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Música do Brasil

Música do Brasil

Quanta sensualidade!!

No bilhete estava escrito, «Ney Matogrosso a Ousadia está de volta» - e é verdade, está mesmo!

 

Ney Matogrosso

 

 

Grande parte da plateia que aguardava no Coliseu de Lisboa o início do espectáculo tinha cabelos grisalhos, foi para esse público fiel e conhecedor que Ney Matogrosso se apresentou. Percorreu as músicas do seu último projecto reservando para o encore temas mais antigos.

No palco, apenas um sofá coberto por peles, tecidos coloridos e brilhantes, e foi com muitos brilhos, com o corpo todo a brilhar de lantejoulas que iniciou a noite.
A canção de abertura, a mesma do álbum, «O Tempo não Pára», parece estar desenquadrada, para ele parece que parou, e já há muito tempo. A prová-lo a mesma agilidade, a mesma intensidade na representação, o cuidado no vestuário, a sensualidade que emanava, nada foi deixado ao acaso.

Segue-se «Mal Necessário», canção já editada por si há trinta anos no álbum Feitiço, justificado pela letra que descreve o sentido dual que quis dar a esta apresentação, surge apenas enquadrado por um holofote, para dar mais ênfase a tudo que era cantado, «sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher, (...) sou o novo, sou o antigo, (...) sou o que divide».

Depois deu um sentido mais «Leve» e começou o namoro, com as danças, os olhares e gestos insinuantes com que brindava a audiência. E de forma provocante foi mudando de adereços e de pouca roupa, num strip-tease muito, muito sensual.

 

 


Para gáudio do público, escolheu percorrer todo o Coliseu a cantar «Porque é que a gente é assim», onde foi abraçado, tocado por uma chuva de pétalas e flores de fãs.
E a partir de aí a conquista estava feita.

Segue-se um momento intimista, senta-se no sofá ladeado pelos seus músicos, num ritmo lento que transbordou do palco e envolveu a plateia que ia batendo palmas participando na música.

Transita de seguida para ritmos com roupagem mais rock e até psicadélicos.

E foi de forma enérgica que terminou, provando que os seus mais de trinta e cinco anos de carreira não o restringem, nem o condicionam. Novamente exuberante, depois de um período mais discreto, continua o mesmo de antigamente, não se deixando enquadrar nos cânones rígidos da sociedade. Será que é inclassificável? Porém, esta noite teve uma classificação: Excelente!

 

 

Fonte: IOL Música

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