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Música do Brasil

Música do Brasil

Há um ano, Dorival Caymmi deixava seus fãs

Neste domingo, faz um ano que Dorival Caymmi faleceu. O baiano se foi aos 94 anos, mas deixou aos brasileiros suas lindas composições que enriqueceram a música nacional.

Sua produção musical é considerada pequena, contudo o adjetivo é dado apenas com relação a questão numérica (em torno de 100 canções), uma vez que a grandiosidade de seu trabalho poderia ser elevada a algo maior que a décima potência. Autor de clássicos como Marina, O que é que a Baiana Tem, Saudade da Bahia, Eu vou pra Maracangalha, entre outras, Caymmi agradava aos ouvidos com suas canções praieiras.

Os interessados na vida e obra desta grande figura devem conferir o Acervo Digital de Dorival Caymmi, que está no ar desde junho deste ano e que reúne mais de 2,5 mil itens - materiais guardados pelo próprio Caymmi durante sua vida - entre fotos, partituras, etc.

 

Fonte: Vírgula Música

Zélia Duncan lança disco e fala sobre sua polêmica participação nos Mutantes

Capa do seu novo CD

 

Nem tudo está perdido. Zélia Duncan finalmente ressurge com um novo disco depois de Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band, álbum autoral de 2005 que veio na cola de Eu me Transformo em Outras, de 2004, em que atuou como intérprete. O recém-lançado Pelo Sabor do Gesto, adornado pelos desenhos e aquarelas de Brígida Baltar, traz uma Zélia em paz, a salvo de bichos que pegam e maremotos, mas, ao mesmo tempo, firme e decidida. A ponto de dividir a produção entre John Ulhoa, o mineiro do Pato Fu, e Beto Villares, o paulista dos modernos - com quem já havia feito Sortimento, em 2001, seu terceiro disco e que participou de Pré-Pós. A ideia de trabalhar com John, a quem conhecia e admirava há muito, se cristalizou ao ouvir Onde Brilhem os Olhos Seus, disco da mulher de John, Fernanda Takai, dedicado ao repertório de Nara Leão. É a voz das duas que se ouve na faixa de abertura "Boas Razões", versão de Zélia para "Bonnes Raisons" do francês Alex Beaupain, da trilha do filme Canções de Amor (Les Chansons d'Amour - 2007) de Christophe Honoré. Aliás, a música que dá título ao disco, originalmente "As-tu Déjà Aimé?" vem do mesmo lugar. O motivo? Simples. Zélia ganhou o filme de seu amigo o DJ Renato, apaixonou-se pelas músicas e entrou em contato com Beaupain, via Myspace. Ele gostou do que ouviu e liberou as composições. Isso não é novidade para ela. Seu primeiro e estrondoso sucesso foi "Catedral", versão de "Cathedral Song", de Tinika Tikaram.

Na verdade, três anos e meio separam os dois papos mais formais que tive com Zélia. Na primeira vez, a artista fluminense me contou toda sua vida pelo telefone. Estávamos os dois em São Paulo. Eu na redação, ela na casa da cantora Cyda Moreira. Enquanto pensava em reeditar o disco de Cyda cantando Brecht pelo seu selo Duncan Discos, cuidava do lançamento do DVD de seu último CD, Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band, fazia shows com Simone e se preparava para uma me gaturnê com Os Mutantes. O segundo foi cara a cara, há poucas semanas, no Parque Lage, Jardim Botânico, Rio de Janeiro. Zélia estava lançando seu novo disco, Pelo Sabor do Gesto, o nono de uma carreira cheia de saltos e achados. No final de 2006, batizei meu texto, nunca publicado - Um perfil no meio do meu maremoto -, certamente influenciado por algo que ela disse.

Na semana passada, rememorando esse período, Zélia concordou: "É, o bicho estava pegando". Entre outras coisas, tinha a Simone, que conheceu ao produzir junto com a Bia Paes Leme o disco Timoneiro, com a obra de Hermínio Bello de Carvalho, e de quem ficou amiga, o que rendeu (mais) uma versão para a música de Damian Rice, "Blower's Daughter", do filme Closer, DVD, show, excursão por dez cidades do Brasil e encerrada no início de 2009, em Portugal. Havia ainda a turnê de Pré-Pós-Tudo, DVD e tal, que só terminou em fevereiro deste ano também, com uma despedida no Clube Pinheiros de São Paulo - os shows que realizou enquanto produzia o disco atual ela chama de "Bailão da ZD", com um repertório totalmente híbrido. Para completar, como se não bastasse a participação de Zélia nos Mutantes, o selo Duncan Discos soltava Alzira E., o novo CD da Espíndola mais bluesy. Ou seja, era só abrir o jornal, ligar a televisão, acessar a net que Zélia estava lá. Na época, houve quem dissesse que ela estava se "expondo demais".

Ela própria avalia: "Eu não acho que exagerei não, foi como eu quis, queria passar por isso. Era um risco tão grande que até acredito que saí ilesa. No sentido artístico foi ótimo para mim. Claro que tinha gente que queria me matar porque entrei nos Mutantes, mas sempre tem gente querendo matar outras por algum motivo. Eu tive momentos de extrema alegria com os Mutantes. O show de Londres foi maravilhoso, o show de São Paulo no Monumento do Ipiranga foi histórico, teve um em Porto Alegre que foi uma loucura, fizemos ainda um show em San Francisco, incrível. Então, eu tive a oportunidade de estar no palco com aqueles caras, e vivendo o rock'n'roll já com uma carreira solo, um privilégio para mim. Mas tinha de ter saído mesmo na hora que eu saí. Se eu tinha que ter entrado? Ah, tinha. Em relação a mim mesma, sim. E para a banda foi muito importante ali naquele momento. Eles precisavam de alguém, e algumas pessoas não tinham dado certo. E quando Sérgio me conheceu, foi fulminante. Entrei numas, liguei para a Rita, ela deu força, e falei, 'cara, vou viver isso, dane-se'. Mas a segunda turnê para a Europa foi heavy. Se não fosse, eu continuaria mais um pouco só. Eu não precisava ter saído de repente. Mas eu sou uma mulher de 44 anos. Chegar, por exemplo, no aeroporto de Lisboa, não ter nenhum carregador e 50 volumes para todo mundo carregar. Desculpa, não vou fazer. Não vou, mentira, porque na hora eu fiz. Eu gosto de rock'n'roll, mas da música."

Para Zélia, Pelo Sabor do Gesto, é o mais pop de todos. Se em Pré-Pós atirava para todos os lados, rock, MPB, pop; no CD atual prevalece a estética inteligente e sofisticada e, digamos, objetiva dos produtores. Principalmente John que seria o responsável por poucas faixas acabando por dividir com Beto, 7 a 7. Além de seus contemporâneos, Chico César, Zeca Baleiro, Paulinho Moska e Edu Tedeschi, Zélia mais uma vez homenageou ídolos como Rita Lee e Itamar Assumpção - "Duas Namoradas" tem letra de Alice Ruiz - garimpou o gaúcho Nei Lisboa e um sucesso de Evinha do Trio Esperança - "Os dentes brancos do mundo", dos irmãos Valle, Marcos e Paulo Sérgio -, e deu um espaço para os novos. Dante Ozzetti, o irmão mais talentoso de Ná, e o tecladista Marcelo Jeneci que entrou aos 45 minutos do segundo tempo. O show estreou na cidade natal de Zélia Duncan, Niterói, uma fluminense que surgiu em Brasília, mora no Rio e lança disco produzido por um paulista e um mineiro. "Eu sou a ponte", define ela, toda suave.

 

Fonte: IG Música

Marcelo D2 lança novo videoclipe com participação de Seu Jorge

Marcelo D2 lança novo videoclipe com Seu Jorge

 

MarceLo D2 lançou nesta semana o videoclipe da música de trabalho "Pode Acreditar (Meu Laiá Laiá)".

A música foi gravada com a cantora Thalma de Freitas e com o compositor Seu Jorge, que também participa do videoclipe.

"Pode Acreditar (Meu Laiá Laiá)" é o quarto single do último álbum de D2, "A Arte do Barulho".

Veja abaixo o novo videoclipe de Marcelo D2 com participação de Seu Jorge.

 

 

Fonte: Cifra Club

Sandra de Sá finaliza gravações do novo álbum

 

A cantora Sandra de Sá finalizou o processo de gravação de seu novo álbum. Batizado como “AfricaNatividade”, este será o primeiro trabalho de estúdio com material inédito da cantora desde “Momentos que Marcam Demais”, lançado em 2000. Depois disso a cantora ainda lançou um disco com clássicos da gravadora Motown e um álbum ao vivo.

O álbum é uma produção independente, mas Sandra deve fazer um contrato de distribuição com alguma gravadora para o lançamento do álbum. Segundo release do lançamento, o novo álbum explora a musicalidade do universo afro e afro-descendente. Os arranjos das novas músicas valorizam tanto as bases eletrônicas quanto as percussivas.

Ainda não há previsão para o lançamento de “AfricaNatividade”.

 

Fonte: Território da Música

MTV divulga indicados ao VMB 2009

Foram divulgados nesta quinta-feira (13) os indicados ao prêmio musical VMB 2009. Assim como nos anos anteriores, artistas nacionais vão concorrer em categorias como Artista do Ano, Hit do Ano, Revelação, Melhor Show e categorias individuais de instrumentistas. A votação também irá premiar o melhor, blog, twitter web hit do ano.

 

Na categoria de Artista do Ano há poucas novidades. Velhos e novos concorrentes no quesito concorrem novamente entre si. Os indicados são Fresno, Jota Quest, Mallu Magalhães, Marcelo D2, Nando Reis, NX Zero, Paralamas do Sucesso, Pitty, Seu Jorge e Skank.

 

A cerimônia, marcada para acontecer no dia 1º de outubro no Credicard Hall, em São Paulo, contará com os shows da banda escocesa Franz Ferdinand e de Erasmo Carlos. A premiação será apresentada pelo humorista Marcelo Adnet.

 

Confira os indicados na principais categorias:

 

Artista do Ano
Fresno
Jota Quest
Mallu Magalhães
Marcelo D2
Nando Reis
NX Zero
Paralamas do Sucesso
Pitty
Seu Jorge
Skank

 

Hit do Ano
NX Zero - Cartas Para Você
Pitty - Me Adora
Seu Jorge - Burguesinha
Skank - Sutilmente
Wanessa - Fly

 

Revelação
Cine
Copacabana Club
Garotas Suecas
Gloria
Little Joy

 

Aposta MTV
Black Drawing Chalks
Emicida
Holger
Mickey Gang
Vivendo do Ócio

 

Melhor Show
Arlindo Cruz
Little Joy
Marcelo Camelo
Móveis Coloniais de Acaju
Paralamas do Sucesso

 

Rock
Autoramas
Cachorro Grande
Forfun
Pitty
Strike

 

Rock Alternativo
Black Drawing Chalks
Holger
Móveis Coloniais de Acaju
Nervoso e os Calmantes
Pública

 

Hardcore
Dead Fish
Devotos
Garage Fuzz
Mukeka Di Rato
Presto?

 

Pop
Fresno
Jota Quest
Nando Reis
Skank
Wanessa

 

MPB
Cérebro Eletrônico
Céu
Curumin
Fernanda Takai
Tiê

 

Samba
Arlindo Cruz
Casuarina
Diogo Nogueira
Mariana Aydar
Zeca Pagodinho

 

Reggae
Chimarruts
Jimmy Luv
Lei Di Daí
Natiruts
Planta e Raiz

 

Rap
Emicida
Kamau
MV Bill
Relatos da Invasão
RZO

 

Fonte: Terra Música

Sudoeste TMN

Mallu Magalhães

 

De vestidinho branco e longa casaca colorida, Mallu Magalhães atrai algumas dezenas de espectadores para a frente do palco Planeta Sudoeste/Jogos Santa Casa. Ora de banjo eléctrico, ora de violão e até de melódica, a revelação brasileira confessou aos portugueses que "morria de medo" de tocar no Sudoeste TMN. Não é caso para tanto, até porque o escasso público acarinha a jovem namorada de Marcelo Camelo - tal como Camané, a assistir ao concerto - e as suas canções meigas, num doce balancé entre a indie pop, a folk e a MPB. Tal como acontece na música a solo de Marcelo Camelo, já cheira à América, mas do Norte.

 

Marcelo Camelo

 

Praticamente uma hora depois da hora prevista, o músico brasileiro entra em palco e queixa-se automaticamente do som do espaço de dança Groovebox (a organização resolveu afastar o Planeta Sudoeste do palco Positive Vibes, mas a opção não foi a melhor - ouve-se quer o que se passa no Positive Vibes quer o que se ouve no Groovebox e quase mais alto que o som do Planeta Sudoeste).

A primeira canção pop de rasgos dreamy, "Téo e a Gaivota", é servida por um verdadeiro batalhão de músicos e a voz soturna de Camelo, que lá se vai ouvindo por entre as batidas frenéticas do palco vizinho.

O público escasso vai aparecendo a conta-gotas para assistir aos experimentalismos instrumentais que servem de pano de fundo à voz açucarada do músico brasileiro, espraiando-se pelo belíssimo "Mais Tarde". O tropicalismo junta-se à receita musical de Marcelo Camelo em "Menina Bordada" e as ancas vão-se mexendo timidamente, com o público ainda não totalmente convencido. "Quase íamos morrendo duas vezes para estar aqui, mas valeu a pena", exclama a dada altura o cantor.
 

Há discos que justificam plenamente o uso do adjectivo "bonito". Nós/Sou , o primeiro a solo de Marcelo Camelo , é sem dúvida um desses casos de beleza à prova de estilo. E à prova de festival? Mais ou menos. Se "Copacabana", fantástico buarquismo de Camelo, pôs o povo a dançar com gosto, "Doce Solidão" ou "Tudo Passa", mais aguarelas que frescos, causam algum alheamento. Mas a noite etsá bonita, as árvores atrás do palco brilham iluminadas pelas luzes do espectáculo e o líder dos Los Hermanos já só pensa em voltar. "Me chamem. Ou mesmo que não chamem, eu venho", brinca.
 

Carlinhos Brown

 

São nove as pessoas em palco com Carlinhos Brown . De uniforme amarelo e chapéu de marinheiro, este verdadeiro exército de músicos não é, porém, capaz de atrair para a frente do palco mais do que algumas dezenas de espectadores, naquele que é o primeiro concerto da noite no Palco TMN.

De longas rastas e chapéu estival (em sintonia com pelo menos uma das modas do festival, portanto) e fato escuro sobre peito nu, Carlinhos Brown é, em 2009, um veterano da Música Popular Brasileira a tocar para uma plateia digna de um estreante.

Com uma tela, ao fundo do palco, que remete para o azulejo português e os motivos marinhos, em tons de azul, Carlinhos Brown não desarma e alterna entre quase baladas e canções mais contaminadas pelo caldo musical de Terras de Vera Cruz e territórios sonoros vizinhos: há Tropicalismo, reggae, Cuba e "Carlitos Marron", como os nuestros hermanos lhe chamam, ganha até coragem para ensinar aos poucos curiosos uns belos passos de dança.

"Eu sou um dos inventores do axê music, um pós-tropicalista e um Tribalista", diz o artista a certa altura, numa menção ao seu projecto de maior sucesso junto do público português. É a deixa ideal para oferecer, numa versão bem reggae, o hit "Eu Gosto de Você" que, à semelhança de "One More Time", anima os espectadores. Mas não deixa de causar alguma pena e estranheza ver tantos músicos, instrumentos e aparato em palco e tanta desolação na plateia.
 

Marcelo D2

 

O brasileiro Marcelo D2 foi um dos heróis da última noite do Sudoeste TMN. O público acorreu em grande número (e estava bastante animado) a ouvir a descarga de hip-hop miscigenado do músico, acompanhado por uma verdadeira legião de MCs competentes ("Façam barulho, porra" era o grito de ordem).

O ex-vocalista dos Planet Hemp apresentou a sua Arte do Barulho em grande festa e andou à procura "À Procura da Batida Perfeita" entre êxitos como "Qual É?", acompanhado em histeria pelo público, e samples de hinos como "Seven Nation Army" dos White Stripes ou "Sweet Dreams" dos Eurythmics (bem como um curto tributo a Michael Jackson).

 

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Quem nunca desilude em palco é a turma de Marcelo D2 que repetiu a festa vivida há uns anos na anterior passagem do brasileiro pelo Sudoeste. A arte do barulho veio reforçada com temas do novo disco o que foi sinónimo de qualidade acrescida. Nota alta, pois, para mais um concerto do rapper sambista.

 

Fonte: Blitz     Disco Digital

Entrevista com Victor e Leo

vel

 

Desde que ascenderam nacionalmente, eles nunca saíram do topo das paradas. Surgidos na mesma época em que o movimento “sertanejo universitário” se destacava, não demorou para que se diferenciassem da maioria, e assumissem o posto de dupla mais tocada em todo o Brasil.

Donos de um estilo bastante peculiar, começam a ser copiados por duplas novas, mas que esbarram na falta de referências musicais além da música sertaneja.

Victor, figura presente nas primeiras posições da lista de compositores mais executados nas rádios, e Leo, um primeira voz de voz aveludada, não tão comum na música sertaneja, estão no rol dos artistas de maior apelo midiático da atualidade.

As vendagens merecem destaque, principalmente diante das dificuldades da indústria fonográfica. No primeiro semestre de 2009, a dupla atingiu a marca de um milhão de discos vendidos. Em 2008, Victor e Leo emplacaram dois álbuns na lista dos dez mais vendidos.

Os irmãos rechaçam, entrevista por entrevista, a busca pelo sucesso. Preferem deixá-lo para segundo plano, com o discurso de que música é, antes de tudo, uma questão espiritual. Dessa forma, conquistaram uma legião de admiradores, e tornaram-se donos dos shows mais disputados nas festas pelo Brasil.

A dupla se destaca por ter transposto a barreira do público sertanejo e se tornado um grande fenômeno popular. E de onde vem esse estilo próprio que tanto agradou? O próprio Victor responde.

“Quando compus a primeira canção, há 16 anos, não conhecia nenhum compositor e nunca havia ouvido falar sobre como se poderia fazer uma música. Foi como se eu tivesse concebido a primeira canção do mundo. Depois disto, ouvindo meus sentimentos, minha intuição e unindo isso a diversas referências, desde a música regional brasileira ao R&B (Rhythm and Blues), desenvolvi uma forma natural de compor, assim como de tocar, nem um pouco baseado em imitações ou tendências”.

O cantor completa com a ideia citada anteriormente, de que o sucesso é apenas uma consequência, e não um objetivo.

“Creio que o que parte de uma verdade dispensa a fala, porque a verdade fala por si. Então, música, para mim e meu irmão, é uma questão de essência espiritual e compromisso existencial, ou seja, uma forma de darmos sentido às nossas vidas, servindo às pessoas e ao mundo com amor. Enquanto houver esta intenção, certamente mais e mais pessoas absorverão o que queremos passar, independente da idade ou classe”, completa Victor.

A dupla se formou em 1992, quando o “novo” sertanejo, mais melodramático, tomava conta das rádios e dos canais de televisão. Em vídeos do YouTube, é possível conferir apresentações dos irmãos, ainda bem novos, influenciadas pelo sucesso da época.

No entanto, as influências da música de raiz, principalmente, se fizeram presentes, como conta Leo: “Nossa maior influência e primeira foi o sertanejo, escutávamos de tudo, principalmente num segmento mais enraizado. Com o tempo e o crescimento do trabalho, fomos conhecendo outros estilos e passamos a ter outros tipos de referência, do rock até música regional brasileira. Cantamos em bares 15 anos, e isso permitiu fazer um laboratório constante até criar um estilo diferente, o que sempre buscamos”.

Popular em todos os lugares por onde passa, a dupla é também muito presente na internet. Victor e Leo têm, em sua homenagem, dezenas de sites e blogs, com temas que vão da discussão da vida pessoal dos cantores até a agenda internacional da dupla. O ponto de encontro principal para discussão sobre os irmãos, é a bastante comentada comunidade do Orkut (que já foi assunto aqui). Com quase 400 mil pessoas, ela saiu do patamar de ponto de encontro de fãs para o de mais completo canal de informação da dupla na internet.

“Nós trabalhamos sim com a internet, especialmente a gravadora. Sabemos que é realmente um dos maiores e mais rápidos meios de divulgação hoje em dia, e temos consciência que isso trás junto dois lados, o que você diz ou faz, nunca passa em branco e pode ser usado contra ou a favor, a responsabilidade aumenta e muito”, conta Leo. “Temos no escritório pessoas para acompanhar mais de perto a internet,  mas quando temos tempo, damos uma fuçadinha também”, completa o cantor.

Apesar de ter um sucesso recente, a dupla enveredou, no ano passado, em uma carreira internacional. Respaldados pela gravadora, Victor e Leo lançaram um álbum em espanhol, para um mercado que sempre se apresentou fechado à música sertaneja, apesar de os irmãos diferirem substancialmente dos outros sertanejos que se aventuraram por outros países da América Latina.

Victor explica: “a carreira internacional partiu de um convite da SONY. Jamais pensamos nisto e nem falávamos espanhol quando surgiu o convite. Tanto no Brasil quanto lá fora, nosso compromisso com a necessidade de fazer “sucesso” é zero. O que fazemos é música, e com muito amor. O que vem depois, é consequência. Então, embora seja muito difícil conciliar nossa agenda do Brasil com o que a carreira internacional nos exige, estamos dando seqüência com naturalidade.

Desde a última semana, a dupla trata publicamente do novo DVD. Depois de muita especulação sobre onde seria gravado o novo trabalho, veio a confirmação de que será na cidade de São Paulo, provavelmente no início de outubro.

Como prévia, a dupla vem apresentando músicas novas durante seus shows, que já foram parar no YouTube pelas mãos de alguns fãs.

Por tudo que a dupla representa nos últimos três anos, a gravação deve ser a mais disputada do ano. Ponto para o mineiros, que bancaram seu próprio estilo dentro do meio sertanejo, e que assim acabaram se tornando um dos mais importantes nomes da música brasileira nos últimos anos.

 

Fonte: Universo Sertanejo

Leonardo diz que novo DVD foi feito em homenagem a Leandro

Cantor Leonardo lança seu quarto DVD da carreira

 

Lançando o quarto DVD de sua carreira, Esse Alguém Sou Eu, o sertanejo Leonardo recebeu a imprensa nesta terça-feira (11) para uma entrevista coletiva em um hotel da zona sul de São Paulo. O registro, um show gravado no Credicard Hall, seria inicialmente uma homenagem a Leandro, irmão do cantor e parceiro de dupla que morreu em 1998, vítima de câncer.

 

"O DVD inteiro é uma homenagem ao Leandro. A idéia era fazer um disco lembrando os 11 anos sem ele, mas decide deixar ele descansar", contou o cantor. No próprio show, Leonardo relembra hits que emplacou ao lado do irmão como Talismã e Desculpe, mas eu vou Chorar. "Toda vez que eu canto eu escuto a sombra daquela voz de fundo", afirmou.

O nome do DVD, Esse Alguém Sou Eu, vem de uma composição de Victor Chaves, da dupla Victor e Leo, um dos nomes em ascensão neste estilo musical. Ao contrário de outras duplas, Leonardo deixa as críticas de lado e afirma que até "pega carona" na onda do tal "sertanejo universitário".

"Acho que tudo tem que se modernizar. Vamos aproveitar esse novo boom da música sertaneja e pegar carona", disse. "O sertanejo tem tudo para ganhar com essa molecada. Como cantor, fico feliz com toda essa renovação", completou.

Além da releitura da carreira, Leonardo também presta sua homenagem ao cantor Waldick Soriano, morto no ano passado, com as canções Paixão de Um Homem e Eu Não Sou Cachorro Não. "Foi pra mim mesmo que eu gravei. Ele era um apaixonado assim como eu", explicou o sertanejo, que no show, veste um chapéu e óculos escuros, assim como o compositor.

 

Filme
Depois do sucesso de Dois Fillhos de Francisco, longa que história da dupla Zezé di Camargo e Luciano, Leonardo não descarta a produção de um filme contando a história com seu irmão. Mesmo assim, o sertanejo não quer parecer "invejoso" da dupla amiga.

"Já pintaram várias propostas, mas acho que a nossa história é muito parecida com a do Zezé e Luciano", explicou. "Mesmo assim, se aparecer alguma ideia legal, um diretor bom e com um bom patrocínio, quem sabe? Leandro e Leonardo, Não Aprendi Dizer Adeus", finalizou até arriscando o nome do longa.

 

Pirataria
Leonardo ainda ressaltou o alto custo para a produção de um DVD deste porte no Brasil. "O primeiro pensamento é de que você vai perder dinheiro, mas tudo bem. A gente precisa estar no mercado", disse. "O DVD hoje é a nossa única arma que a gente tem no mercado para brigar", explicou.

 

Fonte: Terra Música

Pitty lança CD "feito em casa"

Terceiro álbum da banda foi gravado em São Paulo

 

Lançando seu terceiro disco de estúdio, Chiaroscuro, a cantora Pitty teve a oportunidade de realizar as gravações do álbum em um clima caseiro e longe dos quartos de hotéis onde a banda "mora" na estrada. As sessões aconteceram no Estúdio Madeira, montado na casa do baterista Duda, em São Paulo. Com todos os integrantes morando na região da Rua Augusta, centro da cidade, Pitty afirmou ao Terra que o álbum ganhou um clima "caseiro".

 

"É lindo. Conforto e liberdade total. Gravar no Rio era massa, mas não é nossa casa. A gente fica hospedado em hotel e ninguém aqui agüenta mais ficar quarto de hotel. Todo mundo mora perto, almoça em casa com a mulher e o filho e volta pra gravar guitarra", disse a rouca cantora depois de passar horas atendendo a imprensa ao telefone. Durante as gravações, era comum encontrar Pitty ou os integrantes da banda nos bares da região desfrutando de um salgado ou uma cerveja nas raras pausas.

 

Confira a entrevista completa:

 

Como foi gravar esse CD "em casa"?
Pitty - É lindo. Conforto e liberdade total. Gravar no Rio era massa, mas não é nossa casa. A gente fica hospedado em hotel e vamos concordar que ninguém aqui agüenta mais ficar quarto de hotel. Todo mundo mora perto, almoça em casa com a mulher e o filho e volta pra gravar guitarra.

 

E o ambiente entre vocês? Influenciou?
Pitty - Influência muito. A gente fazia rango junto, sentava na mesinha pra comer. Bem acampamento de amigo mesmo. É aquela coisa de ir contra aquilo que todo mundo faz, acreditar e arriscar pra ver se dar certo. A gente resolveu rever todos esses conceitos. Um lance mais orgânico mesmo, sabe? Junta aí e grava a base tocando os três. Vai ficar tocando quinhentas vezes até ficar bom?

 

Vocês optaram por um esquema mais "cru"?
Pitty - Foi a primeira coisa que a gente falou. Nada de copy paste. A gente ia gravar os coros dos backing vocals e eu gravei todas as vezes, duzentas vozes se fosse preciso porque cada vez é diferente.

 

Vocês ficaram quatro anos sem entrar em estúdio. Rolou um receio na volta?
Pitty - Não teve receio. A gente não teve vontade de gravar antes porque estávamos ocupados, essa é a real. A turnê do DVD rendeu um ano a mais do que a gente esperava. Começamos a falar do disco novo no meio do ano passado e começou a pintar muito show, shows legais mesmo e resolvemos não interromper. "Go with the flow". Mas a vontade já estava rolando.

 

Mais uma vez vocês trabalharam com Rafael Ramos como produtor. Qual é o papel dele quando vocês gravam?
Pitty - As pessoas têm uma visão mística dos produtores por conta de tantos picaretas que maquiam e formatam bandas ao invés de aproveitar potencial. Não é assim. Rafael é o quinto cara da banda e se comporta como tal. Toda vez que ele dá ideia é como mais um membro. A gente pode achar demais ou falar "não, cara, você tá viajando". Ele ama música. É pesquisador e se interessa em saber como as bandas gringas estão produzindo e tiram som das coisas. Ele me alimenta muito musicalmente também.

 

No single Me Adora você fala a palavra f*** no refrão. Como tem sido a recepção?
Pitty - Até agora não soube de nenhum tipo de censura. Esse refrão é para ser um sarro. Um sarro de ironia. Não é mais um palavrão para nossa geração. F*** é adjetivo. Não chega a ter uma conotação do mal e nem sexual. É um adjetivo tanto pro bem quanto pro mal. A língua se modifica mesmo. Estamos aí para propor essas mudanças. Senão estaríamos aí escrevendo "vosmecê".

 

A letra é uma alfinetada na imprensa?
Pitty - Não necessariamente. Se a carapuça couber. Mas não é só isso. Ela tem um sentido muito mais amplo. Não é direcionada aos críticos. É para qualquer tipo de pessoa que se sentiu vítima de difamações e se sentiu injustiçada por um julgamento alheio que não foi profundo.

 

No álbum há sons de castanholas, efeitos na voz e barulhos em geral. Como começaram a trabalhar esses sons?


Pitty - Acho muito legal essa coisa do baixo, guitarra e bateria, mas queria brincar com outras coisas. Queria somar. Mas não com plugin de computador, com pedais mesmo com efeitos de outros instrumentos com vocal.

Você começou a divulgar muitas coisas no site e no twitter deixando os fãs curiosos sobre o disco e fazendo até a imprensa "chutar" algumas coisas. Você se arrependeu?
Pitty - Achei uma delícia. Achei massa. O negócio é circo pegar fogo mesmo. Movimentar. O ruim é ficar parado. Gosto muito de coisa de mistério. Acho mais interessante quando a vida é um mistério. Comecei a dar pistas e soltar frases malucas que não revelavam nada do que a gente tava fazendo. Estimular neguinho e deixar a pulga atrás da orelha. Que nem eu coloquei no twitter: "siga o coelho branco" e "coelhos brancos correndo pela sala" e isso não foi revelado até agora.
 

Fonte: Terra Música

Após 23 anos, Blitz volta com CD de inéditas

Eskute Blitz deve chegar às lojas de todo o país até o fim do mês

 

Evandro Mesquita blitz

 

 Eles foram precursores do rock brasileiro nos anos 80 e, hoje, seus hits irreverentes são entoados em festas retrô. Para voltar ao auge, a banda Blitz retoma a fórmula 23 anos após o fim da formação original com CD de inéditas Eskute Blitz, que deve chegar às lojas de todo o país até o fim do mês. À frente do grupo, Evandro Mesquita, de 57 anos, já fala em iniciar um novo ciclo.

“Vai ser uma porrada no público. Quem acha que será um cover do passado vai se surpreender”, dispara o vocalista, que aposta alto no novo trabalho. “A gente está melhor. Musicalmente, o grupo vem mais experiente. E são todas inéditas”, orgulha-se Evandro (vocal, violão e guitarra), único ‘sobrevivente’ da primeira formação e que há seis anos mantém a Blitz com outros membros - Billy Forghieri (teclados e vocais), Juba (bateria e vocais), Andrea Coutinho (backing vocal), Luciana Spedo (backing), Cláudia Niemeyer (baixo) e Rogério Meanda (guitarra e vocais).

Evandro garante que o humor não minguou. “A identidade da Blitz é essa, falar de coisas sérias sem ser drástico ou panfletário. Continuamos fazendo contos do cotidiano”, resume o ‘cabeça’ das composições. Outra marca registrada da banda, os diálogos que irrompem nas canções estão de volta. “Temos mesmo disso, personagens na música. Mas é difícil falar em sonoridade, porque é uma mistura de samba, rock e funk, até samba reggae”, explica Evandro.

No álbum com 12 músicas novas, só a melodia lembra o repertório consagrado, que foi descartado, assim como a participação dos integrantes antigos, como Lobão e Fernanda Abreu. No lugar, fazem pontas Erasmo Carlos, Pato Fu e Leoni. “Nesse CD, a gente quis deixar só a formação atual, sem misturar as coisas.”

Para os próximos meses, o plano do grupo é cair na estrada, “numa turnê infinita, pelo País inteiro, sem fim”. E aí, sim, ao vivo, sucessos como "Betty Frígida", "Você Não Soube Me Amar", "Weekend", "A Dois Passos do Paraíso" e "Mais uma História de Amor" (Geme, Geme) não vão faltar. Além do álbum e da turnê, a Blitz se volta à realização de um documentário sobre a trajetória da banda, contendo shows memoráveis, como o do Rock in Rio, em 1985.

 

Fonte: IG Música

Cantora Simone lança novo álbum

Simone

 

A cantora Simone voltará às prateleiras com um novo trabalho de estúdio este mês (no Brasil). O trabalho chamado Na Veia é seu primeiro disco de inéditas desde 2004 e traz o amor como tema principal.

Na Veia traz faixas inéditas de Adriana Calcanhotto, Erasmo Carlos, Marina Lima ("Bem Pra Você") e Martinho da Vila, que deu à cantora a faixa "Na Veia". A cantora também interpreta Paulinho da Viola e o sucesso "Deixa Eu Te Amar", de Agepê.

Aos 36 anos de carreira, Simone assina a produção e a direção musical ao lado de Rodolfo Stroeter, que já trabalhou com artistas como Arnaldo Antunes e Zizi Possi.

 

Fonte: IG Música