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Música do Brasil

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Mart'nália segue lição do pai ao produzir disco

Em 1980, Martinho da Vila deu aula de samba em álbum, Samba Enredo, em que regravava 12 históricos (em todos os sentidos) sambas defendidos por escolas do Rio de Janeiro. Mart¿nália aprendeu a lição do pai. Cinco sambas daquele LP reaparecem no CD Aula de Samba, produzido pela filha de Martinho.

De caráter educativo, o disco reúne 11 gravações inéditas de sambas-enredos que contam passagens da História do Brasil. O time de intérpretes inclui Chico Buarque.

Os maiores achados do CD produzido por Mart'nália são oriundos do álbum do professor Martinho, que tornou o samba-enredo menos caudaloso nos anos 60 sem descaracterizar o gênero. Exemplo é Benfeitores do Universo, samba defendido em 1953 pela escola Cartolinhas de Caxias, uma das agremiações caxienses que deram origem à Grande Rio. Coube a Zélia Duncan regravar este esquecido samba.

Dos professores escalados por Mart'nália, Chico Buarque é o mais apático. Sua voz soa esmaecida na regravação de Exaltação a Tiradentes (Império Serrano, 1949). Faltou a Chico o entusiasmo que sobra em Leci Brandão (Dona Beja, A Feiticeira de Araxá, Salgueiro, 1968) e a Moska (Dia do Fico, Beija-Flor, 1962).

As regravações foram feitas em tons suaves para realçar letras e melodias (belas, como era praxe nos antigos sambas-enredos). Mestre do samba de enredo histórico, Silas de Oliveira (1916 - 1972) é o compositor mais presente no repertório.

São dele três das onze jóias do disco. Heróis da Liberdade (Império Serrano, 1969) ganha novo registro na voz de Maria Rita. Os Cinco Bailes da História do Rio (Império Serrano, 1965) reaparece na voz nobre da co-autora Ivone Lara, em dueto com Toni Garrido. Já Simone recorda Aquarela Brasileira (Império Serrano, 1964) sem dar nova cor ao batido samba.

Entre visões idealizadas da abolição da escravatura (Sublime Pergaminho, Unidos de Lucas, 1968) e de Getúlio Vargas (O Grande Presidente, Mangueira, 1956), há Os Sertões, obra-prima do gênero, defendida pela escola Em Cima da Hora em 1976 e, no CD, por Fernanda Abreu.

Fonte: Terra Música

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