time de produtores veteranos.

No repertório, covers de seu pai (Bim Bom),  Carmem Miranda (Chica Chica Boom Chic), Stevie Wonder (The Real Thing) e até do Rei do reggae Bob Marley, de quem regravou Sun Is Shining.

O time das estrelas da produção do álbum é muitíssimo amplo e inclui Mário Caldato, John King, Carlinhos Brown,  Didi Gutman, Daniel Jobim e até mesmo o vencedor do Grammy e parceiro de Amy Winehouse, Mark Ronson.

Por aqui, o álbum chega às prateleiras através da gravadora Universal e ainda não existem datas marcadas para os shows de divulgação de All In One.

Logo abaixo você pode ouvir a The Real Thing, cover de Stevie Wonder gravado por Bebel Gilberto com a produção de Mark Ronson.



Gilberto Gil grava DVD ao vivo com Maria Rita

Gilberto Gil

 

Desde o início, o show de gravação do novo DVD de Gilberto Gil, realizado nesta terça-feira (29) em São Paulo, já mostrava que teríamos pela frente uma noite especial. Gil surgiu no palco sozinho, bem distante das numerosas bandas que marcaram seus outros DVDs. E sozinho permaneceu durante a maior parte da apresentação. Sua única companhia, com exceção de duas participações especiais, foi seu filho Bem Gil, ao violão e ocasional percussão.

E já que falamos em participações especiais, uma delas foi a responsável pelo grande momento da noite: Maria Rita. Ela cantou "Amor Até o Fim", canção que Gil compôs e que sua mãe, Elis Regina, gravou em 1974. Se comparada com a interpretação da Pimentinha, a de Maria Rita foi bem mais suave, adequada à atmosfera do show. Mas não por isso menos brilhante. "Ela suinga como a mãe", elogiou Gil, ao final do número.

 

 

 

A participação de Maria Rita marcou o momento em que o show efetivamente esquentou. Antes dela, a apresentação estava um tanto truncada. Gil parecia tenso, provavelmente por saber estar sendo gravado. O tamanho do local escolhido para a performance - o novíssimo Teatro Bradesco, com capacidade para quase 1,5 mil pessoas - também não ajudava. Com um conceito tão intimista, o show pedia um Gil mais próximo do público.

Esses obstáculos foram superados aos poucos. Com "Esotérico", vieram os primeiros aplausos mais entusiasmados. Em "Saudade da Bahia", de Dorival Caymmi, as palmas já apareceram no meio da canção. E, ao interpretar "Chiclete com Banana", de Gordurinha, Gil se arriscou a pedir que o público cantasse junto – e foi atendido, ainda que timidamente. Após dez músicas, ele chamou Maria Rita e, daí em diante, a apresentação fluiu mais naturalmente.

O repertório privilegiou, obviamente, canções de tom mais introspectivo. Caso de "Lamento Sertanejo", um dos mais belos momentos do show. Houve ainda sucessos como "Super-Homem, a Canção" e "Tempo Rei", surpresas como "Um Banda Um" e "Raça Humana", e ainda três inéditas: "Ponto pra Preto", "Quatro Coisas" e a melhor delas, "Das Duas Uma", que Gil fez especialmente para o casamento de sua filha Maria.

No geral, a atmosfera lembrou bastante a do disco Gil Luminoso, de 1999, também gravado no formato voz e violão. A lembrança ficou mais forte quando, após uma interpretação particularmente inspirada, ele foi chamado por alguém de plateia de "iluminado".

No bis, Gil e seu filho Bem foram acompanhados por José, filho mais novo do cantor. Seu baixo deu suingue às grandes "Refavela" e "Babá Alapalá", do disco Refavela, de 1977. O roteiro terminou com outro clássico, "Expresso 2222", com Gil na voz e violão e Bem no pandeiro.

Ele ainda voltou ao palco para repetir três músicas ("Rouxinol", "Refavela" e "Flora") e cantar outras duas que não estavam previstas: "Se Eu Quiser Falar com Deus" e "A Paz".

 

Veja abaixo a lista de músicas do show:

01. "Máquina de Ritmo"
02. "Flora"
03. "Esotérico"
04. "A Linha e o Linho"
05. "Metáfora"
06. "Super-Homem, a Canção"
07. "Saudade da Bahia"
08. "Chiclete com Banana"
09. "Das Duas Uma"
10. "Quatro Coisas"
11. "Amor até o Fim"
12. "Tempo Rei"
13. "Lamento Sertanejo"
14. "Rouxinol"
15. "Refazenda"
16. "Um Banda Um"
17. "Raça Humana"
18. "La Renaissance Africaine"
19. "Pronto pra Preto"
20. "Andar com Fé"
21. "Refavela"
22. "Babá Alapalá"
23. "Expresso 2222"
24. "Rouxinol"
25. "Refavela"
26. "Se Eu Quiser Falar com Deus"
27. "Flora"
28. "A Paz"

 

Fonte: IG Música

Charlie Brown Jr. lança 10º disco "mais entrosado que nunca"

Chorão diz que a banda está em um de seus melhores momentos

 

A banda Charlie Brown Jr., comandada pelo vocalista Chorão, chega ao 10º disco da carreira com Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva, lançado no último dia 26 (no Brasil).

 

Em entrevista ao Terra, Chorão afirma que a banda nunca esteve tão entrosada. "Eu, o Thiago (guitarrista) e o Heitor (baixista) sentimos que a banda evoluiu muito em sua proposta e já nos entendemos muito mais no som".

Este é o primeiro disco do baterista Bruno Graveto na grupo - ele entrou em 2008, substituindo o baterista Pinguim. "Ele toca muito e trouxe de volta para a banda a pegada rock and roll. Ele tem um pouco do estilo do Pelado (primeiro baterista da banda), faz a gente tocar mais alto", afirmou o vocalista.

Chorão conta que após tantos trabalhos, ficou mais fácil gravar um disco: "A gente faz umas sessões de gravação no computador e já chega no estúdio com tudo certinho. Este disco foi gravado bem rápido porque já estávamos com tudo pronto e dou a sorte de tocar com músicos excelentes."

Com quase 20 anos de carreira, Chorão acha que os fãs adolescentes da banda cresceram com o grupo. "No gargarejo a gente sempre vê uma molecada, mas também vê uma galera de 25, 30 anos. Claro que tem gente que para de curtir, mas toda banda com esse tempo todo de carreira tem fãs fiéis", afirma o vocalista.

A banda surgiu em uma época onde vendia-se muito disco. Agora, com a crise da indústria fonográfica, precisa competir com vendedores de CDs piratas e a troca de arquivos pela internet: "Acabou de chegar na minha mão um CD pirata. Isso eu acho errado. A internet veio a calhar para a gente, porque o nosso público é quem usa essas tecnologias. Eu também baixo música, então acho que é um direito do artista disponibilizar o quanto da música dele ele quiser."

O disco novo traz a faixa O Dom, A Inteligência e a Voz, escrita por Chorão para Cássia Eller, cantora que morreu em dezembro de 2001.

"Conheci a Cássia em um programa do Serginho Groisman e ela me pediu uma música. Eu escrevi em quatro dias, mas quis dar um tempo antes de mandar para ela. Foi quando recebi a notícia de sua morte. Durante um bom tempo isso me incomodou, mas quando estávamos compondo esse disco, resolvi aproveitar a música como uma homenagem a ela", afirma Chorão.
 

 

Fonte: Terra Música

Maria Bethânia lança dois discos simultâneos

Maria Bethania

 

É o amor de novo. Maria Bethânia já interpretou canções dessa vertente incontáveis vezes em discos e palcos, mas pela primeira vez na carreira vem com um álbum todo dedicado ao tema: Tua (Biscoito Fino).

Paralelamente, lança Encanteria, por seu selo Quitanda, que tem um toque "mais brincalhão", como ela diz. Ambos só com canções inéditas, os CDs têm conceito e sonoridades diferentes, mas complementares. Os álbuns têm a participação dos convidados especiais Gilberto Gil, Caetano Veloso e Lenine.

Enquanto gravava Tua, Bethânia acumulou tantas músicas de seu agrado, que não cabiam na concepção do CD, que sentiu necessidade de registrar outro. Encanteria contém essas "sobras", no bom sentido. Daí a necessidade do lançamento simultâneo.

Gil e Caetano dividem os vocais com ela na bela e suingada "Saudade Dela", homenagem à santamarense Dona Edith do Prato, que morreu em dezembro de 2008 aos 94 anos. Lenine canta com ela "Saudade", um dos pontos altos de Tua. "Lenine pra mim é o melhor cantor, sem sombra de dúvida. Acho que ele canta muito bonito, muito certo, que me pega como Nana (Caymmi)", diz Bethânia.

A cantora já vem ensaiando o novo show, que vai começar pelo Rio no dia 23 e chega a São Paulo no dia 30. O roteiro deve mesclar a maior parte das faixas dos dois álbuns.

Além desses, Bethânia também gravou um terceiro, que vai doar para algumas escolas públicas. São canções e textos, alguns inéditos em sua voz, de poetas da literatura portuguesa e brasileira. "Acho que é útil para adolescentes de 12 a 18 anos aprender nossos poetas."

 

Fonte: IG Música

Zeca Pagodinho mostra duas facetas em novo DVD

Zeca Pagodinho

 

"Eu me sinto com duas personalidades. O Zeca de casa, pai de Louis, Elisa, Eduardo e Maria Eduarda, e o Zeca do palco, o Zeca Pagodinho, o maluco". É com essas palavras que Zeca Pagodinho, um dos músicos mais populares do País, abre o DVD "MTV Especial - Uma Prova de Amor ao Vivo", lançado nesta semana, junto com o disco de mesmo nome.

As duas facetas de Zeca ficaram mais evidentes com a idade. Em conversa por telefone com o Jornal da Tarde, o músico disse que, aos 50 anos, está mudado. Até na hora de comer: cortou o pão ‘normal’ e algumas delícias mais gordurosas. "Imagina que babaquice, Zeca Pagodinho comendo pão light." Apesar da relutância, a alteração deu resultado. O cantor está dez quilos mais magro - e, segundo ele, "mais bonito".

O carioca também pegou leve na noite. "Não sou mais da madrugada. Agora é uma vez ou outra, quando tem festa." E, em casa, o que faz Zeca? Fica em frente à televisão. "Se não vou trabalhar, vejo todas as novelas, até as que passam à tarde", revela. Esse Zeca mais tranquilo só não aparece na hora de subir ao palco. "Nessas horas, tenho que andar com três cambonos (ajudante do pai ou mãe-de-santo) do lado, senão descamba de vez", diverte-se.

Foi essa energia que deu origem ao vídeo especial, que é basicamente o show de seu álbum anterior, "Uma Prova de Amor" (2008). Tanto o DVD quanto o CD trazem músicas do disco, como "Uma Prova de Amor", "Ogum" (com Jorge Ben Jor) e "Normas da Casa". Mas não deixam de lado sucessos antigos de Pagodinho, como "Deixa a Vida me Levar", "Não Sou mais Disso", "Verdade" e "Jura". O lançamento marca a terceira parceria de Zeca com a MTV.

 

Fonte: IG Música

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