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Música do Brasil

Música do Brasil

Lenine traz Labiata

Lenine traz onze canções inéditas, em Labiata, o nome do novo álbum e do espectáculo que leva amanhã à Aula Magna e no domingo, ao Cinema Batalha, no Porto.

 

Como descreve este seu Labiata?

Talvez seja o disco mais autobiográfico que jamais fiz.

Com um toque de espectáculo ao vivo também?

São duas coisas que diferem dos processos, que usei para fazer os discos anteriores. No Labiata, incorporei a experiência que tenho com estes músicos que tocam comigo há mais de 10 anos. Neste Labiata pude incorporar isso. A outra peculiaridade foi o processo das composições das músicas.

Entrou no estúdio e saiu de lá com 11 temas?

Eu impus-me a fazer uma música diariamente. Fazia uma música à noite e no dia seguinte ia para o estúdio e gravava uma versão light. Voltava para casa e fazia outra. Ao fim de 15 dias comecei a produzir o material.

Que outras diferenças sente entre este disco e os outros?

Este disco continua a ser uma mostra da minha produção como compositor. Talvez por ter sido feito com urgência e intuição, seja uma fotografia mais fiel do que sou hoje, como músico e compositor. As questões que levanto são muito pertinentes.

Esse é o cunho autobiográfico?

Sim, e não é por acaso que a música que abre e a que fecha o disco são músicas só minhas. As duas podem funcionar como síntese do projecto todo.

Acha que trouxe um novo ritmo à MPB?

Não me consigo distanciar ao ponto de ter uma visão histórica sobre o que faço. Faço por um impulso maior do que eu. Faço uma crónica e a música e o meu veículo. O meu intuito é ser honesto e fiel a esse olhar.

O que preparou para os espectáculos em Portugal?

Como eu vim do projecto Acústico MTV em que pude revisitar toda a obra, no show Labiata estou a dar prioridade a esse repertório inédito. Vou tocar as 11 canções e vou dar margem a tocar outras do repertório normal.

A sua paixão pelas orquídeas influenciou o trabalho ou só o nome do álbum?

A escolha do nome do álbum tem a ver com uma intimidade que o projecto tem. Essa intimidade premiou todas as etapas desse processo e na hora de escolher um título eu perguntei porque não reafirmar essa intimidade, colocando para título do disco o nome de uma orquídea que faz parte de uma paixão.

Sente-se acarinhado pelo público português?

Sinto-me muito acarinhado cada vez que vou a Portugal. É infinitamente mais prazeroso cantar, tendo a certeza de que sou compreendido. Nós temos essa herança poderosa. Eu canto em português e tenho muito orgulho.

 

 

Fonte: Destak