Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Música do Brasil

Música do Brasil

Beijados por Caetano

Caetano Veloso apresentou-se sozinho com o violão de forma serena e risonha

 

Caetano Veloso em Lisboa (Foto Cláudio Andrade)

 

Foi um Caetano Veloso apaziguado, sorridente, brincalhão e até dançarino que se apresentou em Oeiras no Cool Jazz Fest. Sozinho no palco com o violão, foi alternando entre músicas mais recentes e mesmo uma inédita, com os seus êxitos mais antigos que entusiasmaram mais o público.

Um dos seus temas que cantou de forma menos agastada e amargurada que a letra pedia foi o Odeio, parte integrante do seu álbum «Cê», as músicas que falavam de lágrimas e sofrimento do disco não apareceram.

O primeiro clamor foi para Menino do rio, que evoca praia, calor e nos é oferecida como se de um beijo se tratasse. Depois com o Terra em que pediu o coro de todos, «mesmo todos» no refrão. Mas foi com o Eu sei que vou te amar de Vinicius de Moraes que arrancou mais aplausos.

Ary Barroso seria outro autor que usou para dar a conhecer a sua Baía, chegando mesmo a dedilhar excertos de outras composições desse autor como Aquarela do Brasil do sobejamente conhecido «Brasil, Brasil, prá mim, prá mim».

Caetano fez uma sentida homenagem ao seu produtor na Europa cantando uma música francesa que sempre lhe teria sugerido que cantasse nas suas digressões europeias, algo que só acontece após a sua morte.

Seria com uma conseguida interpretação do fado «Estranha Forma de Vida que se desculpou da actuação no documentário de Carlos Saura «Fados» em que cantou, «não sabe bem porquê, em falsete, fora do seu tom».

Talvez inspiradas pelo tema Cucurrucucu Paloma as rãs da ribeira da Lage foram coaxando ao longo da noite.

O ritmo do samba chegou perto do fim com A luz de Tieta que o fez dar um pezinho de dança.

Um espectáculo para ficar na memória, como foi cantando em uníssono «quem jamais te esqueceria?...»
 

 

Fonte: IOL Música

Comentar:

Notificações de respostas serão enviadas por e-mail.