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Música do Brasil

Música do Brasil

Pedro Longes

Conexión, álbum de estreia de Pedro Longes, abre um diálogo entre o MPB, a música latina e a mundial, fundindo ritmos, harmonias, referências, regionalismos e poesias, na busca de uma música contemporânea, cujo ponto de partida é o sul do Brasil.

Passando por temas como cotidiano, cidade, autoimagem, amor, sexo, tempo e autoconhecimento, Pedro Longes utiliza diferentes linguagens poéticas e musicais que se harmonizam a cada tema, circulando em torno do conceito explícito no nome do álbum: a conexão.

Estas conexões de Pedro com o mundo passam por suas diversas influências musicais, formando uma rede de referências, desde a cidade em que habita, Canoas, RS, até a percepção global, passando por culturas brasileiras e de países
da América Latina, motivo pelo qual o álbum foi lançado nas versões em português e espanhol.

Para se ter uma ideia, em
Conexión, Pedro mistura ijexá com melodias à moda clube da esquina, milonga com toques de bossa, ritmos de samba com pianos inspirados em Charly Garcia, zamba folclórica argentina com pandeiros brasileiros, derbak tocando funk carioca em contraponto a contrabaixos acústicos tangueados, violões irlandeses (Pedro já morou por lá) com triângulos de forró, violão samba-canção com acordeon e bateria jazzística, tudo de forma natural, sem a preocupação de estereotipar, e sim de fluir a música e convidar pessoas de espírito livre a participarem deste universo.

 

Na canção “Do outro lado”, por exemplo, Pedro Longes abre o disco de forma leve, em arranjo de piano, cítaras e udu, mostrando a relação entre a paz do indivíduo e o mundo, como no verso “só quero estar tranquilo, fluindo em um rio que leva ao mar e não há nada além do próprio mar”.

Há também o lado romântico, que beira a inocência, presentes nas canções Meu Pequeno Brinquedo (iniciais que fazem alusão ao MPB) eDestino, que fala de amor, remetendo àquela vida simples no interior, e ao mesmo tempo ligada ao tema central do álbum: “quando tudo anda tão depressa, eu perdi a conexão”.

Já em “
Sexo” e“Buquê”, a poesia é mais densa e direta, com frases como “não sou propaganda de cerveja” e “faço caridade, até visito hospitais”, assim como em “Cantiga da Cidade”,quemesmo tratando de um tema pesado, que é a falta de oportunidade na cidade, melodicamente remete às antigas cantigas de ninar, soando lírico e melancólico em versos como “eu queria era voltar pra um lugar que nem saí”.

 

Financiado pelo Programa de Incentivo à Cultura de Canoas, RS, Conexiónfoi gravado em 2015 nos Estúdios Suminsky e Soma, em Porto Alegre, RS, produzido por Tiago Suminsky, com a banda formada pelos músicos Daniel Mueller (violões nylon), Caio Maurente (contrabaixo acústico e fretless), Ariel Lopez (percussões), Dudu Barboza (bateria), Joaquim Velho (acordeon), Alessandra Cunha (backing vocals), além do próprio Pedro, nos pianos, violões aço e vozes.

 

Além disso, o álbum conta com a participação da intérprete argentina Ana Clara Moltoni, com quem Pedro faz um dueto em Hermosa, do gaúchoRaphael Madruga, que toca o violão nylon emLares Quebrados, e do mexicano Francisco Guzmán, que declama um trecho de Ode ao Tempo, de Pablo Neruda, em Aurora.

O álbum está disponível gratuitamente para audição em plataformas como Deezer, Spotify, SoundCloud e Youtube, e à venda pelo iTunes, GooglePlay e Cdbaby. Todos os links são encontrados no site oficial do cantor: www.pedrolonges.com.br

 

Atualmente Pedro Longes viaja pela América Latina difundindo o conceito de conexão entre culturas e produzindo vídeos musicais ao vivo para seu canal no Youtube “Conexión na estrada”, com a participação de artistas e produtores locais como Ana Lonardi, Ana Clara Moltoni e Josefina Echeñique. Conexión na estradajá passou por cidades como Porto Alegre (BR), Montevideo(UY),Buenos Aires(ARG), Mendoza(ARG) e Santiago(CL).