Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Música do Brasil

Música do Brasil

Arnaldo Antunes lança "Iê Iê Iê" e revitaliza o gênero sessentista

Reprodução UOL

 

O cantor Arnaldo Antunes, que lança seu décimo disco solo, "Iê Iê Iê"

 

Arnaldo Antunes quer festa, daquelas de meninas com saias rodadas e colares de bolinha, dos meninos com gel no cabelo encostados em seus carros. Uma típica festa dos anos 60 com sua própria trilha sonora: "Iê Iê Iê", o décimo disco de sua discografia solo, que apresentou à imprensa paulistana nesta quarta-feira (9) --coincidentemente na mesma data em que se considerou o "Dia Beatles" pela série de lançamentos, como os CDs remasterizados dos "Reis do Iê Iê Iê".

No novo trabalho, Arnaldo passeia pela surf music, pelo twist e pela jovem guarda, colocando suas ironias em forma de rimas para serem levadas por esse tal de iê iê iê. Ele brinca com os clichês que envolvem o universo pop para recriar o gênero dos anos 60. "É todo um conceito de cultura pop, das histórias em quadrinho, das músicas no rádio, dos programas de auditório. O cenário do show, por exemplo, é um mosaico de camisetas penduradas com várias estampas, como Pelé, Che Guevara, Mickey, Coca-Cola", adianta.

O músico defende que seu "Iê Iê Iê" não é saudosista e nem um disco dos anos 60. "É um disco meu, que revitaliza o estilo numa linguagem mais contemporânea. É, acima de tudo, o iêiêiê do Arnaldo Antunes", conta rindo.

Diferente de seus trabalhos anteriores, o novo disco foge do experimentalismo e soa mais pop. "As pessoas falam que eu estou mais pop desde que lancei 'Nome' (1993), meu primeiro CD solo. Acho que o experimentalismo daquele álbum causou tanto estranhamento que a cada lançamento eu ouço que é mais pop que o anterior", brinca o cantor. "Eu sempre quis ser ouvido pelo maior número possível de pessoas, seja experimental, seja dançante, solo ou com banda, não importa. Ninguém faz música pensando em ser ouvido por poucas pessoas".

Das 12 faixas que compõem o registro de Arnaldo, 11 são parcerias com outros artistas, como os amigos Tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown. Há composições antigas da época em que o músico integrava os Titãs, quando o grupo ainda tinha "Iê Iê" no nome. "Essas músicas de quando eu estava na banda permaneceram inéditas até hoje", conta ele, lembrando de "Luz Acesa", escrita com Sergio Britto e Marcelo Fromer, que morreu em 2001.

O disco tem produção assinada por por Fernando Catatau, o homem por trás do Cidadão Instigado. Para a gravação de "Iê Iê Iê", Arnaldo teve a companhia de Chico Salem (violão e guitarra), Betão Aguiar (baixo), Marcel Jeneci (teclados), Edgar Scandurra (guitarra) e Curumim (bateria), os mesmos nomes que o acompanham nos palcos.

 

 

Fonte: UOL Música