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Música do Brasil

Música do Brasil

Mais que samba no Coliseu

Maria Rita encheu, com a voz e a sensualidade, as cadeiras que ficaram vazias

 

Maria Rita ao vivo PLAY VIDEO

 

Maria Rita veio ao Coliseu para cantar e foi isso que fez. Interrompeu as canções apenas por duas vezes, ambas para agradecer a presença do público e a hospitalidade dos portugueses. «Meu negócio não é falar, mas cantar», justificou Maria Rita, antes de avançar para o encore. Ninguém lhe leva a mal que fale pouco...

 

O Coliseu dos Recreios, em Lisboa, esteve longe de encher, mas quem não foi não sabe mesmo o que perdeu. Maria Rita encheu, com a voz e com muita sensualidade, as cadeiras que ficaram vazias.

«Samba Meu», «Tá Perdoado» e «Maria do Socorro», cantadas assim, de rajada, abriram caminho para muito samba e bossa nova, num espectáculo com mais de uma hora e meia. Depois... bem, depois vieram as músicas do último trabalho, «Samba Meu», que data já de Setembro de 2007, e também outros temas de Maria Rita. O público demorou a perder a timidez, mas correspondeu e cantou com ela.

Cantou e, lá mais para o fim, também dançou. As cadeiras atrapalharam um pouco. Num espectáculo com tanto samba e tanta energia, o povo quer é ficar de pé. Aliás, sem cadeiras, teria sido ainda melhor, tal era a vontade de dançar e acompanhar a cantora, que parecia incansável a percorrer o palco, de ponta a ponta. E foi bonito ver os portugueses a cantar e a dançar «Não Deixe o Samba Morrer». Até parece que o Samba é muito mais que Brasil...

Maria Rita é filha de um dos maiores nomes da música brasileira, Elis Regina. Também em palco, a comparação com a mãe é inevitável. Está na energia, na atitude, no calor da voz, na sensualidade. Ela parece não se importar. O amor do público é o que mais lhe importa.
 

 

Fonte: IOL Música