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Música do Brasil

Música do Brasil

Música brasileira no Delta Tejo

 

(...) Assim está explicada a fraca afluência no Palco Delta, onde a nigeriana Asa actuava e posteriormente no Palco Jogos Santa Casa onde Rodrigo Maranhão tocava com António Zambujo, numa parceria transatlântica de "quase fado", como uma das canções nomeia. (...)

 

 

(...) No Palco Jogos Santa Casa a abertura foi com o brasileiro Rodrigo Maranhão e o fadista António Zambujo. Talvez porque fosse hora de jantar, a dupla não consegiu reunir mais que 23 pessoas na frente palco. (...)

 

(...) No Palco Jogos Santa Casa, tivemos por volta das 20.45h, Rodrigo Maranhão. O multifacetado artista brasileiro abriu a sua actuação com o tema Sonho. Em palco com mais três músicos, a eles juntou-se Bernardo Couto, com a sua guitarra portuguesa. Ao mesmo tempo que o concerto de Asa, Rodrigo Maranhão conseguiu mesmo assim ter um bom grupo de ouvintes que dançavam ao ritmo da sua música.
Ouvimos músicas como Milonga, Fuzuê, Quase um Fado, entre outras, terminando este concerto com Caminho das Águas. (...)

 

(...) Ao mesmo tempo em que Áurea encantava o Palco Delta, a Orquestra Contemporânea de Olinda fazia-se ouvir no Palco Jogos Santa Casa.
Com uma audiência menos preenchida, face à actuação anterior, apenas ficou mais composta após o concerto de Áurea ter terminado.
Com os ritmos quentes da música popular brasileira, esta Orquestra de 12 elementos, fez a festa, e deixou o público a dançar pela madrugada dentro. (...)

 

 

(...) No Palco Jogos Santa Casa evoluíram os brasileiros Orquestra Contemporânea de Olinda que nos trouxeram MPB, dez elementos em palco, com uma marcante característica, a forte presença dos metais, com o recinto praticamente cheio a acompanhar toda a energia e movimentação que aconteciam em palco e ainda Rodrigo Maranhão cujos temas são muito baseados na voz e na guitarra acústica. (...)

 

 

 

(...) Ao mesmo tempo, música caliente e cheiros dos campos agrícolas de Pernambuco vinham do Palco Jogos Santa Casa com a Orquestra Contemporânea de Olinda. Como o Delta Tejo tem de tudo um pouco, também teve direito a gingar de anca a ouvi-los. E assim percebemos porque, só em 2008, este grupo de ska latino deu mais de 80 concertos. (...)

 

Fonte: Destak   HardMúsica   Tribo da Luz   Imagem do Som   Cotonete

 

 

Delta Tejo: Rei Matogrosso

 

 

Acabou há pouco mais uma edição do Delta Tejo. A noite de domingo foi a que registou maior adesão de público, apesar do tempo pouco veraneante, que não mobilizou grande consumo dos cocktails promovidos em todo o recinto por um dos patrocinadores deste festival de música lusófona.
 
Nem um Ney Matogrosso menos exuberante que o daqueles tempos áureos de guarda-roupas faraónicas conseguiu passar discreto no Alto da Ajuda. O espectáculo, de qualidade de topo, tinha como título Beijo do Bandido, e fazia de Ney um talentoso cantor de cabaret à frente de um quarteto de música de câmara, a elevar a altos patamares o MPB e a justificar porque é ele, ainda, um dos maiores ícones musicais do seu país. Cantou os temas publicados no álbum que dá nome ao espectáculo, como Fascinação (popularizado por Elis Regina), De Cigarro em Cigarro ou Bicho de Sete Cabeças
 
Com um corpo invejavelmente jovem para um homem de quase setenta anos e uma voz abismal, Ney Matogrosso apareceu de casaco de cabedal e cachecol pretos, calças jeans e botas, fazendo movimentos de homem-morcego com aquele olhar de Nosferatu. Com uma maquilhagem menos extravagante que em tempos idos, mesmo que de olhos pintados, o cantor continuou provocante com aquela pose de toureiro afeminado, fazendo do simples despir de casaco um fevilhante strip-tease. Mesmo com a sensação de curto (pouco mais de uma hora), deu o melhor concerto do dia.
 
 
Antes, em alta, esteve também a jovem Maria Gadú, também promovendo o melhor do MPB, mas aqui com um motor mais pop-rockeiro. Com ar de menina e penachinho capilar, Gadú foi uma espécie de Cássia Eller mais adocicada, que cantou o incontornável Shimbalaiê para alegria das várias espectadoras às cavalitas que empunhavam a bandeira brasileira. 'Experimentalizou' o clássico Trem das Onze e converteu Ne Me Quitte Pas a uma espécie de cabaret dos trópicos. A ajudar a excelente actuação de Gadú esteve a sua banda, que soube salpicar perfumes de jazz (muitos deles vindos dos teclados) e que pôs a nu qualidades técnicas insuspeitas aquando do itinerário completo de solos instrumentais por todo o quinteto.
 
A fechar a noite estiveram os Parangolé, que tinham à sua espera uma tribo numerosa de brasileiros (quase todos bem atléticos). O concerto teve como meta única o abanão do corpo, através de ritmos nordestinos (e não só) afunilados por um contigente numeroso de bateristas e percussionistas à mesma técnica básica, enquadrável no axé. O altíssimo Léo Santana é o cantor e comandante de uma banda que incluía duas bailarinas e muita animação. Ou uma forma muito diferente de se ser brasileiro, daquela que Ney e Gádu nos tinham mostrado.
 

Fonte: Cotonete

 

 

Último dia no Delta Tejo foi brasileiro

 

 

O último dia da quinta edição do festival Delta Tejo esteve repleto de sonoridades brasileiras, dando ao público um pouco de samba, forró e bossa nova. Nem o frio e o vento de domingo fez com que milhares de pessoas arredassem pé do Alto da Ajuda. 

A brasileira Maria Gadú estreou-se no palco principal do Delta Tejo, sempre com um estilo ‘cool' e ‘boa onda'. O espírito da Bossa Nova espalhou-se pelo recinto, deixando muitos a dançar e a cantar ao som de ‘Shimbalaiê', ‘Bela Flor' e ‘Ne me Quitte Pas'.

 

Ney Matogrosso sem plumas

 

A ‘performance' do veterano Ney Matogrosso era uma das mais esperadas do festival. Com 69 anos de idade, o cantor brasileiro mostrou que, apesar de já não usar plumas nem roupas exuberantes, continua com uma voz melodiosa e a abanar a anca.

O dia a seguir era de trabalho, daí que muitas pessoas começassem a abandonar o recinto mais cedo do que o esperado. Mas os verdadeiros fãs ficaram para ouvir Ney Matogrosso, trauteando alguns dos seus temas mais conhecidos, como ‘A Balada do Louco', ‘Invento', Fascinação',  ‘À Distância' e ‘Fala'.

Os mais jovens percorriam o recinto a experimentar as várias atracções e a divertirem-se. Alguns sabiam quem era Ney Matogrosso, mas quando se falava nos Parangolé, a resposta mais ouvida era ‘óbvio que conhecemos'. A banda brasileira, autora do hit ‘Rebolation', pôs muitos fãs a dançar ao som dos seus ritmos quentes.

 

Fonte: Correio da Manhã

 

 

Festival Delta Tejo, Dia 3: Rebolar pela lusofonia

 

Na derradeira noite de Delta Tejo, Portugal, África e o Brasil cruzaram-se com resultados diferentes no contexto da lusofonia.

(...) Pelo meio, Ney Matogrosso sofreu com as dificuldades que um espectáculo como «Beijo Bandido» enfrenta perante um público sedento de outros andamentos. O progressivo esvaziamento do Palco Delta não foi justo para a prestação do veterano cantor mas os festivais vivem do impulso e não da reflexão... (...)

Do Brasil, muito feijão e pouco arroz. Maria Gadú foi uma das grandes desilusões, não porque se tenha apresentando num plano inferior ao que a tornou num dos novos fenómenos mediáticos junto do público «Rádio Marginal» mas porque a sua música é previsível, entediante e sem rasgos de surpresa.

Nem por isso deixou de arrancar aplausos que viriam a ser reforçados no encerrar da noite. O Alto da Ajuda entrou em modo «Rebolation». Não houve notícias de a encosta ter sido usada para testar manobras corporais próprias do ski mas a noite acabou com milhares em festa a dançar como se o Brasil tivesse sido campeão do mundo de futebol. Não era Carnaval, os Parangolé podem não ficar para a história mas...ninguém leva a mal.

 

Fonte: Disco Digital

 

A noite de se ser brasileiro

 

O tempo estava pouco veraneante mas este domingo, o terceiro e último do festival Delta Tejo, registou maior número de pessoas, graças aos ritmos de terras de Vera Cruz.

 

Vinda do Porto, onde actuou na Casa Música no sábado, Maria Gadú abriu a parte brasileira do cartaz, alternando entre um estilo mais pop-roqueiro e uma postura mais doce, onde não faltou o obrigatório "Shimbalaiê". Já com uma larga base de fãs em Portugal, a jovem teve uma boa performance, muito graças à elevada qualidade da banda que a acompanhava. Mas o que ganha em qualidade musical, perde em interacção com o público - muito escassa ao longo da actuação -, aproveitando a ausência de luz para abandonar o palco sem se despedir.

(...)

Mas rapidamente era altura de ver um dos cabeças de cartaz da noite. Com uma silhueta invejável para os seus quase setenta anos de existência, Ney Matogrosso surgiu menos exuberante e menos maquilhado que nos seus tempos aúreos, mas a voz, a pose teatral e a atitude provocante continuam lá.

Considerado um dos ícones da música popular brasileira, Matogrosso trouxe temas do disco «Beijo do Bandido», tais como "Fascinação" (popularizado por Elis Regina), "De Cigarro em Cigarro" ou "Bicho de Sete Cabeças", dando um espectáculo de alta qualidade, com nota positiva também para o quarteto que acompanhava o talentoso artista que usa jeans justos e casaco de cabedal como muito poucos da sua idade.

Para fechar a quinta edição estiveram presentes os Parangolé e o seu "Rebolation". Aclamados por uma comunidade imensa de brasileiros, os nordestinos mostraram uma maneira diferente de Maria Gadú e de Ney Matogrosso de comemorar o Brasil: a ordem era dançar, dançar, dançar. Os bateristas e percussionistas, a banda e as bailarinas foram conduzidos pelo líder Léo Santana que segurou a animação até às 2 horas da manhã.

 

Fonte: Destak

 

 

 

Maria Gadú foi a seguinte a subir ao palco. Obteve em 2010 duas nomeações para os Grammy Latino Awards, e foi a primeira artista a ser nomeada no mesmo ano, tanto para Melhor Revelação como para Melhor Álbum Compositor-Cantor. Com dois concertos recentes e de lotação esgotada em Lisboa e no Porto, timidamente mostrou-se muito agradada com a forma como foi recebida. De voz sussurada e timbre muito característico, Maria Gadú conquistou mais uns quantos fãs, que não param de aumentar.

 

 

Estava previsto Djavan para o Palco Delta deste último dia mas a alguns dias do início foi substituído por um peso pesado, Ney Matogrosso. Era numeroso o público que aguardava para ver e ouvir Matogrosso que apresentou temas do seu último trabalho "Beijo Bandido" intercalados com outros grandes sucessos do passado.

Acompanhado por Leandro Braga (piano), Luís Coimbra (cello e violão), Alexandre Casado (violino e bandolim) e Felipe Roseno (percussão) apresentou uma sonoridade acústica sem adereços mas com actuação bastante encenada como é seu hábito.

 

 

Animação, animação e mais animação chegou do Brasil com Paragolé. Com ritmos bem sambados mantiveram a vasta "galera" sempre em movimento, a cantar e a sambar.

 

Fonte: Imagem do som