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Música do Brasil

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Lenine «dá lição» na Aula Magna

Há seis anos que não lançava um disco de originais. Este fim-de-semana esteve em Portugal para apresentar Labiata

 

Lenine no Cinema Batalha, no Porto

 

«Estou me sentindo como um pai que está apresentando um filho novo! Ele está começando a andar... gatinhando... bem-vindos ao Labiata!». Foi desta forma, quando já tinha cantado cinco músicas do novo disco, que Lenine apresentou o mais recente trabalho, este domingo, na Aula Magna, em Lisboa.

 

Há seis anos que não editava originais e veio agora a Portugal trazer o trabalho mais recente. Em Lisboa, o homem que adora orquídeas (diz que são «belas» e «robustas» e escolheu uma das mais famosas espécies da planta para baptizar o novo trabalho) «encheu de flores» a Aula Magna. À medida que o concerto avançava, o público soltava-se: aplaudiu, dançou e cantou «O Céu é Muito», «Lá Vem a Cidade», «Fogo» ou «Samba e Leveza». Ou não fosse Labiata nome de flor, as mensagens ecológicas marcaram presença

 

 


Mas não foi só: ao mais novo «filho» de Lenine, juntaram-se em Lisboa alguns «irmãos mais velhos» e nem faltou «Paciência», que fez vibrar a lotação esgotada da sala. Um público bastante heterogéneo em termos etários.

 

«Sou um lusófono»

Lenine, que, logo no início do espectáculo, confessou que «a coisa melhor é cantar e ser entendido», retribuiu os aplausos e os coros afinados. Cheirou a rock na Aula Magna, mas também a samba. Cheirou a MPB. Cheirou a Brasil e o irrequieto Lenine invocou todas as inspirações.

Lá mais para o fim, voltou a chamar a língua portuguesa ao palco, sublinhando: «Metade do que eu faço é o que eu digo. Metade do que eu faço é o texto! Sou um lusófono».

O público entendeu e aplaudiu. Ao fim de mais de uma hora e meia de espectáculo, Lenine quase pediu desculpa por deixar o palco, mas o «repertório estava a acabar», e disse que tinha «vontade de ficar aqui a noite inteira».

Ainda arranjou repertório para voltar ao palco mais duas vezes. O público também parecia ter vontade para ficar ali a noite inteira. Estava tão bom quando acabou...
 

 

Fonte: IOL Música