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Música do Brasil

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Ernesto Pires lança seu segundo CD “Mestiço”

 

Ernesto Pires não é apenas dono de uma das melhores vozes que o samba nos tem apresentado nesses últimos tempos. É intérprete. Desses que não surgem toda hora. Tem suingue. Tem bossa. Tem malandragem e sotaque de samba. Tem o timbre encorpado de quem jamais perde a ternura da afinação. O lançamento do CD “Mestiço” acontecerá dia 09 de novembro, no Teatro Rival Petrobras.

 

Ernesto chega agora a seu segundo CD, depois de dez anos de espera. É “Mestiço”, disco mais apurado que o primeiro, com um timaço de músicos e técnicos. A lista é de seleção brasileira, a começar pela produção musical, assinada por João de Aquino. O tesouro guardado sob a capa desenhada pelo mestre Mello Menezes e fotografada pelo grande Henrique Sodré traz o próprio João de Aquino nos arranjos e no violão, Márcio Almeida no cavaquinho, Carlinhos 7 Cordas no instrumento que lhe empresta o nome, Eduardo Neves na flauta e no sax, Roberto Marques no trombone, Anderson Rocha no piano, Marcelo Caldi no acordeão e as feras Marcos Esguleba, Trambique e Cesinha nas percussões. A mixagem é de Jadir Florindo (ex-Zeca Pagodinho, por exemplo), um dos melhores do Brasil. A apresentação  do craque Aldir Blanc fielmente traduz o talento do Ernesto quando diz:“E é tão bonito ver o ramo pejado de orvalho, sangue do samba, florescer na voz e nas composições de Ernesto! São artistas como ele que tiram o samba da agonia...”.

 

Ainda emprestam talento ao CD os vocais de Cláudia Cruz, Luiza Dionísio, Lysia Leal, Daniel Scisinio, Didu Nogueira e Makley Matos.

 

Diferentemente do primeiro CD, quando apenas três faixas eram dele, Ernesto assina agora a grande maioria das músicas. Algumas, com parceiros como Sérgio Fonseca (“Deixe eu ser feliz”), Sérgio Natureza (“Na bateia”), Toninho Nascimento (“Pilão de Baobá”), Délcio Carvalho (“Dar um tempo”) e Alcino Corrêa, o Ratinho (“Nasci pra música”).

 

“Mestiço” traz o que o nome promete – uma mistura de sambas com ritmos regionais, que traduzem a fé (e ou as muitas “fés”) do Brasil. “Bate tambor”, por exemplo, só dele, diz: “Bate caxambu no jongo, bate que sou seu erê”. “Contracorrente”, outra só dele, anuncia: “Preto, colorido, som silêncio”. É disco pra ser apreciado, ouvido e reouvido, em que há um bom casamento de melodias e letras, reforçadas pelo clássico - “Escurinho”, de Geraldo Pereira.

 

www.myspace.com/ernestopires

 

Enviado por Rafael Brakarz