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Música do Brasil

Música do Brasil

Passatempo: Ganha bilhetes duplos para os concertos de Tulipa Ruiz em Lisboa e Espinho

 

O Brasil tem a capacidade quase mágica de produzir cantores e músicos assombrosos, facto que deve, certamente, assustar qualquer cantor em início de carreira, por saber que a régua com que lhe vão medir o alcance é aquela que serviu a história. Tal facto só sublinha o arranque espantoso de Tulipa Ruiz, que acaba de ver o seu álbum de estreia, “Efémera”, votado como um dos melhores da década pelos títulos de referência “Folha de São Paulo” e “Globo”.

Essa distinção pela mais exigente imprensa brasileira chega como culminar de um crescendo de aplausos por parte da crítica especializada, sinal de que, embora rápido, o crescimento de Tulipa Ruiz tem sido sólido e marcante. Como Marisa Monte antes dela, foi também nos palcos que Tulipa começou por se fazer notar, juntando reportório próprio e alheio para definir as margens generosas da sua personalidade artística.

Rômulo Froes, ele próprio outra revelação da presente cena musical brasileira, descreve Tulipa socorrendo-se da história da música do seu país: “De sua voz pessoalíssima e original brotam canções em que se ouvem ecos de Clube da Esquina, vanguarda paulista, Tropicália, histórias aos quadradinhos e muito mais, presentes no som e em suas óptimas letras, que nos transportam para seu mundo particular, cheio de imagens e acontecimentos”. “Nova musa da cena alternativa paulistana” é outra forma que a imprensa do Brasil encontrou para descrever esta cantora que em 2009 se apresentou em palco a cantar clássicos da fase psicadélica de Gal Costa, revelando o alcance das suas referências. Patricia Palumbo, jornalista que tem coberto os novos rumos da música do Brasil, remata: “As suas letras são tão delicadas como a sua voz e lembram os desenhos que ela faz, leves e divertidos”. Tulipa Ruiz é, enfim, um verdadeiro fenômeno, uma artista completa que espalha talento em palco e no estúdio, e que desenha como canta – com enorme paixão.

Tulipa é do Brasil, mas antes é de Minas Gerais, como o coração de Milton Nascimento. Mas na sua música há outras latitudes: a Nova Iorque de Yoko Ono, a Baía de Caetano… E há algo de Baby Consuelo ou de Itamar Assumpção e de Ná Ozzetti, outros valores «desalinhados» da música do Brasil que Tulipa estudou com devoção.

Gustavo Ruiz, irmão de Tulipa, é o companheiro desta aventura: guitarrista, diretor musical e produtor de “Efêmera”. No seu currículo conta-se trabalho com outra revelação feminina do Brasil, a cantora Mariana Aydar. Dono de uma sensibilidade que permite traduzir da melhor forma a criatividade de Tulipa, Gustavo assinou um trabalho de exceção no álbum de estreia da irmã.

O disco tem onze canções, dez assinadas por Tulipa, algumas em parceria com o irmão Gustavo. O álbum foi gravado nos estúdios da YB, sob o comando de Carlos “Caca” Lima, e inclui participações de Mariana Aydar, de Kassin, músico e produtor associado a alguns dos melhores momentos da história recente do Brasil, e de vários outros músicos de exceção. Mas é Tulipa quem mais brilha. O que não é fácil num país com tantas estrelas!

 

Depois de ter atuado no espetáculo “Avenida Paulista”, Tulipa Ruiz regressa a Portugal no próximo mês de dezembro, para dois concertos em nome próprio: no dia 9, apresenta-se no Teatro do Bairro, em Lisboa, atuando no Auditório de Espinho a 11 de dezembro. Ao contrário da última vez (em que se apresentou em formato acústico de voz e violão), a cantora faz-se acompanhar agora com uma banda de três elementos -  Caio Lopes (bateria) , Luis Chagas (guitarra) e Gustavo Ruiz (baixo).

O Palco Principal, em parceria com a Uguru, está a oferecer bilhetes duplos para estes espetáculos: dois bilhetes duplos para o concerto de Lisboa e dois bilhetes duplos para o concerto em Espinho. Para te habilitares a ganhar um, basta participares no passatempo aqui.

 

Fonte: Palco Principal

Victor e Leo aprendem a dizer não e voltam mais animados em novo disco

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Victor e Leo aprendem a dizer não e voltam mais
animados em novo disco
Dupla diminui o ritmo de shows e
passa seis meses gravando o nono álbum, "Amor de Alma"

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Victor e Leo aprendem a dizer não e voltam mais
animados em novo disco
Dupla diminui o ritmo de shows e
passa seis meses gravando o nono álbum, "Amor de Alma"
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Após quase vinte anos de carreira, chegou a hora de a dupla Victor e Leo dizer não. Calma, os irmãos não brigaram nem pretendem se separar. O não é para parte dos compromissos que a vida de artista exige. "Há mais ou menos um ano falamos para o nosso empresário que iríamos fazer no máximo quatro shows por semana. Se ele marcasse o quinto, ele mesmo ia ter que cantar", conta Leo.

É uma situação bem diferente da de cinco anos atrás, quando a dupla estava começando a ficar conhecida em todo o Brasil e costumava fazer até seis shows por semana. "Fiquei praticamente três anos sem ver a minha família direito", diz Leo.

Agora, o duo decidiu diminuir o ritmo. Tanto que colocou na geladeira os planos de uma carreira internacional. "Em 2008, lançamos um disco em espanhol e fizemos alguns shows na América Latina", explica Victor. "Recentemente, recebemos o convite para gravar outro. Mas, para promovê-lo, teríamos que passar cem dias fora do Brasil. Por enquanto, a resposta é não. Quem sabe no futuro."

 

A revelação foi feita num hotel na zona sul de São Paulo, onde a dupla deu entrevistas para promover seu nono disco, "Amor de Alma". O álbum é fruto dessa fase mais tranquila dos dois. As gravações duraram seis meses e aconteceram em um estúdio em Uberlândia, no interior de Minas Gerais. Um dos destaques do disco é a participação especial de Paula Fernandes na faixa "Sonhos e Ilusões".

"Somos amigos da Paulinha há dez anos, quando nenhum de nós era famoso. E também admiramos muito o trabalho dela", explica Victor. "Ela já gravou algumas músicas nossas e, quando escutou 'Sonhos e Ilusões', deu a entender que queria gravar também. Aí eu falei para ela: 'Tudo bem, pode gravar. Mas tem que ser no nosso disco'. Ela topou."

 

 

 

Outro destaque é a regravação de "Sexy Iemanjá", canção de Pepeu Gomes que foi abertura da novela "Mulheres de Areia", atualmente reprisada pela TV Globo. A escolha da música, segundo Victor, foi totalmente pessoal. "Nós costumávamos cantá-la quando estávamos começando e fazíamos shows em barzinhos", explica. "Foi uma forma de relembrar essa época."

 

No geral, "Amor de Alma" é também um trabalho mais dançante do que o anterior, "Boa Sorte pra Você". "Nossos discos são sempre um retrato do nosso momento. Na época do 'Boa Sorte pra Você', estávamos muito cansados, então saiu um trabalho mais introspectivo", afirma Leo. "Já o 'Amor de Alma' saiu mais animado porque estamos mais animados. Não foi nada planejado."

A capa do disco, uma foto dos dois andando a cavalo ao ar livre, retrata esse momento. "Foi ideia do Victor. No começou eu achei que não ia ficar legal, nem queria fazer. Mas ele insistiu e a gente fez. No final acabei gostando."

 

Fonte: Último Segundo

Quinze anos depois, Beth Carvalho lança CD de inéditas

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Quinze anos depois, Beth Carvalho lança CD de
inéditas
Com “Nosso samba tá na rua”, cantora faz menção
à força feminina e levanta seu estandarte em defesa do samba

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Com “Nosso samba tá na rua”, cantora faz menção
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É inquestionável que o samba perdeu espaço nas duas últimas décadas. No começo dos anos noventa, principalmente, com a força do pagode e, mais tarde, com o movimento funk – ambos oriundos das classes menos favorecidas. Mas o samba é, por natureza, de resistência. É este o espirito do novo CD de Beth Carvalho, “Nosso samba tá na rua”. Após quinze anos só lançando coletâneas de sucessos e DVDs ao Vivo (“por obrigação do mercado”, se defende), Beth volta com tudo.

 

O disco é dedicado a dona Ivone Lara, pioneira no mundo do samba. Segundo Beth, a homenagem serve por “ela ser a mulher que faz os “laraiás” mais bonitos da MPB”. Ivone foi a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola de samba. “Nosso samba tá na rua” tem um ‘quê’ feminista. Não só pelo samba “Chega” (“Você zombou de mim/ Brincou com meu amor/ Eu já tô cansada de chorar/ Se um novo amor me convidar, eu vou”). Beth passou dois meses com problema de saúde e por pouco não ficou sem andar. Foi buscar força na vontade de cantar. O CD tem um pouco dessa luta e dessa resistência de bravura que tão bem permeiam sua trajetória.

Um dos destaques – também notoriamente feminino - é “Arrasta a sandália”, primeira composição de sua filha Luana Carvalho que é gravada. “Luana já fazia composições, mas é a primeira vez que uma letra sua é gravada. Gostei desse samba, não opinei em nada”, disse Beth em entrevista exclusiva ao iG. “Nosso samba tá na rua” não fica só com um tema, mas também levanta outas bandeiras ou, neste caso, outros estandartes.

 

A negritude é cantada de forma explícita em “Samba mestiço”, composição de Ciraninho, nome forte nas disputas de samba na quadra da Portela, com outros parceiros. É verdade que o CD não seria menor se tivesse ficado de fora “Isso Acontece”, que destoa no repertório. Mas vale ressaltar a gravação de “Palavras Malditas”, de Nelson Cavaquinho que, assim como Cartola, foi amadrinhado pela mangueirense.

O encarte traz a foto de Beth rodeada de amigos em um encontro com o tradicional bloco Cacique de Ramos, que será enredo da Estação Primeira de Mangueira no próximo carnaval. Mangueira é, claro, sua escola do coração (com direito a “Verde e Rosa de Paixão”). Amor este que resistiu a desmandos incoerentes da antiga diretoria, que a impediram de desfilar em uma alegoria no carnaval de 2009.

O amor resistiu e persistiu. Não só o amor ao samba, mas a vontade de trazer de volta à luz a referência que serve de prólogo para a nova geração de
sambistas de verdade. A cantora é, e ela sabe bem, esta referência. Com Beth Carvalho, o samba está de volta ao seu lugar de direito, com o povo, na rua.

 

Fonte: Último Segundo

No 32º disco, Beth Carvalho segue renovando e preservando o samba

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No 32º disco, Beth Carvalho segue renovando e
preservando o samba
Com mais de 40 anos de carreira,
cantora segue revelando compositores ao mesmo tempo que dá voz à
tradição

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No 32º disco, Beth Carvalho segue renovando e
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Com mais de 40 anos de carreira,
cantora segue revelando compositores ao mesmo tempo que dá voz à
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A madrinha do samba está de volta. Depois de dois anos praticamente reclusa, por conta de um grave problema de coluna, Beth Carvalho acaba de lançar seu 32º disco, "Nosso Samba Tá na Rua". O álbum mistura composições de artistas hoje consagrados que a cantora ajudou a revelar, como Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz, com canções inéditas de novos nomes como Leandro Fregonesi. Para temperar, uma pérola esquecida de Nelson Cavaquinho.

 

É uma atitude coerente com a obra de Beth. Há 40 anos ela é voz fundamental do samba, seja chamando a atenção para artistas ainda desconhecidos, seja mantendo viva a tradição do gênero. A redescoberta de Nelson Cavaquinho e Cartola nos anos 1970, por exemplo, passou por ela. A explosão do pagode de Almir Guineto e Zeca Pagodinho nos anos 1980 também. Seu feito mais recente foi descobrir o samba paulista do Quinteto em Branco e Preto.

Mas nem sempre foi assim. Beth Carvalho ficou conhecido em 1968 como cantora de bossa nova, após interpretar "Andança" ("Por onde for, quero ser seu par...") no Festival Internacional da Canção. Para interpretar samba, teve que comprar briga empresários, produtores e gravadoras. Uma trajetória parecida com a de sua maior rival, Clara Nunes, que começou cantando boleros e só partiu (também depois de muita briga) para o samba nos anos 1970.

 

 

A trajetória da artista entre o final dos anos 1960 e a primeira metade dos anos1970 está resumida na caixa "Primeiras Andanças", lançada no final do ano passado. Ela reúne duas coletâneas de compactos lançadas no período, que retratam bem a turbulenta passagem da Beth emepebística e a Beth sambista, e seus três discos pela gravadora Tapecar: "Canto por um Novo Dia" (1973), "Pra Seu Governo" (1974) e "Pandeiro e Viola" (1975). Nesses, estava tudo dominado pelo samba.

"Canto por Um Novo Dia" tem a gravação definitiva de "Folhas Secas", samba de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito que homenageia a Mangueira. "Pra Seu Governo" traz os sucessos "1800 Colinas" (Gracia do Salgueiro) e "Maior É Deus" (Paulo César Pinheiro e Eduardo Gudin). "Pandeiro e Viola" é mais fraco que os dois anteriores, mas em compensação tem uma versão de "Gota d'Água" que prova que Beth não deve nada ao primeiro time da MPB de Elis, Bethânia e Gal.

 

A partir desses três álbuns, o caminho para a cantora estava pavimentado. Gravou Cartola ("As Rosas Não Falam" em 1976 e "O Mundo É um Moinho" em 1977), lançou pelo menos duas obras-primas (os discos "Pé no Chão", de 1978, e "No Pagode", de 1979) e abriu caminho para o pagode dos anos 1980 o grupo Fundo de Quintal de Jorge Aragão (autor de duas marcas registradas da cantora, "Vou Festejar" e "Coisinha do Pai").

Na década de 1980, Beth alternou grandes discos (especialmente "Suor no Rosto", de 1983, em que revelou Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz) com trabalhos pouco inspirados. E, dos anos 1990 em diante, voltou os olhos para o passado, gravando pérolas no samba paulista ("Beth Carvalho Canta o Samba de São Paulo", 1993) e baiano ("Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia", 2007) e revisitando a obra de Nelson Cavaquinho ("Nome Sagrado", de 2001).

"Nosso Samba Tá Na Rua" não é apenas seu retorno aos holofotes após dois anos de retiro. É também seu primeiro disco de músicas inéditas em 15 anos. Com o currículo que Beth tem, é bom prestar atenção no que ela tem para mostrar.

 

Fonte: Último Segundo

Clipe Penna Firme

Compositor carioca, Penna Firme vem consolidando, nos últimos anos, sua  carreira profissional.  Parceiro de músicos como Bnegão, Gabriel Moura,  Tiago Mocotó, Gabriel Improta, escreve letra, em parceria com grandes  melodistas, letra e música, e música instrumental. Compôe para blocos  carnavalescos, grupos, cantoras e ainda interpreta suas próprias canções em casas noturnas do Rio de Janeiro.  Em seu primeiro disco, Penna Firme apresenta composições de sua autoria e de seus parceiros musicais.

O disco de estréia do compositor Penna Firme, “Levando a Vida Assim”, trás ao público amante da música popular brasileira um universo melódico e rítmico instigante e singular. .. Explorando diferenciadas texturas  musicais e sonoridades diversas, o autor vai do regionalismo do samba  (malandro Sarapa), até os sons mais cosmopolitas (Um corpo Só), criando  uma ambiência globalizante que realça sua poesia. ..

Para maiores informações sobre o disco e ficha técnica: www.pennafirme.wordpress.com

 

 

Enviado por Penna Firme

Nova música de Roberta Sá, "Pavilhão de Espelhos", está na rede; ouça aqui

 

 

A cantora Roberta Sá acaba de lançar a primeira música de seu quarto álbum. A canção, intitulada "Pavilhão de Espelhos", foi composta por Lula Queiroga, e estará no disco que deve chegar às lojas em janeiro. Ouça a faixa aqui.

O trabalho ainda está cercado de mistérios. Roberta não conta nem o nome do álbum. "Não posso falar. Não posso falar mesmo", afirma. O que já dá para saber é que há composições de Pedro Luís, Moreno Veloso e Wilson Moreira, entre outros.

Além, é claro, de Lula Queiroga, autor de "Pavilhão de Espelhos". A canção tem a participação especial do músico francês Vincent Segal e o malinês Ballaké Sissoko, que já gravaram com artistas como Sting e Carla Bruni.

Segal toca cello e Sissoko toca kora, uma espécie de harpa típica do Mali. "Foi uma oportunidade. Eles estavam no Brasil para tocar num festival no Recife e nós aproveitamos para gravar com eles", explica Roberta.

 

 

Este será o quinto trabalho da cantora. Os dois primeiros, "Braseiro" e "Que Belo e Estranho Dia para Se Ter Alegria", saíram em 2005 e 2007. Em 2009, foi a vez de um álbum ao vivo, "Para Se Ter Alegria".

No ano passado, Roberta lançou um álbum totalmente dedicado à obra do compositor baiano Roque Ferreira, "Quando o Canto É Reza". O disco foi gravado junto com o Trio Madeira Brasil.

Segundo a cantora, este quinto trabalho é uma espécie de continuação de tudo que ela já fez antes. Mas, por enquanto, ela ainda não consegue definir exatamente o que é o novo álbum, um dos projetos patrocinados pela Natura Musical em 2012.

"Ainda preciso de um distanciamento maior para perceber as diferenças em relação aos discos anteriores", explica. "Quando você está fazendo o álbum, está tão dentro do processo que definir é difícil".

Mas Roberta tem uma certeza: está num momento de "liberdade artística absoluta". "Agora eu compreendo que tenho uma carreira inteira pela frente, e não apenas o próximo disco", afirma. Antes, ela não se sentia tão segura.

"No primeiro disco, era aquela sensação de 'ufa, consegui fazer'. No segundo, era aquela responsabilidade, 'tenho que fazer um disco bom'", conta "Agora, a única preocupação é traduzir o que eu sinto nesse momento."

 

Fonte: Último Segundo

Ouça a primeira música solo de Thiaguinho

Depois do sucesso no Exaltasamba, chega a vez de Thiaguinho partir para carreira solo.

A primeira música, Buquê de Flores, foi lançada por meio do Twitter oficial do cantor.

O sambista já havia mostrado parte da música durante uma participação na novela adolescente Malhação, da Globo.

 

Thiaguinho dará continuidade a sua carreira solo a partir do ano que vem.

 

Ouça Buquê de Flores, de Thiaguinho:

 

 

 

 

Fonte: R7

'Você não soube me amar' ganha documentário

Verão de 1982. Fervilhava no Rio de Janeiro um movimento cultural onde uma rapaziada altamente "descolada" começava a ganhar voz em meio à reta final da ditadura militar que asfixiava o país havia quase 18 anos. No olho do furacão das novas tendências estava o Circo Voador. Montado no Arpoador, o Circo servia de base para as montagens e oficinas do grupo teatral "Asdrúbal Trouxe o Trombone", de onde sairiam, entre outros, Regina Casé, L.F.Guimarães, Patricia Travassos e Evandro Mesquita. Ali, meio de brincadeira, surgia uma banda que mudaria a história do rock no país.

Ainda semi-marginalizado por aqui, o gênero contava com guerreiros que o sustentavam às custas de muito suor e afinco, como Rita Lee e Raul Seixas. Porém, faltava algo para que a grande mídia abrisse os olhos para o rock’n roll como um produto vendável e de fácil aceitação. Coube à BLITZ o chute na porta. E esse chute tinha nome: "Você não soube me amar" era uma canção que identificava um novo modo de se fazer rock.

Foto: DivulgaçãoEssencialmente teatral e debochada, se transformou em mania nacional. Nos colégios, meninos deixavam o cabelo crescer na parte de trás "à la Evandro", meninas se dividiam em duplas para imitarem os vocais de Márcia e Fernandinha. Da letra irreverente, o povo sacou bordões que eram exaustivamente repetidos nas ruas: "ok, você venceu", "que felicidade, que felicidade" e vários outros. Na carona do mega sucesso, até uma paródia foi produzida pelo radialista Romilson Luiz, da rádio "Antena 1", sob o pseudônimo de Piu Piu de Marapendi, a fantástica "Eu hoje vou me dar bem" (relembre no link ali embaixo). Resumindo, só quem viveu aquela época é capaz de mensurar o feito da turma da BLITZ, certo? Errado.

Uma rapaziada que sequer sonhava em nascer naquela época acaba de produzir o documentário "Mais de três foi o diabo que fez", contando as histórias que cercam a canção. Leonardo Souza, Tita Berredo, Alan Ribeiro e Daniel Accioly são estudantes de publicidade e cinema da PUC-Rio e o mais velho tem apenas 26 anos. A ideia de resgatar o estopim daquele movimento surgiu pela paixão comum ao rock nacional e pelas influências das bandas nascidas na época. Durante o filme, há passagens comoventes e outras curiosas, como o fato de que dois dos quatro compositores não se conhecem pessoalmente até hoje! O nome do filme se refere a uma frase que certa vez Caetano Velloso falou para Ricardo Barreto: "Essa música foi feita por quatro autores, né? Você sabia que parceria de mais de três foi o diabo que fez?"

Gravações concluídas a custo zero, os "meninos" agora aguardam ajuda para finalizarem o trabalho. No momento, buscam apoio financeiro para os últimos detalhes como o custeio de direitos de imagem e edição final. Em troca, oferecem espaço para publicidade. A causa é nobre e os interessados podem entrar em contato com o e-mail docmaisde3@gmail.com.

Não chego a ser radical como um amigo que fala que "se não fossem os Beatles, talvez nem teríamos nascido", mas posso afirmar que se não fosse "Você não soube me amar", muita coisa teria sido diferente para a minha geração.

 

Assista ao trailler do filme

 

 

Relembre a hilária "Eu hoje vou me dar bem" de Piu Piu de Marapendi

 

 

Fonte: SRZD

Novo álbum de Lenine adiado para Dezembro

O novo disco de Lenine deveria ter chegado esta segunda-feira às lojas mas foi adiado.

 

«Chão» é o título do décimo álbum do músico brasileiro que tem agora saída marcada para 5 de Dezembro. O sucessor de «Labiata» manifesta, segundo o seu autor, tudo o que nos suporta, o que nos sustenta: um chão literal e metafórico.

Ao Correio da Manhã, Lenine revelou que deverá voltar a Portugal para dois concertos em Julho. No seu currículo, encontram-se colaborações com Maria João e Mário Laginha, assim como um dueto com Pedro Abrunhosa, materializado em «Diabo no Corpo».

 

Fonte: Disco Digital

Zé Ricardo apresenta novo álbum em Lisboa, Caldas da Rainha e Porto

 

O artista sobe ao palco da sala TMN ao Vivo, em Lisboa, a 17 de novembro, com a participação especial de Tim, Rui Veloso e Boss AC, atuando no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha no sábado, dia 19, também com a presença de Boss AC.

A 20 de novembro, Zé Ricardo passa pela Casa da Música, no Porto, onde contará com a presença em palco de Tim, Rui Veloso e Expensive Soul.

Em apresentação estará “Vários em Um”, o seu novo disco. Produzido por Plínio Profeta, o quarto álbum de estúdio de Zé Ricardo, lançado no Brasil em junho, chega este mês a Portugal. Nele, Zé Ricardo apresenta canções de autor com arranjos que valorizam as nuances das melodias e experiências sonoras com elementos eletrónicos, instrumentos rústicos e um toque de samba. Destacam-se os temas “A Filha da Sorte”, “Encanto de Fada”, “Sou Um” e “Exato Momento".

Todos os concertos têm início às 22h00. Os bilhetes encontram-se à venda na Ticketline e nos locais dos concertos.

 

Fonte: Sapo Música

Cesar Menotti & Fabiano lançam música do novo CD no Orkut ao Vivo

Os cantores Cesar Menotti & Fabiano foram a primeira dupla sertaneja a se participar do Orkut ao Vivo, na noite de 7/11. Com apresentação de André Vasco, o programa teve quase uma hora de duração e mais de 562 mil acessos. A entrevista foi assistida em 772 cidades brasileiras e após o término da apresentações o link já foi acessado mais de 114 mil vezes. Os artistas cantaram, pela primeira vez, a música “Bandido do amor”, composição é de Luiz Bernardo da Silva Filho (Luizinho Lino), da cidade de Novo Lino, em Alagoas. A música foi escolhida pelo público para fazer parte do novo CD que a dupla vai começar a gravar este mês. Nos próximos dias, a nova música já estará tocando nas rádios do país.

 

Cesar Menotti & Fabiano acabaram de voltar de uns dias de férias nos Estados Unidos. Eles viajaram a convite da organização do BPR (Professional Bull Riders) para assistir a final mundial do maior campeonato de montaria em touro.

 

Durante a entrevista, eles, que sempre usaram as redes sociais para se comunicar com o público, responderam as curiosidades e também fizeram um show acústico com as músicas de maior sucesso: Como um anjo, Ciumenta, Labirinto e Leilão. Os fãs que participaram ainda concorreram a kits com CD, camiseta, boné e bloco, além de um violão autografado por eles. A dupla, que já fez turnê nos Estados Unidos e Europa e também já gravou com o ídolo Roberto Carlos, disse que tem sonho de cantar no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

 

Uma das fãs perguntou que show seria lembrado para toda a vida e eles responderam que os mais marcantes foram o show em Jaguariúna, que teve ingressos esgotados antes de subirem ao palco, a gravação do CD e DVD Palavra de Amor, em Belo Horizonte e um Festival de música latino-americana em que se apresentaram em Milão. No 20º ano do Festival, eles foram a primeira dupla sertaneja a se apresentar para o público na Europa. No início de 2012, os cantores vão gravar o terceiro DVD com novas composições.

 

A apresentação de Cesar Menotti & Fabiano no Orkut ao Vivo pode ser conferida na íntegra acessando o link: http://youtu.be/r-jHeyFiVaE.

 

Enviado por Gisele Amaral

Jota Quest, Caetano Veloso, Djavan e outros premiados no Grammy Latino

A cerimônia de premiação do "Grammy Latino 2011" aconteceu na última quinta-feira (10), em Las Vegas, nos Estados Unidos. Essa foi a 12ª edição do evento, que premia anualmente as melhores produções da música latina.

Dentre os brasileiros premiados, estão Caetano Veloso, Jota Quest, a dupla João Bosco & Vinícius, Exaltasamba e outros. A cantora mineira Paula Fernandes era uma das favoritas, mas não foi premiada em nenhuma categoria.

O destaque internacional do evento foi a dupla porto-riquenha Calle 13, que conquistou 9 dos 10 prêmios em que concorriam. Shakira, que no dia anterior recebeu o prêmio de "Personalidade do Ano", pela "Academia Latina de Gravação", faturou o prêmio de "Melhor Álbum Pop Feminino".

Confira a lista completa dos brasileiros premiados no "Grammy Latino 2011":

"Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro " - "Quize", do Jota Quest
"Melhor Álbum de Rock Brasileiro" - "Zii e Zie - Ao Vivo", do Caetano Veloso
"Melhor Álbum de Samba/Pagode" - "Exaltasamba 25 Anos - Ao Vivo", do Exaltasamba
"Melhor Álbum de Música Popular Brasileira" - "Ária", do Djavan
"Melhor Canção Brasileira (Língua Portuguesa)" - "De Repente", de Nando Reis e Samuel Rosa
"Melhor Álbum de Música Sertaneja" - "João Bosco & Vinícius", de João Bosco & Vinícius
"Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras" - "Sinfonia & Batuques", de Naná Vasconcelos
"Melhor Álbum de Música Cristã (Língua Portuguesa)" - "Extraordinário Amor de Deus", de Aline Barros
"Melhor Álbum Infantil Latino": "Música de Brinquedo", do Pato Fu

 

Fonte: Cifra Club

Marisa Monte: "Meu novo disco é sobre desfrutar a vida"

 

"Ainda bem que agora encontrei você / Eu realmente não sei / O que eu fiz pra merecer você / Porque ninguém dava nada por mim / Quem dava, eu não estava a fim / Até desacreditei de mim".

Os versos abrem a música "Ainda Bem", primeira faixa de trabalho do novo álbum de Marisa Monte, "O Que Você Quer Saber de Verdade". Uma canção sem vergonha nenhuma de ser romântica, simples, popular.

Mas, na opinião da própria Marisa Monte, isso não significa uma guinada. "Eu não acho que esse disco seja mais popular do que os anteriores", afirmou a cantora, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira.

"Ele tem muitas músicas que podem se comunicar com bastante gente. Mas essa é uma característica que eu trago desde o meu primeiro disco. Essa simplicidade sempre existiu no meu trabalho."

Segundo Marisa, o que diferencia o novo álbum dos anteriores é a felicidade. "Acho que ele é um disco solar, de bem viver, de desfrutar a vida", explica. Uma das músicas inclusive chama-se "Seja Feliz". "Seja legal com seu amor / Seja legal sem pudor / Seja gentil com sua figura / Seja gentil sem frescura", canta. Ela conta que essas canções mais solares surgiram naturalmente: "Não foi uma decisão consciente".

"O Que Você Quer Saber de Verdade" tem 14 faixas. Dessas, nove foram compostas por Marisa com Arnaldo Antunes ou Carlinhos Brown (ou com os dois juntos), ambos parceiros de longa data da cantora (fizeram juntos o projeto Tribalistas). Jorge Ben, um de seus compositores favoritos (ela já regravou "Balança Pema", em 1994, e "Cinco Minutos" em 2000), também reaparece, desta vez com uma versão da bela "Descalço no Parque".

No time das novidades, está Rodrigo Amarante, do Los Hermanos. Com ele, Marisa compôs e dividiu os vocais em "O Que Se Quer". "A gente sempre foi admirador mútuo. Já havíamos gravado uma versão de 'Nu com a Minha Música', do Caetano Veloso, para o projeto Red Hot + Rio", conta. Deu tão certo que logo depois veio "O Que Se Quer". "Foi ótimo. Queremos fazer mais coisas no futuro", adianta.

 

Quem também faz participação especial no disco é o grupo Café de los Maestros. A parceria veio depois que Marisa cantou num show dos argentinos em São Paulo. Uma das músicas que ela interpretou foi "Lencinho Querido", do repertório de Dalva de Oliveira. "O arranjo deles era lindo e eu não queria que isso ficasse perdido, sem um registro sequer para eternizar", explica.

É o primeiro trabalho de Marisa desde 2006, quando ela lançou a dupla "Infinito Particular" e "Universo ao Meu Redor". E chega num momento de crise da indústria fonográfica. "A venda de CDs hoje em dia é irrisória. É um formato que está cada vez perdendo mais mercado", reconhece. Este fenômeno inclusive faz com que ela pense em, no futuro, não lançar mais discos.

"Acho muito legal a ideia de lançar uma música ou outra, sem ter que esperar para reunir tudo em um disco", revela. Mas, por enquanto, ela ainda pensa sua obra no formato de discos. "Este álbum não é apenas um grupo de canções. Ele tem um ponto de ligação, um conceito. Nesse sentido, ele é um álbum, assim como 'Tribalistas' era", explica. É um reflexo do modo que Marisa escuta música. "Prefiro ouvir álbuns inteiros", afirma.

 

"O Que Você Quer Saber de Verdade" chegou às lojas nesta semana, mas Marisa só volta aos palcos em 2012. "Eu devo começar a pensar em turnê só no ano que vem", adianta. Quanto a um possível DVD ao vivo, também não há nada definido. Mas a cantora gosta da ideia de transmitir uma apresentação pela internet. "Por mais que faça turnês, nunca poderei estar em todos os lugares. A internet é um modo de resolver isso."

 

 

Fote: Último Segundo

Sandy divulga capa de seu DVD solo, "Manuscrito"

 

Sandy divulgou a capa de seu primeiro DVD solo, "Manuscrito", que terá o show gravado no Teatro Bradesco, na capital paulista, em agosto com participações especiais. Seu Jorge faz um dueto com ela na faixa "Tão Comum", Lenine participa em "Seu Jeito", e Nerina Pallot divide os vocais em "Dias Iguais".

O DVD tem, entre canções do primeiro trabalho solo, ‘covers’ de músicas como "Beija Eu", de Marisa Monte e "Put Your Records On", da Corinne Bailey Rae.

“Manuscrito” deve ser lançado ainda em novembro.

 

Fonte: Território da Música

Disco da semana: «Ainda bem» que você voltou, Marisa Monte

 

Depois de quatro anos sem editar um álbum de estúdio, Marisa Monte, nome incontornável da música brasileira, lança esta semana o seu novo disco «O que você quer saber de verdade».

 

Durante 14 faixas, 9 compostas por Marisa Monte com Arnaldo Antunes ou Carlinhos Brown – seus companheiros de longa data e do projeto Tribalistas –, é possível entrar no universo da cantora, cheio de romantismo, letras que facilmente ficam na cabeça e a sua inconfundível voz de veludo.

Logo no single inaugural do álbum, «Ainda bem», que atingiu o primeiro lugar em várias rádios brasileiras, Marisa Monte canta a felicidade dos encontros amorosos. E, a partir daí, ficamos a saber que este é um disco de um romantismo feliz e não angustiado e triste, como já aconteceu noutros trabalhos da cantora.

«O que você quer saber de verdade», canção que dá nome ao álbum, é um hino hedonista que celebra as coisas simples da vida. Ficamos com a impressão de que é através delas que conseguimos encontrar as soluções para os nossos problemas.

A própria Marisa Monte declarou na conferência de imprensa do lançamento do álbum que a felicidade é o que distingue este disco dos outros. A cantora caracteriza o seu novo trabalho como «solar, de bem viver e desfrutar a vida».

Tal máxima é atingida na canção «Seja Feliz», em que Marisa Monte enumera vários motivos para estar de bem com a vida. «Seja legal com seu amor / Seja legal sem pudor / Seja gentil com sua figura / Seja gentil sem frescura», canta.

Mas nem tudo é felicidade neste disco. Como não poderia deixar de faltar num álbum Marisa Monte, existem alguns momentos de introspeção e sofrimento amoroso. Por exemplo, em «Aquela velha canção» ou «Verdade, uma ilusão».

Mas estes contrastes de sentimentos, sempre à flor da pele, ficam bem em Marisa Monte, que tem o dom de fazer canções que conseguem comunicar connosco de forma simples e singela.

 

Fonte: Sapo Música

Victor e Leo lançam clipe com participação de fãs

A dupla Victor e Leo lança, hoje, o clipe de “Amor de Alma”.

O vídeo contou com a participação de fãs que participaram de um concurso feito através do site da dupla.

A ideia era de que os fãs fossem a um lugar que achassem bonito, e tirassem algumas fotos segurando uma folha de sulfite.

O resultado pode ser conferido abaixo.

 

 

Fonte: Universo Sertanejo

Paula Fernandes, Carlinhos Brown Paula Fernandes, Carlinhos Brown

 

A cantora Paula Fernandes, o cantor e instrumentista Carlinhos Brown e o grupo de rock Pato Fu estão entre os indicados ao 12º Grammy Latino, cuja cerimônia de entrega acontece nesta quinta-feira (10), no hotel Mandalay Bay de Las Vegas.

Paula Fernandes concorre na categoria "Artista Revelação". Carlinhos Brown, com seu álbum "Diminuto", está na disputa aos prêmios de melhor álbum de cantor e compositor e de melhor álbum de engenharia de gravação. Já o Pato Fu, com "Música de Brinquedo", concorre ao prêmio de melhor álbum infantil latino.

Nas categorias especiais de música brasileira, Djavan, Milton Nascimento, Mônica Salmaso, Caetano & Maria Gadú disputam o Grammy de melhor álbum de MPB. Ivete Sangalo, Skank, Na Ozzetti, Adriana Calcanhoto e Eliane Elias concorrem ao prêmio de melhor canção brasileira.

A dupla de hip hop Calle 13, formada pelos portorriquenhos René Pérez e Eduardo Cabra, bateu o recorde de indicações nesta 12ª edição do Grammy Latino, o maior prêmio internacional de música latina, seguida do produtor e engenheiro de som argentino Rafa Arcaute, com seis, e do cantor venezuelano Franco De Vita, com cinco.

Com letras atrevidas e conteúdo político dominante, o dueto ajudou a popularizar o "reggaetón" junto ao grande público, e concorre a prêmios nas categorias mais disputadas do Grammy, como melhor gravação, melhor álbum e melhor canção do ano, bem como melhor canção de música urbana, melhor álbum de música urbana, melhor álbum de música alternativa, entre outras.

Veja os indicados nas categorias exclusivas de música brasileira

Melhor álbum de música popular brasileira

1 - Ária, Djavan
2 - E a gente sonhando, Milton Nascimento
3 - Alma Lírica Brasileira, Mônica Salmaso
4 - Multishow ao vivo Caetano Veloso e Maria Gadú, Caetano Veloso e Maria Gadú
5 - Yeahwon, Yeahwon


Melhor canção brasileira (língua portuguesa)

1 - Acelera aê (Noite do Bem), Gigi, Dan Kambaiah, Fabinho O'Brian e Magno Sant'Anna, compositores (Ivete Sangalo)
2 - De repente (versão estúdio), Nando Reis e Samuel Rosa, compositores (Skank)
3 - Equilíbrio, Na Ozzetti e Luiz Tatit, compositores (Na Ozzetti)
4 - Mais Perfumado, Adriana Calcanhoto, compositora (Adriana Calcanhoto)
5 - What about the heart (Bate Bate), Eliane Elias, compositora (Eliane Elias)

Melhor Álbum pop contemporâneo brasileiro

1 - Arnaldo Antunes ao Vivo Lá em Casa, Arnaldo Antunes
2 - Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias, Vanessa da Mata
3 - Quinze, Jota Quest
4 - Multishow ao Vivo Paralamas Brasil Afora, Os Paralamas do Sucesso
5 - Multishow ao Vivo Ivete Sangalo no Madison Square Garden, Ivete Sangalo
6 - Seu Jorge e Almaz, Seu Jorge e Almaz
 
Melhor álbum de rock brasileiro

1 - Revanche, Fresno
2 - Haih or Amortecedor..., Mutantes
3 - A Trupe Delirante no Circo Voador, Pitty
4 - Rachando Concreto ao vivo em Brasília, Plebe Rude
5 - Zii e Zie - ao Vivo, Caetano Veloso

Melhor álbum de samba/pagode

1 - Filosofia de Vida, Martinho da Vila
2 - Exaltasamba 25 anos - ao Vivo, Exaltasamba
3 - Nossa Verdade, Fundo de Quintal
4 - Sou Eu - Ao Vivo, Diego Nogueira
5 - Vida da Minha Vida, Zeca Pagodinho

Melhor álbum de música sertaneja

1 - João Bosco & Vinícius, João Bosco e Vinícius
2 - Paula Fernandes ao Vivo, Paula Fernandes
3 - Alucinação, Leonardo
4 - Sorrir Faz a vida Valer, Roberta Miranda
5 - Ao Vivo, Michel Teló

Melhor álbum de música cristã em língua portuguesa

1 - Extraordinário Amor de Deus, Aline Barros
2 - Em Santidade, Ministério Adoração e Vida
3 - Horizonte Vivo Distante, Rosa De Saron
4 - Uma História em Canções, vários artistas
5 - Quando Deus se Calou, Padre Zezinho
 
Fonte: R7

O Rappa regressa aos palcos após pausa de 2 anos e trabalha em novo disco para 2012

A banda brasileira O Rappa está de volta. Após uma pausa de quase dois anos, a banda se reúne para a tour do disco e DVD “Rappa – Ao Vivo”, gravado na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, Brasil.

O álbum marca uma etapa importante da história d’O Rappa. Após discos de sucesso, hits como “A Feira”, “Minha Alma (A Paz que Eu Não Quero)” e covers explosivos como “Hey Joe”, a banda se instalou em uma garagem desactivada para capturar a força que poucas bandas conseguem colocar sobre um palco. “Rappa – Ao vivo” traça um panorama da trajectória de sucesso da banda, que é resultado de timbres de Dub, Reggae, Rock, riffs intensos e efeitos que emolduram psicodelia dentro de contornos brasileiros modernos. O pacote sonoro embrulha sentimentos por dias melhores, que caminham sobre mensagens críticas que abordam a realidade brasileira com perspectiva própria. Ao mesmo tempo em que enxerga a vitória do dia a dia de um universo como a Rocinha, esse olhar importa o colorido que só a periferia consegue entregar.

E O Rappa sempre soube disso. Seus integrantes têm lutado contra a desigualdade social, actuando em diversas frentes, seja no financiamento de projectos que estimulem a inclusão de jovens colocados à margem da sociedade ou no recrutamento de actores de comunidades carentes para participar de seus telediscos. E é com essa identidade que a banda vai para a estrada. Mapeando seu alcance sobre o território brasileiro, as primeiras datas do grupo incluem São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília. A estreia aconteceu no Rio de Janeiro, em concerto realizado no 21 de outubro na Marina da Glória, reunindo cerca de 15 mil pessoas.

 

Essas apresentações são baseadas no conteúdo do “Rappa – Ao Vivo”, mas servirão de laboratório para um próximo disco, com previsão de lançamento para 2012. Entre as apresentações, a banda reserva a agenda para novas experimentações em estúdio, reestabelecendo o processo criativo que culminou com alguns dos grandes marcos da música brasileira.

Este também é um novo momento da relação entre fã e banda. O Rappa estabelece novos canais oficiais com seus fãs com a maciça utilização de ferramentas digitais, em especial uma melhor presença em redes sociais. Essa postura também será vista no novo site da banda, que passa ser uma plataforma de conteúdo exclusivo d’O Rappa, estreitando ainda mais o laço entre o grupo seu público.  O Rappa está de volta, e ainda mais perto de seus fãs.

 

Enviado por Fabiana Lima

Caetano e Gadú dão show de MPB

 
Caetano Emanuel Viana Teles Veloso. 69 anos. Natural da Bahia.
Mayra Corrêa Aygadoux. 24 anos. Paulista.
Ele é estrela maior de várias gerações.
Ela é estrela ascendente de uma nova constelação de cantores da Música Popular Brasileira.

O que é que estas duas pessoas têm em comum? Para já uma notória amizade que as une. Depois, o facto de terem conquistado por um lado, o silêncio, por outro os aplausos nesta noite no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Tantos aplausos que os artistas não puderam fugir a dois encores muito pedidos. Os cantores brasileiros interpretaram temas da autoria de ambos, embora, surpreendentemente, se tenham dividido ao longo do espectáculo que durou cerca de duas horas: o primeiro tema, 'Beleza Pura', foi cantado a duas vozes mas logo depois foi Maria Gadú que embalou a plateia em dez músicas. De seguida, outras dez só com o imenso Caetano e, por fim, mais uma dezena onde pudemos comprovar a beleza da combinação perfeita destas duas vozes. E é bom saber que ainda há quem o consiga fazer de forma tão impressionante e sem recursos informáticos.

Em palco, só uma enorme bola por detrás de ambos. Duas violas. Dois microfones. E é tudo. Afinal, também nada mais faz falta num concerto em que, apesar do público não resistir a cantar alguns temas amplamente conhecidos, o que se quer é mesmo fechar os olhos e escutar com atenção o que eles nos cantam. Ouvir, sentir, gostar ou não gostar, nem sempre as canções de Caetano/Gadú têm de fazer algum sentido mas o importante é como nos tocam.
Depois da saída de "Velê" do palco, a jovem cantora começa o seu repertório com 'Bela Flor', 'Encontro' e 'Tudo Diferente'. São, principalmente, os temas do seu álbum de estreia, homónimo, que marcam a actuação mas também houve lugar a 'Amor de Índio', um tema de Beto Guedes, de 1978, que chega até aos dias de hoje graças ao grupo brasileiro Roupa Nova.
Os dois cruzam-se em palco para 'O Quereres' e 'Sampa' e Caetano segue a solo. 'Cajuina', 'Desde que o Samba é Samba' e 'Alegria, Alegria' foram algumas das canções que "aqueceram" o público que se entregou completamente ao eterno 'Sozinho'.

Homem de poucas mas sentidas palavras, Caetano Veloso aproveita um dos muitos momentos de palmas para dizer que lhe dá grande prazer cantar músicas dos outros. À "boleia" do "recado" é precisamente ele que canta o "hino", como o próprio lhe chamou, de Gadú: 'Shimbalaiê'. E o final, a duas vozes, tinha de ser com músicas tão importantes para o público português como 'Trem das 11', que perde o jeito sambista do original para, afinal, percebermos que se encaixa muito bem neste registo mais suave, 'Leãozinho', 'O Nosso Estranho Amor' ou 'Menino do Rio'.

Caetano Veloso e Maria Gadú são duas gerações de intérpretes da música popular brasileira (MPB), que se encontraram para um concerto acústico no Brasil, andaram em digressão pelo país, só com as suas vozes e violão, e agora chegaram a Portugal. O espectáculo já nos tinha sido mostrado no CD/DVD "Multishow ao Vivo" mas nenhum fã parece ter perdido a emoção do "em carne e osso". Ele, satisfeito por mais uma noite de "casa cheia". Ela, sem palavras perante tanto acolhimento do público.
 
Fonte: Cotonete

Caetano Veloso e Maria Gadú no Atlântico: Drs. Estranho Amor

No palco do Pavilhão Atlântico não houve romance mas um estranho amor.

O atraso no inicio do concerto não pareceu incomodar o publico que lentamente ia enchendo a sala. Expectante mas não impaciente, a noite prometia música doce e aconchegante.

Caetano Veloso e Maria Gadú chegam ao palco simples e despojados. Brindam a plateia com «Beleza Pura» e Caetano abraça Maria deixando-a entregue a um Pavilhão Atlântico com um péssimo som.

Escondida atrás de um chapéu e de um sorriso tímido passeia pelo repertório com a sua voz forte e melódica, faz-nos rir com a introdução de uns versos de «1406” dos Mamonas Assassinas - «Money que é good e nois não have» é o verso repetido na plateia com ou sem reconhecimento. Uma dezena de músicas depois não restam dúvidas, caso as houvesse, de que Maria Gadú é o próximo nome a decorar no futuro da MPB.

Quando chega a altura de Caetano ficar a sós, somos transportados para o seu universo particular. Pouco comunicativo, admite que tem prazer em cantar as músicas que não lhe pertencem depois de, em jeito de rebuçado, cantar «Sozinho» acompanhado por milhares de vozes. Intercalando entre silêncios e palmas fortes nota-se o prazer nos olhos do cantor que não se envergonha de olhar para as pautas quando a memoria não quer ajudar.

Quem esperava uma reprodução do álbum ao vivo «Multishow» talvez não tenha saído de peito cheio, ainda que o concerto tenha terminado com a dupla em palco a emocionar a plateia na partilha e na entrega. Esta respondeu sem medo a «Menino do Rio», «Leãozinho» e derreteu-se numa versão menos sambadae mais intensa de «Trem Das Onze».

Tanto assim foi que voltaram para dois encores, e foi aqui que o público se levantou e se chegou à frente para tentar a aproximação que esta sala de espectáculos à beira rio não consegue criar. Ficou a faltar a «História De Lilly Braun» e acima de tudo a envolvência que este tipo de espectáculos merece.

 

Fonte:Disco Digital

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