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Música do Brasil

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“INÚTIL”, SINGLE DE ESTREIA DE CAUÊ (part. MAURÍCIO PEREIRA) QUESTIONA LÓGICA DO CONSUMO COM CLIPE BEM HUMORADO

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Eu quando cheguei fui astro rei/ Como fiquei assim nao sei/ Mal acabado e abandonado/ Mas no passado eu era adorado/ Todo mundo só pensava em mim

 

Na prateleiras, só há ele: Cauê. O título de seu álbum, Pra Vender, é capaz de promover um imediato aglomerado de pessoas prontas, dispostas, ansiosas para comprar o novo hit do momento - até que outra novidade o substitua. É com o bem humorado clipe da faixa Inútil que Cauê (André Whoong, Sara Não Tem Nome) abre as caixas de seu disco de estreia, com produção assinada por Rafael Castro.

Já não existem mais rostos, apenas compradores que se confundem entre si na multidão. Inútil, faixa com participação especial de Maurício Pereira, responsável pelas linhas de sax, aborda a lógica descartável do consumo; seja nas lojas, na arte ou no amor. Sobre a parceria, Cauê revela: “Maurício chegou pronto pra gravar voz em uma outra faixa. Ao ouvir Inútil, gostou tanto que deu seu tom de improviso, deixando a música mais dançante - mas acima de tudo mais irônica”.

 

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O primeiro single do artista foi gravado na casa do multi instrumentista Rafael Castro, conhecido na cena musical independente pelos mais de 10 discos lançados e por produzir trabalhos como os de Primos distantes e Malli. Inútil é a iniciação de Cauê, que toca com André Whoong e Sara Não Tem Nome, na carreira solo. Enquanto o álbum inaugural, Pra Vender, não chega às ansiadas vitrines, ele questiona seu papel na contemporaneidade.

 

Sei, eu sou mais um na coleção/ Banalidade/ Ostentação/ Enferrujado e sem função/ Já tô cansado dessa vida a toa/ Da poeira/ Do desgaste/ Da inutilização