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Música do Brasil

Música do Brasil

Delta Tejo: Revelação, Martinho da Vila e Asa de Águia

 

Os brasileiros Grupo Revelação iniciavam à mesma hora a sua actuação no Palco Delta. O pagode carioca do sexteto veio com uma missão: pôr toda a gente a saltar e a dançar. E cumpriram-na. Uma massa de público bem mais imponente que a de sábado, decorada a amarelo e verde fez a festa em todo o lado, bem entusisasmada por Xande de Pilares, o incansável vocalista que durante uma hora e meia mostrou ser o anfitrião perfeito. Via-se muita poeira pelo ar, sinal de que o público estava extremamente receptivo e disposto a entregar-se aos ritmos do Brasil.


Quando Martinho da Vila subiu ao palco, era óbvio que muito do público estava ali para si. Quarenta anos de carreira que só lhe dão classe e muita segurança em palco, sempre entre sorrisos que distribui incessantemente para a plateia, que lhe respondia com os braços no ar, constantes ovações e, obviamente, a dançar. Que melhor resposta para o samba tão urbano de Martinho da Vila do que dançar? Nem se pede outra coisa perante uma carreira já tão longa e consistente, principalmente quando o próprio faz o apelo de que «toda a gente tem que dançar do jeito que pode, valeu?». Saiu sob fortes aplausos e pedidos de «mais uma» e com vontade de voltar brevemente.

Para fechar em chave de ouro e sem deixar a poeira assentar, chegavam os Asa de Águia. O colectivo baiano de axé tomou de rompante o palco para euforia geral. Em todo o recinto, fosse a zona VIP ou uma fila para comer, toda a gente queria acabar a noite como começou: com os braços no ar, os pés fora do chão e muita poeira no ar. Bastante eléctricos e incansáveis na percussão, os Asa de Águia arrebataram o muito público presente, fechando em grande festa e nota positiva esta edição do Delta Tejo.
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De volta ao ponto principal do recinto, o Grupo Revelação, um dos nomes mais aguardados pelos presentes, trouxe o seu pagode carioca e conseguiu facilmente por a mancha humana verde e amarela a saltar e a dançar. Ao leme do barco de poeira estava o incansável vocalista Xande de Pilares que não teve dificuldades em comandar a plateia receptiva e disposta a entregar-se aos sons do Brasil.

O momento mais tranquilo da noite veio com a classe de Martinho da Vila. O simpático patriarca do bossa-nova brasileiro atraiu muitos milhares com a segurança dos seus 40 anos de carreira, conquistando com a afabilidade que lhe é conhecida. Braços no ar, sorrisos e muitas palmas foram as retribuições da audiência que fez um coro consistente no samba urbano de “Mulheres” já na recta final.

Coube aos Asa de Águia fechar a 4ª edição do festival Delta Tejo, proporcionando uma festa de arromba aos milhares de resistentes e levantando a maior nuvem de pó deste fim-de-semana. Muito eléctrica e imparável na percussão, a banda baiana arrebatou a plateia numa autêntica noite de Verão.

 

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«Olá Brasil» foi a frase que apresentou o grupo Revelação. A partir daí a poeira soltou-se do chão e o pessoal nunca mais parou de sambar. Principalmente com o tema «A Paixão Me Pegou» acompanhada no geral.

Os casais dançaram bem como as donas de calções curtos que davam batida à anca. O que continuou com o senhor que seguiu.

Martinho da Vila estendeu o samba ao patamar mais adulto do panorama musical brasileiro. «Aqui estou que nem casa» destacou-se na letra do tema «Casa de Bamba», entuado acapela à entrada do seu espectáculo. Seguiu-se «Canta Canta, Minha Gente» inciada pelo cavaquinho.

«Devagar, Devagarinho» e «Mulheres», uma das mais pedidas da noite, foram elementos do trabalho que Martinho disse ter sido feito por todos, desde a equipa de som ao público. O último tema referido foi completamente liderado pelos presentes.

Mesmo assim, muitas pessoas desistiram de ver Batida para apoiarem os cabeça de cartaz Asa de Águia. Junto ao palco principal o entusiasmo subiu até aos níveis mais altos com esta banda, muito aclamada desde os primeiros segundos.

Os tambores e as guitarras de uma faceta mais Rock do que as bandas anteriores, serviram como rebuçados para todos os que ocorreram ao recinto, que no último dia do evento chegaram a ser 20 mil pessoas.

 

Fonte: Cotonete   Destak   IOL Música