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Música do Brasil

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Instrumentos inusitados marcam o making of do single de Almir Chiaratti

O uso de um carrinho de brinquedo na gravação é apenas um dos elementos que transformaram a canção “Terceiro Turno”, de Almir Chiaratti, em uma produção para se recordar. E é com essa intenção que surge o making of do single, com pouco mais de cinco minutos e disponibilizado no canal oficial de Almir no YouTube. Gravado no estúdio Camelo Azul, no Rio de Janeiro, o vídeo mostra o processo de produção e composição da faixa e foca na parceria entre o músico e os responsáveis pelo estúdio, Sérgio Carvalho e Barbanjo Reis.

 

O curta mostra como foi o processo de transformação da música - da ideia ao som - em menos de dois meses. Feita entre amigos, a canção conta com participações de luxo: o violinista da banda Baleia, Felipe Pacheco; o saxofonista Mateus da Silva, que já gravou com Almir em “Bastidores do Sorriso”; e a supervisão dos corais e vozes com o regente Vitor Damiani. Almir também aparece no violão, bandolim e divide os arranjos de percussão com Eduardo Rezende, músico convidado para gravar e dar vida ao groove da música.  Já a mixagem ficou por conta de Luiz Felipe Netto, enquanto a masterização é de Luiz Tornaghi.

 

Com tantos encontros inesperados, não é de se estranhar que a música se tornasse ela mesma… estranha.

 

“Estou muito satisfeito com o resultado que geramos e com as experimentações que a gente fez. Por exemplo, gravar um carrinho que eles têm no estúdio foi um elemento inesperado. Estávamos na primeira sessão, de percussão, resolvendo algumas questões de arranjo e o carrinho estava lá decorando a mesa da técnica. Eu mexi nele e gostei do que ouvi. Pedi pros meninos do estúdio abrirem um microfone e fui pra sala de gravação tirar alguns sons do carrinho. Acabou ficando muito legal e usei em alguns momentos da música", explica o compositor.

 

Além do carrinho de brinquedo, outro instrumento utilizado foi a panela. A intervenção foi sugerida por Luiz Felipe Netto, que evoca os “panelaços” ocorridos durante os dois meses de gravação da faixa. As panelas foram inseridas na estrofe após o primeiro refrão, onde entram burburinhos de pessoas que se mostram incrédulas em relação à situação do país.

 

A letra de forte conteúdo político reflete agosto de 2016, quando o Brasil vivia tensões políticas em relação ao afastamento definitivo da Presidente da República. “Paro para ver se acredito/ nesse troço esquisito/ chamado Brasil./ Noto um acordo macabro/ entre deus e o diabo/ que essa pátria pariu”. O single lançado em outubro/2016 desenha uma nova fase na carreira do cantor e compositor, que agrega novas influências em sua sonoridade, como Chico Buarque e Tom Zé. Agora, Almir traz uma performance vocal mais madura, instrumentos diversos e novos parceiros musicais.

 

Assista ao vídeo: