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Música do Brasil

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Ponto de Equilíbrio lança clipe de “Direitos Iguais”

 

A banda de reggae carioca Ponto de Equilíbrio lança, com exclusividade na Billboard Brasil, hoje (10/06), o clipe de seu novo single “Direitos Iguais”, que dá enfoque para os problemas indígenas ignorados no nosso país. Conversamos com Márcio Sampaio, guitarrista da banda, sobre o lançamento e a carreira:

 

Vocês são de Vila Isabel (bairro carioca conhecido por ser o berço do samba) e tocam reggae de raiz. Como surgiu esse interesse?

Temos uma relação forte com o samba, temos parentes que compõem músicas para grandes sambistas, mas já curtíamos reggae desde adolescentes. Em nossas viagens, enquanto ouvíamos música, sentimos falta do reggae em português e resolvemos formar a banda.

No último álbum lançado, Essa É A Nossa Música, vocês fizeram parcerias com artistas que cantam outros gêneros, como Ivete Sangalo, Emicida e Oriente. Como foi a experiência e a recepção do público?

O momento atual é de fusão de ritmos. Nesse disco, exploramos facetas diferentes dentro do reggae e fizemos parcerias para experimentar musicalmente sem perder nosso traço. A música com Ivete é uma regravação, mudamos o estilo dela pra encaixar na parceria. Alguns fãs são avessos a novidades, mas a reação geral tem sido positiva.

A música “Direitos Iguais” fala sobre o extermínio dos povos indígenas brasileiros desde a chegada dos portugueses e da injustiça que eles ainda sofrem. Como surgiu a inspiração para a música e o clipe?

A gente já queria falar sobre isso há muito tempo. Estudamos sobre o assunto e percebemos que a história do povo indígena é cheia de mitos, ninguém se aprofunda no tema. Foi um dos maiores massacres da nossa história e não se fala nisso. Quase nada é feito pra resgatar a cultura indígena. A nossa intenção foi chamar aatenção para que haja maior proteção dos índios e para que o povo comece a contestar o posicionamento do governo sobre o tema.

 

ponto de equilibrio player

 

 

 

O reggae conta histórias em suas letras, sendo uma forma de registro do cotidiano. Como enxergam isso no Brasil de hoje?

Geralmente nossas letras são um retrato do cotidiano mesmo, do dia-a-dia sofrido. Nesse disco, nem todas as músicas são contestadoras. Falamos de luta, de desigualdade, de política, de desvios que tem a ver com a situação atual, mas também falamos de amor.

E qual a opinião de vocês sobre a situação política brasileira?

O Brasil passa por um momento sério. Há muito interesse por trás que não é dito e, infelizmente, a população compra discursos prontos sem saber o que existe de verdade. Os interesses do capital movem a política. O problema da humanidade é o sistema capitalista. Temos que discutir formas de lidar com os problemas que não sejam tão desiguais.

E sobre a confusão envolvendo a extinção do Ministério da Cultura?

Terrível. Estão resumindo tudo à Lei Rouanet sem entender sobre o que se trata. O MinC tem grandes projetos de preservação da cultura, de festas regionais, de artesanato. Ajuda artistas pequenos. A discussão é muito rasa. É um ministério importantíssimo e somos contra a extinção.

A banda está em turnê e fez shows em países da América do Sul. Como é a recepção por lá?

Já chegamos a fazer shows em países da Europa, mas agora nosso foco é na América do Sul. Fizemos sete shows na Argentina. Como o idioma é parecida, o público conhece as músicas e canta junto. Queremos viajar por todos os países de ônibus e tocar por aí.

 

Fonte: Billboard Brasil

Após 16 anos, Planet Hemp entra em estúdio para gravar novo álbum

Aleluia! Os fãs de Planet Hemp já tem motivo para comemorar; a esquadrilha musical da fumaça está em estúdio gravando um novo álbum, após 16 anos sem lançar material inédito. O último da banda é A Invasão do Sagaz Homem Fumaça, de 2000.

Como sabemos? Marcelo D2 anda postando fotos deles gravando em seu Instagram, e escreveu em uma delas: “3 dias de gravação (temos uma demo do Planet Hemp). Já disse e repito: de volta a 1993…”.
Outra novidade empolgante é que o grupo está trabalhando novamente com o mega produtor Mario Caldato Jr, responsável pelos trabalhos icônicos dos Beastie Boys e também dos dois últimos do Planet.
Se liga na gangue reunida:

 

 

O novo trabalho da banda ainda não possui muitas informações (capa, quantidade de músicas, data de lançamento), mas o que sabemos é que não vemos a hora que fique pronto.

 

Fonte: Vírgula Música