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Música do Brasil

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Delta Tejo: Skank

Skank chutam para golo

 


Uma entrada quer-se triunfante e, pouco antes dos Skank subirem ao palco no primeiro dia do Delta Tejo, ouvia-se o genérico do filme "O Bom, o Mau e o Vilão" de Sergio Leone. A inconfundível peça de Ennio Morricone preparou a entrada em cena de uma das formações brasileiras mais queridas entre portugueses. Vestindo um casaco à motard e uma camisa de flanela, o vocalista e guitarrista Samuel Rosa começou por entoar 'Pára-Raio' do novo "Estandarte", o disco em apresentação.

Apoiados por um trio de sopros, constituído por saxofone, trompete e trombone, os Skank jogavam praticamente em casa mas nem por isso tardaram em apresentar um clássico: a terceira música no alinhamento foi 'Partida de Futebol', acompanhada por panfletos sonoros como "Portugal ao ataque!" e uma referência a Cristiano Ronaldo. O tema pôs o público a cantar, Samuel simulou um remate e marcou o primeiro golo da noite.

Quando entrou 'Esmola', nada faria prever que a cauda da música incluiria 'Billie Jean'. A homenagem a Michael Jackson, «que ensinou muita coisa a nós», foi uma sentida vénia com Samuel seguríssimo e irrepreensível na voz. Seguiu-se o bonito verso "uma canção é para acender o sol no coração da pessoa" e, mais tarde, 'Ainda Gosto Dela', que em disco inclui a participação de Negra Li. 'Jackie Tequila' pôs o recinto do Alto da Ajuda a dançar mas a mulher por quem todos esperavam, a 'Garota Nacional', ficou lá mais à frente, já com o descer do pano.

Com uma base assumidamente rock, em palco os Skank trazem o ska para a equação e vão alternando entre momentos mais arraçados e outros mais melodiosos. O instante acústico aconteceu com "os versos seus tão meus que peço" em 'Resposta' e o final cumpriu-se com 'Saideira' e um número de samba ("eu quero é sambar este samba"). Sem um único remate à trave, os Skank acertaram sempre e assinaram a melhor actuação da noite em língua portuguesa.
 

 

 

Fonte: Cotonete