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Música do Brasil

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Alexandre Pires fala sobre os 20 anos de carreira e o novo CD

 

O cantor Alexandre Pires há tempos se livrou do estigma de pagodeiro. Mas isso não quer dizer que tenha se desligado do ritmo. Neste ano, ele volta com um disco de inéditas, Mais Além, que contem canções românticas, estilo que vem seguindo na carreira solo, além, claro, de um pouco de samba. Mas sobre o show, ele é categórico: não podem faltar sucessos do Só Pra Contrariar, grupo que o revelou na década de 90.

Alexandre está chegando aos 20 anos de carreira e se dá ao luxo de parar. Durante conversa com Terra, ele diz que está trabalhando menos para poder ficar mais um tempo ao lado da família. Sua mulher, Sara Lemos, está grávida do segundo filho do casal, e ele quer passar bastante com ela e o bebê.

Nesta entrevista, Alexandre fala sobre a turnê, a carreira internacional e o novo disco. Confira:

 

Você está começando a turnê do disco Mais Além, primeiro de inéditas em algum tempo. Como foi montar o repertório do show?
Montar este repertório foi mais fácil que o último, quando a turnê era de um CD e DVD ao vivo, com sucessos de toda a minha carreira e alguns do Só Pra Contrariar. Como esse show tem coisas do novo projeto, não preciso escolher muito de um repertório extenso. Na turnê passada, por exemplo, precisamos fazer medleys para caber o repertório todo. Neste show, claro que alguns sucessos não podem faltar, mas o foco é outro.

 

E o que ele tem de especial?
Neste ano, o cenário tem uma questão futurista. Acho importante se preocupar com a produção porque o público merece ver um show bem feito, bem organizado. Temos equipamentos de iluminação nunca usados no Brasil e algo em mecânica que faz o palco girar. O importante é que tudo faça sentido com a música, que é o que o público busca no show.

 

Você era um dos artistas mais populares do Brasil, e resolveu investir numa carreira internacional. Como é voltar e reconquistar um público aqui?
Voltei o ano passado e percebi que o público estava aí. Fico feliz por isso porque sei que é difícil construir uma carreira sólida, que permita que você fique um tempo sem produzir e ainda assim as pessoas continuem lá. Mas não é uma somente um público fiel, porque percebo que ele se recicla. Vejo jovens no meu show, o que é resultado de um trabalho com credibilidade, que não foi descartável. São 20 anos de carreira construída com bastante empenho.

 

Como está sua carreira internacional atualmente?
Dei um tempo lá fora, por enquanto. Uma coisa que aprendi lá foi que você precisa dar tempo às coisas para elas acontecerem. No Brasil, o artista é obrigado a lançar um disco por ano, o que significa compor, produzir, sair em uma turnê extensa e pensar em outro disco somente em doze meses. Lá fora, é possível lançar um disco a cada dois ou três anos, e ter esse tempo melhora a qualidade do trabalho.

 

Você completa 20 anos de carreira em setembro. Há algo programado?
Ainda não, mas pode ser aconteça. Eu acho que 20 anos é pouco tempo de carreira. Ainda tenho tudo muito fresco na memória. Foram 20 anos intensos para nós - digo para nós, porque não esqueço do Só Pra Contrariar - mas sei que não é muito. Quem sabe aos 30?

 

Fonte: Terra Música