Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Música do Brasil

Música do Brasil

Blog no Folha da Mata

Uma matéria publicada aqui no blog sobre o cantor Arthur Vinih, tem tido alguma repercussão no Brasil. Um jornal de Minas Gerais publicou uma matéria falando sobre o blog e sobre a carreira do Arthur Vinih!

 

Obrigada Arthur Vinih! Muito sucesso! 

Mais aqui!

Caetano Veloso: “Sou do tempo em que a espontaneidade era o que dava força à arte. Bowie pareceu-me um retrocesso”

Caetano Veloso, que em abril toca nos coliseus do Porto e de Lisboa com Gilberto Gil, é um dos entrevistados da BLITZ, já nas bancas.

O momento atravessado pelo Brasil (ainda que a entrevista tenha sido realizada antes do eclodir da presente crise política), a visita a Israel e o diálogo com Roger Waters, as várias passagens por Portugal e o percurso com Gilberto Gil são alguns dos temas abordados.

Leia também o que Caetano Veloso tem a dizer sobre David Bowie e a sua morte, no início deste ano.

Após a morte de David Bowie, escreveu que perdeu «o bonde» [o elétrico] do artista nos 70 e que nunca ficou com qualquer canção dele na cabeça. Quis completamente honesto, num tipo de texto que, pelo seu timing, tende a ser quase sempre carregado de elogios?
Sempre quero ser honesto. Aprendi com o meu pai. Quando Bowie morreu, contei o que tinha para contar da minha relação com o trabalho dele. De como passei a admirar a importância do caminho singular que soube desenhar para si. Mas, desde o meu encontro pessoal em Londres até há poucos anos, nunca me senti encantado com o que ele apresentava.

Elogiou o premonitório vídeo de «Lazarus», escrevendo: «tem algo das obras de arte arrebatadoras e inesquecíveis». Emocionou-se ao perceber que, ao que tudo indica, Bowie planeou ao milímetro a sua «saída de cena»?
Cheguei a pensar isso. Mas achei estranho demais. Quando o vídeo de «Lazarus» me pareceu arrebatador, esqueci esse possível aspeto da coisa. O estilo super planejado, super desenhado de Bowie sempre me desagradou um pouco. Sou do período em que a espontaneidade, o horror à hipocrisia, a sujeira anárquica das performances eram o que dava força à arte. Bowie pareceu-me um retrocesso. Precisei esperar anos para entender que certos aspetos do que ele propunha apontavam para o futuro. Não que fosse necessariamente para um futuro melhor.

 

Fonte: Blitz

Paula Fernandes ao vivo no Coliseu do Porto

 

"Boa noite Porto! Estava ansiosa por voltar e rever vocês" – Foi assim que Paula Fernandes abriu o concerto de ontem (dia 23) para um Coliseu do Porto completamente esgotado.

A cantora brasileira iniciou a sua atuação com os temas "Pronta pra você" e "Não precisa", e no primeiro contato com o público confessou que estava com muita vontade de voltar a Portugal porque o concerto que havia dado tempos antes foi "um dos shows mais emocionantes" da sua carreira: "Eu não imaginava tanta gente cantando as minhas músicas, foi muito bom".

 

 

Durante duas horas, praticamente sem pausas, o público nortenho cantou e dançou com a cantora de sertanejo ao som de mais de 20 temas originais preparados para este espetáculo, em certos momentos foi mesmo a plateia que cantou sozinha deixando a cantora emocionada.

Neste que era o primeiro de cinco concertos da sua turné na Europa, a cantora apresentou todo o seu novo álbum Amanhecer, alguns dos seus temas mais conhecidos e ainda brindou o público com a sua interpretação da música "Quando a chuva passar" de Ivete Sangalo.

O espetáculo foi composto por três partes, assinaladas pela mudança de roupa da cantora, simbolizando a noite, a madrugada e o amanhecer.

Durante todo o concerto foi evidente o carinho que o público tem pela artista, em vários momentos foram-lhe entregues presentes num gesto simbólico dos vários grupos de fãs.

Entre as suas músicas, Paula Fernandes cantou ainda o tema "Still the one" de Shania Twain na versão que gravou com a mesma há aproximadamente um ano. Nesta versão combina-se o tema original com passagens em português da cantora brasileira. Na projeção do videoclipe desse mesmo dueto foi mostrada também uma citação de Fernando Pessoa onde era possível ler: "Somos do tamanho dos nossos sonhos".

Em todo o espetáculo a artista foi acompanhada pela sua banda e houve também alguns momentos em que cantou apenas ao som da sua guitarra: foi o caso de temas como "Pedaços de chão", "Eu sem você", "Sensações" e "Amanhecer".

Num dos momentos finais, depois do tema "Jeito de Mato", a cantora mostrou-se muito agradecida pelo carinho do público durante todo o concerto e aplaudiu as centenas de pessoas que foram ao Coliseu do Porto para a ver: "É uma casa linda" – disse a artista referindo-se à sala de espetáculos do Porto.

"Tinha a certeza que ia ser memorável, inesquecível" – Paula Fernandes.

 

Fonte: Noite e Música Magazine