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Música do Brasil

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Tico Santa Cruz fala sobre o disco Acústico Detonautas Roque Clube

“Não queria fazer o acústico, mas me apaixonei pelo projeto no meio do caminho”. É assim, com muita sinceridade, que Tico Santa Cruz, líder do Detonautas Roque Clube, fala ao Virgula sobre o novo projeto da banda.

 

Fonte: Virgula Música

 

Lançado no final de agosto, o álbum é uma releitura dos 12 anos de carreira do grupo. “Foi uma redescoberta de nós mesmos, depois de todos esses anos de estrada. No fim das contas, o Detonautas soou melhor no formato acústico”, diz Tico.

 

Quem conhece a trajetória da banda pode ter se surpreendido com a gravação do álbum. Em 2007 o Detonautas rompeu com a gravadora Warner Music exatamente pelo selo ter exigido a gravação de um acústico. “A gente não queria fazer, pelo menos não antes de gravarmos nosso quarto disco de inéditas. Por isso saímos da Warner. A banda então assinou um contrato com a Sony Music, que aceitou a proposta do grupo de só gravar um acústico depois de lançar o disco O Retorno de Saturno (2008).

 

“O Retorno de Saturno enfrentou resistência do público paulista e por isso precisávamos nos oxigenar. O acústico cumpriu bem esse papel. Faixas como Olhos Certos e Dia Comum ficaram melhores na versão acústica. Acho que conseguimos mostrar algo diferente pros nossos fãs”. Gravado em show no dia 28 de abril, no Pólo de Cine e Vídeo, no Rio de Janeiro, o clima da gravação lembrou muito o rock brasileiro anos 80, com ambiente descontraído, praieiro e desencanado. “Isso pra mim é um enorme elogio. Os anos 80 é uma das fases mais nobres do roque nacional. Era mesmo nossa intenção criar esse clima, mas sem cair na besteira de nos compararmos a eles”.

 

CLIMA DE SARAU

No repertório, o grupo apresenta faixas como Quando O Sol Se For, do primeiro álbum Detonautas Roque Clube; O Amanhã, O Dia Que Não Terminou, Só Por Hoje e Tênis Roque, do CD Roque Marciano; e Sonhos Verdes e Você Me Faz Tão Bem, do álbum Psicodelia, Amor, Sexo e Distorção.

 

Entre uma faixa e outra, um dos diferenciais da gravação do disco é a presença do grupo de poesia Voluntários da Pátria, criado pelo próprio Tico. “Tenho o grupo há três anos. A gente se apresenta em escolas, universidades, presídios. A ideia é mostrar pra molecada que poesia também pode ser popular e pode estar em qualquer lugar, como num show de rock, por exemplo”, conta o vocalista.