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Música do Brasil

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"Música de branco já não tem mais graça", diz Lulu Santos

Lulu Santos toca em São Paulo nos dias 6 e 7 de junho

 

Com um repertório mesclado de hits dos anos 80 e 90 e músicas do novo disco, Lulu Santos passa por São Paulo com seu show Long Play. Em entrevista ao Terra, o cantor pop, que certa vez declarou que o funk carioca o fez voltar a prestar atenção na música atual, disse: "música de branco já não tem mais graça".

O espetáculo Long Play, que carrega o mesmo nome do último disco de Lulu lançado em 2007, será realizado em São Paulo, no Citibank Hall, nesta sexta-feira (dia 06 de junho) e no sábado (07 de junho).

Com a direção do próprio cantor, a apresentação passeia pelo largo repertório de hits que Lulu acumulou ao longo das décadas de 80 e 90.

Os fãs podem contar com a presença no setlist de clássicos como De Repente Califórnia, Um Certo Alguém, Como uma Onda, Tudo Azul, Tempos Modernos, Assim Caminha a Humanidade, além de faixas de Long Play: Contatos, Se Não Fosse o Funk, Propriedade Particular e outras.

Lulu se diz muito empolgado com o show, sobretudo por conta do retorno de velhos companheiros à sua banda de apoio, músicos que se apresentavam com o cantor na já na década de 80.

"Apesar de ser um artista solo, eu sempre quero ter uma banda comigo. E, com caras com quem toquei junto por dez anos - e de quem estava separado há outros dez -, dá para perceber que a química é poderosa, toco as mesmas músicas de um jeito diferente", comemora Lulu Santos.

"Música de branco já não tem mais graça"
Em Long Play, Lulu volta a flertar com o funk carioca em faixas como Se Não Fosse o Funk, assim como tinha feito em 1995 com o disco Eu e Memê, Memê e Eu.

Certa vez, o cantor declarou que o funk carioca o fez "voltar a prestar atenção na música atual".

"Sou um músico, não tenho como evitar ser influenciado pelo o que é feito atualmente, mas a verdade é que eu não acompanho mais o rock. Essas bandas que aparecem por aí como Kasabian, British Sea Power... O que é isso? Música de branco já não tem mais graça hoje", comenta a própria declaração.

Sobre sua relação com o funk carioca, Lulu faz questão de deixar claro que nunca tentou se "travestir de algo" que não é. O músico também explica a via de mão dupla que é sua conexão com o ritmo dos morros cariocas ao falar do exemplo de Claudinho e Buchecha, que citavam Lulu como uma importante influência.

"É natural é que eu seja citado como influência por eles. Apesar das batidas fortes, o trabalho deles é calcado na canção e com certeza eles passaram a infância ouvindo minhas músicas", explica Lulu.

O primeiro hitmaker nacional
Dono da marca de mais de 5 milhões de discos vendidos e tido como um artesão do pop nacional perfeito, desde a década de 80 que Lulu Santos é considerado como o "primeiro hitmaker do Brasil".

"Sim, isso é recorrente por parte da imprensa, mas aí estaríamos desmerecendo gente como Rita Lee e Jorge Ben, que eu considero piramidal", disse Lulu.

Numa rápida revisão de sua obra, o cantor fala: "algumas músicas que fiz nos anos 80 não são exatamente hits, são meio hits. E confesso que hoje nem me agrada muito tocar alguns deles".

No entanto, Lulu admite: "meus 15 minutos de fama estão muito bem estendidos".
 

 

Fonte: Terra Música