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Música do Brasil

Música do Brasil

Paula Morelenbaum em entrevista

 

Paula Morelenbaum já leva 25 anos de carreira. Invejável, no mínimo. Com o seu marido, Jacques Morelenbaum (cujo currículo dava, também ele, páginas de texto), ganhou notoriedade ao lado de Tom Jobim, essa lenda da bossa nova. A solo, nunca se coibiu de experimentar com a música brasileira como ponto de partida: «gosto de inovar», diz Paula Morelenbaum ao Cotonete.

Inovar é o verbo que melhor se aplica a Paula Morelenbaum. "Telecoteco", o novo disco, é só a mais recente faceta do seu desejo de inovação. As músicas são de outros tempos, longínquos no tempo, mas com uma roupagem nova: «toda a música boa é intemporal, mas estes temas precisam de uma roupa nova para soarem melhor nos dias de hoje», explica Paula. A mensagem, essa, segue intacta.

Mas de novas roupagens e adaptações percebe Paula. Ryuchi Sakamoto, do distante Japão, foi o primeiro improvável com quem ela trabalhou, ainda enquanto acompanhante de Tom Jobim. Depois veio Ralph Schmidt, um compositor vindo da fria Alemanha, onde a música parece estar nos antípodas do soalheiro Brasil. A ideia era tocar bossa nova com uma big band: «foi estranho, claro. Bossa nova com big band? Nunca se tinha visto! A bossa nova é uma coisa simples, com poucos instrumentos. Mas ele mandou-me os arranjos, ouvi e gostei muito».

Nunca mais se descolou desta vontade de procurar novos caminhos, novas roupagens, novas ideias. E que tal um disco de música portuguesa, era capaz? «Claro, claro que sim. Há música muito bonita e que gostaria muito de cantar». E nós gostávamos de ouvir, claro. Para já, ficam os concertos que Paula há muito tempo queria dar mas «por um motivo ou outro foram sendo adiados». O primeiro é já na segunda-feira, dia 18, na Casa da Música, no Porto. No dia a seguir, a brasileira visita Lisboa; o Teatro São Luiz é o seu palco. Ouça a entrevista completa através deste link.
Fonte: Cotonete