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Música do Brasil

Música do Brasil

Paula Morelenbaum traz novo disco e 2 concertos

Paula Morelenbaum traz a Portugal o novo disco Telecoteco, cheio de sons que antecederam e inspiraram a Bossa Nova. O Destak falou com a cantora, antes de se aventurar dia 18, na Casa da Música, e dia 19 no São Luiz, ao lado de Pedro Milman (piano e teclados), Lancaster Lopes (baixo e violão) e Rick de la Torre (bateria e samples).

 

 

Que viagem é esta que fazemos ao ouvir o disco? Eu quero levar-vos para a viagem da música rica que temos no Brasil. Não dá para abranger tudo, agarrei 20 anos de música apenas. É o suficiente para ver uma raiz considerável da música brasileira, que antecedeu a Bossa Nova. Cantei com Tom Jobim durante 10 anos e já fiz vários projectos de Bossa Nova. E agora queria ampliar o meu universo musical e mostrá-lo.

 

Como chegou a este repertório? Fiz uma grande pesquisa e perguntei a muitos compositores de Bossa Nova, como Carlinhos Lyra, o que gostavam de ouvir. Baseado nas histórias e nas pesquisas que fiz com historiadores de música cheguei a este repertório.

 

Temos o seu ponto de vista da música atrás da Bossa Nova? É uma espécie de raiz da Bossa Nova. A Bossa Nova começou no finalzinho dos anos 50, em 58/59, quando Tom Jobim conheceu Vinicius de Morais. Depois Elizeth Cardoso fez um disco onde cantou muitas músicas de Tom Jobim, e onde João Gilberto tocava violão. Quando se encontraram as músicas de Tom Jobim com o violão de Joao Gilberto começou o movimento de Bossa Nova, que outros músicos também estavam a fazer, como Roberto Menescal ou Carlinhos Lyra. Estavam todos na mesma vibração e no mesmo momento criativo. Eu quis dar um passo atrás e ver por trás.

 

Falou com vários músicos. Com o seu marido também? Falei com músicos que fizeram parte da Bossa Nova. É claro que troco ideias com o meu marido, mas ele não saberia dar essas dicas. É preciso pesquisar. Ouvi milhões de canções, para chegar a estas conclusões. Foi mesmo uma pesquisa histórica e musical de um universo de músicas que eu nem conhecia, porque nem tinha nascido. E mesmo depois de ter nascido, já não passavam, salvo excepções.

 

E são essas músicas desconhecidas que nos traz? Vou levar não só essas músicas, mas também músicas do álbum Berimbaum e outras que tenho feito. Não vou fechar o repertório, até porque este disco só tem 12 músicas e o show tem muito mais. Quero levar um grande show!

 

E como chegou a este nome Telecoteco para resumir o disco? Telecoteco é uma expressão onomatopaica que remete para o som de um tamborim. Existem 3 músicas que se chamam Telecoteco. Uma delas é a que eu gravei, de Murilo Caldas e Marino Pinto e é uma história de 1942, de uma mulher que canta a história do marido, que chega em casa tarde da boémia. Era uma coisa que acontecia muito no Brasil: o homem ficar num bar com os amigos e a mulher ficava em casa à espera preocupada. Achei um título percussivo que representa o repertório.

 

Fonte: Destak

Adriana Partimpim lança DVD ao vivo de turnê

 

A cantora e compositora Adriana Calcanhotto já havia consolidado sua carreira musical quando, em 2004, lançou o álbum "Adriana Partimpim", o primeiro dedicado ao público infantil e assinado por um colorido alter-ego.

A surpresa dos pais, que viram os filhos contagiados por letras inteligentes e melodias que se distanciavam ao máximo das exaustivas músicas infantis, foi refletida no sucesso de vendas do disco, que ultrapassou as 100 mil cópias.

Após uma turnê bem-sucedida, Adriana retornou em 2009 com "Partimpim Dois", novo trabalho que adota seu heterônimo e dá seguimento a uma carreira paralela que, de certa forma, serviu de estímulo para o surgimento de outros trabalhos do tipo, como o grupo Pequeno Cidadão, formado por nomes já conhecido do rock e de pop, como Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra.

Aproveitando o lançamento de "Dois é Show", DVD que registra a turnê de seu segundo álbum, Adriana conversou com o iG sobre o sucesso do projeto Partimpim, o cuidado em compor para crianças e a opção por não ter filhos.

 

iG: Em 2004 você lançou o primeiro álbum da Partimpim. Cinco anos mais tarde surge "Partimpim Dois" e agora o DVD da turnê "Dois é Show". Como essa continuação ganhou forma?

Adriana Calcanhotto: A ideia sempre foi a de dar continuidade, de ser uma discografia e não um disco só, um projeto único.

 

iG: Apesar do sucesso, "Partimpim Dois" não alcançou a projeção do primeiro álbum. Como você analisa essa diferença?

Adriana Calcanhotto: Acho que esses discos têm seu tempo de assimilação, o primeiro Partimpim não foi um fenômeno imediato, ele foi chegando.

 

iG: "Adriana Partimpim" inaugurou um movimento que tem mudado a cara da música infantil. Nos últimos anos nomes do rock e pop abriram espaço em suas carreiras para trabalhos voltados a essa "cena infantil", se é que podemos classificá-la dessa maneira. Como você se sente inaugurando um novo mercado?

Adriana Calcanhotto: Não entendo nada de mercado, me sinto igual.

iG: O que acha dos trabalhos de artistas que surgiram nesse intervalo entre os dois álbuns da Partimpim, como Pequeno Cidadão e último disco do Pato Fu, "Música de Brinquedo"?

Adriana Calcanhotto: Acho muito legais e as crianças estão gostando.

 

iG: Os músicos envolvidos nesses projetos declaram inspiração e influência de seus filhos - o que não é o seu caso. O trabalho como Partimpim e toda a proximidade com crianças a fez pensar em ter filhos?

Adriana Calcanhotto: Não, não tive vontade de ter filhos. Tenho crianças na minha vida a quem mimo, deseduco, estrago e depois devolvo. Fico só com a parte boa.

 

 

iG: Existe diferença entre compor para adultos e para crianças? Há um cuidado especial no que diz respeito ao tema ou musicalidade?

Adriana Calcanhotto: Em relação ao tema evidente que há que se ter bom senso, em relação à musicalidade acredito que manter a simplicidade é essencial e importantíssimo.

 

iG: E o clima da turnê e a postura de palco, mudam muito se comparados aos shows da Adriana Calcanhotto?

Adriana Calcanhotto: Mudam um pouco, a nossa disposição é a de brincar de fazer show.

 

iG: De onde surgiu a cenografia de "Dois é Show", uma verdadeira sala de brinquedos com luminárias enormes e muita cor - além das roupas e acessórias que você usa?

Adriana Calcanhotto: Queria um cenário que mexesse com as proporções, coisas gigantes que nos deixassem pequenos no palco e coisinhas pequenas (como panelinhas de brinquedo, trenzinho...), que nos deixassem gigantes. Conversei com Helio Eichbauer sobre isso e ele criou o cenário. O trem elétrico eu havia visto no cenário do Helio para a montagem de "A Visita da Velha Senhora", com Tônia Carrero, e conseguimos trazê-lo de volta para o "Dois é Show".

 

iG: Uma das coisas mais legais da Partimpim é que suas canções agradam tanto aos filhos quanto aos pais, o que acaba com o martírio do adulto que é obrigado a aguentar canções infantis irritantes. Já aconteceu de o público pedir alguma canção da Partimpim numa apresentação da Calcanhotto?

Adriana Calcanhotto: Acontece direto e, se tem criança na plateia, eu canto. Se não tiver, canto também - hahaha.

 

iG: Em outros meios artísticos, como a TV, cinema e histórias em quadrinhos, é comum que o primeiro contato ocorra ainda na infância. Já na música existe uma diferença clara: apesar de ouvir canções infantis em casa, as crianças não tinham o hábito de ir a shows - as primeiras incursões nesse universo costumam ocorrer na adolescência. Como é para você inserir esse público no contexto de uma apresentação musical e ser "o primeiro show" de uma geração?

Adriana Calcanhotto: Essa sempre foi uma das questões que me impulsionaram para a realização do projeto Partimpim. É difícil descrever em palavras as sensações, as emoções que temos experimentado vendo as crianças assistirem ao primeiro show. Sinto enorme orgulho de toda a nossa equipe.

 

iG: Já existe alguma canção, ideia ou mesmo pista de um terceiro trabalho da Partimpim? Para quando o público pode esperar seu retorno pelos ares?

Adriana Calcanhotto: Às vezes penso em levar a cabo a ideia que tenho para o terceiro, mas agora que estou lançando o segundo DVD Partimpim (com cujo resultado final estou encantada) penso que já fiz a minha parte.

 

Fonte: Último Segundo

ENTREVISTA: Márcio Victor!

 

O Psirico grava seu segundo DVD de carreira no sábado [16.10], durante a segunda edição do Todo Mundo Vai, no Parque de Exposições de Salvador. O Portal Axezeiro entrevistou Márcio Victor, líder da banda, para saber detalhes sobre o show que será apresentado ao público. Novas músicas e muitas surpresas farão parte do evento.
 
Portal Axezeiro: Márcio. Dez anos de estrada com o Psirico. Que avaliação você faz desta primeira década?
Márcio Victor:
Vejo que o a família Psirico cresceu muito. O Psi se firmou na Bahia e no Brasil inteiro e vem conquistando o mundo aos poucos. Nossa apresentação em Paris mostra um pouco isso. E tudo só aconteceu graças ao amadurecimento e experiência que fomos ganhando nesses dez anos. A avaliação é muito positiva, e sei que ainda vamos aprender mais.
 
PA: O que foi mais importante para você neste período? 
MV:
Foram muitas conquistas até hoje. Cada momento tem um gosto especial, mas o importante mesmo, para mim, é ter o espaço que o Psi tem hoje, o nosso público, o carinho dos nossos fãs e sentir essa energia.
 
PA: O Psirico tem como fortes características as músicas swingadas cheias de percussão e letras com teor mais divertido, sem fortes apelações. Esta é a prova de que é possível fazer sucesso sem apelar?
MV:
Com certeza. O Psi faz música pra divertir o povo, mas a gente não esquece das questões sociais e, acima de qualquer coisa, buscamos o respeito pelo outro em todas as nossas canções. Mulher Brasileira (Toda Boa) é um bom exemplo disso. Mas o povo também gosta de músicas apimentadas e nos shows cantamos algumas, sem fortes apelações.
 
PA: Você comemorou o aniversário com uma festa para o público na Liberdade. Era um desejo antigo? 
MV:
Era sim! Foi um presente maravilhoso receber aquela energia, o carinho das pessoas cantando as músicas do Psi, com faixas de parabéns nas janelas e ver aquela multidão lá embaixo... Foi lindo demais! Sempre que posso toco para povo, mas no dia do meu aniversário teve um gosto especial.
 
PA: Pretende repetir a dose nos próximos anos? Seria no mesmo bairro? 
MV:
Quero sim! É uma emoção diferente! O que me impossibilita de fazer no dia do meu aniversário é que  nem sempre passo na Bahia, a maioria das vezes tive shows fora.Mas já fiz outros eventos para o povo na Liberdade, como o arrastão, e no Engenho Velho sempre fazia um arrastão no dia do festejos juninos. Minhas identificação com o povo e com a cultura dos bairros já é uma coisa antiga.
 
PA: Você está prestes a dar um passo importante, a gravação de um novo DVD. Como é que andam os preparativos? 
MV:
É o segundo DVD do Psi, mas o primeiro que vamos gravar na Bahia. É muita expectativa e está tudo sendo feito com muito amor. Vai ser um show inesquecível pra mim e para toda equipe do Psirico e também para a nossa nação psirqueira, que faz questão de acompanhar tudo e passar uma energia maravilhosa.
 
PA: A decisão de gravar no Todo Mundo Vai tem relação com o sucesso que foi o show no ano passado durante o evento? 
MV:
O Todo Mundo Vai é um mega evento, tem uma produção impecável. Ano passado o nosso show foi muito bom, o público do Psi compareceu em peso e queremos repetir esse sucesso para a gravação do DVD. Tenho certeza que a minha nação vai fazer bonito. Conto com todo mundo lá.
 
PA: Quantas músicas novas estarão presentes no repertório para o show do DVD? 
MV:
Além dos grandes sucessos do Psi, vamos gravar umas dez músicas inéditas. Algumas eu tenho mostrado ao público nos shows e já tô sentido que vai pegar para o Verão, vai ser sucesso também.
 
PA: Chupeta é o carro chefe deste novo projeto, ou você tem surpresas tão empolgantes quanto ela?
MV:
O DVD está cheio de surpresas. Tem muita música legal e novidades também. Essa questão de música é engraçado, porque não sou quem escolho a música de trabalho, é o povo que elege!
 
PA: O que o público pode esperar do show do Psi no Todo Mundo Vai? 
MV:
O melhor do Psi. A gente vai fazer nesse show o melhor para o momento ser inesquecível para todos que marcarem presença lá.  E atenção minha nação, o encontro tá marcado no dia 16 de outubro, no Todo Mundo Vai. Espero vocês!!!

 

Fonte: Axezeiro

Entrevista: Pitty

 

Pitty se destaca no cenário do rock nacional pelas canções cheias de introspecção e é, juntamente com o Paralamas do Sucesso, a maior vencedora da história do Video Music Brasil da MTV, com quinze prêmios. No VMB deste ano, ela venceu a categoria “Rock”. Com o intuito de explorar seu talento também nas músicas calmas e melancólicas, ela criou recentemente o projeto Agridoce, junto com seu guitarrista Martin. As primeiras canções, disponíveis no MySpace, geraram críticas bastante positivas. O último álbum de Pitty, Chiaroscuro, foi lançado em agosto de 2009. O título é uma das técnicas de pintura de Leonardo Da Vinci e significa “claro e escuro” em italiano, justificando os contrastes na sonoridade. As canções são pesadas e leves, vicerais e sutis.  

O aniversário de Pitty é neste mês de outubro (7), e o Reduto do Rock preparou uma entrevista + promoção para presentear seus leitores. Vamos sortear o DVD Chiaroscope, que traz imagens da gravação do álbum no Estúdio Madeira e ganhou o prêmio Multishow 2010 (participe e veja regulamento, clicando aqui). Confira abaixo a entrevista na íntegra.

 

Reduto do Rock – Como surgiu a idéia da Dupla Agridoce? Quais as expectativas através desse projeto? Pretendem lançar um álbum/clipe?  

Pitty – Surgiu despretensiosamente, eu e Martin dedilhando umas coisas no violão, meu piano por perto… começamos a fazer um som e decidimos gravar de forma caseira só pela experiência mesmo. Até por isso, nunca houve nenhuma expectativa específica. Nem achávamos que iria chamar atenção desse jeito, só queríamos mesmo um laboratório ali. A coisa continua assim, a gente faz quando dá tempo e vontade. Se vai rolar disco, clipe ou algo mais eu não sei. Agora é deixar rolar mesmo.  

 

RR – Por que explora tanto a subjetividade e introspecção em suas letras e clipes?  

Pitty – Talvez porque eu seja assim. Penso demais, a cabeça não para e estou sempre me fazendo perguntas infindáveis. Tenho um apreço especial pelos mistérios e pelas coisas escondidas; por tudo aquilo que não está na superfície e ainda assim é a argamassa que segura o todo. Gosto de ter o que descobrir, e nas letras e clipes esse jogo aparece quase sem querer. 

 

RR – Dizem que a gente vai mudando de estilo, conforme amadurece. E você, já adotou outros estilos?  

Pitty – A gente muda o tempo todo, desde que nasce até quando morre. É inevitável e pode ser sutil ou mais óbvio; mas muda. Já passei por muitos estilos, vontades, aspirações, certezas que se mostraram não tão certas. E tudo só serviu pra somar, aprender e no final definir o que realmente me interessa. No começo só ouvia punk e hardcore, depois me embrenhei mais no metal e no alternativo, descobri o jazz e o blues e me apaixonei, tive uma fase mais indie, encontrei coisas na MPB que são muito especiais.  Hoje nenhum rótulo me interessa; música boa pra mim é aquela que me toca de alguma forma e pronto, seja lá de onde ela venha.  

 

RR – Cite uma representante feminina do rock nacional e uma do rock internacional, pelas quais tem grande admiração. Explicando o porquê, se possível.  

Pitty – Na verdade, tenho uma grande dificuldade em escolher ícones femininos. Minhas maiores referências sempre foram masculinas. Mas vá lá, Rita Lee e Beth Ditto. A primeira por toda história com os Mutantes e depois solo, pela coragem e pela transformação que causou na imagem da mulher brasileira-roqueira. A segunda por toda a atitude de ser o que é, de não se render a padrões estéticos e mostrar que é possível ser interessante e feminina desse jeito. Mas citaria várias que não seriam rotuladas como rock, mas que são mais rock do que qualquer coisa: Elis Regina, Billie Holiday, etc.  

 

RR – Mesmo com o tempo corrido, você continua respondendo aos fãs e estimulando questionamentos por meio de seu blog. Qual a importância desse meio para você?  

Pitty – Essa relação me alimenta. Escrever é minha principal válvula de escape, tão ou mais importante quanto a música. E essa troca de ideias me fortalece, me traz argumentos, abre a cabeça. Nasci para me comunicar, não saberia viver sem isso.   

 

RR – Em um dos posts, você comenta que a música foi uma defesa das desigualdades/injustiças vividas por você. Acredita que seja isso que seus fãs encontrem ao ouvir suas músicas também?  

Pitty – Alguns sim, outros não. A relação de cada um com a música é pessoal, intransferível e só cabe na realidade da própria pessoa. E cada uma é única; sendo assim cada um vai encontrar ali o que precisa para completar o seu próprio micro-cosmo.  

 

RR – O que está lendo no momento?  

Pitty – A autobiografia de Ozzy Osbourne. Incrível e extremamente necessária a todo mundo que curte rock.

 

Links:
Site oficial: www.pitty.com.br
Twitter: @pittyleone
Facebook: www.facebook.com/pages/Pitty/133281290022124?v=wall&ref=ts
MySpace: www.myspace.com/bandapitty

 

Fonte: Reduto do Rock

Latino não tem medo de ser romântico em nova música

Mesmo depois de ter emplacado diversos hits nas rádios, como Festa no Apê, Me Leva e Cátia Catchaça, o cantor Latino não quer deixar a peteca cair e adiantou o lançamento de seu novo single - que ele anuncia como o "novo hit do verão 2011" em seu site oficial.

A música, intitulada Meu Deboche, estará no próximo álbum do cantor, Esquenta com Latino, que deve chegar às lojas em dezembro.

O novo hit do cantor, entretanto, não é bem a música festeira que parece a príncípio: para dominar as rádios neste verão, Latino apostou em uma música dor de cotovelo com batida dançante.

"Pode não gostar de mim, mas te quero mesmo assim / Tantas dúvidas no ar, eu prefiro nem pensar / mando flores pra você / me declaro sem ninguém saber / quem está na chuva é para se molhar / me alimento de ilusão para não te perder / podem me julgar ou debochar / mas eu amo você!", diz a letra.

 

Clique aqui para ouvir a música

 

Fonte: Vírgula Música

Parangolé lança música para o Carnaval de 2011

O grupo baiano Parangolé, aquele do Rebolation, lançou nessa sexta-feira (08) sua nova música de trabalho. Disponível para download na página oficial do grupo e também no Youtube, a canção Vem Cá, é a aposta do Parangolé para o carnaval 2011.

Com um ritmo envolvente, o refrão dos representantes do pagode de Salvador dá o recado: “Se você não dançou, se prepare para dançar”.  A composição fica por conta do vocalista Léo Santana e dos músicos Dino Prix, Anderson Dannyr e Binho.

 

Fonte: Vírgula Música

"Ser cantora não é brinquedo", diz Fernanda Takai

São vários os predicados colados à imagem da cantora Fernanda Takai (e à de sua banda, Pato Fu): meiga, doce, engraçada, cool; Mas há outras camadas, bem mais profundas, por trás desse figurino.

Desde que começou a repisar, com os pés das palavras, todos os passos que deu nesses 39 anos de vida, Fernanda Takai vem ganhando de si mesma as mais inesperadas surpresas. Segundo escreveu certa vez Clarice Lispector, uma de suas autoras preferidas, é na hora de organizar os pensamentos no papel que tomamos consciência de coisas que, sendo inconscientes, antes nem sabíamos que sabíamos. Com ela --Fernanda-- tem sido a mesma coisa.

 

 

Claro que já entrava em contato com o próprio inconsciente antes, nas letras das músicas, por exemplo, que escrevia para a banda que a apresentou ao Brasil há 18 anos, o Pato Fu. Mas janelas se abriram e muita coisa se tornou mais clara quando, há quase seis anos, começou a escrever uma coluna semanal no jornal "Estado de Minas". Expôs-se ali não como personagem de canção, mas com a voz na primeira pessoa.

Àquela altura, ao mesmo tempo em que estreava no jornal, Fernanda começava a viver um processo de transformação íntima que contagiaria todos à sua volta --vazando, enfim, para a música. Casada com o músico John Ulhoa, 44, parceiro também no Pato Fu, acabara de ter a primeira filha, Nina, hoje com seis anos. Só isso já bastaria para que se tornasse outra pessoa. Mas as mudanças estavam apenas começando a acontecer.

Menos de 24 meses depois de criada a coluna, em 2007, Fernanda estrearia em carreira solo -primeiro, cantando ao vivo em desfile de Ronaldo Fraga, seu estilista predileto, criador do projeto visual das fotos destas páginas. Depois, em disco. Inteiramente dedicado ao repertório de Nara Leão, "Onde Brilhem os Olhos Seus" recolhia lascas de memórias da infância dela, da relação com o pai, da música que se ouvia na casa antiga da família Takai, sobretudo nos anos 1970.

Os fãs do Pato Fu migraram com ela para esse universo. E o público de MPB, admirador de Nara, passou a ouvir Pato Fu sob parâmetros bem mais carinhosos. Além de ganhar um disco de ouro (mais de 50 mil cópias vendidas), o álbum rendeu a ela boa parte dos prêmios de melhor intérprete naquele ano. O mais engraçado é que, até ali, não era comum que a colocassem no time das melhores cantoras brasileiras.

"Nos primeiros anos de carreira, eu me incomodava bastante com quem dizia que eu não sabia cantar. Tinha sempre essas premiações para cantoras, e eu nunca estava entre elas -nem mesmo concorrendo. Hoje, entendo que não sei cantar do jeito que algumas pessoas querem ouvir. Sei cantar desse meu jeito. O tempo foi me dando discernimento para separar bem essas coisas e me cobrar menos."

 

EM NOME DO PAI

O ritual da Fernanda em "modo escritora" tem dia e hora marcados. Toda segunda-feira, às 9h, depois de deixar Nina na escola, ela se senta ao computador e mergulha na página em branco. Fica presa a ela quase sempre até o meio-dia, hora de começar a pensar no almoço. (Sim, ela cozinha bem e tem até prato com seu nome em um restaurante de São Paulo --ingrediente principal da receita: pato.) Nascem contos sobre florzinhas aparentemente frágeis, mas capazes de perfumar uma floresta inteira; crônicas sobre a falta de delicadeza do mundo ou sobre a anorexia que matou, em 1983, Karen Carpenter, a linda voz dos Carpenters; memórias dos avôs japoneses, do primeiro violão.

Outro dia, foi bem no fundo. Descreveu o último encontro que teve com o pai, dias antes da morte dele. Ao mesmo tempo em que narrava uma simples massagem nas costas do homem, foi contando do peso de ouvir dos médicos --e, como filha mais velha, ter de contar depois à família-- que ele estava com câncer e não havia mais nada a ser feito. Percorreu o caminho para casa depois de receber a notícia no hospital. Reviveu os momentos de esperança de um milagre quando aquele homem, de apenas 52 anos, começou a emagrecer rumo ao fim. O texto dela terminava assim: "Quando me despedi do meu pai em Goiânia, há 12 anos, eu sabia que aquela seria a última vez em que o veria com vida. E um milagre realmente aconteceu. Eu percebi, de verdade, a quantidade de amor que podia existir em mim".

A história já havia sido contada antes. Logo que soube que o pai partia, Fernanda planejou escrever uma música que pudesse exprimir a iminência da perda. Conseguiu um título: "Canção pra Você Viver Mais". Só não foi capaz de ir além dele. Quem o fez foi John, escrevendo versos de extrema melancolia que, curiosamente, acabaram fazendo dessa música um dos maiores hits da história da banda.

 

PATO AGRIDOCE

Isso desmente a noção comumente difundida de que o Pato Fu é uma banda "engraçadinha". Não. O humor é pedra fundamental na construção das letras, é verdade --como também é nas personalidades de Fernanda e John. Mas o que há de ácido nelas supera, na maior parte das vezes, qualquer sensação superficial de fofura. Outro sucesso escrito pela dupla, "Perdendo Dentes" confirma a tese. "Acho que eu fico mesmo diferente quando falo tudo o que penso realmente: mostro a todo mundo que eu não sei quem sou e uso as palavras de um perdedor", diz a letra, que, embalada em arranjo alegre, é cantada com entusiasmo de festa pelo público. Engraçado?

"Essa é uma canção pop, com refrão, e muitas pessoas nem se dão conta do que estão cantando. Quando falamos de coisas mais sérias, aliviamos na parte sonora. Pra não ficar uma bandeira do recado. O grande talento do John como compositor é ficar sempre nessa linha tênue, doce e azedo, bipolar. Agridoce é uma palavra ótima pra representar o Pato Fu."

Quando esteve pela primeira vez ao lado do desenhista Mauricio de Sousa, criador de Mônica e Cebolinha, Fernanda olhou para ele assombrada. "Parece que estou conhecendo um beatle", disse. Nunca esteve perto de John, Paul, Ringo ou George. Mas, no decorrer da vida de artista, foi encontrando outros de seus "beatles" particulares: Rita Lee ("a figura viva mais forte da música brasileira"), Maki Nomiya, ex-vocalista da banda pop japonesa Pizzicato Five ("minha ídola do Japão"), Laerte ("simplesmente o criador de Deus"), Suzanne Vega ("a cantora que mais me influencia").

Na outra ponta, tem fãs famosos por todos os cantos. O próprio Laerte já fez ao menos meia dúzia de tiras em que ela e o Pato Fu eram personagens e está sempre nos shows da banda. Recentemente, até a candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef, declarou ser sua admiradora. Disse que, quando faz caminhadas, costuma ouvir o disco solo de Fernanda no iPod. Em retribuição, Fernanda mandou, com um bilhetinho, o primeiro DVD de presente para a candidata. "Foi em agosto do ano passado. Nem havia clima de campanha nem nada. Foi uma troca de gentilezas."

As relações de Fernanda com a fama são quase contraditórias. "Meu cacife como celebridade é muito baixo", ela diz. Isso porque o Pato Fu foi, desde o início, uma banda de sucesso moderado. Emplacou músicas em novelas, mas nunca foi a febre do verão. Ao programa do Faustão, foram uma única vez. "Essas coisas ajudam as pessoas a perceberem que a minha vida é a mais próxima possível da vida delas. Estou no palco de vez em quando, me veem na televisão, escutam minha voz no rádio e leem minhas entrevistas, mas sou muito parecida com qualquer dona de casa da minha idade. Por outro lado, sinto que essa 'humanidade' falta um pouco no 'ser pop'. Vejo gente que está na estrada conosco perdendo um pouco isso -ou porque está numa redoma ou porque tem muito intermediário."

 

ELE & ELA

Passados três anos do ciclo de lançamento de "Onde Brilhem os Olhos Seus", a carreira solo de Fernanda continua ativa. Mas, hoje, a prioridade voltou a ser o Pato Fu. Lançaram, há coisa de um mês, o décimo álbum, "Música de Brinquedo", em que cantam repertório alheio --"Todos Estão Surdos", de Roberto e Erasmo, "Sonífera Ilha", dos Titãs, "Ovelha Negra", de Rita Lee-- sobre arranjos instrumentais tirados de tecladinhos, cornetinhas, ursinhos, pianinhos, joguinhos, tudo no diminutivo, tudo de brinquedo. É um jogo de armar entre delicadeza e senso de humor -dois ingredientes que Fernanda e John buscam dosar com precisão. O espírito experimental vem dele. Ela traz o gosto pelas baladas com refrão grudento, pelas canções mais suaves. Assim na música, assim em casa. Entre as duas coisas, cresce Nina Takai Ulhoa.

"Às vezes, eu me pego explicando umas coisas pra ela e logo percebo que não estou contando nenhuma novidade. Nina sabe de muita coisa que eu nunca ensinei. Isso me lembra aquelas pessoas 'viajadas', 'com terceiro grau completo', que olham pra outras 'mais simples' e acham que não vão se surpreender com elas. Essas primeiras aparências, de idade ou instrução, não significam nada. Nunca subestime uma mulherzinha. O título do meu livro é um lema pra mim. Nunca subestime nenhum ser, nenhuma pessoa. A lição mais importante no final do dia vem, quase sempre, do desenho que a Nina fez do que significa a nossa família, e, quase nunca, das coisas práticas que eu expliquei pra ela."

"Nunca subestime uma mulherzinha". Em 2007, Fernanda fez do seu lema o título do primeiro livro, reunindo nele parte da primeira leva de crônicas e contos escrita para o jornal. Hoje, ela acredita, faz textos melhores que aqueles. Talvez porque a mulherzinha, a essa altura, já seja outra. Abertas tantas janelas da inconsciência, nada poderia ficar parado no mesmo lugar.

 

Fonte: Folha Online

Marcelo D2 homenageia Bezerra da Silva e diz que prefere a galera do samba a do rap

Marcelo D2 começou no rock, foi para o rap, misturou com samba e agora abraçou de corpo e alma o ritmo brasileiro. Em 2010, quando a morte de Bezerra da Silva completa cinco anos, D2 lança um tributo honesto ao "bom malandro" recifense, radicado nos morros do Rio de Janeiro.

Com produção de Leandro Sapucahy, o álbum conta com 14 faixas (mais bônus) onde D2 presta homenagem ao seu mestre do samba. Os arranjos ficaram por conta de Jota Moraes e um time de músicos do ramo, incluindo o violão de Carlinhos Sete Cordas, sopros de Dirceu Leitte e um trio vocal fazendo coro à moda antiga. D2 fez a lição de casa, passou no teste para sambista e mostrou que vai muito além do rap.

 

D2 falou ao Virgula Música sobre Marcelo D2 Canta Bezerra da Silva, sua relação com o homenageado, como foi escolher as canções no vasto repertório do interprete, sobre drogas e também política.

 

 

 

Como surgiu a ideia de gravar um tributo ao Bezerra da Silva?
Foi no velório do cara, foi chegando um, chegando outro. Em velório de sambista não pode ter tristeza, a gente começou a tomar uma cerveja e surgiu a ideia.

Como foi o processo para escolher as músicas dentro do grande repertório dele?
Foi em uma hora de reunião, eu e o Leandro sentamos e escolhemos 33 faixas, a gente não queria fazer um disco muito longo, tá ligado? Pra não cansar a galera, gravamos algumas e no fim, separamos as 14 melhores. Ficou tudo dividido pelos temas que o Bezerra cantava, tem música que fala sobre o “bom malandro”, sobre drogas e sobre traição.

Você conviveu muito com o Bezerra?
Quando meu pai morreu, ele me ligou e me deu a maior força, meio que tomava conta de mim, me dava bronca, falava: “Marcelo, não anda com esses caras!” Fizemos até uma turnê juntos, eu ia na casa dele a acabei ficando muito amigo do filho dele.

Como foi pra você cantar samba depois de tanto tempo no rap?
Cara, eu cheguei lá e cantei. Não teve nenhuma preparação especial não. Quando eu era moleque era malandragem cantar Bezerra nas esquinas por aí, eu viva cantando com os meus amigos. Então não foi muito complicado não, só me deu uma rouquidão cara, que eu nunca tive na vida.

A capa do CD faz a referência ao encarte do LP Eu Não Sou Santo, que Bezerra lançou em 1990, só que você trocou o revólver por um microfone. Você diria que essa é a sua maior arma?
Hoje em dia não dá mais para brincar com essas coisas e ter uma arma no estúdio ia deixar o clima pesado. Na real, esse encarte também faz referência ao meu último trabalho A Arte do Barulho, que fala muito dessa coisa de que a música é uma arma e tem muita expressão como protesto.

 

 

Como é a sua relação com a galera do samba?
Olha cara, acho que tenho mais amigos no samba do que no rock e no rap. No samba não tem essa coisa de você chegar e o cara ficar te medindo, olhando o tênis que você tá usando, olhando sua mulher. Me dou muito bem com todo mundo do samba.

Você é um usuário declarado de maconha, como é a sua relação com os seus filhos a respeito das drogas?
O Stephan, meu filho mais velho, já tem 18 anos. Ele é muito tranquilo cara, a única conversa séria que eu tive com ele, foi quando eu percebi que ela tava namorando, pegando a mulherada, aí chamei ele e falei: “Pô, tu tem que usar camisinha”. De resto cara, não proíbo nada não, só falo pra ele tomar cuidado.

Gente importante como o Fernando Henrique Cardoso tem defendido a legalização da maconha no Brasil. Você acha que isso está perto de acontecer?
Pra te falar a verdade, eu acho que vai legalizar, mas agora ainda não. Acho o Brasil muito conservador pra legalizar a maconha como a Argentina fez. Na minha opinião, só vai acontecer quando os países grandes, do G4 liberarem. Aí vai liberar aqui também.

Você já declarou algumas vezes que não gosta de votar. Você apoia algum dos candidatos a presidente desta eleição?
Acho que de todos que estão concorrendo, a Marina Silva é a que mais me agrada, acho ela sensata. Apesar de ser muito religiosa, acho que ela não mistura religião com política, gosto das ideias dela.

 

Fonte: Vírgula Música

Victor & Leo anunciam nome do novo disco

 

A dupla Victor & Leo está com um novo disco pronto para ser lançado em breve. O álbum recebeu o nome de “Boa Sorte Pra Você” e estará nas lojas em novembro.

A primeira música de trabalho do novo disco é justamente a faixa que dá nome ao álbum. O ‘single’ “Boa Sorte Pra Você” foi lançado esta semana e já está sendo veiculada nas rádios. A música já alcançou o posto das mais tocadas em diversas emissoras em todo o país.

O álbum “Boa Sorte Pra Você” traz as canções arranjadas pela própria dupla, com produção de Guto Graça Mello. O repertório completo ainda não foi divulgado, mas o CD trará 11 músicas, sendo que oito delas são de autoria de Victor Chaves, duas regravações e uma faixa bônus. Uma das músicas do novo disco é “Rios de Amor”, que está na trilha sonora da novela “Araguaia”, da Rede Globo.

 

Fonte: Território da Música

Entrevista: Solange e Xand - Aviões do Forró

 

No dia 16 de outubro a banda Aviões do Forró grava em Salvador o seu mais novo DVD. O projeto será registrado durante a festa Todo Mundo Vai [Parque de Exposições de Salvador] e tem entre os convidados especiais a cantora Ivete Sangalo. O Portal Axezeiro entrevistou Solange e Xand, vocalista da Aviões, que contaram alguns detalhes do show que está sendo montado, carreira e mostram o carinho que sentem pela Bahia.
 
Portal Axezeiro: O que significa a cidade de Salvador para vocês?
Solange:
Salvador é uma cidade com vários significados, é festeira o ano inteiro e possui uma energia ímpar e que sempre nos acolhe desde o inicio do Aviões.
 
PA: A expressiva aceitação ao trabalho de vocês pode ser usada para acabar com essa lenda de que a capital baiana é apenas do Axé e Pagode?
Xand:
Todo Estado possui a sua cultura, a sua história e influencia musical, e unificando tudo isso resulta em Brasil. Então a Bahia é uma cidade de todos os ritmos, prova disso está no bloco Aviões Elétrico, ano que vem sairemos pela terceira vez na avenida.
 
PA: Quais localidades do Brasil mais abraçam o trabalho de vocês?
Xand:
A gente tem uma base muito forte aqui no nordeste, onde tudo começou, e graças a Deus o Aviões é conhecido nacionalmente e as pessoas abraçam a nossa carreira de norte a sul do Brasil.
 
PA: Nestes oito anos de estrada da banda, o que mais ficou marcado?
Solange:
Cada sonho concretizado é um marco para mim e para Xand. Oito anos não são oito dias, e todo dia nos deparamos com situações marcantes, como um gesto de um fã, as loucuras que eles fazem...
 
PA: Qual a expectativa para o Todo Mundo Vai?
Solange:
Para nós é uma expectativa muito grande, já que vamos aproveitar para gravar o nosso segundo DVD, e tenho certeza que vai ser um trabalho lindo pela diversificação de ritmos numa única noite.
 
PA: Por que a escolha deste evento para gravar o novo DVD?
Xand:
O nome já diz tudo, né? Mas o que mais incentivou foi a organização e a grandiosidade que é o evento.
 
PA: Pode adiantar alguma novidade sobre o show de gravação do DVD?
Xand:
Estamos preparando muitas surpresas que ainda não podemos revelar, mas o forró e a música brasileira vão se orgulhar desse projeto. 
 
PA: Deixem um recadinho para o público baiano.
Solange:
Meus amores, saudades de vocês... espero todo mundo no dia 16 de outubro, no Parque de Exposições. Beijos da Sol!
Xand: A gente só tem que agradecer a Salvador e a Bahia em geral pela forma carinhosa de receber o Aviões, e dizer que esse Estado maravilhoso é muito importante para a carreira do Aviões. Valeu galera!!

 

Fonte: Axezeiro

Carlinhos Brown lança músicas na internet

 

O músico Carlinhos Brown está divulgando duas novas músicas na internet. Os usuários do Myspace e do Facebook que acessarem os perfis do artista poderão ouvir com exclusividade as canções inéditas. Tantinho e Você Merece Samba fazem parte de um dos dois novos CDs, Adobró e Diminuto, que serão lançados dia 22 de outubro em Salvador.

Fonte: Axezeiro

Eu Quero!

 

A banda Cheiro de Amor acaba de divulgar através dos seus canais na internet um clipe inédito, da música Eu Quero, também nova para o público. Gravado em uma casa de praia de Busca Vida, em março deste ano, o vídeo mostra uma paisagem musical com frescor de amor. 
 
Dirigido por Fred Soares, o clipe se apresenta como peças soltas que se encaixam e vão ganhando um tom confessionário, mas que guardam o paradoxo presente em todo fim de relacionamento: o recomeço, como sugere a música. Eliminado os artifícios de cenários rebuscados e efeitos de iluminação, o vídeo valoriza a beleza natural de Alinne Rosa, que por meio de sorrisos e gestos, transmite uma sonoridade romântica e moderna, vestida com muita elegância.

 

Fonte: Axezeiro

Ela é Total Flex

 

O cantor e compositor Alexandre Peixe acaba de lançar uma nova música que promete causar burburinho. O hitmaker agora investe em Ela é Total Flex, canção com refrão pegajoso e corajoso com a frase: Ela e totalflex, mas eu tô relax. Ela aceita álcool e gasolina, pega geral, menino e menina.
 
Questionado sobre a música, sua aposta para o verão e próximo Carnaval, Peixe explica o motivo da temática. Desde a 'Cabeleira do Zezé'  e 'Maria Sapatão' o carnaval sempre gostou de brincar sobre estes temas. Há dez anos Carlinhos Brown cantou "a namorada tem namorada". A própria música pop sempre se apoderou com propriedade destes assuntos todos. Falo do 'Rock das Aranhas' do Raul Seixas e até mesmo de 'I Kissed A Girl' da Katy Perry. Tá na boca da galera, literalmente [rsrs], declara.

Fonte: Axezeiro

Mamonas Assassinas: Depois de 15 anos música inédita será lançada

Na noite deste domingo (26), Rick Bonadio aproveitou que a banda Mamonas estava nos TTs da rede social Twitter, para anunciar que irá produzir uma música inédita deles. Depois de 15 anos, ele irá produzir uma música dos Mamonas. Ele disse em seu Twitter (@rickbonadio) que já tem todo o projeto de produção em sua cabeça.

‘’ Vou fazer o mais próximo do CD possível. Vou usar os mesmos timbres, instrumentos, etc., e o arranjo nós chegamos a fazer num ensaio. ‘’, disse Rick Bonadio.

E o grande mistério disto, é quem será o vocalista deste incrível projeto. ‘’ Logo conto quem será o vocalista. É uma pessoa que influenciou os Mamonas e sempre foi amiga da banda.’’, disse Rick Bonadio. Especulações a parte sobre o vocalista que terá uma grande responsabilidade, e que os fãs de uma das melhores bandas que o Brasil já teve terão a oportunidade de ouvir algo inédito pelas mãos de um dos melhores produtores.

O próprio Rick Bonadio já disse que dificilmente a produção da música será igual a qualquer música da banda, mas com toda a bagagem que ele possui é no mínimo um projeto curioso e ousado. Capacidade ele tem, resta esperar e acompanhá-lo neste processo pelo Twitter.

 

Fonte: Nação da Música

Fãs escolherão músicas de nova coletânea da Legião Urbana

 

Os fãs da banda Legião Urbana serão os responsáveis pela escolha do repertório de uma nova coletânea que a gravadora EMI lançará em breve.

Este novo lançamento da banda de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá ainda não tem título definido, masjá se sabe que o álbum trará 12 músicas e será lançado em novembro. Uma lista com 40 músicas está disponível no site oficial da banda para que os fãs votem em suas preferidas.

Para votar basta acessar o endereço www.legiaourbana.com.br e se cadastrar. A votação ficará aberta até a próxima quinta-feira, 30. Quem participar vai concorrer a CDs autografados por Bonfá e Villa-Lobos.

Entre as músicas disponíveis estão “Pais e Filhos”, “Será”, “Monte Castelo”, “Andrea Doria”, “Giz”, “Hoje A Noite Não Tem Luar” e “Eu Sei”.

 

Fonte: Território da Música

A música fora do armário de Zeca Baleiro

 

“Vocês vão ter que me engolir”, disse o maranhense àqueles que ele julgava desprezá-lo. O maranhense, chamado Zeca Baleiro, tem 44 anos e é músico desde a adolescência, mas só nos últimos 13 anos conseguiu difundir suas criações Brasil afora – a partir de São Paulo (onde se radicou em 1991), e não do estado natal. "Vocês Vão Ter Que Me Engolir" é o título, um tanto sarcástico, com que ele batizou o pacote com que resolveu comemorar a efeméride nada redonda de 13 anos de presença no showbizz desde o advento do CD "Por Onde Andará Stephen Fry?", em 1997.

O pacote faz o gênero “multimídia”, para usar um termo de feitio modernoso, daqueles que Zeca demonstra detestar. Envolve dois CDs lançados sob patrocínio único e exclusivo de seu próprio selo, Saravá Discos. Um é uma coletânea de temas antes dispersos por aí, chamada "Trilhas – Música para Cinema e Dança". O outro, "Concerto", segue o já desgastado formato “CD ao vivo”, mas com uma diferença crucial: nenhuma das 14 canções ali agrupadas havia jamais sido gravada por sua voz.

A edição de dois discos de uma vez (como ele já ensaiara em 2008, com os dois volumes quase simultâneos de "O Coração do Homem-Bomba") significaria sua admissão de que o produto CD não é algo tão sagrado como foi no passado? “Não, para mim é tão sagrado quanto sempre. Mas eu tinha o cuidado de esperar dois anos entre um disco e outro, e não é mais assim. Hoje o público que tiver que absorver um CD vai absorver em quatro meses. Depois de seis meses, já está velho para a imprensa”, descreve a realidade dura destes tempos pós-gravadoras.

Outra parte do combo apresenta o Baleiro escritor, em "Bala na Agulha (Reflexões de Boteco, Pasteis de Memória e Outras Frituras)", uma compilação de textos algo ranzinzas, algo nostálgicos, escritos por ele em seu blog entre os anos de 2006 e 2010. Quem patrocina, desta vez, é a Ponto de Bala Editora, produtora mantida em sociedade por ele e sua empresária, Rossana DeCelso. Outro livro a caminho é "A Vida É um Souvenir Made in Hong Kong", uma coleção de letras de canções preparada na Universidade Federal de Goiás.

E há, ainda, o trabalho com teatro infantil em "Quem Tem Medo de Curupira?", em cartaz no Teatro do Sesi, do qual Zeca é autor, codiretor musical (com Érico Theobaldo) e compositor da trilha sonora.

Projetos de envolvimento colateral aos quais caberia o epíteto “vocês vão ter que nos engolir” são a produção do novo disco do cantor e compositor Odair José e a direção musical do documentário "Eu Não Sou Cachorro, Não", de Helena Tassara, baseado no livro homônimo em que o jornalista Paulo César de Araújo esmiuça os preconceitos da autointitulada MPB contra a canção (realmente) popular rotulada como “cafona”. “É um projeto audacioso da Helena, vai haver uma turnês de shows com oito desses artistas, como Cláudia Barroso”, antecipa.

E sobre o disco de Odair? “Vai se chamar 'Praça Tiradentes'. Serão só músicas novas dele, uma minha com ele, uma do Arnaldo Antunes e do Carlinhos Brown, uma do Chico César. Produzi aqui, com a minha banda”, conta, no escritório da Ponto de Bala, no Alto de Pinheiros. “Foi emocionante, Odair me disse: ‘Rapaz, eu achava que nunca mais ia gravar’. Ele fez um arranjo meio Penny Lane, dos Beatles, para a canção do Arnaldo e do Brown. Arnaldo ouviu e queria chorar”, entusiasma-se.

Zeca não é explícito sobre o sentido por trás da proposição “vocês vão rer que me engolir”. Deve dizer respeito à estrutura que ele ergueu para si, desatrelado do hoje ruinoso circuito da “grande” indústria fonográfica. Casado e pai de duas crianças (de 10 e 12 anos), diz que já gira sozinha a roda cujos impulsionadores são a Ponto de Bala e a Saravá – e, obviamente, sua veia poética e musical, herdeira de nomes como Noel Rosa e Zeca Pagodinho, Ismael Silva e Itamar Assumpção.

Talvez o sentimento oculto na gag "Vocês Vão Ter Que Me Engolir" englobe ainda a identificação do garoto interiorano de Arari com os cantores ditos “cafonas”, tanto quanto uma rejeição difusa a seu nome, perceptível, por exemplo, por sua ausência das TVs mais comerciais, mas também pelo desinteresse de setores, digamos, hype (como os que ele critica na crônica Cruzada Hype, em Bala na Agulha) da cidade que elegeu para viver.

 

 

“Compenso minha falta de habilidade como lobista com excesso de trabalho”, afirma, antes de ligar o tema a uma de suas manifestações indigestas, em 2007, quando ironizou acidamente o choque expresso por Luciano Huck num texto de jornal, porque seu relógio Rolex fora roubado num sinal de trânsito. “Queria ver Luciano Huck escrevendo um texto tão indignado caso presenciasse uma chacina no Capão Redondo”, escreveu ao painel de leitores da Folha de S.Paulo.

A reação contrária a tal afirmação que mais o assustou, diz, foram comentários do tipo “tem que matar esses nordestinos”, direcionados a ele, o maranhense que criticou a indignação seletiva, e autodirigida, de Huck. “Não tenho nada pessoal contra o cara, ele faz bem o que faz, que é capitalizar a miséria dos brasileiros”, volta à carga. À véspera das eleições, Zeca se define avesso à política, mas não deixa de se assumir fã de Lula nem de declarar voto em Dilma Rousseff “por estratégia” e “porque detesto esse tucanato que está aí”.

Dono de discos de ouro pelas vendagens de seus primeiros três álbuns e, mais tarde, pelo afiado disco em dupla com o cearense Raimundo Fagner, Zeca aprecia ser ferino e provocador em letras de canções, como acontece na inédita "Armário", de "Concerto". “Não posso, não posso/ já falei que não posso/ não é que eu não queira/ mas é tão difícil pra mim/ é claro que eu quero/ quero mais que tudo/ mas sinto tanto medo/ (...) já que eu não posso sair do armário/ quero que você entre no armário também”, agulha a letra crítica à homossexualidade não-assumida. Seria autobiográfica a historinha narrada em tom de comédia? “Não é, é uma brincadeira”, ri. “Fiz há uns cinco anos, mostrei para o Edson Cordeiro e ele começou a cantar nos shows. Mas gosto da ambiguidade que gera o fato de eu mesmo cantar.”

Uma característica distintiva de Zeca em nosso cenário atual é a de ele cobiçar, sim, o sucesso, mas sem nutrir medo ou ojeriza por experiências musicais passadas tidas como “malditas”, ou no mínimo obscuras, da música. As releituras presentes nos novos CDs incluem temas de artistas diversos, selecionados a quilômetros de distância da obviedade e das regras de mercado, como Walter Franco ("Respire Fundo"), Gilson ("Chuva"), Camisa de Vênus ("Eu Não Matei Joana d’Arc"), Lula Côrtes ("Desengano") e Tetê Espíndola (na forte canção de identidade matogrossense "Cunhataiporã").

Garimpagem musical para lá do fast-food musical não dá ibope no mercado mainstream, mas sempre foi uma especialidade de Zeca Baleiro – num arco que vai do paulista Chorão ao carioca Martinho da Vila, da mineira Wanderléa ao capixaba Sérgio Sampaio, do pernambucano Luiz Gonzaga ao carioca Luiz Ayrão, do goiano Odair José ao baiano Assis Valente. Quem tem medo dos curupiras, quem tem medo do curupira maranhense?

 

Fonte: IG Música

NX Zero divulga vídeo com prévia do novo CD, "Projeto Paralelo"

 

O grupo NX Zero revelou nesta quarta-feira que trabalha em um CD de releituras chamado "Projeto Paralelo". O novo disco da banda trará novas versões de músicas já conhecidas, como o single "Só Rezo", além de algumas faixas inéditas.

A produção do disco está nas mãos de Rick Bonadio e o lançamento do trabalho ainda não foi marcado. Participam do CD alguns rappers internacionais e brasileiros, entre eles o paulistano Emicida.

Para promover seu novo trabalho, o NX Zero divulgou um vídeo de 2 minutos com uma prévia das novas versões de suas músicas. Não dá pra perceber muita coisa, mas nota-se o uso de bases eletrônicas somadas ao rock tradicional já apresentado pelo grupo antes.

Com o pouco mostrado dá pra arriscar e dizer que o novo trabalho do NX Zero tem uma proposta talvez até similar a algumas músicas feitas pelo Linkin Park em discos passados. Mas  antes que algum fã do Linkin Park se revolte com a observação anterior, vale ressaltar que isso é apenas um chute. Nenhuma das novas canções do NX Zero pôde ser ouvida na íntegra até o momento, então tudo pode mudar depois do lançamento do CD.

Confira o vídeo de apresentação do novo CD do NX Zero, "Projeto Paralelo".

 

Fonte: Cifra Club

ENTREVISTA: Netinho!

 

Mais de 20 anos de carreira, comemorados com um grande show em Aracaju [SE], dando origem a novo CD e DVD. Admirado por uma legião de fãs e criticado por alguns por suas declarações às vezes vistas como polêmicas, ou desnecessárias, o cantor Netinho mostra em entrevista ao Portal Axezeiro que seu foco hoje é seu trabalho e que gosta do que faz. Quanto ao rótulo de polêmico, o cantor baiano revela: “Se ser polêmico é ser verdadeiro, me considero sim”. Hoje ele tem outra visão das coisas e analisa melhor os fatos antes de falar.
 
Portal Axezeiro: Mais de vinte anos de estradas e muitos altos e baixos. Que análise você faz de sua trajetória?
Netinho:
Quanto analiso a minha trajetória artística, o primeiro sentimento que sinto é orgulho. Sou muito feliz por tudo que já fiz e me vejo hoje ansioso por tudo que ainda desejo fazer.
Nos primeiros 15 anos da minha carreira eu vivi todos os estágios que um artista deseja viver. Desde o início de tudo com a Banda Beijo, com todas as dificuldades que enfrentei; depois a chegada do sucesso com as primeiras canções estouradas nas rádios; até o ápice como artista de maior sucesso de vendas e execução do país. Tudo que vivi, desde os dias mais vitoriosos até os momentos de crise, transformaram-se em lições e consequentemente em grande aprendizado. Nos últimos seis anos eu arrumei toda a minha vida e consegui pôr em equilíbrio a minha vida pessoal e a minha vida artística. Hoje eu me sinto muito feliz, vivendo a melhor fase da minha vida toda.
 
PA: Se reinventar é necessário. É difícil criar novas coisas que agradem o público, que está cada vez mais exigente?
N:
Penso que o artista deve ser verdadeiro com o seu público, acima de tudo. Se o que você faz não te emociona ou não representa a sua verdade, não dará certo. Mesmo sendo algo muito inovador. Eu, como artista, procuro estar constantemente me reinventando, mas sempre dentro do universo dos meus anseios e das minhas possibilidades. Procuro estar sempre atualizado com a realidade do mercado fonográfico e do show business e com as inovações da tecnologia. Procuro fazer um show moderno e me mantenho conectado com meus fãs e com o público através das minhas redes sociais na internet.
 
PA: Qual foi a sua maior conquista neste tempo de estrada?
N:
A minha maior conquista foi a construção de uma bela história, sempre representando com muita qualidade o axé music dentro do universo da música brasileira e mundial. Me orgulho de cada música que gravei, de cada disco lançado, de cada show feito. Este é o maior patrimônio de um artista: uma obra bem construída.
 
PA: e a maior perda?
N:
Nenhuma perda que tenha me deixado lembranças ruins. Eu penso que as perdas fazem parte da construção de uma história, de uma vida. Para quem entende dessa forma, elas são muito bem vindas e aceitas quando bem aproveitadas através dos ensinamentos que lhes são inerentes.
 
PA: Você se considera polêmico?
N:
Se ser polêmico é ser verdadeiro, me considero sim.
 
PA: Que notícia relacionada a você lhe deixou chateado pela maneira que foi abordada?
N:
Apenas um assunto relacionado a minha vida foi abordado de uma maneira que me deixou chateado. Mas isso pra mim já faz parte do passado e não é ou será assunto recorrente nas minhas declarações ou entrevistas. Eu já disse tudo o que queria na hora em que decidi falar sobre o assunto. Apesar disso, entendo que nesta relação “pessoa pública/mídia”, sempre haverá distorções por causa dos motivos que todos já conhecem. Mas faz parte. Se você quer ir para a chuva, deve entender que vai se molhar.
 
PA: Hoje em dia pensa duas vezes antes de fazer uma declaração?
N:
Claro. Penso diferente de 1 ano atrás, de 5 anos atrás, de 10 anos atrás, de 15 anos atrás, e de quando comecei nesta vida artística. Sempre mudamos. Parodiando Raul, “eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. O tempo passa e sempre traz com ele acontecimentos e situações que vão nos revelando novas lições, novos aprendizados. Há os que observam, aprendem e mudam. Há os que nada conseguem ver e por causa disso resistem às mudanças. Eu quero pensar diferente sobre as coisas, todos os dias. O mundo muda todos os dias e procuro mudar com ele. Vivo no meu tempo.
 
PA: Se arrepende de algo que disse?
N:
Nunca. Mesmo que eu acredite que muitas vezes tenha dito coisas erradas em momentos errados. Amo ser o que sou e o que me fez assim foi tudo o que eu pensei, tudo o que eu disse, tudo o que eu fiz. Então não tenho por que me arrepender.
 
PA: Mudando de assunto, você está lançando A Caixa Mágica. Porque resolveu abordar este tema?
N:
Esta idéia nasceu numa viagem que fiz com a minha filha, Bruna, no início do ano passado após alguns shows que fiz nos Estados Unidos. Fiquei com ela na Disney e foi lá que tudo isto começou. A minha idéia inicial foi a de misturar toda aquela alegoria da fantasia, do mundo mágico e do circo, com a minha música e o meu show. Eu sempre usei elementos na minha carreira que me permitem utilizar este tipo de referência. Cenários, trocas de figurinos, bailarinos, performances, sempre foram constantes na minha história de shows.
Do nascimento da idéia “Netinho e a Caixa Mágica” até a filmagem do DVD, muita coisa mudou na minha cabeça. Escrevi o roteiro do show e montei um conceito para este trabalho sempre preocupado com a leveza das influências circenses, pois como o mundo do circo e da mágica é muito forte no nosso imaginário, eu corria o risco de deixar tudo muito carregado. Busquei citações leves através das performances, do figurino, da luz e dos telões de leds.  Criei um personagem, o “Mister N” e o transformei no dono da Caixa Mágica e do palco, o mestre daquela fantasia toda. Escrevi 25 roteiros de vídeos, um para cada música do show, que foram exibidos no gigante telão de leds de alta definição do palco. Criei o conceito dos figurinos, todos com cartolas e adereços na cabeça, com roupas elegantes e tecidos nobres. Modifiquei a maneira como o meu balé sempre trabalhou comigo, buscando agora passos mais arrojados e inspirados no mundo do pop.
Todo esse trabalho de produção e ensaios para a gravação do meu novo DVD durou três meses e ensaiamos com toda a equipe no palco durante três dias antes da filmagem do show.
 
PA: Qual o diferencial deste para os demais projetos que já fez?
N:
O diferencial do “Netinho e a Caixa Mágica” é ser um trabalho temático, com influências claras e definidas.
 
PA: O investimento para um projeto como este é enorme. Com o mercado da pirataria cada vez mais expressivo, não acha muito arriscado investir tanto?
N:
Eu banquei 100% dos custos desse trabalho, desde a produção, filmagem e pós-produção, até a sua industrialização. Também estou vendendo este meu novo DVD e CD em meu próprio site na internet (www.netinho.com.br), além das lojas de discos convencionais, atacados e lojas virtuais.
Eu sou um artista e, ao mesmo tempo, empresário da minha carreira junto com Geraldo Magalhães, e agora também em parceria com a Salvador Produções. Por causa disso, na minha cabeça, o artista e o empresário têm que conviver sem conflitos, numa relação perfeita de mutualismo. Ao mesmo tempo em que a minha porção “artista” me ensina que um investimento desse porte é um benefício em prol da minha carreira e da minha história, o meu lado “empresário” briga para trazer esses valores investidos de volta à minha produtora, a Bem Bolado Produções.
Não podemos mais enxergar com ortodoxia a venda de discos, pois o mercado fonográfico encolheu em todos os aspectos. Por causa disso, acredito que o futuro deste processo mercadológico de música, incluindo aí produção, distribuição, divulgação e vendas, irá convergir todo ele para o próprio artista. Neste momento eu me preparo para isso, porque este futuro já está acontecendo. É agora.
 
PA: Que canção te deu mais prazer cantar neste DVD?
N:
Esta é uma pergunta injusta, pois tenho igual amor por todas as canções que gravei neste novo trabalho. Eu poderia citar uma delas, a canção “A Gente Se Combina”, por ser uma música que dedico a todos os meus fãs desses quase vinte e um anos de carreira. É muito linda.
 
PA: Quais as expectativas para os próximos meses?
N:
Cada trabalho novo representa um novo desafio e eu adoro desafios. Pela frente, muito trabalho de divulgação e muito tempo na estrada com meu novo show, o show do DVD “Netinho e a Caixa Mágica”. Acabamos de lançar o DVD que ainda está chegando nas lojas de todo o Brasil e, até o momento, só recebemos elogios. Pra mim, é uma obra que representa muito bem a nossa música baiana e toda a alegria da nossa maior festa, o carnaval de Salvador. Representa também a evolução de um artista que sempre primou pela qualidade e pelo respeito à arte. O resultado desse trabalho superou as minhas expectativas.
 
PA: Deixa um recado para os seus fãs.
N:
Para os meus fãs, um único recado: Um MUITO OBRIGADO gigante por todos esses anos de alegria e carinho com o meu trabalho. Seguimos juntos construindo esta história de gente feliz. É isso o que somos. Amo todos vocês.

 

 

Fonte: Axezeiro

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