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Música do Brasil

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Entrevista exclusiva: O Rappa fala sobre novo CD

 

Depois de passar pelos caminhos tortuosos do começo da carreira, pelo acidente do companheiro de banda Marcelo Yuca e pela morte do, então produtor e eterno amigo, Tom Capone, O Rappa lançou no começo de setembro o álbum "7 Vezes", pela Warner Music. Envolvendo polêmicas, simbolos, dúvidas e uma atmosfera pra lá de tensa e intensa, Marcelo Falcão (vocais), Marcelo Lobato (bateria), Xandão (guitarra) e Lauro Farias (contrabaixo) deram uma entrevista exclusiva para o SUCESSO e-mailing, revelando alguns segredos e explicando um pouco esse novo trabalho, que saiu com uma tiragem inicial de 100 mil cópias.

SUCESSO e-mailing: De onde vem esse espírito jornalístico d´O Rappa, de sacar as coisas acontecendo, escrever sobre isso e jogar para a sociedade?

Marcelo Falcão: Primeiro queria tirar esse estigma d´O Rappa de banda social. Não é isso. Não sentamos na frente do telejornal para termos assunto para as letras. O que acontece é que todos da banda são de comunidades carentes do Rio de Janeiro, menos Xandão, que veio do Nordeste. Mesmo agora, no auge de nossa carreira, não esquecemos nossa origem. Sempre que dá tempo, damos um pulo onde a gente nasceu para ver como andam as coisas, tomar umas cervejas com amigos, ver como a molecada tá crescendo. Tudo isso é fonte de inspiração.

Marcelo Lobato: Não fazemos músicas apenas criticando. Fazemos músicas falando de como o brasileiro é. Da facilidade que ele tem de sair do sufoco, de não perder a fé. Às vezes, o cara tá sem emprego, na pior, mas ele não perde a alegria de viver e a fé em seu Deus. Acho que isso complementa um pouco o que o Falcão disse.

SUCESSO e-mailing: Queria que vocês comentassem um pouco esse intervalo de cinco anos entre os dois trabalhos de inéditas: "O Silêncio Q Precede O Esporro" e o novo trabalho, lançado nesse mês, "7 Vezes".

Lobato: Foi uma coisa louca. Nesses cinco anos passamos por umas coisas difíceis. Quando gravamos "O Silêncio Q Precede O Esporro", o Marcelo Yuka não fazia mais parte da banda. Ele quis seguir o caminho dele e a gente entendeu. Então o nosso produtor, amigo e considerado o "quinto Rappa", morreu. Confesso que ficamos sem rumo pois ele que nos dava a direção certa. Ficamos um tempo parado e em 2005 surgiu esse convite legal do acústico. Foi uma oportunidade inédita para a gente. Nunca tinhamos tocado as músicas em formato acústico. Isso foi bem interessante.

Falcão: Foi maneiro fazer esse acústico! Isso serviu para a conquista de mais fãs. O nosso público, antes desse trabalho, o nosso público era o mesmo fã do Planet Hemp e Nação Zumbi, tudo na faixa dos 20, 25 anos. Depois do "Acustico MTV", a coisa mudou. Percebemos uma molecada muito grande indo aos shows e cantando as músicas. Um pessoal mais velho começou a ouvir nossas músicas também. Isso é muito bom pois quanto maior o número de pessoas ouvindo nossa música, maior o número de pessoas que serão estimuladas a pensar, a abrir os olhos e ver realmente o que está acontecendo.

SUCESSO e-mailing: Como foi o processo de composição para o "7 Vezes"?

Falcão: O Rappa tem o estilo garagem. Nos reúnimos para fazer esse disco, começamos a levar um som e, depois de um tempo, tinhamos mais de cem bases musicais. (risos).

Lobato: Pois é. Isso é verdade. Tinhamos tudo isso de bases e então veio a parte de composição e melodia. Somos uma banda barulhenta e, para alguns, um pouco estranha. Mas se tem uma coisa que nós damos muito valor é a melodia. Esse sim foi um trabalho um pouco mais formal. A parte "séria" da coisa.

Falcão: Todo mundo chegou com seus escritos e sentamos os quatro juntos, mais o Tom Sabóia, nosso produtor. Apertamos dali, cortamos daqui e as letras, que eu considero crônicas, sairam. Daí juntamos com as bases musicais mais bacanas e deu no "7 Vezes". São 14 músicas que já criaram alguma polêmica (risos)

SUCESSO e-mailing: Quais polêmicas?

Falcão: O Rappa sempre foi uma banda que tentou fazer a galera pensar um pouco. Na nossa banda, por enquanto, não tem espaço para músicas falando de amor, com versos de "eu te amo", e coisas do tipo. Algumas letras criaram alguma polêmica, como "Em Busca do Porrão". O pessoal fica perguntando o que é o Porrão. Isso é uma coisa muito subjetiva. A interpretação do Porrão cabe a pessoa que lê a letra, ouve a música. O meu Porrão pode ser diferente do Lobato, por exemplo.

Lobato: Outras polêmicas giraram em torno desse trabalho. A capa, por exemplo. Pra um pessoa, a foto não faz sentido nenhum, mas se olharem com atenção, verão que é a mão do Falcão fazendo o número sete. Pra mim, por exemplo, a capa é uma ótima apologia ao desarmamento. Outra polêmica que rola é sobre o título "7 Vezes". Dizem que sete é um número cabalístico. Há sete dias da semana. Existem sete pecados capitais. Pra mim, é apenas um título simbolizando que é o sétimo trabalho da banda.

Falcão: Tem também os sete anões. (risos)

SUCESSO e-mailing:
Deixando as polêmicas de lado, queria que vocês me falassem um pouco de algumas faixas.

Lobato: É bem difícil falar de algumas. Todas ficaram boas. Tem a música de trabalho "Monstro Invisível", que está bem legal. Tem também a faixa que abre o disco, "O Meu Santo Tá Cansado", onde falamos dos problemas cotidianos, da fé e de como o brasileiro faz para sobreviver.

Falcão: Tem uma música bem legal. "Suplica Cearense", que é uma homenagem ao mestre Luiz Gonzaga. Regravamos essa canção dele que é de 1966, se não me engano. Gonzagão é um mestre. As composições dele continuam atuais, apesar de terem sidos gravadas há mais de 20 anos.

SUCESSO e-mailing: Como foi o espírito de banda na gravação desse trabalho? Sem brigas? Correu tudo bem?

Lobato: Sempre corre. Em todo essa vida de banda damos prioridade à democracia. Somos em quatro. Se três querem, fazemos. Há um fator legal que ocorre com a gente. Eu toco bateria. Mas se o Lauro, por exemplo, chegar com uma batida legal e quiser gravar a bateria em determinada faixa, eu não ligo. Pensamos a favor do grupo. Não há espaço para egos.

Lauro Farias: Isso é uma coisa muito complexa. Eu toco baixo, mas se perceber que o Lobato tem uma pegada diferente que fica legal em determinada faixa, abro mão do meu instrumento e deixo ele gravar. A banda é um todo, nesses 15 anos que estamos juntos, não há espaço para super-egos. Se a banda toda acha que a pegada de Lobato se encaixa melhor, quem sou eu pra falar que não. É assim com tudo, até nas escolhas dos shows e programas de tv que vamos fazer.

SUCESSO e-mailing: E os instrumentos inusitados que vocês usaram para gravar esse disco. Quais foram e quem tocou o que?

Falcão: Além de baixo, guitarra e bateria, foram tocados marimba, bacia, garrafas, marmita, lata, tamancos, taças, entre outros menos estranhos. O Lobato é um grande instrumentista. Ele tem muita influência de música africana e traz muito disso para a banda, batucando em tudo que tem um som legal. Ele é o responsável por essa loucura.

SUCESSO e-mailing: Como é tocar marmita?

Lobato: (risos) Não foi bem isso. Queria fazer um chocalho e coloquei um pouco de arroz dentro de uma lata para ver o som que fazia. Depois fiz uma experiência com feijão, para ver se o som saía diferente. Então o pessoal da banda começou a brincar, falando que eu tocava marmita. Acho que os instrumentos peculiares desse disco se encaixam perfeitamente com as músicas. Sem dúvida, esse é o melhor trabalho d´O Rappa.

 

Fonte: Sucesso

"Orquidólatra", Lenine lança CD e vinil 'Labiata'

Lenine lança seu novo disco, patrocinado pela rede de cosméticos Natura

 

O cantor, compositor e auto-definido "orquidólatra" Lenine lançou nesta quarta-feira o sexto CD da sua carreira, intitulado Labiata, uma homenagem a uma espécie rara de orquídea, flor pela qual o artista tem verdadeira paixão e cultiva várias espécies em um local especial de Petrópolis, região serrana do Rio.

O disco tem 11 músicas e "é o mais íntimo, feito com as pessoas mais próximas", onde estão parcerias com Arnaldo Antunes, Lula Queiroga, Braulio Tavares, Dudu Falcão, Carlos Rennó e Paulo Cesar Pinheiro. O disco é patrocinado pela Natura, que por meio do projeto Natura Musical vem dando apoio a iniciativas culturais do ramo de música. De contrato novo com a gravadora e de volta à Universal Music, o álbum foi finalizado nos estúdios do ex-vocalista do Genesis, Peter Gabriel (Real World), em Londres, com as cópias fabricadas na França.

O recente trabalho do pernambucano estará nas lojas até o fim desta semana e a novidade para os fãs é que os primeiros dez mil compradores poderão adquirir um pacote especial, com o CD original na versão Digitec (alta tecnologia), um disco prensado no tradicional vinil e um pen-drive musical. Lenine justificou a volta ao vinil afirmando que "nada substitui o contato da agulha com aquela ranhura".

Uma das canções do disco, É o Que Me Interessa, está incluída na trilha sonora da novela A Favorita, como tema da personagem de Patrícia Pillar. O brilho dos olhos azuis de Lenine se acentua ainda mais quando ele fala do título do trabalho. "Foi uma escolha passional", diz o "orquidólatra" assumido, explicando que Labiata vem de lábia mesmo.

"Labiata é uma orquídea rara do Nordeste" - de nome científico catlea labiata -, que "rivaliza", segundo ele, com outra orquídea do sul, a lelia purpurata. "São 40 mil espécies, que podem ser encontradas desde a Austrália até o Tibet", ensinou Lenine.

O pernambucano fala com intimidade da flor que dá nome ao recente trabalho e a compara com a música popular brasileira. "A Labiata é de grande adaptabilidade e pode ser cultivada na altitude e na planície. é uma flor delicada, mas muito robusta, resistente. E isso é a música popular brasileira, não morre nunca".

No site do artista pernambucano (www.lenine.com.br) é possível se cadastrar e baixar uma das músicas (É o que me interessa). Lenine já está ensaiando o show do novo CD. A estréia vai ser no começo de novembro, no Sesc-Pinheiros, em São Paulo e, depois, na segunda quinzena de novembro, no Vivo do Rio de Janeiro. A idéia é percorrer o Brasil com o show e, a partir de março, iniciar a turnê pelo exterior.

Labiata foi um dos projetos escolhidos pela Natura Musical na edição de 2007 e que agora está se concretizando. O apoio cultural da empresa na música se dá por meio de patrocínio direto, como foi o caso da turnê de Marisa Monte; do documentário Mistério do Samba, de Lula Buarque e Carolina Jabour; e outro sobre a Velha Guarda da Portela; ou por edital (Lei de Incentivo à Cultura), onde o projeto é inscrito e uma comissão externa faz a seleção. O objetivo da iniciativa é promover iniciativas de projetos para resgatar partituras, discos, gravações e filmes musicais.

O projeto Natura Musical foi criado em 2005 e já patrocinou projetos como Acervo Dorival Caymmi - de digitalização de toda obra do baiano, que deve ficar pronto ano que vem; Labiata, de Lenine; o último CD de Nélson Sargento, lançado em agosto; o CD Quartcheto, um grupo instrumental gaúcho, que teve a primeira série lançada no 1º semestre e a outra no 2º, e o espetáculo infanto-juvenil com músicas de Braguinha, também já lançado. No fim de outubro, o Natura Musical vai anunciar os projetos selecionados em 2008 que vão receber patrocínio.
 

 

Fonte: Terra Música

Espinho: Ney Matogrosso em Outubro no Casino

O Casino de Espinho recebe a 18 de Outubro o cantor brasileiro Ney Matogrosso para um concerto de apresentação do seu disco "Inclassificáveis", que segundo a produção, "reacende a chama adormecida do estilo ousado que o lançou para o estrelato no início da carreira".

Ney traz a Portugal "um explosivo" repertório que mescla composições novas com clássicos da Música Popular Brasileira.

"O Tempo não pára" (Cazuza), "Divino e Maravilhoso" (Caetano Veloso), "Um Pouco de Calor" (Dan Nakanawa), " "Ouça-me" (Itamar Assunção), "Ode aos Ratos" (Chico Buarque e Edu Lobo) e "Inclassificáveis" (Arnaldo Antunes) são algumas músicas que Ney interpreta no Salão Atlântico.

 

Fonte: Disco Digital

Mart'nália celebra o samba-soul no disco "Madrugada"

Maria Bethânia, ao ouvir as primeiras gravações do novo CD de Mart'nália, "Madrugada", disse para a filha de Martinho da Vila voltar a pôr a voz nas músicas, mas pela manhã.

 

 
a cantora Mart'nália no Arpoador, no Rio de Janeiro, cenário que ilustra o encarte de seu álbum "Madrugada".
Cantora Mart'nália posa no Arpoador, no Rio, cenário que ilustra o encarte do disco

 

Sem a supervisão da madrinha artística (e produtora de seu disco anterior, "Menino do Rio", de 2006), a carioca tinha virado noites no estúdio, fazendo jus ao nome do novo trabalho --e à sua preferência pelas horas mais boêmias dos dias.

"Não sou muito responsável", ri Mart'nália, "daí a Bethânia fez esse carinho de me ajudar com a voz". Aqui, um cuidado extra-oficial: diferentemente de "Menino do Rio", que saiu pelo selo Quitanda, da cantora baiana, "Madrugada" tem tiragem pela Biscoito Fino e produção musical de Arthur Maia e Celso Fonseca -que deram um toque mais soul ao samba.

""Menino do Rio" tem uma levada de que a Bethânia gosta, com muito do subúrbio do Rio. Só que é uma noção diurna, que não é bem a minha vida. "Madrugada" é o "Menino do Rio" do jeito que ele gosta. Crescido, na noite, tomando uns porres..."

 

"Djavaneada"

Mais relaxado e menos sério (nas palavras dela) que o anterior, o disco surgiu "da esperança de fazer algo com Arthur Maia", com quem Mart'nália se identifica no gosto pelos "Stevie Wonders e Marvin Gayes da vida".

"Quando a gente se junta, sempre sai uma coisa "djavaneada", mais pra Motown do que pra Vila Isabel", afirma.

Maia divide com Mart'nália os créditos de "Deu Ruim" (também com Ronaldo Barcellos) e "Angola" (com Maré e Paulo Flores). Uma terceira parceria para esse álbum não se concretizou porque a cantora postergou por anos a fio a tarefa de colocar letra em "Alívio".

"Eu nunca conseguia fazer isso. Daí, quando comecei a gravar, pensei no Dija [Djavan]. Eu queria um baladão pra abrir o disco, e o Dija é a melhor pessoa para fazer um baladão", conta.

Celso Fonseca, que cuidou de arranjos de "Pé do Meu Samba" (disco de 2002 de Mart'nália, com direção musical de Caetano Veloso), entrou no time depois. "O Celso tem um... Não vou dizer um estilo George Benson, mas eu gosto muito dessa guitarrinha dele".

O instrumento aparece em "Ela É Minha Cara" (Ronaldo Bastos e Fonseca) e em duas regravações, "Batendo a Porta", de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, e "Sai Dessa", de Nathan Marques e Ana Terra, que Elis Regina gravou em seu último disco, "Elis", em 1980.

A leva de "saudade", comum aos CDs de Mart'nália, inclui ainda "Alegre Menina", de Dori Caymmi e Jorge Amado, que Djavan gravou para a novela "Gabriela Cravo e Canela" (1983), e "Tom Maior", de Martinho da Vila. ""Tom Maior" é meu momento família. Gosto de pôr minha visão em músicas pouco conhecidas do meu pai, e minha mãe sempre cantava essa pra mim. Foi o meu "Acalanto", o meu "Boi da Cara Preta"."

Com show de lançamento em São Paulo previsto para 31 de outubro, no HSBC Brasil, o disco tem uma garantia de reconhecimento imediato. A versão com sotaque carioca de Mart'nália para "Don't Worry, Be Happy", de Bobby McFerrin, é tema da nova novela das sete da Globo, "Três Irmãs".

 

Fonte: Folha Online

Faixas inéditas de Zeca Baleiro são lançadas na Internet

Nesta quarta-feira, dia 17, já é possível fazer o download gratuito de três canções inéditas de Zeca Baleiro, que estarão no volume 2 do CD O Coração do Homem-Bomba, que sai em novembro.

É possível baixar Tacape, Débora e Como Diria Odair no site do artista www.zecabaleiro.com.br), a exemplo do que já foi feito com Toca Raul, incluída no volume 1, lançada primeiro no site e disponível para download desde dezembro do ano passado.

O Coração do Homem-Bomba, novo projeto de Zeca Baleiro, está sendo lançado em dois momentos, o volume 1 saiu em agosto e o 2 chega nas lojas em novembro.

A produção dos CDs é do próprio Baleiro, em parceria com sua banda, Os Bombásticos, e o engenheiro de som Evaldo Luna.
 

 

Fonte: Terra Música

Margareth Menezes lança novo trabalho e anuncia outros projetos

A cantora Margareth Menezes lança neste mês seu novo CD, batizado de “Naturalmente”. O disco trará composições de nomes conhecidos da música brasileira como Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Chico César, Zeca Baleiro e Gilberto Gil, entre outros.

O novo álbum também pela primeira vez uma gravação de composição própria de Margareth, “Lua no Mar”. A primeira música de trabalho do álbum é a versão da cantora para “Os Cegos do Castelo”, composição de Nando Reis que fez grande sucesso na época do lançamento do álbum “Acústico” dos Titãs.

Além do CD “Naturalmente”, Margareth está ocupada com outros trabalhos como o Fábrica Cultural, projeto social que será inaugurado esta semana em Salvador. Trata-se de uma ONG que vai trabalhar em parceria com as escolas da rede municipal de Salvador e vai oferecer oficinas de arte, cultura, esportes, inclusão digital e língua portuguesa e estrangeira.

A versão da cantora para “Os Cegos do Castelo” pode ser ouvida no site oficial: www.margarethmenezes.com.br.
 

 

Fonte: Canal Pop

Ouça aqui 'La Plata', a nova música do Jota Quest

Depois de acompanhar a gravação do clipe da música, o EGO descolou o primeiro single do álbum que só chega às lojas em outubro

 

 Juliana Rezende/Globo.com

Rogério Flausino durante uma cena da gravação do clipe de "La Plata"

Depois de acompanhar a gravação do clipe da música "La Plata", primeiro single do novo disco do Jota Quest,o EGO descolou também os primeiros acordes da música.

Clique aqui e ouça "La Plata"

O CD só chega às lojas em outubro, mas nós já adiantamos que o trabalho tem uma pegada forte de crítica social. "La Plata", a música de trabalho, remete ao início do trabalho do grupo, com "De volta ao planeta", onde os meninos largavam o dedo nos instrumentos, faziam sua análise social e imprimiam sua marca soul, black, rock, pop às músicas.

Fonte: Ego

Biquini Cavadão grava CD e DVD ao vivo com clássicos dos anos 80

A banda carioca Biquini Cavadão se apresenta no próximo dia 20 no palco do Circo Voador, no Rio de Janeiro. Este show será especial já que será registrado para um futuro lançamento em CD e DVD.

Este próximo lançamento em CD e DVD já tem título definido: “80 Vol. 2”, uma referência ao álbum “80” lançado em 2001 que trazia apenas regravações de clássicos do Pop Rock nacional dos anos 80. Nesta nova etapa do projeto de revisitar esses clássicos o grupo vai regravar músicas de RPM, Cazuza, Leo Jaime, Lobão, Paralamas do Sucesso, Titãs e Ultraje à Rigor, entre outros.

Alguns convidados são esperados na gravação, mas a banda está fazendo suspense e não divulgou quem são esses convidados. Os ingressos para o show no Circo Voador estão à venda.
 
Fonte: Canal Pop

Camelo voa solo

Ao mesmo tempo, Los Hermanos lançam seu último registro ao vivo

Há uma grande vantagem no recém-lançado CD "Los Hermanos na Fundição Progresso", que registra o show de despedida da cultuada banda carioca, em 9 de junho do ano passado: ele permite ouvir o grupo tocando.
Porque quem esteve lá -ou em basicamente qualquer show dos Hermanos- sabe que ouvir a banda ao vivo é tarefa complicada: o que mais se escuta é a voz do público, que canta (berra, digamos) com um fervor ímpar, o que criou certa mitologia em torno do quarteto.
Com o CD, sai também um DVD que registra o mesmo show -só que, nele, o problema do ao vivo se inverte: só se escuta a banda, nada do público. O que no disco de áudio ficou bem equilibrado, no de imagens virou um fiasco. E esse é só um dos problemas dele.
O outro, e mais grave, é o total desleixo com que o registro foi feito -chega a ser irônico que o diretor se chame Nilson Primitivo. É certo que as condições técnicas não eram as melhores; também é certo que isso não é problema dos fãs: se a banda queria lançar mais um DVD ao vivo (depois do "Luau MTV" e do "Ao Vivo no Cine Íris"), que o fizesse direito.

O primeiro solo
Olhando retrospectivamente, o que chama atenção no show de despedida (a banda entrou em recesso por tempo indeterminado) é o imenso esforço de Marcelo Camelo para cantar alto em canções roqueiras como "Cara Estranho".
Ele se referiu a esse tipo de situação em entrevista à Folha, dizendo: "Era muito pesado gritar, ter que me munir de um espírito, ter que me transformar a cada noite".
Isso ajuda a explicar não apenas a parada da banda mas também o que se escuta em "Sou", o disco solo de Camelo, que acabou de sair -o cantor começa nesta semana uma turnê que chega a São Paulo no dia 23 de outubro, no Tim Festival.
"Sou" (a capa é um poema visual de Rodrigo Linares, que também se lê como "nós") vai parecer bastante lógico para quem vinha acompanhando a evolução dos Hermanos.
Ele soa como um passo adiante em relação ao "4": tem mais faixas esquisitas, é mais calmo, mais vago nas letras -e, para quem já não gostava do rumo que a ex-banda vinha tomando, mais chato.
Exemplo da onda atual de Camelo: há duas faixas que se repetem ("Passeando" e "Saudade"), no mesmo esquema: cada uma tem uma versão com Camelo no violão e um fiapo de letra, e outra instrumental, com Clara Averner ao piano.
O álbum, no entanto, não é suicídio comercial: há canções pop, como "Mais Tarde", "Menina Bordada" e "Vida Doce", além da já conhecida "Santa Chuva", que Maria Rita gravou.
Camelo chamou o Hurtmold para servir de banda de apoio em quatro faixas e, nas demais, convidou gente como Mallu Magalhães ("Janta") e Dominguinhos ("Liberdade").
Para os fãs de MPB e de Hermanos, é um disco a ser ouvido. Para baixar de graça dez das 14 faixas, vá em www.sonora.com.br/marcelocamelo.
 

Fonte: Folha de S. Paulo

Jota Quest supera decepção e lança CD de inéditas em outubro

La Plata , novo single do Jota Quest, chega às rádios na próxima semana

 

O grupo Jota Quest lança no início de outubro o CD de inéditas La Plata, já tendo superado a decepção de ver Mario Caldato e Kassin caírem fora da produção do disco (ambos alegaram "problemas de agenda" na data marcada para o início das gravações, 23 de maio, e pediram adiamento inviável).

La Plata é o nome do disco e da música que chega às rádios na próxima semana.

Produzido por Liminha, recrutado para assumir a função de Caldato e Kassin, o CD apresenta a primeira parceria da banda com Nelson Motta: Ladeira.

Ele foi ao estúdio do Jota, em Belo Horizonte, e ganhou melodia para pôr letra. "Eu me senti rejuvenescido", afaga Motta.

 

Fonte: Terra Música

Brasileira Cláudia Leitte ao vivo em Lisboa

Cantora é conhecida pelos cinco anos que passou à frente da banda Babado Novo

 

Cláudia Leitte

 

Cláudia Leitte e a sua orquestra actuam em Lisboa no dia 4 de Outubro, na UNPV, União Progresso de Vendas Novas, em Benfica, sala cuja capacidade é de quatro mil pessoas. O concerto de Lisboa terá transmissão directa pela TV Record.

 

A digressão da cantora brasileira passará ainda por Genebra, na Suíça, e em Londres, na Grã-Bretanha.

Recentemente lançada a sólo, Claúdia Leitte fez um primeiro espectáculo, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para 700 mil pessoas. Este mega-concerto, realizado em Fevereiro deste ano, foi gravado e foi já editado em CD como «Claúdia Leitte Ao Vivo em Copacabana».

Aos 27 anos, conhecida essencialmente pelos cinco anos que passou à frente da banda Babado Novo, embora seja natural do Rio de Janeiro, foi criada em Salvador. Neste momento, é uma das maiores estrelas femininas no Brasil, tendo vendido com a sua banda mais de um milhão de discos.

Em Londres, Cláudia Leitte actua na Brixton Academy, dia 3 de Outubro, e em Genebra, o local escolhido foi a Arena, dia 5 de Outubro.

 

Fonte: IOL Música

Com atraso, Rappa lança seu 7º disco

Primeiro CD de inéditas da banda desde 2003 tem 14 canções gravadas de modo "artesanal", "como se fazia antigamente" Falcão, o vocalista, afirma que o "grande sonho" do grupo é "ser como os Paralamas'; "Eles não estão tocando por dinheiro"

 

"O negócio é ter o espírito, querer fazer um disco novo para construir uma obra, não por obrigação. Esse disco foi adiado três vezes, era para ter saído no ano passado." A frase é de Xandão, guitarrista da banda carioca O Rappa, e se refere à criação do recém-lançado "7 Vezes", o sétimo álbum de um dos mais longevos e bem-sucedidos grupos da geração anos 90.

O guitarrista e o restante da banda -o cantor Falcão, o baterista Lobato e o baixista Lauro- estão reunidos com a Folha em um estúdio em São Paulo, onde fazem show no próximo dia 20, no Credicard Hall, para falar sobre o primeiro álbum de inéditas desde "O Silêncio que Precede o Esporro" (2003) -entre eles, houve o "Acústico MTV" (2005), que os manteve em turnê até agora.

"Na estrada, você acaba perdendo a noção do tempo. Então, o momento de começar um disco novo surge naturalmente", diz Lauro. Lobato exemplifica melhor: "É como a vontade de ir ao banheiro, é fisiológico. Você sabe que tem que fazer naquela hora". Falcão é quem situa a obra dentro da carreira da banda. "Lançamos "O Silêncio..." num momento em que duvidavam da gente, porque [achavam que] o Rappa era o Yuka", diz, referindo-se ao ex-baterista, compositor e principal letrista do grupo, que foi baleado em novembro de 2000, ficou paraplégico e deixou a banda no fim de 2002, após brigas internas. "Com o "Acústico", pegamos nossa geração de fãs e, por ele ser visto pelas rádios como coisa mais leve, conquistamos também uma galera mais velha."

Entre um disco e outro, perderam o produtor Tom Capone, com quem trabalhavam desde 2001, morto em um acidente de moto, em 2004. "Chegou um dia em que não tínhamos mais Tom Capone, o "Acústico" já tinha passado, tínhamos conquistado o novo público, e chegou o momento em que veio um tapa nas costas do tipo "agora, é com vocês".

 

Modelo Paralamas

Deixados por conta própria, os quatro se mostraram prolixos: gravaram uma centena de bases de canções e foram agrupando-as em três categorias -"forno" (para as "quentes"), "esquisito" e "geladeira" (para as que seriam descartadas). Depois de muita votação, chegaram às 14 canções que formariam o disco (incluindo uma versão de "Súplica Cearense", de Nelinho e Gordurinha), e começaram a gravá-lo "de modo artesanal, como se fazia antigamente, tocando cada faixa por inteiro", diz Xandão.

Tanto o disco quanto seu processo de criação ficaram ao gosto da banda. Mais do que um novo álbum, o Rappa diz ter encontrado um novo rumo como músicos, como produtores, como banda. E é Falcão quem cita o modelo a ser seguido. "Nunca perdemos o foco na vontade de tocar. Nosso grande sonho é ser como os Paralamas. Olho o Bi, o Barone e o Herbert e vejo que não estão tocando por dinheiro, mas porque são músicos. Se o cara sobe no palco pensando em pagar as contas, vai estar sempre devendo."

 

Fonte: Folha de S. Paulo

Gilberto Gil e Djavan disputam prêmio de melhor álbum no Grammy Latino

A Academia Latina das Artes e Ciências da Gravação anunciou nesta quarta-feira (10) que Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque estão entre os indicados para concorrer ao Grammy Latino. A premiação acontece em 13 de novembro, em Houston, nos EUA.

Na categoria "Melhor Álbum de cantor e compositor", Gilberto Gil concorre com o disco "Banda Larga Cordel", ao lado de Djavan ("Matizes"), Pablo Milanés ("Regalo"), Fito Paez ("Rodolfo") e Tommy Torres ("Tarde o Temprano").

Caetano Veloso foi indicado na categoria "Melhor Álbum de Música Popular Brasileira" com o disco "Multishow ao vivo Cê". Ele disputa com Maria Bethânia ("Dentro do mar tem rio - ao vivo"), Chico Buarque ("Carioca - ao vivo"), Seu Jorge ("América Brasil o disco"), Omara Portuondo e Maria Bethânia ("Omara Portuondo e Maria Bethânia", Roberta Sá ("Que belo estranho dia para se ter alegria").

A nova geração de cantores brasileiros também foi incluída na premiação. Diogo Nogueira e Roberta Sá estão entre os indicados para receber o Grammy Latino de artista revelação. Eles terão como concorrentes Kany García, Mónica Giraldo e Ximena Sariñana.

Os grupos Hamilton de Holanda Quinteto, com "Brasilianos 2", e Pau Brasil, com "Nonada", concorrem ao Melhor Álbum de Jazz Latino.

A disputa pelo prêmio de Melhor Canção Brasileira (Língua Portuguesa), concedido aos compositores, ficará entre "Acode"(Sergio Mendes e Vanessa Da Mata), "Coisas que eu sei" (Dudu Falcão), "Delírio dos Mortais" (Djavan), "Ela une todas as coisas" (Jota Maranhão e Jorge Vercillo) e "Som da Chuva" (Marco Moraes e Soraya Moraes).

Na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro, estão Arnaldo Antunes, com "Ao vivo no estúdio", Danni Carlos, com "Música Nova", Vanessa da Mata, "Sim", Ney Matogrosso, com "Inclassificáveis", e Rosa Passos, com "Romance".

Para o Grammy de Melhor Álbum de Rock Brasileiro foram indicados Charlie Brown Jr., com "Ritmo, Ritual e Responsa", CPM 22, com "Cidade Cinza", Detonautas, com "O Retorno de Saturno", Nação Zumbi, com "Fome de Tudo", e Pitty, com "(Des)concerto ao vivo".

O Nação Zumbi também foi indicado na categoria Melhor Projeto Gráfico de um Álbum, com "Fome de Tudo", feito pelos diretores de arte Jorge Du Peixe e Valentina Trajano.

Grandes nomes também estão entre os concorrentes para Melhor Álbum de Samba/Pagode. São eles Beth Carvalho ("Canta o samba da Bahia ao vivo"), Arlindo Cruz ("Sambista Perfeito"), Paulinho da Viola ("Acústivo MTV"), Luiz Melodia ("Estação Melodia") e Maria Rita ("Samba Meu").

O Melhor Álbum de Música Romântica concorrem Bruno e Marrone ("Acústico II - Volume 1"), Daniel ("Difícil não falar de amor"), Leonardo ("Coração Bandido"), César Menotti & Fabiano (".Com Você") e Roberta Miranda ("Senhora Raiz").

Elba Ramalho, com "Qual o assunto que mais lhe interessa?", se destaca entre os candidatos ao prêmio de Melhor Álbum de Música Contemporânea Regional ou de Raízes Brasileiras ao lado de Trio Virgulino ("26 anos de estrada"), Trio Curupira ("Pés no Brasil, cabeça no mundo").

Completam a lista de finalista para a categoria Harmonia do samba ("Esse som vai te levar - ao vivo") e Victor & Léo ("Ao vivo em Uberlândia").

O Brasil marca presença também na categoria Melhor Álbum de Engenharia de Gravação, com "Dentro do mar tem rio - ao vivo", de Maria Bethânia.

Ao Grammy de Melhor Álbum de Música Tradicional Regional ou de Raízes Brasileiras disputam "50 anos de mariachis e grandes sucessos sertanejos" (Pedro Bento e Zé da Estrada), "Fandango" (Renato Borghetti) ou "Companheiro é companheiro" (Cezar e Paulinho).

Outros dois finalistas são os álbuns "Grandes clássicos sertanejos acústico I" (Chitãozinho & Xororó) e "Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar" (Siba e a Fuloresta).

A cantora gospel Aline Barros ganhous duas indicações, para Melhor Álbum de Música Cristã em língua espanhola, com "Refrescate!", e em língua portuguesa, com "Aline Barros & Cia. 2".

O cantor colombiano Juanes conseguiu cinco indicações. Nas categorias Álbum do Ano e Melhor Álbum Vocal Pop Masculino, com o disco "La Vida... Es un ratico" (A vida... é um momentinho"); Gravação do Ano e Canção do Ano, com a música "Me enamora"; e Melhor Vídeo Musical Versão Curta, com clip desta canção.

O grupo mexicano de rock alternativo Café Tacuba conseguiu ficar entre os finalistas em outras cinco categorias: Gravação do Ano, Álbum do Ano, Canção do Ano, Melhor Canção de Rock, Melhor Canção Alternativa e Melhor Álbum de Música Alternativa.

Além destes, entre os indicados para Gravação do Ano também estão Andrea Bocelli e Laura Pausini, com "Vive Ya!", e Cabas, com "Bonita", e Julieta Venegas, com "El Presente".

Gloria Estefan receberá o prêmio "Personalidade Latina do Ano", durante um jantar de gala no dia 12 de novembro no Centro de Convenções George R. Brown, em Houston.

O Grammy Latino tem 49 categorias que englobam diferentes gêneros musicais, uma mistura de sons de acordo com o lema do evento desde que foram anunciados os candidatos: "Unidade na diversidade, todos são um".

 

Fonte: UOL Música

Zeca Pagodinho lança disco de inéditas, 'Uma Prova de Amor'

Zeca Pagodinho grava faixa com Jorge Benjor

Zeca Pagodinho grava faixa com Jorge Benjor

 

Depois de recriar o clima das gafieiras cariocas, Zeca Pagodinho aposta em inéditas em seu novo disco, Uma Prova de Amor, que sai no fim do mês. O clima das gravações do sambista mais popular do País foi marcado por muita emoção.

O CD é dedicado à amiga Regina Casé. A atriz foi presença constante nos estúdios. "Ela cantou versos de Uma Prova de Amor para o pai (o diretor Geraldo Casé, morto em julho), quando ele estava internado, e ele gostou. Pensamos em mandar a música, mas infelizmente não deu tempo", conta Rildo Hora, produtor de Zeca há 14 anos.

Toninho Geraes, parceiro de Nelson Rufino na música que dá nome ao CD, já tinha mostrado Uma Prova de Amor para Zeca. "Lembrei essa história, em seu aniversário, e ele respondeu: 'Então você cantou mal. Se tivesse cantado bem, eu já teria gravado'", ri o compositor.

Marcos Diniz, Luiz Grande e Barbeirinho do Jacarezinho - devidamente batizados de "Trio Calafrio" por Zeca - são os autores da faixa Sincopado e Ensaboado.

"Ele tem uma ligação muito forte com o povo. Você chega a uma favela e pode até não ter arroz e feijão, mas sempre tem um CD do Zeca, nem que seja um pirata", diz Marcos.

Arlindo Cruz, outro parceiro fiel, também está presente. "Fizemos Sempre Atrapalhado para o Didu (Fabrício Boliveira), da novela A Favorita, e Se Eu Pedir Pra Você Cantar", adianta.

Das 15 faixas de Uma Prova de Amor, duas são regravações, não por acaso ligadas à Portela, escola do coração de Zeca. A Velha Guarda está presente no pot-pourri formado por Manhã Brasileira, Pecadora e Falsa Jura. "O disco está impregnado de amor pela Portela", diz Rildo Hora.

Amor provado na faixa Esta Melodia (Jamelão/ Bubu da Portela), já cantada por Zeca no documentário sobre a Velha Guarda, O Mistério do Samba, e em Não Há Mais Jeito, inédita de Monarco e Mauro Diniz. "Monarco é um lutador e defensor do samba e da Portela", elogia Pagodinho.

Jorge Ben Jor participa de Ogum (Marquinhos PQD/ Claudemir). "Admiro muito o trabalho dele. A parceria surgiu pela nossa devoção a São Jorge. Ele queria que no final eu falasse a Oração de São Jorge¿, diz Ben Jor.

A emoção tomou conta do estúdio no encontro dos "cavaleiros". "Foi indescritível, os dois com suas guias, concentrados. Jorge Ben gravou de primeira", lembra Rildo. De arrepiar.
 

 

Fonte: Terra Música

“Eu gosto de meninos e meninas”

De volta com um novo CD após três anos de sumiço, o cantor baiano diz que se considera bissexual, conta as experiências que teve com drogas e admite que usa botox

 

 Divulgação
 

Apesar de estilos musicais completamente diferentes, Ernesto de Souza Andrade Júnior, o Netinho, e Renato Russo têm algo em comum. “Eu gosto de meninos e meninas”, revelou o cantor baiano a QUEM, parafraseando, ainda que sem querer, um dos hits do compositor brasiliense morto em 1996. “Mas hoje gosto mais das meninas”, emendou. O intérprete de “Oh, Mila, mil e uma noites de amor com você” – música de um CD que vendeu 12 milhões de cópias – fez esta e outras declarações surpreendentes durante um bate-papo de duas horas, no apartamento que possui no Leblon, no Rio de Janeiro. Depois de quase três anos de sumiço, o cantor baiano de 42 anos está de volta com o 18o CD da carreira, o Minha Praia. Sorridente e articulado, Netinho criticou a banalização da música baiana, assumiu sua bissexualidade e falou da experiência com as drogas e da angústia que o levou a repensar a vida. “Foi um processo tão violento, não sei se estaria vivo se não tivesse parado”, afirma.

QUEM: Por que você deu uma parada?
NETINHO
: Parei por dois anos e oito meses. Decidi parar pouco antes de 2005. Estava sem saco para viajar, trabalhar, não queria fazer shows, estava angustiado. Me chamaram de louco, mas não tinha escolha. Foi um processo tão violento, não sei se estaria vivo para dar esta entrevista. Parar foi uma das coisas mais importantes que fiz na vida. Agora trabalho o equilíbrio curtindo a vida. Só fui saber o que é fazer churrasco para os amigos há alguns anos. Tinha tudo o que o sucesso pode dar, mas me sentia vazio.

QUEM: Como deixou essa angústia tomar conta de você?
N
: Quando você chega a um nível de sucesso, perde a noção das coisas. Estava conversando com Ivete Sangalo sobre isso, e reafirmei esse pensamento. O artista não tem noção do que é sua vida quando está no auge. Eu vivia amarelo, não tomava sol, me sentia feio, não queria ver ninguém, desmarcava vários programas de TV. A Hebe foi uma das pessoas que ficou chateada comigo. Eu não gostava de mim, não estava a fim de aparecer.

QUEM: É fácil parar de trabalhar quando se tem muito dinheiro, não?
N
: Talvez. Não pensei por esse lado. Saí de casa aos 16 anos e tudo o que eu tenho construí sozinho. Não quis dinheiro do meu pai. Não tive infância pobre, meu pai não aceitava que a gente andasse descalço. Mas “nada como viver” (aponta para a frase tatuada no braço direito). Sucesso não vale muita coisa. Tomando banho de piscina com meu ex-empresário, contei a ele que queria parar. Falei: “Que nenhum fã saiba disso, mas tudo que conquistei na música em nada me acrescenta como pessoa”. É tudo pó. Meus discos de ouro, platina, diamante não representam nada. O bem maior que eu tenho é o que proporciono às pessoas.

QUEM: Como seus fãs reagiram?
N
: Fiquei nove meses fora do Brasil, entre Londres e Barcelona, para não ver a reação do público. Sei que machuquei muita gente com a decisão de parar, porque o ídolo toma uma dimensão na vida do fã que muitas vezes não sabe. Eu negava autógrafo, negava foto, só pela angústia de não querer ser reconhecido.

 

O artista não tem noção do que é sua vida quando está no auge. Eu vivia amarelo, não tomava sol, me sentia feio, não queria ver ninguém. Não gostava de mim.



QUEM: Como se recuperou?
N
: Sozinho. Não tenho religião, sou contra análise. Sou canceriano, não vivo sem momentos de solidão. É quando mais cresço. Namorada, família não entendem isso. Meus irmãos falavam para minha mãe: “Netinho vai se matar”. E ela: “Isso vai passar”.

QUEM: O que leva a crer que a angústia não voltará?
N
: Aos 42 anos, vivo a fase mais feliz da minha vida. Isso se deve mais a meu lado pessoal do que profissional. Estou feliz demais, apaixonado, vendo tudo colorido, estou com uma mulher há um mês e meio, vivendo muitas coisas pela primeira vez. Não perco mais uma rave na vida. Sou o cara que mais dança nas raves, sou o último a sair. Ainda levo o som para o quarto e continuo a rave no hotel. Nunca tinha feito isso.

QUEM: Quantas plásticas você já fez?
N
: Fiz duas no nariz, por causa de uma cicatriz. Coloco botox há dois anos e sou viciado em malhação. Adoro ficar malhado para o Carnaval.

QUEM: Já tomou anabolizantes?
N
: Já, sim, uma vez. Já viu que sou verdadeiro, né? Tudo que você perguntar eu respondo. Não gostei dos anabolizantes, porque perdi movimentos, o braço não levantava, me sentia pesado. Fiquei com o pescoço horrível. Tomei por decisão própria, aquela coisa de academia. Você começa a malhar e não sai mais da frente do espelho. Passei do limite. Mas não fiquei com seqüela. Nada de cabelo cair, impotência... Tenho voz aguda, nem ficou mais grave.

QUEM: Tem medo de envelhecer?
N
: Não tenho problema com idade, sou um moleque. Você precisa me ver numa rave. A última foi em Sauípe, três dias de rave, há quase um mês.

QUEM: Já usou droga nessas raves?
N
: Já usei drogas em rave, sim. A experiência foi maravilhosa. Nessa vida a gente tem que provar de tudo, desde que tenha vontade e ache que não vai passar daquilo. A primeira vez que provei foi em Portugal. Foi uma experiência terrível, fiquei louco. Nunca cheirei, só passei cocaína aqui (alisa a gengiva). Não uso porque sei de experiências de pessoas que caíram mortas. Sou ativo, não preciso disso para me divertir. Maconha odeio. Para ficar acordado por muito tempo, basta eu beber energético e vodca. Já misturei álcool com ecstasy. Mas ultimamente só tomo vodca com energético. Meu último porre foi em Sauípe. Sou movido a felicidade.

 

Já viu que sou verdadeiro, né? Tudo que você perguntar eu respondo. Não gostei dos anabolizantes, porque perdi movimentos, o braço não levantava.



QUEM: Em 2006, você gravou a música “Tá Bom”, incluída nesse novo CD. É uma letra com referência a homossexuais?
N
: Não tinha uma música específica para o Carnaval, quando compus essa letra com Carlinhos Brown. E deu uma polêmica enorme, porque fala “menino com menino, menina com menina”. Acho isso uma bobagem, não entendi o tititi. Não era nossa idéia levantar bandeira. Mas é uma música com referência ao homossexualismo, sim.

QUEM: Já teve alguma experiência?
N
: Já tive experiência homossexual. Foi há algum tempo, foi interessante. É a filosofia de que devemos passar por tudo na vida. Deus é energia, quando a gente morre é escuro total. Morreu, acabou. A oportunidade é agora. Não dá para deixar nada para depois.

QUEM: Quanto tempo durou essa relação?
N
: Três anos, mas não foi com famoso. Não gosto de famoso (risos). Sou anti-Netinho, sou contra essa coisa que cerca o personagem. Não chegamos a morar juntos, não dá certo. Tem que ser cada um no seu canto. O mundo caminha para o individualismo.

QUEM: Você tem uma filha de 10 anos e disse que está namorando uma mulher. Considera-se bissexual?
N
: Eu gosto de meninos e meninas, mas hoje gosto mais de meninas. Eu me considero bissexual. Essa relação com um homem foi uma experiência que ficou no passado, linda inclusive.

QUEM: Mudando de assunto, como avalia a música baiana atual?
N
: Está numa fase excelente, retomando o espaço que perdeu. Comecei com Cheiro de Amor, Banda Eva, Daniela Mercury, Asa de Águia... Nossas músicas falavam das belezas de Salvador. Aí, há uns oito anos, a música passou pela sua pior fase, quando o pagode baiano da periferia dominou o espaço, explodindo músicas de duplo sentido, como “Boquinha da Garrafa’, “Rala o Pinto”... Isso denegriu a música baiana em nível nacional. Isso é uma avaliação técnica, respeito o trabalho do É o Tchan e de todo mundo.

QUEM: Você nunca cantou pagode baiano nos shows?
N
: Tem algumas músicas que eu canto, mas nunca “Boquinha da Garrafa”. O pessoal de Salvador até me olha atravessado, mas deixo minha opinião bem colocada. Eu me sinto herdeiro dos herdeiros do Caymmi, sou herdeiro dos tropicalistas. Matava aula para ir ver Caetano cantar.

 

Fonte: Revista Quem

Skank lança música nova na Internet; ouça "Ainda Gosto Dela"

O grupo Skank lança nesta terça-feira (8) a música "Ainda Gosto Dela" em seu site oficial. A canção faz parte do décimo álbum da banda, "Estandarte", que chega às lojas em 1º de outubro.

"Ainda Gosto Dela" é uma composição de Samuel Rosa e Nando Reis, que também assinam a canção "Sutilmente", e conta com a participação da cantora Negra Li.

Com produção de Dudu Marote, "Estandarte" foi mixado por Michael Fossenkemper e masterizado por Bob Ludwig, em Nova York e Portland (EUA), respectivamente.

Segundo o empresário da banda, Fernando Furtado, o Skank acrescentou novos elementos a sua sonoridade tradicional e promove uma ruptura à "trilogia britânica" que o grupo realizou nos discos "Maquinarama" (2000), "Cosmotron" (2003) e "Carrossel" (2006), marcada por influências de Beatles e dos conterrâneos do Clube da Esquina.

Fonte: UOL Música

Novo CD de Kelly Key chega às lojas este mês

A cantora Kelly Key anunciou em seu blog oficial a data de lançamento do novo álbum com músicas inéditas. Segundo o texto no blog, o novo disco estará nas lojas no dia 20 de setembro, pela Som Livre. Uma das novas músicas, “Tô Fora”, já está na trilha sonora da novela “Malhação”.

O disco também traz no repertório uma versão para “Strictly Physical”, do grupo alemão Monrose, que em português virou “Parou para Nós Dois”. Kelly também regravou o sucesso de Fernanda Abreu “Você Pra Mim”, lançada originalmente em 1990.

Kelly Key comentou que está muito feliz com o resultado do álbum e que até sente “um frio na barriga” quando ouve a música “Tô Fora” na televisão. Também comentou sobre a dedicação ao novo trabalho. “Me entreguei de corpo e alma nesse CD. E fiz questão de mostrar exatamente como eu sou, até nas fotos. Sério mesmo. Até pedi para não usarem Photoshop”.

 

Fonte: Canal Pop

Jota Quest lança novo disco em outubro

La Plata , o 1º single do novo disco do Jota Quest, chega às rádios este mês

 

A banda mineira Jota Quest prepara para outubro o lançamento de La Plata, seu novo álbum. O primeiro single, que leva o mesmo nome do disco inédito, chega às rádios ainda este mês.

Com a produção de Liminha, o novo trabalho traz a primeira parceria do Jota Quest com o jornalista, escritor e produtor Nelson Motta (na faixa Ladeira), além da participação do músico Ashley Slayer, trombonista e ex-membro da banda Freak Power - na qual também tocava Norman Cook, o DJ mundialmente conhecido como Fatboy Slim.

O quinteto mineiro grava nos próximos dias o clipe de La Plata em Belo Horizonte.
 

 

Fonte: Terra Música

Ney Matogrosso em Portugal

Ney Matogrosso actua em Portugal no próximo mês. O cantor vai apresentar-se nos Coliseus do Porto e Lisboa, a 19 e 21 de Outubro, respectivamente.

"Inclassificáveis", o novo espectáculo do artista brasileiro, dá o mote para o regresso ao nosso país. Nesta digressão, Ney apresenta inéditos e imprime uma roupagem pop a clássicos da Música Popular Brasileira, como 'O Tempo Não Pára' (Cazuza), 'Divino e Maravilhoso' (Caetano Veloso) ou 'Inclassificáveis' (Arnaldo Antunes).

«Gosto de fazer uma coisa mais solta, mais para fora, e intercalar com outras menos. Gosto desse movimento. E acredito que o público também. Eles sabem desse meu lado e talvez sintam falta. Mas fiz porque era uma necessidade minha, mesmo», afirma Ney Matogrosso, a propósito do espectáculo. «Por eu ter feito um show que era um recital ("Canto Em Qualquer Canto"), interessava-me fazer alguma coisa mais pop. Enquanto fazia aquele trabalho, já estava procurando repertório para esse. E eu sabia que ele teria muitas coisas inéditas. Me interessava voltar a um trabalho mais pop, não rock, mas próximo ao rock», completou.

Ambos os concertos no nosso país têm início marcado para as 21h00. Os bilhetes custam entre 18 e 60 euros.
 

 

Fonte: Cotonete

Novo disco de Zeca Baleiro está disponível para audição na Web

O cantor maranhense Zeca Baleiro

 

O novo álbum do cantor e compositor Zeca Baleiro, "O Coração do Homem Bomba Vl. 1", está disponível para audição em formato streaming em seu site oficial .

Além do novo trabalho do artista, o internauta ainda pode ouvir sua discografia completa na sessão "juke box", localizada na parte superior da página do artista, além de baixar gratuitamente o clipe da música "Toca Raul".

Baleiro estreou em disco com "Por Onde Andará Stephen Fry?" (1997) e mistura música pop, regionalismos e ritmos eletrônicos. Os álbuns "Vô Imbolá" (1999), "Líricas" (2000) e "Baladas do Asfalto e Outros Blues" (2005) são itens de destaque em sua discografia.

 

Fonte: UOL Música

Skank lança disco de inéditas em outubro; capa é inspirada no movimento pop surrealista

O grupo Skank lança seu décimo disco, "Estandarte", em 1º de outubro. Com produção de Dudu Marote, "Estandarte" foi mixado por Michael Fossenkemper e masterizado por Bob Ludwig, em Nova York e Portland (EUA), respectivamente.

Segundo o empresário da banda, Fernando Furtado, o Skank acrescentou novos elementos a sua sonoridade tradicional e promove uma ruptura à "trilogia britânica" que o grupo realizou nos discos "Cosmotron" (2003), "Radiola" (2004) e "Carrossel" (2006), marcada por influências de Beatles e dos conterrâneos do Clube da Esquina.

"Ainda Gosto Dela", a primeira música de trabalho do álbum, chega às rádios brasileiras na próxima terça-feira (9). A faixa é uma composição de Samuel Rosa e Nando Reis, que também assinam a canção "Sutilmente", e conta com a participação da cantora Negra Li.

Divulgação

 

A arte gráfica do álbum ficou a cargo de Rafael Silveira. Suas influências são a publicidade dos anos 40 e 50, o movimento "pop surrealista" e cartunistas alternativos como Robert Crumb e Chris War, entre outros.
Silveira define a capa do novo disco do Skank como o "choque entre a ingenuidade da infância, a demência adolescente e o sarcasmo da vida adulta".

 

Fonte: UOL Música

Bossa Nova: 50 anos do movimento musical que transformou o Brasil

Chega de Saudade

Crédito: Nellie Solitrenick

Pois há menos peixinhos a nadar no mar | Do que os beijinhos que eu darei na sua boca. Foram com esses versos, cantados por João Gilberto em seu álbum lançado em 1959, que a dupla Tom Jobim e Vinícius de Moraes mudaram o tom da música brasileira, cantada até então cheia de mágoa e com versos pesados, cobertos de rancor. Barquinhos... peixinhos... tatibitatis trouxeram leveza às letras. As canções traduziam a beleza do Rio de Janeiro da década de 60, e a bossa nova foi um dos primeiros movimentos que não surgiu do gueto, mas da elite do país.

Bossa nova é jazz?

Crédito: Chico Nelson

''Os puristas norte-americanos criticavam a bossa nova chamando a bossa de jazz. Jazz, no meu dicionário e no dicionário de gíria popular americana significa copular. Tudo que balança o americano chama de jazz. Se o cubano fizer, vão chamar de cuban jazz, se o Brasil fizer algo que balança, que tenha suingue, eles chamam de brazilian jazz'', disse Tom Jobim, em entrevista para responder às comparações da bossa com o ritmo americano.

Garota de Ipanema

Crédito: Chico Nelson

Até hoje ao entrar em uma Starbucks em Nova York escuta-se ecoar pelos salões a música de Tom Jobim feita a todas as garotas de Ipanema, em especial uma: Helô Pinheiro. Não é de hoje que essa música ultrapassou as fronteiras do país e ganhou intérpretes estrelados. Além do próprio Tom e João Gilberto, claro, Frank Sinatra, Madonna e a diva do jazz Ella Fitzgerald arriscaram suas versões do hino carioca. Hilário é ver a explicação cheia de reticências de Tom para um apresentador americano sobre o que é a garota de Ipanema. ''Ah a garota de Ipanema... ela passa.... ela...ah...'', balbucia, com um olhar distante.

Reconhecimento no Carnegie Hall

Crédito: Michael Weintrob/Divulgação

Em 1962, acontece a histórica apresentação no Carnegie Hall, em Nova York. No palco, Tom Jobim, João Gilberto, Oscar Castro Neves, Agostinho dos Santos, Luiz Bonfá, Carlos Lyra, Sérgio Mendes, Roberto Menescal, Chico Feitosa, Normando Santos, Milton Banana, Sérgio Ricardo, entre outros, comandam uma platéia de mais de 3 mil pessoas. Na época, o Itamaraty recebeu um comunicado dos EUA dizendo que havia nesse show nada menos que 300 repórteres de toda a América do Norte e imprensa mundial para a cobertura do evento, o que deveria garantir uma grande repercussão.

Os não tão lembrados

Crédito: Montagem

Tito Madi foi um dos primeiros artistas a cantar samba de maneira mais cadenciada. Como curiosidade, vale um registro de Roberto Carlos cantando Amélia num tom bem bossa nova. Ao que tudo indica, João Gilberto e o rei tiveram influências de Tito. Johnny Alf fez improvisos jazzísticos ao piano mexendo com a estrutura das canções da bossa nova. Carlos Lyra foi parceirão de Tom Jobim e João Gilberto, mas rompeu com a bossa em busca de maior engajamento.

Nara Leão

Crédito: Aldyr Tavares /Paulo Salomão

Nara foi a princesinha da bossa. Muitas reuniões aconteciam dentro de sua casa. Não há melhor interpretação da canção O barquinho, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, do que a dela. Mesmo com toda a doçura, foi ao conhecer o sambista Zé Ketti e subir o morro que Nara descobriu que o mundo ia além das rodas de violão. "Rompi com a bossa nova depois de viajar pelo Brasil e descobrir que havia pessoas pobres", disse.

Afro-bossa nova

Crédito: Divulgação

Baden Powell conheceu Vinícius numa boate. ''O Vinícius me chamou para mesa dele, para dar um gole, eu fiquei todo emocionado, eu já queria conhecê-lo há tempos e ele me chamou para fazer uma parceriazinha. Vinícius gostava de usar as palavras no diminutivo...Badenzinho...'', contou no programa Ensaio, da TV Cultura. ''Essas antenas que Baden têm ligadas para a Bahia e, em última instância, para a África permitiram-lhe realizar um novo sincretismo: carioquizar dentro do espírito do samba moderno o candomblé afro-brasileiro dando-lhe ao mesmo tempo uma dimensão mais universal'', disse certa vez Vinícius sobre o amigo. Do primeiro encontro depois do bar, marcado no Hotel Miramar, em apenas uma tarde criaram duas músicas não muito conhecidas: Canção de Ninar e Sonho de Amor e Paz . Depois, já afinados, fizeram, entre muitas outras, dois clássicos, Samba da Benção e Canto de Ossanha.

Sergio Mendes e Black Eye Peas

Crédito: Paulo Salomão

Sergio Mendes nunca negou sua veia pop. Nos anos 60, o músico arrebentou com sua versão para Day Tripper dos Beatles. O pianista transformava tudo bem bossa nova. Atualmente, ainda próximo do mercado americano, uniu-se a banda pop Black Eye Peas e de novo surpreendeu a todos com a versão americanizada de canção Mas Que Nada, de Jorge Ben Jor.

De terno Vinícius, de terno!

Crédito: Divulgação

Diplomata, Vinícius trabalhou no palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro. Artista, também adorava um bar. E no bar, um bom copo. Com medo que o diplomata fosse fotografado bebendo no bar de maneira informal, os amigos do Congresso só pediram um favor: para que ele usasse terno quando fosse beber com os amigos.

Herança da bossa nova

Crédito: da

Foi ao ouvir Chega de Saudade que Chico Buarque despertou de uma vez para a música. Há histórias de que ele ouvia o álbum de João Gilberto inúmeras vezes ao dia. De fato, o compositor fez canções com Vinícius, foi interpretado por Nara Leão e chegou a fazer parte da, digamos, segunda geração da bossa nova. Filho do historiador Sergio Buarque de Holanda, sua casa era freqüentada por personalidades do calibre de Baden Powell e Vinícius de Moraes, João Gilberto, entre outros. Inspirador!

 

Fonte: Contigo

Miúcha canta com Tom, João e Vinicius em CD

Se a vida de Miúcha fosse adaptada para o cinema, Vinicius de Moraes, Tom Jobim e João Gilberto seriam personagens fundamentais. Ela é a única cantora da MPB que teve o privilégio de gravar com os três.

 

 
Miúcha passa por oito cidades em setembro; turnê comemora os 50 anos da bossa nova
Miúcha lança disco no qual canta com o trio sagrado da bossa nova: Tom, João e Vinicius

 

"Miúcha com Vinicius, Tom, João", coletânea lançada dentro da série Bossa 50 Anos da Sony&BMG, "conta a história dessa convivência", diz ela. "Fazer esse disco foi como arrumar um álbum de retratos antigos, só que é outra coisa, porque a memória afetiva da música mexe com você de outro jeito.

Aí você começa a se lembrar das histórias e acaba virando um filme." Diferentemente das coletâneas caça-níqueis que inundam o mercado, "Miúcha com Vinicius, Tom, João" é um projeto concebido pelo produtor Gil Lopes com participação da cantora na escolha do repertório.

Traz encarte caprichado, com textos escritos da própria Miúcha em que são narradas as histórias por trás das gravações. Freqüentador dos saraus que aconteciam na casa do historiador Sérgio Buarque de Holanda, Vinicius foi o mentor de Miúcha em seus primeiros passos na carreira.

"O Vinicius foi fundamental para eu conhecer a música brasileira e ter idéia do que era uma composição. Foi ele quem me ensinou, com a maior paciência, alguns acordes de violão." Além das lições de violão, foi ao lado de Vinicius que Miúcha cantou em público pela primeira vez, em um piano-bar em Roma, ainda nos anos 1960.

Mas o primeiro grande encontro musical com o poeta aconteceu apenas em 1977, no palco do Canecão, em um show que ficou em cartaz por oito meses e do qual participaram também Toquinho e Tom Jobim.

São desse espetáculo a faixa "Minha Namorada" e o pot-pourri "Chega de Saudade"/"Se Todos Fossem Iguais a Você"/ "Estamos Aí". João -com quem Miúcha era casada na época- está em dois duetos tirados do disco "The Best of Two Worlds" (1976).

"Isaura" ganha versos em inglês na interpretação de Miúcha, em contraponto ao canto (em português) e ao violão de João. Em "Águas de Março" o mesmo artifício é utilizado. Ambas as faixas trazem o saxofonista Stan Getz. Se João e Vinicius foram importantes no início de sua carreira, foi com Tom Jobim que Miúcha desenvolveu sua relação musical mais intensa.

A prova disso é que, das 11 faixas da coletânea, sete foram escolhidas a partir do repertório dos dois discos que eles gravaram juntos. "Eu pedi uma música para o Tom e a gente começou a fazer o disco junto", diz a cantora, referindo-se a "Miúcha e Antonio Carlos Jobim" (1977).

Eles gravaram "Triste Alegria", uma rara composição assinada por Miúcha. Improvisando versos em torno do refrão original, criaram uma nova versão de "Vai Levando", de Chico Buarque e Caetano Veloso. Chico gostou tanto que acabou participando da gravação.

"O Tom era a grande estrela de uma mesa de bar. A gente passava a semana inteira enchendo a cara, depois saía e ia para a casa dele ou para a minha casa ensaiar. Teve muita música que não entrou no primeiro disco e que acabou entrando no segundo [de 1979]." São desse período "Falando de Amor", de Tom, e "Pela Luz dos Olhos Teus", composta por Vinicius em ritmo de samba.

 

Fonte: Folha Online

Junior Lima anuncia nome e formação de sua nova banda

O quarteto trabalha na produção de seu primeiro CD
O quarteto trabalha na produção de seu primeiro CD

 

Junior Lima, irmão da cantora Sandy, acaba de anunciar o nome de seu novo projeto musical. A banda se chama Nove Mil Anjos e é formada por Junior na bateria, Champignon (ex-Charlie Brown Jr.) no baixo, Peu Sousa (ex-Pitty) na guitarra e Péricles Carpigiani, ou Perí, é o vocalista.

Existe um vídeo postado no site oficial do grupo no qual eles revelam que estão em Los Angeles e atualmente trabalham na fase final das gravações de seu primeiro disco. "Podem aguardar que logo mais vem muito barulho por aí", diz o baixista, Champignon, no vídeo. Segundo o portal G1, a produção musical do projeto está a cargo do argentino Sebastian Krys, ganhador de diversos prêmios Grammy.

 

 

Fonte: Cifraclub

Marcelo Camelo não descarta volta dos Los Hermanos

Marcelo Camelo não descarta volta dos Los Hermanos

 

Com o lançamento de seu primeiro disco solo, Sou, e preparado para iniciar uma turnê este mês - com os paulistano do Hurtmold como banda de apoio-, Marcelo Camelo não desconsidera o retorno dos Los Hermanos, grupo carioca que o tornou conhecido e que está fora de atividade há mais de um ano. Em entrevista ao Terra, Camelo falou sobre a possibilidade de reunir novamente os Hermanos, de como o Rio de Janeiro influencia sua música e de seu trabalho como compositor.

 

Em certos momentos de Sou você soa carioca como nunca. Existe um clima bem praiano e relaxado que pontua todo o disco. O Rio de Janeiro influencia muito a sua música?
É o lugar de onde eu vejo o mundo. Durante a feitura das músicas eu estava no Rio e devo ter absorvido isso. É aquela coisa: muda-se o cenário, muda o julgamento. O disco também foi feito de um jeito bem relaxado, sem imprimir muito minha vontade sobre as músicas. Quando você toca toda noite uma música que evoca uma figura muito distante do que você é no seu estado relaxado, tocar torna-se um exercício de transformação muito desgastante. Isso ao longo de dez anos é muito cansativo. Então, a música que faço agora tem a ver com a minha vontade de quando eu tocá-la eu não esteja tão distante do que eu sou.

Você sentia esse desconforto com o Los Hermanos? É natural que seja assim, eu que tinha cantar gritando e tudo mais. Não que fosse um desconforto, mas um cansaço, eu tinha me vestir de um espírito aguerrido toda noite.

Você consegue apontar o que absorveu de música e literatura que você possa ter transpirando em Sou?
Em termos de influências, eu não me sinto numa linha em que as coisas de trás me empurram até as coisas da frente. É como se fosse uma sobreposição de planos, acho que estou girando em volta do mesmo lugar desde sempre. Mas ultimamente eu tenho ouvido muito a pianista Guiomar Novaes, que talvez seja uma das maiores influências desse disco. Outra influência é o Robert Anton Wilson, que era um filósofo americano, autor da Lógica do Talvez, assim como o Nilson Primitivo e os meus amigos.

Suas letras em Sou estão bem mais sintéticas e plácidas. Algo mudou no seu processo de escrever?
Não fiz nenhuma força para escrever nada. Eu cantava as músicas por meses e finalmente me sentava para escrever, e o texto simplesmente saía. O Zé Caixão costuma dizer: "não se importe em prestar atenção ao falar, mas preste atenção no que você diz porque nunca fala nada só por falar". Foi meio por aí as letras.

Quando formou o Los Hermanos há mais de dez anos você se imaginava na posição de compositor consolidado onde está hoje?
Para mim, não mudou muito de como era, não. Tenho muito a sensação de que a cada música que eu faço eu recomeço do zero. Talvez porque o meu processo criativo se dê a partir da negação do que eu já fiz, de tentar me recriar. A insegurança ainda é a de um compositor iniciante e a vontade é a de um compositor iniciante. É como se eu nunca tivesse feito uma música e quisesse fazer todas do mundo.

Você já foi gravado de Maria Rita a George Harrison. O que lhe dá mais satisfação: ouvir canção sua na voz de outro intérprete ou cantar suas próprias composições?
Gosto das duas coisas. Mas sabe do que gosto mesmo? É ver a versões de artistas amadores no YouTube, são as que mais me emocionam. Gosto de ver como eles alteram as melodias. Tem um vídeo de dois meninos tocando Mais Uma Canção enquanto, no primeiro plano, há um bebê aprendendo a andar. Jamais haverá uma versão mais de bonita de Mais Uma Canção do que essa.

Quem você gostaria que gravasse uma composição sua?
Guiomar Noaves, a própria Mallu Magalhães, Os Racionais, Ivete Sangalo, Fagner, Renato Teixeira... Todos. Eu gosto demais de música, queria que todo mundo gravasse as minhas canções.

Já se passou mais de um ano desde o último show dos Los Hermanos. Os fãs ainda poderão ver banda tocando novamente?
Sim, mas para voltarmos tem que ser com um repertório novo. É claro que existe uma chance disso acontecer, mas não por agora. No momento, eu tenho a turnê do meu disco, o Rodrigo (Amarante) está envolvido com a banda dele, o Little Joy, o Bruno (Medina) teve filho, o Barba está tocando com o Canastra. Todos estão corredo atrás de seus projetos.
 

Fonte: Terra Música